sábado, 30 de novembro de 2013

Contei meus anos e descobri!

"Contei meus anos e descobri," escreveu Mário de Andrade," que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho mais passado que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas... As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. "As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!"



Viver é uma questão de paladar. Apreende-se a viver saboreando a vida.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

3ª Eliminatória da Taça de Portugal Andebol


Diário do Alentejo Edição 1649

Editorial
Escravos
Paulo Barriga

O secretário de Estado da
Agricultura dá hoje uma
entrevista ao “Diário do
Alentejo” onde fala da importância
estratégica do Alqueva para o
equilíbrio da balança comercial
portuguesa ao nível da agricultura.
Quando concluído o empreendimento
em 2015, as palavras
são de José Diogo Albuquerque,
a área irrigada pelo grande lago
trará mais-valias anuais na ordem
dos 160 milhões e euros. De entre
o crónico cardápio de más notícias
sobre o Alentejo, eis uma que
nos faz cócegas ao ânimo. Aliás,
já são evidentes os grandes melhoramentos
agrícolas na região.
Há novas empresas que se instalam,
novas culturas, novas tecnologias,
novas agroindústrias,
novos negócios, novas oportunidades.
Alqueva está a transformar
os barros do Alentejo, está a verdejar
a paisagem, está a “reinventar”
a relação do homem com a
terra. Será? Parece que nestas coisas
da posse e do amanho da terra
não há assim tanto a reinventar.
As questões sociais que se levantaram
nos tempos áureos da campanha
do trigo regressaram em
força aos campos do Sul. As praças
de jorna, o trabalho de sol a
sol, a exploração da mão de obra,
a miséria humana e a fome, temas
social e ideologicamente supostamente
datados e enterrados,
aí estão no seu máximo fulgor.
Novamente. Exuberantemente.
Mas se antes a cobiça era exercida
sobre os rurais locais, obrigando-
-os tantas vezes a abandonar as
suas terras e as suas gentes, hoje
essa desumana violência é praticada
sobre pessoas já de si desenraizadas,
fragilizadas, vindas
de longe apenas com a esperança
nas algibeiras. A escravização que
está a acontecer em diferentes explorações
agrícolas da região em
relação aos trabalhadores romenos
(e não só) é duplamente vergonhosa
para o Alentejo e para o
País. É infame porque mostra o
lado canalha e ordinário de certos
empregadores de uma região
que é grata a quem no estrangeiro
recebeu com dignidade tantos
emigrantes. É desprezível porque
contamina com o selo da escravatura
uma denominação de origem
agrícola que deveria ser, não
apenas em termos de acidez, “extra
virgem”. E que pelos vistos não
é! Será que alguma vez foi?

sábado, 23 de novembro de 2013

Sugestão para o fim de tarde de hoje em Beja


INAUGURA SÁBADO DIA 23 ÀS 18:30.
CONTAMOS CONVOSCO!

Local: Galerias do rés-do-chão e 1º andar.


Organização: CMB (Bedeteca de Beja) / Susa Monteiro.


Exposição de desenhos inéditos de Susa Monteiro: "Um T-0 com vista para o esgoto"

José Cid nas Festas da Salvada dia 8 de Dezembro 2013




LETRA
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore , amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar,
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore , amour, meine liebe, love of my life.
Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em berlim,
É um mar, é um rio,
É uma fonte que nasce dentro de mim.
É o grito do meu universo,
Das estrelas p'ra onde eu regresso,
Onde sempre esta música paira no ar.
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Este amor é um pássaro livre,
Voando no céu azul,
Que compôs a mais bela canção deste mundo de norte a sul.
E as palavras que eu uso em refrão,
Fazem parte da mesma canção,
Que ecoa nas galáxias da minha ilusão
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,

Salvada em Festa de 5 a 8 de Dezembro 2013



Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Aeroporto Internacional de Beja

Diário do Alentejo Edição 1648

Editorial
EDIA
Paulo Barriga

Escrito assim, EDIA, não
é somente o conjunto
das letras iniciais da
Empresa de Desenvolvimento e
Infraestruturas do Alqueva. Em
termos de semântica é muito
mais do que isso. EDIA é uma palavra
por inteiro. Um acrónimo,
como diriam os linguistas, para
designar as coisas (todas as coisas)
que têm a ver com o Alqueva.
A EDIA fez por estes dias 18 anos.
Uma jovem adulta ao pé da ideia
de construir um grande lago para
molhar as securas do Alentejo.
Essa, a ideia, tem 45 anos. A história
da barragem do Alqueva
e, mais recentemente, a história
da EDIA, é o decalque perfeito
da história política portuguesa
desde os últimos suspiros da ditadura.
Ou melhor: a síntese da
novela política portuguesa no último
meio século. No ano em que
uma cadeira traiu Salazar, 1968,
o Governo vigente assinou com
Espanha um convénio para a utilização
comum dos rios, tendo
Alqueva como pano de fundo. O
vai-não--vai de Salazar, o intensificar
das guerras africanas e a
Revolução de 1974 adormeceram
a ideia do grande lago alentejano.
Na fervura do Verão Quente, em
1975, o Governo decidiu finalmente
arregaçar as mangas da
camisa. No ano seguinte, e por
fim, jogou-se o primeiro betão
para o Guadiana. Mas as contas
mal medidas e o FMI pararam
a obra em 1978. O que lá restou
desses primeiros caboucos foi a
ensecadeira onde um poeta escreveu
“construam-me porra”.
Um alerta que ecoou por 17 anos
de governações falhadas, atentados,
mais FMI, integração europeia...
Até que em 1995, entre o
último fôlego de Cavaco e as primeiras
comichões de Guterres, se
constituiu a EDIA e se avançou
em definitivo para a construção
do maior lago artificial da Europa
Ocidental. Já lá vão 18 anos. Que
é precisamente a idade que tem
o esbanjamento e o clientelismo
político em nome do Alqueva. Já
se disse que a EDIA é uma palavra
por inteiro para designar as
coisas do Alqueva. Mas, até há
bem pouco tempo, EDIA era, afinal,
um sinónimo comum para
tacho, cunhas e boa-vida. Aquela
que foi, talvez, a única conquista
para Beja nos últimos 50 anos foi
também o palco privilegiado da
política miudinha local, o maceirão
da intriga partidária, o
rio grande dos favores e das pagas
e do amiguismo. Uma definição
pouco lisonjeira para a palavra
EDIA que, na administração
de João Basto, foi limpando com
sucesso, aos poucos, as nódoas
semânticas do passado. Uma tarefa
bem mais penosa do que levantar
paredões ou estender tubos
de rega pelos campos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

VII Feira do Cogumelo e do Medronho - S. Barnabé

Dias 23 e 24 de Novembro venha desvendar os segredos,
 provar os sabores e conhecer as gentes da Serra!




Para consultar o programa clique aqui


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nos tempos do Gungunhana 29,30 DE Nov. e 1\ Dez. Casa da Cultura


“Nos Tempos de Gungunhana” é o título da primeira criação do projeto Teatro TRIBUS. A peça tem estreia marcada para a Casa da Cultura de Beja, a 29 de novembro, pelas 21 e 30 horas e é baseada na tradição oral dos contadores de histórias africanas e no livro Ualalapi, do escritor moçambicano Ungulani Ba ka Kkosa (obra que venceu o prémio da melhor ficção narrativa de  Moçambique, em 1997).

Clube Desportivo de Beja - Assembleia Geral 21|Nov|2013


Kayakpolo - Beja 23 e 24|Nov|2013


domingo, 17 de novembro de 2013

Passeio de BTT - 17|Nov|2013 - Beringel

A Associação de Cicloturísmo de Beringel vai organizar, no próximo dia 17 de Novembro, o seu tradicional Passeio de BTT.





PROGRAMA

08:00 - Concentração Praça Dr. Carlos Moreira (Rossio)

09:00 - Partida

Inscrições até dia 15 de Novembro de 2013 através dos telefones:
968 261 496
967 038 442
967 832 011

A inscrição inclui oferta de lembranças a todos os inscritos (Colgate - Palmolive.

Os participantes poderaão ainda fazer a inscrição com ou sem almoço convívio.

2 Níveis de andamento:
25 Km Livres
50 Km Livres

Prémios para os 3 melhores de cada percurso

Beringel espera por ti, não faltes!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sabe quantas pessoas é que trabalham na tua Câmara Municipal?

O número de funcionários camarários tem vindo a cair todos os anos desde 2010. Em Setembro último, já só havia 121.001 trabalhadores nas câmaras, uma queda de quase 15 mil pessoas face a 2010. Há menos trabalhadores por mil habitantes. Veja no mapa qual a situação do seu município

Fonte: negócios online

Jogos do fim de semana - BEJA - Para todos os gostos e tamanhos!







quinta-feira, 14 de novembro de 2013

X Terras de Cante - Beja 23|Nov|13


Diário do Alentejo Edição 1647

Editorial
Reorganizar
Paulo Barriga

Eles andam aí. Melhor, eles
continuam aí. Sabe-se ao
que andam e sabe-se que
continuam. Mas raramente se
sabe quando vão mostrar os dentes.
E quando se dá por eles, geralmente,
é demasiado tarde.
Governo e governados usam dois
termos diferentes para os ataques
predadores do primeiro sobre os
segundos: reorganização e cortes.
Para quem governa, reorganiza-se.
Para quem é governado, corta-se.
Reorganizar é coisa fina. Cortar é
coisa grossa. A reorganização advém
da retórica. O corte doi de
facto no lombo. Reorganizar. Na
verdade, esta palavra até fica mal
a quem nos governa. Porque reorganizar
significa, mais coisa menos
coisa, organizar de novo, progredir,
inventar melhoramentos.
Proposições que não assistem propriamente
aos nossos governantes
de hoje. Aos governantes do
corte. Quando falam, por exemplo,
em reorganização do parque
escolar, o que querem mesmo dizer
é fechar escolas no interior do
País. Quando fizeram a reorganização
do território, o que de facto
lhes ocorreu foi somente riscar freguesias
do mapa e em seguida riscarão
os concelhos. Quando se preparam
para reorganizar o sistema
de saúde, mais não querem do que
reduzir camas nos hospitais da periferia
ou oferecê-los, os hospitais,
à caridade das misericórdias.
Quando se propõem reorganizar a
segurança interna, querem mesmo
é acabar com quartéis e esquadras
da polícia e da guarda. O mesmo
acontecerá com os pequenos tribunais
de comarca, na reorganização
do mapa judiciário. Ou com as repartições
de finanças de proximidade,
na reorganização do sistema
tributário. A palavra reorganização,
cada vez que é inscrita nos diplomas
deste Governo, é uma verdadeira
bomba atómica para quem
teima em viver fora dos grandes
centros urbanos. Pelo que a notícia
desta semana que dá conta
da reorganização do ensino superior
em Portugal é qualquer coisa
de temível. A machadinha do carrasco
pende agora e também sobre
o pescoço do Instituto Politécnico
de Beja. E quando o verdugo deixa
cair a lâmina, já o sabemos, é
mesmo para cortar. Que é a palavra
de que o Governo não gosta e
por isso inventou a outra que tal:
reorganizar. Eles continuam aí.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

VIN&Cultura - 23 e 24|Nov|13 - Ervidel



PROGRAMA VIN&CULTURA 2013

SÁBADO - 23 NOV.

10h30 - Abertura da Feira 

14h30 - Banda da Sociedade Musical I. R. Aljustrelense
[Arruada da Praça da República até ao Largo, e atuação frente à Adega Coletiva]

15h00 - Abertura Oficial da Feira
[Frente à Adega Coletiva]

15h30 - Encontro de Poetas Populares
[Centro Cultural Freguesia de Unidade - frente à Adega Coletiva]

16h30 - Rota das Adegas - Animação com o Grupo “Nova Aurora“
Percurso 1 - Adegas: Saraiva, Raposo e Varrasquinho
[Início da Rota: Frente à Adega Coletiva]

17h00 - Grupo Coral “Margens do Roxo”
[Frente à Adega Coletiva]

17h30 - Grupo Etnográfico de Danças e Cantares (falta confirmação)
[Frente à Adega Coletiva]

20h00 - “Os Nova Aurora” - Música Popular Portuguesa
[Adega Coletiva]

22h00 - C C & Zé Liaça
[Adega Coletiva]

24h00 - Dj Brazoff - “Música, anos 70,80,90”
[Adega Coletiva]

DOMINGO - 24 NOV.

10h30 - Abertura da Feira

14h00 ás 20h00 - Programa “Somos Portugal” da TVI, em direto de Ervidel

15h00 - Grupo Coral Feminino “Flores da Primavera”
[Frente à Adega Coletiva e circuito da feira]

15h00 - Workshop “Grão à mesa”
Confeção de pratos à base de grão, pelos Chefes Ângelo Lampreia e Rui Ramos
[Museu Municipal - Núcleo Rural de Ervidel]

16h30 - Rota das Adegas - Animação com os Grupos “A Moda Mãe & Os Bubedanas “
Percurso 2 - Adegas: Chaveiro e Moreira
[Início da Rota: Frente à Adega Coletiva]

16h45 - Prova de doçaria
Confeção de doces à base de grão, azeite e vinho, pelos Chefes Ângelo Lampreia e Rui Ramos
[Museu Municipal - Núcleo Rural de Ervidel]

17h30 - Tiborna
Confeção de tibornas e prova
[Museu Municipal - Núcleo Rural de Ervidel]

20h00 - “A Moda Mãe & Bubedanas”
[Adega Coletiva]

21h00 – Encerramento

Festa do Povo 16|Nov|13 - Beringel