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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Leonard Cohen morre aos 82 anos




A morte de Leonard Cohen foi anunciada na página de Facebook oficial do músico canadiano. "É com um profundo pesar que comunicamos que o lendário poeta, compositor e artista Leonard Cohen faleceu", diz a página do músico. "Perdemos um dos visionários mais respeitados e prolíficos da música", lê-se na mensagem. Leonard Cohen tinha 82 anos

sábado, 14 de maio de 2016

Diário do Alentejo edição 1777


Editorial

Ideologia

Paulo Barriga

Isto não tem nada de conjugal
ou de doméstico, mas a verdade
é que os políticos defendem
as… políticas. Aliás, não há
políticos sem políticas e a única
grande certeza que norteia este
enlace é que serão as políticas
que, mais tarde ou mais cedo, poderão
tramar os políticos, produzir
desgaste, obrigar ao divórcio
ou até mesmo à desgraça. Outra
questão fundamental entre nubentes:
existem políticas mais
marafadas do que outras, mais
daninhas, mais tramadas de aturar.
A reavaliação do financiamento
do Estado aos colégios privados
está a revelar-se uma dessas
políticas verdadeiramente travessas.
Na aparência, não há quem
lhe aponte um dedo: nos locais
onde chega a rede de serviço público
de ensino, o Estado não deve
comparticipar financeiramente o
funcionamento de escolas privadas.
Por mais desatento que ande
nesta vida, qualquer ser dotado de
sensatez dirá que se trata de uma
política justa, democratizante, integradora.
Mas como as aparências
costumam iludir, é preciso ir
com mais calma, com mais moderação,
no que respeita à avaliação
do carácter desta política. Até porque
há outros políticos que acham
que a livre escolha entre o ensino
público e privado e as espectativas
que alguns pais tinham em relação
ao percurso escolar dos seus
filhos não devem ser atraiçoadas
por este tipo de políticas cegas e
meramente economicistas. Este
é o típico caso de uma só política
que é batalhada por dois pretendentes
que não se topam, nem por
nada deste mundo, nem do outro.
E, de facto, esta é uma guerra de
mundos, como há muito se não
via no território político português.
Por um lado, os políticos que
defendem um Estado maior, mais
abrangente e funcional. Por outro,
aqueles que sustentam políticas
facilitadoras da economia de mercado
pura e dura e a primazia dos
agentes privados sobre o Estado.
Bem vistos e melhor compreendidos
os interesses em jogo, a guerra
que está reavivada em torno do financiamento
dos colégios é tão-somente
a peleja fundamental entre
as duas linhagens fundadoras do
parlamentarismo político: a esquerda
e a direita e as visões mais
ou menos conservadoras que cada
uma tem sobre a função e a qualidade
do Estado. Ou seja, mesmo
sem talvez se aperceberem, os políticos
portugueses parecem estar
a regressar ao fundamental
da sua existência, à ideologia, que
é a única maneira de tornar verdadeiramente
às pessoas e evitar
que estas virem as costas às políticas
dos políticos. E nem é necessário
ser grande político nem ter
frequentado um colégio privado
para perceber o alcance da coisa,
pois não?

Diário do Alentejo Edição 1776

Editorial   
A Europa no seu labirinto

Paulo Barriga 

A Europa está em transe e
não é preciso auscultá-la
muito profundamente para
confirmar a sua agonia. A incapacidade
para resolver e para lidar com
as crises financeiras que estalaram
nos países da periferia foi apenas
o primeiro sintoma, o primeiro sinal
de alerta, de uma enfermidade
que se julgava leve e localizada, mas
que, afinal, tinha metástases espalhadas
por boa parte do seu organismo.
Maleita que a crise dos refugiados
veio evidenciar ainda mais,
deitando por terra a maior realização
política e económica da história
da Europa no pós-guerra: a livre circulação
de pessoas, bens, serviços
e capitais num território comum.
Mas se o reerguer de fronteiras já
de si é um péssimo indício da gravidade
da doença que tolhe a União
Europeia, ainda mais aterrorizador
é a retomada de muros cautelares
que, nalguns casos, envergonhariam
as próprias SS. Ou talvez não,
uma vez que os populismos, os nacionalismos,
os segregacionismos
e a intolerância fazem hoje parte
do cardápio de vários governos europeus
e alastram como uma epidemia
descontrolada entre largas
franjas da população do velho continente,
numa onda contagiosa que
se alimenta essencialmente da austeridade,
da precaridade, da instabilidade
e do medo. Sim, do medo.
Do medo em todos os seus diferentes
valimentos. Mas especialmente
do medo de proximidade. O terror
instalou-se no coração da Europa e,
por muitas narrativas que se produzam
a este respeito, trata-se de uma
produção caseira e não de uma importação.
Não perceber esse detalhe,
ou melhor, não estudar em profundidade
as razões que levam alguns
cidadãos europeus à radicalização e
ao extremismo, é continuar a manter
a cabeça enterrada na areia dos
desertos da Babilónia. O que, mais
tarde ou mais cedo, episódio após
episódio, levará a Europa, também
ela, à radicalização, ao desespero e,
até, à desagregação. Na realidade, a
Grã-Bretanha, ao promover um arriscado
referendo sobre a sua continuidade
no projeto europeu, o
chamado “brexit”, está a dar o primeiro
passo, o primeiro empurrão
nas costas da Europa, rumo
ao precipício. Faz por estes dias 20
anos que estive pela primeira vez
em Bruxelas. Era a altura das vacas
gordas, dos alargamentos e do otimismo
europeísta. Passadas duas
décadas e muitos milhões de euros
depois, Bruxelas é uma cidade acabrunhada,
triste e numa perigosa
deriva. É o espelho da atual Europa,
no seu labirinto. O problema é que
aparenta não encontrar a ponta do
novelo que a conduza à saída. E parece
que, em vez de um, são muitos
os minotauros que lhe estão a sair
ao caminho.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Diário do Alentejo Edição 1775


Editorial

Costistão

Paulo Barriga 

Não restam dúvidas que António Costa é um político completo. Humilde nas cedências, mas imodesto no momento das colheitas. Calculista e pragmático como poucos, embora suficientemente delicodoce no trato. Perspicaz, ainda que não contemplativo. Enfim, o atual primeiro-ministro de Portugal, quer pela forma como chegou, quer pela maneira como se vai aguentando, tem-se revelado um verdeiro todo-o-terreno, capaz de descer à mais ingreme das escarpas e de superar os penedos mais inóspitos da política pátria. António Costa dá o corpo ao manifesto, é um duro, mas não deixa de ser um menino de coro à beira de Marcelo. Costa consegue fazer milagres à esquerda, mas é o Professor que abre os telejornais. Costa inverte o ciclo da austeridade, mas é com o Presidente que o pessoal pretende tirar a selfie. Costa carrega o piano às costas, mas é Marcelo que toca a marcha. E a música é sempre a mesma, inclusivamente no Alentejo, região que, nos tempos que correm, bem podia levar o epíteto de “costistão”. É que nunca, em nenhuma outra votação para a Assembleia da República, uma coligação parlamentar obteve tamanha vitória nas urnas, como esta que Costa conseguiu nas eleições do ano passado. Mais de 76 por cento dos eleitores de Beja, Évora, Portalegre e Setúbal que votaram em outubro último, fizeram-no nos partidos que suportam o Governo, o que é inaudito em Portugal. E o mais curioso, depois de observar os investimentos que o executivo tem planificados até 2020 para o País e para o Alentejo, é que parece que Costa ainda não se deu conta desse “pequeno” detalhe. Mas se Costa ainda não reparou que existe um “costistão”, Marcelo mancou-o ao longe. Vai daí, na sua primeira presidência fora de Portas, rumou ao Alentejo, a região que lhe foi eleitoralmente mais adversa, e deu um banho de política a Costa. Ao ponto de tudo o que de positivo este Governo vier a fazer pelo Alentejo se ficar a dever aos pinotes de Marcelo, ao ponto de tudo o que Costa deixar de fazer pelo Alentejo lhe poder vir a ficar marcado no cadastro como um ferrete em brasa. Como é o exemplo acabado da eletrificação da ferrovia entre Casa Branca e Beja, ligação hoje servida por uma automotora inqualificável que Marcelo quis mostrar e mostrou a Costa, num gesto que fez mais pelo futuro dos comboios na capital do Baixo Alentejo do que todas as berrarias que até aqui se tinham ouvido. António Costa é um duro, mas ainda não suficientemente duro para apanhar o comboio de Marcelo.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Diário do Alentejo Edição 1774

Editorial
Um caso
Paulo Barriga

É, para não dizer outra
coisa, muito esquisito imaginar
a Ovibeja, excluindo
de tal pensamento a figura de
Manuel Castro e Brito. Não esteve
sozinho nesta caminha de
trinta e tal anos, mas não deixou
de ser ele, e penso que isto é consensual,
o principal instigador, o
grande mentor, deste fenómeno
altamente bizarro que é a Ovibeja.
Por isso mesmo é tão difícil desfazer
o binómio Ovibeja/Castro e
Brito, sem temer pela primeira e
sem recordar com nostalgia o segundo.
Este é o tempo do elogio
generalizado ao Manuel Castro e
Brito e de ovação à sua obra. Mas
este também deverá ser o tempo
de parar para pensar sobre o homem
e sobre a sua criação, para
garantir que ela, a criação, possa
sobreviver ao seu criador. Hoje
em dia as pessoas olham para a
Ovibeja como uma feira banal,
igual a tantas outras que acontecem
por esse país fora. É verdade.
Mas o que a maioria das pessoas
talvez não saiba é que as feiras que
por aí existem são cópias, mais ou
menos fiéis, da Ovibeja, cujo modelo
tem sido abundantemente replicado
desde meados de 1980.
Mas se o modelo da feira, que está
bem à vista de todos e que hoje já
não guarda grandes segredos, tem
sido reproduzido com eficácia, o
mesmo não acontece no que respeita
ao sucesso e à visibilidade
que cada evento, por si, consegue
granjear. Neste ponto, a Ovibeja
é inimitável. Imbatível. E é precisamente
e também aqui que entra
o dedinho de Castro e Brito. Que,
desde a primeira hora, percebeu
que o êxito de uma feira, qualquer
que fosse a sua temática ou
motivo, passava de forma inevitável
pela sua eficiência comunicativa.
Muito antes de as agências de
comunicação e imagem começaram
a fazer dinheiro em Portugal,
já a Ovibeja trabalhava ao pormenor
a sua marca, produzia publicações
próprias, campanhas publicitárias,
instituía gabinetes de
imprensa que eram verdadeiras
escolas de jornalismo e enchia autocarros
com repórteres das publicações
de Lisboa que se juntavam
na feira, ou na festa, aos profissionais
dos órgãos de comunicação
locais. A Ovibeja foi, durante
muitos anos, dos acontecimentos
neste país com mais jornalistas
por metro quadrado, dos eventos
mais mediatizados e, por consequência,
aquele que os políticos
pátrios e os demais emplastros
de serviço jamais dispensaram.
A Ovibeja, pelas mãos de Castro
e Brito, obteve um alcance mediático
incomparável, o que faz dela,
inquestionavelmente, um “caso de
estudo” no campo dos media. Um
caso singular e valioso que é necessário
estudar a fundo para que
quem vier de novo não se esqueça
do fundamental da matéria.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Diário do Alentejo edição 1773

Editorial
Cheiro
Paulo Barriga

Está a ser boa, mesmo arrebatadora,
a representação
que as virgens de serviço
estão a desempenhar na
tragédia dos “Papéis do Panamá”.
É impressionante, por vezes comovente
de levar às lágrimas, a
forma como estas castas almas
se expõem em público, dramatizando
a sua perplexidade e teatralizando
com perfeito rigor a
sua incredulidade face à existência,
agora finalmente comprovada,
das forças do mal que imperam
a seu bel-prazer no reino
dos offshores. É vê-las, às virgens
de serviço, sobre os palcos dos noticiários
televisivos, arrepelando
os cabelos, bradando aleivosias
aos céus, blasfemando contra as
malfeitorias que os paraísos fiscais
infligem às nações soberanas,
aos mercados regulados, às
economias que se deixam tributar
e, acima de tudo, aos pacóvios
que, por serem tesos, pagam ingénua
e ordeiramente a dízima que
lhes cabe. Até o mais consagrado
dos atores profissionais terá de reconhecer
a sua incapacidade para
desempenhar com tamanho rigor
e aprumo este difícil papel de
donzela intacta e pura. Este papel
não, este papelão que ex-governantes,
políticos assim-assim,
economistas e fiscalistas de duvidoso
gabarito, pseudojornalistas
“especialistas na matéria” e demais
comentadores do fenómeno
económico estão a cumprir nas
televisões de Portugal. É que parece
mesmo verdade quando eles
abrem muito a boca e arregalam
ainda mais os olhos em reação de
surpresa face à existência de paraísos
fiscais. Como se nunca na
vida tivessem ouvido falar em tal
coisa. Como se não soubessem
como a coisa funciona e, acima
de tudo, como se não conhecessem
ninguém nas suas cercanias
que da coisa fizesse uso. Uma perfeição.
Não se tratasse de um teatro,
e as pessoas bem poderiam
conceber quão deslavadas são as
caras que vão à televisão falar de
fugas ao fisco, de injustiça fiscal,
de branqueamento de capitais ou
de lavagem de dinheiro. Correndo
o risco, muitas delas, de hoje desempenharem
o papel do comentador
e de, amanhã, passarem a
ser o centro da notícia. Daí que
não se cansem de alertar para o
facto de que nem tudo o que se
passa nos offshores é ilegal. Que é
necessário separar as águas. Mas
que ainda não tenham encontrado
um único argumento para justificar
a passagem de dinheiro pelos
paraísos fiscais que não roce o
crime, a ilicitude e a imoralidade.
Os antigos costumam dizer que “o
dinheiro não deita cheiro”. Mas
estes “Papéis do Panamá” vieram
dizer o contrário. Vieram dizer
que o dinheiro deita cheiro. Muito
cheiro. Um cheiro nada agravável.
Mesmo nada agradável.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ao Encontro das Lãs na 33ª Ovibeja

Sábado 23 de Abril

As Lãs serão o mote para um encontro e transferência de saberes entre produtores de ovinos, técnicos e veterinários, pessoas com projetos comerciais, de pequena indústria e artesanais, mas também para curiosos e apaixonados pelas potencialidades desta fibra superior.
O convite é dirigido a todos os que tenham interesse em desenrolar o fio da imaginação, aprender, partilhar experiências e adquirir novas técnicas de trabalhar a lã.
A participação é gratuita e inclui entrada na Feira. A data limite de inscrições é dia 15 de Abril de 2016..



sábado, 9 de abril de 2016

Diário do Alentejo Edição 1772

Editorial
 Enxadas 

Paulo Barriga

Há uma palavra que veste
que nem uma luva na relação
entre o Partido
Comunista Português e o Partido
Socialista: desconfiança. Não é
para menos. A história da democracia
portuguesa explica isso em
meia-dúzia de episódios emblemáticos.
Desde o 1 de Março ao 25 de
Novembro. Desde o Verão Quente
às Presidenciais de 1986. Desde o
1.º de Maio à Fonte Luminosa. A
convivência entre os dois partidos
nunca foi pera doce e a convergência
entre si ainda menos o tem
sido. Daí que o pacto de governação
que segura o atual executivo
seja visto, por um lado, como uma
cana verde que pode vergar a qualquer
instante. Ou, por outro, como
uma verdadeira primavera que saltita
sobre as esquerdas de Portugal.
Numa primeira leitura, o entendimento
real, desanuviado, entre o
PCP e o PS ao nível do Governo da
Nação só poderá trazer benefícios
para o Alentejo. Num território em
que a quase totalidade dos municípios
pende para o lado destas duas
entidades partidárias, não se poderá
aguardar outra coisa. Mas será
que é assim? Será que a aliança,
há alguns anos atrás inimaginável,
entre socialistas e comunistas
portugueses, ao ponto de viabilizar
um governo PS totalmente
à esquerda, também se faz sentir
para cá do Tejo? Será que crispação
que se tem vindo a atenuar ao
nível das cúpulas também míngua
junto das bases, nomeadamente no
Sul de Portugal? A resposta a estas
questões parece ser negativa,
pelo menos se se validar para análise
o universo dos participantes do
Congresso AMAlentejo, que decorreu
em Troia, no passado sábado. A
ideia que presidiu à reunião é boa
e interessa, pelo menos a nível regional,
a ambos os partidos: tratar
de implementar o terceiro pilar do
poder local, as regiões administrativas.
Mas a desconfiança do costume
levou o PS do Baixo Alentejo
a achar que o PCP lhe estava a passar
a perna. E que o melhor era nem
aparecer em Troia. Assim aconteceu.
Este, que era suposto ser
um amplo congresso sobre a administração
futura dos destinos
do Alentejo, acabou por acontecer
com excessiva ausência do PS.
O que permitiu uma excessiva presença
do PCP. Resultando deste desequilíbrio
uma, mais uma, excessiva
perda para o Alentejo e para os
seus habitantes. Há outro momento
político e social que define na perfeição
a desconfiança histórica entre
estes dois partidos: o processo
de Reforma e de Contra-Reforma
Agrária. Estamos em 2016, ano excelso
das convergências à esquerda
em Portugal. Mas o PS e o PCP do
Alentejo continuam a discutir se
as enxadas devem permanecer na
posse de cada um ou se devem ser
partilhadas. Assim, mais vale uma
mão inchada…

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Clube Taurino Beringelense visita Sevilha



O Clube Taurino Beringelense organiza no próximo sábado, dia 16 de Abril, uma excursão à Feira de Abril em Sevilha. As inscrições foram abertas no passado fim-de-semana, durante os Sabores no Barro, em Beringel, onde o Clube Taurino marcou presença com um espaço expositivo, e onde ficou bem patente o interesse que a visita despertou nos visitantes, pois os cinquenta lugares foram rapidamente adquiridos, pelo que o Clube já reservou um segundo autocarro.

O custo da viagem será de 12,5€ para sócios do Clube e 17,5€ para os restantes. A partida está agendada para as 7H00, da paragem dos autocarros em Beringel. Neste dia os visitantes que queiram adquirir bilhete para a corrida de toiros por sua conta, poderão ver em ação os matadores de toiros Finito de Córdoba, Juan José Padilla e “El Fandi”.

sábado, 2 de abril de 2016

Diário do Alentejo Edição 1771

Editorial
Castro
Paulo Barriga

O povo tem a mania de dizer
que “apenas faz falta
quem cá está”. Também
diz que de insubstituíveis está o cemitério
cheio. Ou: “quem está, está!
Quem vai, vai!”. Não me atrevo a
dizer que o povo mente com todos
os dentes que tem na boca quando
passa estas locuções de geração em
geração. Digo apenas que, por vezes,
o povo é como o Diabo, gosta
de escrever o direito por linhas que
são tortas. Por várias vezes já aqui
o escrevi e repeti-lo-ei quantas outras
forem necessárias: somos demasiadamente
poucos e poucos
demasiadamente bons para aceitar
de ânimo leve certas partidas.
Como esta que nos pregou
agora o Manuel de Castro e Brito.
Assim, de repente. Na minha terra,
o Alentejo, que era a sua terra, em
toda a minha vida, nunca conheci,
e por certo não virei a conhecer,
homem mais criticado, mais escrutinado,
mais desdenhado, mais
vilipendiado, mais invejado do que
este. Era o alvo mais próximo, mas
apenas aparentemente mais fácil
de atingir, para a mesquinhez
e para a tacanhez local. Pela indiferença
que lhe causava as setas da
má-língua, o admirei. E muito. E
ainda mais o prezei pelo que, ainda
assim, fez pela sua terra, pelas pessoas
da sua terra, pelas instituições
da sua terra, pelo desenvolvimento
da sua terra, pelo bom-nome da
sua terra. Sim, o nome de Manuel
de Castro e Brito confunde-se com
o próprio nome da sua terra. Beja.
Essa cidade esquecida no fundo
do mapa de Portugal que, durante
tantos anos, apenas emergia
pela primavera sob a designação
de Ovibeja. Faz agora 33 anos
que Manuel de Castro e Brito, com
a ajuda de um bom punhado de
amigos, implementou o moderno
e ainda hoje atual e imensamente
replicado conceito de feira agrícola.
Uma feira total, direcionada
na essência para as pessoas, para
todas as pessoas, de todas as gerações,
de todas as proveniências sociais
e culturais. É isso mesmo que
a Ovibeja é: a Feira. Tão só, a nossa
Feira. Mas Castro e Brito não era
apenas o ideólogo da Ovibeja, enquanto
momento de recreação e de
reencontro e de elevação da autoestima
de todo este povo. Castro e
Brito era o político da política à sério.
Da política sem partidos nem
quarteis nem panos-quentes. Da
política do concreto. Era a nossa
voz, ainda que o fosse apenas uma
vez por ano, que se fazia ouvir lá
em cima. Lá nos ministérios e nos
corredores parlamentares e nos
jardins de Belém e nos telejornais e
onde calhasse. O povo tem a mania
de dizer que “apenas faz falta quem
cá está”. Eu, na morte do Manuel
de Castro e Brito, na sua falta que
é tão grande e tão pesada e tão espessa,
apenas me apetece dizer que
não, que isso não é verdade, apenas
isso… neste instante!

terça-feira, 29 de março de 2016

Faleceu Castro e Brito

Manuel Efigénio de Castro e Brito nascido  a 25 de Setembro de 1950, faleceu ontem à noite, na sua casa, em Baleizão



Tendo em atenção o facto, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa marcar presença no adeus a Castro e Brito, o serviço religioso é realizado na Igreja Paroquial do Carmo às 11.30 horas e o funeral sai, para o cemitério de Beja, às 12.15 horas.


O blog aldeagar  apresenta sentidas condolências à família. 

domingo, 20 de março de 2016

Diário do Alentejo Edição 1769

Editorial
Labregos
Paulo Barriga

O problema é comum a
todo o interior. No entanto,
o Alentejo continua
a ser a região do País
com maior falta de médicos.
Em agosto do ano passado, o
Governo decidiu estabelecer incentivos
extrassalariais para aliciar
os jovens médicos, a fixarem-
se fora dos grandes centros.
A medida não obteve sucesso. Os
médicos recém-especializados
preferem emigrar ou até mesmo
cair nas redes mafiosas da medicina
tarefeira do que cuidar da
saúde dos concidadãos que vivem
na campónia. Esquecendo,
os médicos assim como o
Estado, que somos também nós,
os labregos, que lhes pagamos
o cursinho. Assim, de repente,
não me ocorre de alguma vez
ter sido beneficiado com qualquer
medida fiscal ou outra por
morar na província. Sou freguês
de uma aldeia ao redor de Beja,
mas pago impostos como paga o
patrício da freguesia do Parque
das Nações. Pelo que não me parece
nada equitativo, fundado e
até legítimo que o companheiro
de Lisboa desfrute de meia-dúzia
de hospitais à escolha carregadinhos
de médicos até aos
sótãos e, às minhas filhas, nem
sequer lhes seja distribuído
um simples médico de família.
Alabregado, como já o disse,
pensava eu que havia falta de
médicos em Portugal. Mas não.
Não há. Há é falta de médicos no
Serviço Nacional de Saúde. O setor
privado está muito bem e recomenda-
se. E até estamos a exportar
boa matéria-prima para
os países ricos do norte europeu.
A abundância de médicos em
Portugal é de tal ordem que, esta
semana, a Associação Nacional
de Estudantes de Medicina, veio
reclamar ao Governo uma redução
no número de alunos que
anualmente tem acesso à universidade.
Dizem que os estudantes
e os médicos nas grandes
cidades são tantos que até encalham
uns nos outros em certas
aulas práticas. A imagem até seria
cómica, não fosse tão triste o
cenário. Há gente neste País que
morre por falta de assistência
médica e estes lorpas a quem pagamos
o curso (meio milhão de
euros entre formação básica e
especialidade), que estudam nas
universidades públicas e que se
formam em hospitais do Serviço
Nacional de Saúde, sempre às
nossas tenças, ainda têm a lata e
o despudor de vir fazer exigências
cretinas. Quando a única
coisa que se lhes exige, em nome
da moral e em abono do decoro,
é que devolvam às pessoas um
nadinha daquilo que elas, com
muito esforço, lhes proporcionaram.
Mesmo os labregos, como
nós.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Diário do Alentejo Edição 1768

Editorial
O ovo estrelado
Paulo Barriga

Sim, é verdade, acabei por
não resistir. Foi mais forte
do que eu, o impulso.
Estive esta terça no lançamento
do livro do momento: Alentejo
Prometido, de Henrique Raposo.
Entrei na livraria na qualidade de
jornalista. E saí lá de dentro enquanto
ativista ou intervencionista
ou indignado ou algo que
o valha. É que os Cantadores do
Desassossego, como forma de protesto
contra o teor desta obra, decidiram
interromper momentaneamente
a sessão, cantando a moda
“Alentejo, Alentejo” (é pena os nervos
terem traído a afinação, mas
pronto). Finda a qual viraram as
costas ao autor e abandonaram a
sala de forma pacífica e ordeira. E
eu cantei e saí com eles. E de outra
maneira não poderia ter sido.
Porquê? Porque também a mim o
livro de Henrique Raposo incomodou.
Ofendeu. Tirou do sério. Não
tanto pelos temas que lá são retratados,
mas antes pela reutilização
rancorosa, preconceituosa, generalista,
anacrónica e quase sempre
delirante que Henrique Raposo
faz dos mesmos. Mas pronto, o rapaz
já mostrou o que é e ao que
vem e, acima de tudo, com quem
se dá. E a minha indignação não é
tanto com ele, nem com o livrinho
dele, nem com as suas parvoíces,
as quais tem todo o direito de publicar,
mas com alguns tipos com
quem se dá. Aquilo que mais me
irrita nesses gajos é a encenação, a
dramaturgia e a narrativa puritana
que criaram em torno desta espécie
de happening de baixo teor intelectual.
As pessoas com quem
Henrique Raposo se dá, essencialmente
jornalistas, foram rápidas
e perspicazes em reconhecer
uma intifada nas reações enérgicas
ao livro. Foram lestas a exibir
um maluquinho que queima listas
telefónicas como exemplo dos novos
Torquemadas. Foram taxativas
em observar que este é um momento
de verdadeiro perigo para a
liberdade de expressão e, em consequência,
para o próprio jornalismo.
Mas nenhuma delas se deu
ao trabalho de questionar ou de
confrontar ou de investigar as
“verdades absolutas” que Henrique
Raposo diz ter reunido em livro. A
não ser que não tenha qualquer interesse
jornalístico o facto de, segundo
Henrique Raposo, existir
uma região de Portugal que convive
alegremente com o suicídio,
uma cultura onde as mulheres são
repetidamente violadas, um tecido
social que nem conhece a palavra
criança ou um território em estado
de pré-guerra. E onde historicamente
se servem ovos estrelados ao
pequeno-almoço, esse ritual negro
que vem do fim dos tempos e que
só demonstra como o alentejano
consegue ser perverso até na sua
dieta. Só para chatear ainda mais o
Henrique Raposo. Chiça.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Beja lança plano para valorizar e transmitir às novas gerações o cante alentejano


A Câmara de Beja aprovou um plano que prevê medidas para salvaguardar, valorizar e transmitir às novas gerações o cante alentejano, como o apoio ao ensino do cante nas escolas e aos grupos corais do concelho.

O Plano Municipal para Dinamização e Promoção do Cante Alentejano, visa "construir uma estratégia municipal global com medidas de salvaguarda" para "valorizar o cante e assegurar a sua transmissão às gerações mais novas, como meio de proteção" daquele património.

A estratégia do plano visa "fomentar o envolvimento de todos os agentes e atores do cante, unidos em torno de um mesmo objetivo", ou seja, a salvaguarda do cante alentejano, um canto coletivo sem recurso a instrumentos, que foi classificado em 2014 como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

"A importância da preservação e da salvaguarda do cante para o município está patente na sua estratégia de desenvolvimento e teve expressão nas ações dinamizadas em 2015", como a declaração do Ano Municipal do Cante e a sua classificação como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal, frisa a autarquia.

A continuação do processo, através do plano, visa "o aprofundamento do trabalho já concretizado e promover dinâmicas de futuro que potenciem e promovam" o cante, "apostando na sua projeção local, nacional e internacional, valorizando todos os momentos e contextos em que o cante acontece", explica a autarquia.

Através do plano, a Câmara de Beja "compromete-se "a envidar os melhores esforços" para promover a salvaguarda do património imaterial do cante alentejano, "facultando o apoio institucional que estiver ao seu alcance e considerar adequado e oportuno no quadro das suas atividades e competências".

Neste sentido, a autarquia compromete-se a apoiar a transmissão do cante alentejano em todas as escolas do concelho, "como o ensino do cante integrado nos planos de atividades e na componente letiva regular".

"O objetivo é que as crianças aprendam a cantar e interpretar as modas, mas também a compreender a história e a cultura da região, reforçando o sentimento de pertença à terra e ao Alentejo", explica o município.

A autarquia compromete-se também a disponibilizar "apoio financeiro ou de recursos humanos" a projetos de ensino do cante e a apoiar a dinamização de projetos educativos e atividades de grupos corais infantis nascidos do projeto de ensino do cante nas escolas.

O município compromete-se também a apoiar os grupos corais do concelho na melhoria de equipamentos e trajes tradicionais "distintivos e caracterizadores da etnografia de cada grupo", na disponibilização de transportes e na promoção da participação dos grupos em eventos locais, nacionais e internacionais.

A autarquia compromete-se ainda a patrocinar a gravação de CD e a produção de elementos de "merchandise" que "sustentem a divulgação e a promoção turística do cante" e a analisar outro tipo de apoios para promover a salvaguarda, a dinamização e a promoção do cante.

Para "assegurar a sustentabilidade" da estratégia do plano, o município refere que irá afetar verbas do orçamento municipal para as medidas e envidar "todos os esforços" para obter financiamentos através de candidaturas a fundos disponíveis no âmbito de políticas nacionais e comunitárias.

Segundo o município, o plano vai ser colocado à discussão de "todos os que nele se vejam, de forma direta ou indireta, envolvidos" e está aberto a "contributos que o reforcem e melhorem" para "alcançar o propósito de afirmar Beja como território do cante".

Fonte:- 
.diariOnline RS com Lusa
23:38 domingo, 06 março 2016

quinta-feira, 3 de março de 2016

Diário do Alentejo Edição 1767

Editorial
Debaixo
Paulo Barriga

Portugal é Lisboa e o resto
é paisagem. A expressão
é atribuída a Eça de
Queiroz, embora os bons leitores
nunca a tenham encontrado
em nenhum recanto da sua obra.
A ideia? Essa sim. No final do século
XIX, o autor de A Cidade
e as Serras notou e registou o
cheiro pútrido que já então exalava
das estruturas políticas do
seu País, relinchantemente instaladas
no centro da capital, enquanto
o resto do território era
paisagem que mal se distinguia
da “configuração das vilas e dos
vales”. Hoje, como há um século,
o estado da coisa mantém-se
muito pouco alterado. Pelo menos
no que respeita ao conceito
de paisagem, uma vez que Lisboa,
essa sim, parece ter crescido, encurtando,
necessariamente, o
resto. Há meia dúzia de dias foi
dado a conhecer aos jornalistas
um estudo, patrocinado pela
Fundação Calouste Gulbenkian,
onde é estabelecido uma nova
geografia para Portugal. Os autores
da proposta chamam-lhe
mapa das “regiões polarizadas”.
E o grande avanço desta investigação
vai no sentido de as identificar,
reconhecer e implementar.
Sobretudo as regiões polarizadas
do Porto e de Lisboa que, no
seu conjunto, agregam mais de
77 por cento da população nacional,
são responsáveis por 90 por
cento das exportações e concentram
80 por cento dos portugueses
com ensino superior. A região
polarizada de Lisboa, então,
é a verdadeira “metrópole para
o Atlântico”, a expressão é dos
autores do estudo, uma vez que
congrega os territórios que vão
desde Leiria até à zona de Sines
e Santiago do Cacém e desde a
ponta da Trafaria até Évora. Esta
é a nova Lisboa que, em conjunto
com o renovado Porto e o
moderno Algarve, deixará nas
suas periferias aquilo a que podemos
apelidar de “bolsas da futura
paisagem desumanizada”.
Onde, como é óbvio, se enquadra
a integralidade do território
do distrito de Beja, que em tempos
já foi Baixo Alentejo e que,
num futuro polarizado, passará
a constar “debaixo do Alentejo”.
Ou melhor, ficará debaixo daquilo
que em tempos idos foi algum
Alentejo (paisagem) e que
passará a ser demasiada Lisboa
(Portugal). Não há mal nenhum
em existir paisagem e que os
animais que nela se apascentem
sejamos nós. Mas se querem
mesmo que Portugal seja Lisboa,
pelo menos confiram alguma
dignidade a quem persista em fazer
parte da paisagem. E isto de
exigir dignidade no trato não é
pedir muito, nem pouco. É apenas
pedir o resto.

terça-feira, 1 de março de 2016

12º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos - Beja 4|mar|16


Beja recebe na sexta-feira, dia 4, o Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos 
Esta competição vai decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Beja e é dirigida essencialmente aos estudantes do ensino básico e secundário, esperando-se cerca de 2000 participantes de todo o país. É disputado entre 300 jogadores em quatro categorias correspondentes aos três ciclos do ensino básico (primeira, segunda e terceira categorias) e ao ensino secundário (quarta categoria). O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos tem entusiasmado centenas de alunos, que descobrem nos jogos uma outra forma de explorar a Matemática. A componente lúdica destas atividades é, assim, uma mais-valia pedagógica no ensino da Matemática.
Uma organização da Associação Ludus, Associação de Professores de Matemática, Sociedade Portuguesa de Matemática e Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica que conta com o apoio dos Agrupamentos de Escolas do Concelho de Beja, Instituto Politécnico de Beja, NERBE e Câmara Municipal de Beja.

Mini & BMW Meeting 13|mar|16 Évora


Preparado para mais um grande evento? O MINI&BMW MEETING está a chegar para mais um dia em grande, cheio de adrenalina, amigos e muito espírito MINI e BMW. BIMMERPT.
Estamos a preparar, mais uma vez, o maior e melhor evento do ano! Com muitas surpresas, actividades, muito convívio e partilha pelo mesmo gosto.

Do que estas à espera para te inscreveres?

PREÇÁRIO:
Adultos - 13€
Crianças
0-7 anos - não pagam
+8 anos - 8€

ATENÇÃO: A corrida de Karting no Kartódromo não está incluída, sendo facultativa. 
Preço: 60€ por equipa de 3 elementos ou 2 elementos
A corrida consiste em: 10min de treino inicial + 1hora de corrida corrida

FICHA DE INSCRIÇÃO - https://form.jotform.co/60493244942862

PAGAMENTO - O pagamento é efectuado no dia no acto do check-in

PROGRAMA:

Parte da manhã (Convívio, Diversão e Cultura )
09h00 - Check In dos participantes 
(Local: Monte Alentejano - Évora)
Coordenadas GPS: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=zc4GO5F4qK1E.kjBgsMrgixbo&hl=en_US

10h00 - Passeio pelo Centro Histórico de Évora

11h00 - Prova de vinhos na Ervideira

12h30 - Almoço Buffet no Monte Alentejano - Évora ( By Cantinho Da Ti Bilete) 

Parte da tarde (Convívio, Diversão e Adrenalina)

14h00 - Partida para o Kartódromo de Évora em caravana

14h30 - Corrida de Resistência de Karting (Facultativa)
Será uma corrida de Karting de resistência que terá a duração de 1h 10mins (10mins de treino inicial e 1 hora de corrida), e cada equipa será composta por 2 ou 3 elementos.

17h00 - Inicio das voltas à pista do Kartódromo com os MINI's e os BMW's, contando para classificação final a volta mais rápida 

Enquanto as atividades decorrem na pista, vamos ter muita animação , música e muita diversão (Dj's, jogos, etc etc etc )
Contamos com todos vocês para que se faça deste evento uma enorme festa MINI Friends PT® e BIMMERPT®.



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lançamento do 1º EP Grupo Coral Moços da Aldêa



A Associação “Grupo Coral Moços da Aldêa” da freguesia de Cabeça Gorda irá lançar o seu primeiro EP composto por 6 modas. Lançamento este irá ser feito no 3º Silarca Festival do Cogumelo que se irá realizar nos dias 4, 5 e 6 de Março em Cabeça Gorda.
Com passos firmes temos vindo a construir a nossa história, de forma humilde e a aprender com todos. Levamos o cante nas nossas vozes um pouco por todo o país para que todos possam beber da nossa cultura. A gravação deste EP enche-nos de orgulho não só pelo facto de ser o realizar de um sonho, mas também pelo registo que fica para as gerações futuras, e que irá fazer parte