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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Festa do Azulejo de Beja 6 a 9 de maio


segunda-feira, 23 de março de 2015

Borboleta Mensageira

Borboleta mensageira
Voando de flor em flor
Vem trazer à minha beira
Notícias do meu amor


Notícias do meu amor
Que eu parti, ficou chorando
Borboleta mensageira
Pelo ar tu vais voando





segunda-feira, 16 de março de 2015

Maratona Fotográfica 11 abril 2015 - Beja - Alterada para dia 18 abril

Informamos que a MARATONA FOTOGRÁFICA 

agendada para amanhã, dia 11, foi adiada para o 

próximo sábado dia 18, devido às condições 

climatéricas não serem as melhores para a prática da 

fotografia.



segunda-feira, 2 de março de 2015

Bronca no Parque

No passado domingo, marido ciumento agride amigo da companheira. Do confronto resultou um ferido ligeiro!

O aldeagar captou o momento...!




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Quem de quatro tira um...!


A tarde vai caindo, devagar. Devagar são também os passos que me conduzem a antiga Judiaria de Beja. Neste dia, um dia como tantos outros, passeei. Olhei pausadamente as paredes, as portas e janelas das ruas que descem do alta da colina de Beja.

De um momento para o outro, dou por mim parado. Máquina fotográfica ao ombro. Olho para o lado direito e faço contas. Contas de subtrair... ou talvez de dividir? Não sei. Só sei que a minha imaginação me levou para o interior de uma janela... Apenas com três espaços, onde os vidros já não moram.

Mas lá dentro quantas estórias haverá para contar?

Quantos vendavais deixou ela ficar do lado de fora?

Sozinho, pensativo carreguei no botão e tirei fotos.Uma... duas.... três...!

Escolhi esta para partilhar com os leitores do aldeagar,


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Concurso de fotografia - A Terra como um Jardim

O Jardim da Fundação Gulbenkian é um microcosmos onde podemos observar fenómenos da Natureza que acontecem à escala planetária. Também podemos olhar para o planeta Terra como um jardim. Em que sentido? O Tema “A Terra como um Jardim” pretende gerar uma reflexão e uma exposição de fotografia sobre a diversidade de ecossistemas e paisagens existentes no Planeta Terra, bem como uma perspetiva do que ambicionamos enquanto habitat.



Tal como Aldo Leopold, em A Sand County Almanac (1949), ao longo de centenas de páginas, narra apaixonantes retratos do mundo natural e das paisagens que conhece – montanhas, pradarias, desertos e zonas costeiras – para, enfim, propor uma “ética da Terra”, um desafio à humanidade para a proteção do mundo que amamos, este concurso pretende contribuir para uma visão de uma humanidade no seu papel de “Jardineiros do Planeta”, apelando a uma ética da responsabilidade na manutenção da Vida na Terra. O concurso de fotografia, a que podem concorrer amadores e profissionais, não tem limite de idade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Quando Eu Sonhava


Quando eu sonhava, era assim 
Que nos meus sonhos a via; 
E era assim que me fugia, 
Apenas eu despertava, 
Essa imagem fugidia 
Que nunca pude alcançar. 
Agora, que estou desperto, 
Agora a vejo fixar... 
Para quê? - Quando era vaga, 
Uma ideia, um pensamento, 
Um raio de estrela incerto 
No imenso firmamento, 
Uma quimera, um vão sonho, 
Eu sonhava - mas vivia: 
Prazer não sabia o que era, 
Mas dor, não na conhecia ... 


Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas' 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ALENTEJO


Alentejo 

A luz que te ilumina,
Terra da cor dos olhos de quem olha!
A paz que se adivinha
Na tua solidão
Que nenhuma mesquinha
Condição
Pode compreender e povoar!
O mistério da tua imensidão
Onde o tempo caminha
Sem chegar!... 


 Miguel Torga

O Campo

O campo é onde não estamos...
Ali,só ali, 
há sombras verdadeiras...
...e verdadeiro arvoredo.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Francisco Paixão Expõe na Cruz Vermelha em Beja

No dia 27 de Janeiro de 2015 pelas 15h, o Espaço Humanitário Global da Cruz Vermelha Portuguesa, irá contar com a inauguração da exposição de fotografia de Francisco Paixão. Esta exposição irá conter fotos da cidade de Beja, fotos essas que estarão relacionadas a vinhetas de Banda Desenhada de vários autores.
Esta mostra irá estar patente até meados de Março do corrente ano.

Êstase - Miguel Torga

Terra, minha medida!
Com que ternura te encontro
Sempre inteira nos sentidos!
Sempre redonda nos olhos,
Sempre segura nos pés,
Sempre a cheirar a fermento!
Terra amada!
Em qualquer sítio e momento,
Enrugada ou descampada,
Nunca te desconheci!
Berço do meu sofrimento,
Cabes em mim e eu em ti!

Miguel Torga

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Haverá sempre mais um lugar na nossa estalagem

Devíamos dar do mesmo modo que recebemos, alegremente, rapidamente, sem hesitações;
pois não existe qualquer gratificação em ficar agarrado às coisas.Séneca



A aparelhagem embalava-nos com uma canção de Kenny Rogers, enquanto o aroma a canela criava um ambiente festivo na cozinha.
— Mãe, tens a Jen ao telefone — chamou Becca da sala, com grande excitação.
— A sério? Será que tiveram de alterar os planos?— respondi, sentindo um desagradável nó a formar-se no estômago.
Devido ao elevado custo, os telefonemas da nossa filha que se encontrava em missão num orfanato no México eram raros. Sacudindo a farinha das mãos, peguei no telefone e saudei:
— Olá, querida, mas que boa surpresa!
— Olá, mãe, como estão todos no Kansas? Mandaste vir neve para o Natal?
— Bem, espero bem que sim, mas tu sabes como é o Kansas. Podem estar cerca de vinte graus ou podem estar quase quinze negativos. Mas decerto que não telefonaste para falar do tempo.
— Bom, mãe, preciso de um enorme, Enorme, ENORME favor. Uma das minhas amigas dos tempos da faculdade está grávida e a família dela não pode saber. É uma coisa completamente condenável na cultura deles e ela está realmente com medo dos irmãos.
— E o que queres que faça?— perguntei, adivinhando já a resposta.
— Bom, será que ela pode ficar aí convosco até ter o bebé?
A menos de uma semana do Natal, como é que eu iria dizer que não a uma jovem grávida? Portanto, respondi:
— Bom, terei de falar com o teu pai, mas tenho a certeza de que não se importará. Entretanto, não achas que devias tentar que ela converse primeiro com os pais? Também não me agrada fazer parte de uma conspiração para enganar a família.
— A mãe dela está ainda na Arábia Saudita e ela não vê o pai há anos. Suponho que já imagines de quem se trata.
— Depois do que disseste, é óbvio que é a Sim — respondi, lembrando-me da bonita e corajosa amiga da minha filha. — Quando é que ela vem?
— O seu último exame é na sexta-feira de manhã, portanto ela poderia estar aí sexta à noite, não muito depois de eu e o Pete chegarmos. Quando é que a Beth e o Thomas regressam da faculdade?
— Chegam todos na sexta. Mal posso esperar! — respondi com entusiasmo.
— Eu também mal posso esperar — disse a Becca por cima do meu ombro.
— Olá, Bec! Também mal posso esperar por te ver. Gostava de falar mais, mas estas chamadas dão-me cabo do orçamento!— disse Jen à irmã.
— O teu voo chega na sexta de tarde?— perguntei, tentando encurtar.
— Sim. O Pete pediu para te dizer que já tem água na boca por causa dos teus pãezinhos caseiros. Muito obrigada, mãe. Amo-te.
— Diz ao Pete que não sei se os farei. Tenho imensas coisas para fazer na escola antes do fim do semestre. Amo-te muito, querida — respondi, sorrindo, a olhar para toda aquela farinha já ressequida nas minhas mãos.

A nossa “estalagem” ia ficar cheia pelo Natal. Jen iria ter de partilhar um quarto com as suas duas irmãs, enquanto nós transformávamos o seu velho e minúsculo quarto para dar um pouco mais de privacidade à Sim. Quatro dias mais tarde, já estávamos a desfrutar de uma casa cheia de barulho e diversão: embrulhar prendas, cozinhar e fazer os preparativos de última hora para o Natal. O telefone tocou. Thomas atendeu e perguntou:
— Mãe, queres atender uma chamada estranha a pagar no destino?
Quando me passou o telefone, ouvi a telefonista perguntar:
— Aceita uma chamada da Cadeia de Vernon County a pagar no destino?
Admirada mas curiosa, aceitei a chamada.
— Daqui fala o Agente Kasteel do Departamento do Xerife de Vernon County. É da residência de Thomas Garrity?— perguntou, enquanto os meus olhos pousavam sobre o meu filho que se espreguiçava no sofá.
— Sim— respondi. — De que se trata?
— Bom, minha senhora, nós temos uma política de licença de saída durante o Natal para prisioneiros com bom comportamento. Eles têm de ter um lugar para onde ir e um adulto responsável tem de assinar a autorização da sua saída. O Mike Preston pediu-nos para tentar este nome e este número.
— Só um segundo— respondi, e partilhei a informação com Thomas. — Porque é que o Mike não liga aos pais? E, já agora, porque é ele está na cadeia?— perguntei.
— Os pais mudaram-se para o Wyoming. É uma longa história — disse Thomas, enquanto se sentava direito no sofá.
Depois de uma breve conversa com ele e com o agente, vimo-nos de repente à espera de mais um hóspede.
O meu marido, Max, e o meu filho Thomas saíram para ir buscar Mike na altura em que uma neve muito levezinha começava a cair, e eu subi as escadas para verificar se tínhamos cobertores suficientes e toalhas para mais uma pessoa. Relanceando os olhos pelo pequeno quarto do Thomas, pensei “Vai ficar sobrelotado, mas será muito mais aconchegante do que a cela de uma prisão.” Thomas, Mike e Pete, o nosso futuro genro, teriam apenas de decidir entre a cama ou os sacos de dormir. Quando voltei para baixo, as meninas tinham já acrescentado mais um lugar à longa mesa, e estavam a conversar e a rir enquanto faziam panquecas.
Enquanto tentava encontrar algum dinheiro na carteira, perguntei:
— Será que alguém pode ir depressa ao Walmart e arranjar um presente para o Mike? Parece-me que talvez lhe desse jeito um desodorizante ou roupa interior.
— Oh, mãe, isso não são prendas— respondeu Beth, pegando no dinheiro, e dando-me um beijo meigo na cara. — Vamos lá, pessoal, peguem nas vossas carteiras. Vamos fazer compras práticas e DIVERTIDAS!

O jantar foi bem mais tarde do que estava planeado, mas a casa parecia rebentar de diversão e alegria quando nos sentámos à volta da mesa para a tradicional ceia de véspera de Natal, com linguiça, panquecas e morangos. As luzes das velas refletiam-se nos olhos brilhantes e felizes e nas lágrimas que rolavam pela face de Sim. Apertei a mão dela e murmurei:
— Vai correr tudo bem.

A Missa da Meia-Noite pareceu-me especialmente santa naquela noite, rodeada que estava pela minha família, além de uma futura mãe e um viajante “perdido”. Na manhã seguinte, Mike fingiu dormir, para que pudéssemos todos ter um Natal “em família”. Quando o soalho da sala de estar estava coberto de embrulhos e laços, e as miúdas experimentavam as suas prendas novas, Thomas sentou-se a meu lado e colocou um braço musculado sobre o meu ombro.
— Mãe, ficarias muito magoada se voltássemos a embrulhar o meu casaco e o déssemos ao Mike?
— Oh querido, as meninas fizeram tudo para ele poder receber duas prendas bem bonitas, e tu precisas tanto do casaco! O teu blusão já está a rebentar pelas costuras.
— Podes arranjar-me outro em qualquer lado, antes de eu regressar à escola. O Mike nem sequer tinha uma camisola para o aquecer quando o fomos buscar ontem — respondeu ele.
Dei um abraço ao meu filho e fui procurar fita adesiva para embrulhar de novo o casaco. Mais tarde, observei a neve que caía lá fora, enquanto ouvia os sons reconfortantes da família. Max juntou-se a mim, colocou um braço em torno da minha cintura e reparou nos meus olhos cheios de lágrimas.
— Estás bem?— perguntou.
— Completamente maravilhada. Sinto-me cumulada de bênçãos e presentes dos nossos filhos. Conhecem realmente o verdadeiro significado do Natal! — respondi, com os olhos a brilhar.

 Gerri Wetta-Hilger

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fado do sobreiro


Fado do Sobreiro
Abílio Morais / Alfredo Duarte

Lá no cimo do montado
No ponto mais elevado
Havia um enorme sobreiro
De todos era a cobiça
A dar bolota e cortiça
No montado era o primeiro

Mas um dia, a tempestade
Fez ouvir lá na herdade / O ribombar dum trovão
E no céu uma faxa risca
E uma enorme faísca / Fez o sobreiro em carvão

Passaram anos e agora
No mesmo sítio lá mora / Um chaparro altaneiro
E em noites de luar
Ouve-se o montado a chorar / Com saudades do sobreiro

É assim a nossa vida
Constantemente vivida / Quase sempre a trabalhar
Mas se um dia a morte vem
Nós deixámos sempre alguém / Com saudades a chorar

sábado, 13 de dezembro de 2014

II Passeio Fotográfico de Beringel 12-dez-2014


Não percam Domingo, dia 21 de Dezembro, o II Passeio Fotográfico, em Beringel, pelas 9H30. 

Atenção: Sujeito a inscrição prévia até dia 17 de Dezembro... Eu já me inscrevi, e você?