Mostrar mensagens com a etiqueta HISTÓRIAS CONTOS E LENDAS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta HISTÓRIAS CONTOS E LENDAS. Mostrar todas as mensagens

sábado, 27 de novembro de 2010

Speedy Gonzalez



Para recordar ...!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Praia de Messejana

Navegava eu hoje, por mares nunca dantes navegados e eis quando ao dobrar do cabo do http://alentejanando.weblog.com.pt/, dou com este post...???

Parábola da Praia de Messejana


Consta que a virtual Praia tem ancoradouro na seguinte passagem.

Quando o Brito Camacho foi nomeado primeiro-ministro, os messejanenses pensaram logo em tirar proveito da costela conterrânea do governante. Uma comissão de notáveis foi recebida pelo patrício ministro que, serenamente, ouviu das suas reivindicações. Queremos isto, mais isto e aquilo e ainda isto, olhe, e ainda esquecíamos mais isto. Com a fina ironia alentejana que tão bem soube expor nos seus escritos, Brito Camacho, perguntou maliciosamente se, para além daquilo tudo, não quereriam também uma praia lá para a terra. A comissão de notáveis, empolgada com a abertura do governante, ripostou de imediato: arranje então lá a água, que a areia arranjamos nós!

Durante anos a palavra praia esteve erradicada do vocabulário messejanense. Ainda há poucos anos aquando da construção do depósito de água, a malandragem de Aljustrel comentava: os da praia já tem farol e tudo...!
 
 
 
 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A Fonte dos Pardais

A fonte dos pardais


Era uma vez uma fonte à beira da estrada. Os pardais das árvores vizinhas tinham ali o seu ponto de encontro.

Matavam a sede, tomavam banho, chilreavam uns com os outros.

De semana a semana, vinha um homem, sempre de automóvel, buscar água à fonte. Enchia uma quantidade de garrafões de plástico e, depois, abalava.

Nessas alturas, a pardalada fugia para o poiso das árvores e ficava a observar.

— O que é que ele vai fazer com tanta água? — intrigava-se um pardalito novo.

— Deve ir regar as couves — sugeria um pardal.

— Para regar as couves é pouca — replicava uma velha pardoca, muito conhecedora da vida.

— Então é para ele beber — propunha outro pardal.

— Para ele beber é muita — replicava a velha pardoca.

— Para o que será? — perguntava o pardalito, sem que ninguém soubesse responder-lhe.

Decidiu investigar. Voou atrás do automóvel, mas como ainda tinha as asas com pouca força e a estrada era às curvas e contra-curvas, perdeu-lhe o rasto. E perdeu-se.

Esvoaçou ao calhas, até descer sobre um telheiro, junto à estrada. No telheiro havia melões à venda e cebolas e batatas e garrafões de vinho. Alto lá! E também havia garrafões de água, tal e qual os que o homem do automóvel enchia, na fonte dos pardais.

Se o pardal soubesse ler, leria no rótulo dos garrafões:

“ÁGUA DA FONTE DA SAÚDE – Graças a ela, os novos crescem e os velhos não encolhem”.

Aos saltinhos, diante dos garrafões, o pardalito admirava a fotografia do rótulo. Lá estava a fonte, centro da sua vida, e uns passarinhos a beber água no rebordo do tanque. Vendo bem, aquele mais pequeno, à direita, podia ser ele, o pardalito aventureiro.

Muito orgulhoso da sua descoberta, o pardal voou muito alto, tão alto que, lá de cima, viu o telheiro dos garrafões, a estrada às curvas e a fonte da Saúde ou dos pardais, donde ele viera.

Disparou em direcção ao ponto de partida e muito excitado piou para os companheiros:

— Já sei o segredo dos garrafões. O homem anda a vender o nosso retrato mais o retrato da nossa fonte.

— E a água para que serve? — perguntou um companheiro.

— Para segurar o nosso retrato — respondeu, prontamente, o pardalito.


António Torrado

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A LENDA DA MINA DA JULIANA

Os antigos habitantes da aldeia andavam aterrorizados, porque alguém lhes dizia que andava uma jibóia na ribeira.
Um certo dia, em pleno verão, dia de muito calor, um habitante da aldeia, o Sr.Porfirio, encontrou a dita jibóia no meio do juncal.
Como estava muito calor, a dita jibóia soprava. O Sr. Porfírio, com medo que tinha do bicho, não se aproximava e só lhe via o lombo.


Ele, muito aterrorizado, correu em direcção a aldeia aos gritos a dizer que tinha visto a jibóia.

O povo alarmado com a notícia começou a chamarem-se uns aos outros e lá foram todos armados uns com pistolas outros com espingardas outros com paus e pás tudo o que tinham há mão em direcção onde se encontrava a suposta jibóia o medo era tanto, que mal lhe viam o lombo.
 Os Homens mais armados decidiram enfrentar o bicho.
O  Sr.Profirio o José Merencio, e o Carrasco, não deixaram que ninguém se aproxima-se da jibóia, os três combinaram entre si para disparar ao mesmo tempo colocaram-se em posição para enfrentar o bicho disseram ao povo que estava lá em peso, estamos a velo, vamos disparar os três em simultàneo e assim fizeram.
O animal ao ser atingido agoniou!

Depois foram verificar se a jibóia estava morta.

Qual foi o seu espanto, quando viram que a dita jibóia era um porco, o porco era de um lavrador de seu nome Latas.

Esta lenda deu origem a um conjunto de quadras.

Cujo mote é:

Na mina da juliana

Havia uma jibóia com patas

Depois de morta foram ver

Era o varrasco do latas

Mil e uma noites mil e uma histórias - Biblioteca Municipal de Beja 24|Jun






Serão de contos na Biblioteca Municipal de Beja, com Jorge Serafim dia 24 de Junho, pelas 21:30H.

sábado, 19 de junho de 2010

Vida porque vais com tanta pressa?

Onde vais, vida, com pressa

A fugir da minha vida ?

Tens medo que esta se esqueça

De te dar boa guarida ?


Não te canses a correr

Anda mais devagarinho ...

Pode o dia escurecer

*E enganares-te no caminho !*


Andas tão atarefada

A ceifar trigo maduro

Que podes nessa ceifada

Ceifar o mais prematuro !...



 *DelmiraCerejeira*



sábado, 12 de junho de 2010

Dia de Santo António - Conto e Tradição Popular

nn


"Conta-se que uma jovem muito linda, mas cansada de esperar por um noivo, já desesperada de encontrar marido, pediu ajuda a Santo António. Adquiriu uma imagem do santo, benzeu-a e todos os dias enfeitava-a com flores que colhia no jardim.
Além disso, orava com regularidade para que Santo António lhe arranjasse um noivo.
Mas, passaram-se semanas, meses, anos… e nada.
O noivo não aparecia, nem se falava nas redondezas que algum mancebo ou mesmo, à falta de outro, algum velhote ricaço que por ela se interessasse. Certa vez, pôs-se a lamentar a ingratidão do santo, chegando mesmo a ser repreendida pela mãe. E, desapontada pelo poder miraculoso do santo, pegou na imagem e, no auge do desespero, atirou-a pela janela a fora.
Passava na rua, naquele momento, um jovem cavaleiro que levou com a imagem, em cheio, sobre a cabeça. Apanhou-a intacta e subiu a escada para devolver a imagem. Quem o recebeu, por notável coincidência, foi a formosa donzela. O cavaleiro apaixonou-se por ela e algum tempo depois casaram, naturalmente por milagre do santo."
Conto Popular


Tradição Popular

" Na véspera do dia de Santo António, encha um pequeno alguidar com água e escreva em papelinhos o nome daqueles que gostaria, ou pensa que seriam, os seus parceiros ideais.
Enrole-os, como se fossem rifas, e coloque-os no alguidar debaixo da cama.
No dia seguinte, o papel que estiver mais aberto revela-lhe o nome do seu futuro noivo…"


mm

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Espelho

Humberto fecha as portas de casa com estrondo e atira a pasta para um canto.


– Outra vez um 1 a matemática!
– Ah, que figura horrorosa! – grita Humberto para a imagem que vê no espelho.

A imagem à sua frente não parece estar com medo e devolve-lhe o olhar, furiosa. Até levanta a mão e aponta para Humberto.

– Tu é que és ridículo!
– Eu? – gagueja Humberto.
– Olha só os teus pés, que tropeçam em tudo!

Ou as tuas mãos desajeitadas, que partem tudo!

Ou a tua boca, que gagueja de cada vez que lês!

Ou o teu pescoço, que nunca está limpo!

Ou os teus olhos, que durante as aulas estão sempre a olhar lá para fora!

Ou a tua cabeça, que nunca se lembra de todos os trabalhos de casa que trazes para fazer e se engana sempre nas contas de matemática.

– “Sempre… Nunca… Mal…” Passo o dia todo a ouvir isto! Não preciso que mo andes sempre a repetir! – Helmut está furioso. Ninguém gosta que uma imagem o acuse desta forma! Prepara a mão para infligir uma bofetada bem forte a si próprio… mas alguma coisa se mexe atrás dele…

Uma segunda imagem aparece no espelho por detrás da sua. É a da irmã, Eva, que se põe em frente dele e lhe diz:

– Eu sei que os teus pés correm tanto, que conseguem afastar quem me quer insultar.

Eu sei que as tuas mãos fazem aviões de papel que voam como nenhuns outros.

Eu sei que a tua boca consegue contar histórias que, embora não sendo verdadeiras, são muito cativantes.

Eu sei que os teus olhos conseguem ver lagartas e borboletas maravilhosas que eu nunca veria.

E eu sei que a tua cabeça está cheia de ideias que não queres contar a mais ninguém.

Humberto espanta-se.

– E és tu que dizes isso? Tu, que te queixas cem vezes ao dia que tens um irmão tão palerma?
– Sim – responde Eva. – Dizemos sempre mal daqueles que não compreendemos. – Eva aponta com o dedo para a imagem atrás das costas. – Mas nem vale a pena tentar explicar-lhe isso, porque ela não entende essas coisas.

Wolfgang Wagerer
Jutta Modler (org.)
Brücken Bauen
Wien, Herder, 1987