segunda-feira, 8 de setembro de 2014

XXII Festival Sete Sóis Sete Luas de 11 a 14 set 2014 Castro Verde



PROGRAMA

XXXIV Feira do Artesanato de Moura V Mostra de Aromas e Sabores 11 a 14 Setembro 2014


SUMMER END - 12 E 13 SET 2014 - ALMODÔVAR


BTT em Castro Verde 21 set 2014

A 21 de setembro, a Associação 100 Trilhos – Clube de BTT volta a organizar, à semelhança de anos anteriores, mais uma Maratona de BTT e a reunir em Castro Verde centenas de amantes da modalidade. Com percursos de 30km (mini-maratona), 50 km (meia-maratona) e 80 km (maratona), a prova decorre integrada na 5ª Prova Taça Algarve de XCM e conta com a colaboração da Câmara Municipal de Castro Verde.

Vale do Poço - XII Feira Agropecuária Transfronteiriça 12 a 14 set 2014


Programa
Sexta-feira, dia 12
16h00 – Abertura do certame
18h30 – Inauguração oficial/Animação com o grupo Amigos da Pinguinha
21h30 – Espetáculo com o grupo musical Terra Bela
22h30 – Baile com Cristiano Martins
Sábado, dia 13
08h00 – Caminhada ao Pulo do Lobo
10h30 – Colóquio “Apoio à agricultura no âmbito do no quadro comunitário”
11h00 – Abertura do certame
14h00 – Animação com o grupo Amigos da Pinguinha
18h00 – Oficina de Danças de Roda
19h00 – Vacada
22h00 – Espetáculo de variedades com Broa de Mel
23h30 – Baile com o Duo Cafécreme
Domingo, dia 14
08h30 – Passeio de BTT
11h00 – Abertura do certame
14h00 – Animação com o grupo Quarteto Maravilha
18h30 – Jogos Transfronteiriços
20h30 – Espetáculo musical com o grupo Real Aliança Velha
22h00 – Baile com o Duo Kontraste/Encerramento dos stands

ZUMBA NIGHT PARTY 13 SET 2014 BEJA

Inscrições Limitadas
3 Zumbas até dia 6 de Setembro
5 Zumbas no Dia 

Organização: 
Zumba Beja Eventos
Contactos:
938544872
zumba.beja.eventos@gmail.com

Informação:
Inscrições directamente com os Instrutores ou organização
Pulseiras estão disponíveis para entrega depois de dia 6 de Setembro.
São entregues pelos instrutores
ou no local do Evento 30 minutos antes

domingo, 7 de setembro de 2014

Diário do Alentejo Edição 1689

Editorial
Reformas
Paulo Barriga

Reforma. De entre o escasso
léxico governativo, este é o
vocábulo que mais está na
berra. Tudo neste País é reformável,
a começar pelas próprias pensões
de reforma. O território carece de
reforma. O ensino também carece.
A saúde, os transportes, a justiça…
O próprio Estado. Reformar é o
verbo do tempo presente. Predicado
de feição regular que apenas parece
não ajustável ao sistema bancário,
às grandes fortunas e ao próprio
Governo da Nação. Esta segunda-
-feira avançou a reforma do sistema
judiciário português. Quem
não estará de acordo com a introdução
de mudanças, profundas e
eficazes, que melhorem o funcionamento
dos tribunais? Mudanças
que tornem a justiça mais célere,
alargada, mais próxima de todos os
cidadãos? Mais justa, passe o pleonasmo?
Aliás, o próprio conceito de
“reforma”, na sua boa significação,
obriga a remodelações, mas também
a melhoramentos. O que, de
facto, não se verificou nas mudas
que o Ministério da Justiça aplicou à
reorganização dos tribunais. A barafunda
é de tal forma invulgar que
a própria Ordem dos Advogados
decidiu apresentar uma queixa-
-crime contra os governantes que
assinaram a dita reforma, por atentado
contra o Estado de Direito. Em
boa verdade, são os próprios magistrados
que, de ombros encolhidos,
alertam para o facto de existirem
processos espalhados por todo
o lado. Escassez de funcionários.
Problemas na plataforma informática
da justiça. Falta de privacidade
e de resguardo para o exercício
da profissão. No distrito de Beja,
a “reforma” liquidou todas as comarcas
até aqui existentes, transformando
esses tribunais em extensões
da super comarca de Beja (o de
Mértola passou a mera secção para
consulta de papelada). Com a agravante
de todos os processos-crime
cuja moldura penal exceda os cinco
anos se concentrem igualmente na
capital de distrito. O mesmo acontecendo
com as iniciativas cíveis em
que os pedidos de indemnização ascendam
aos 50 mil euros. Isto para
nem falar do facto de ainda não
ter sido encontrado um local apropriado
para instalar o Tribunal de
Família e Menores, que começará a
laborar precária e provisoriamente
em Ferreira do Alentejo. O que vai
acontecer, em bom rigor, é que a
grande maioria dos processos vão
afunilar em Beja, tornando a sua resolução
mais lenta, alargando ainda
mais as distâncias entre as pessoas
e os tribunais (que o digam os munícipes
de Odemira ou Barrancos),
cavando mais uns bons palmos na
cova funda que afasta cada vez mais
as populações da periferia dos grandes
centros. Quando ouvir algum
ministro falar em “reforma” tenha
medo, muito medo.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

X PASSEIO BTT "PELOS TRILHOS DE MOMBEJA"


Palavras Andarilhas despedem-se até 2016



A edição de 2014 começou e terminou com a participação de dois amigos de longa data. Respetivamente o Prof. Martinho Marques e o Jorge Serafim.

É sem dúvida, um previlégio imenso ter amigos destes. Um abraço para os dois.

Também é sem dúvida um previlégio poder ter contribuído, embora de forma singela, para o sucesso deste grande evento que projeta o nome de Beja além fronteiras.

Para mais tarde recordar aqui ficam alguns mementos.

Até 2016.

domingo, 24 de agosto de 2014

Diário do Alentejo Edição 1687

Editorial 

Baleizão 

Paulo Barriga 

O corpo de investigação criminal da GNR deteve na passada semana um indivíduo que assaltou uma octogenária. Deu-se o caso em Baleizão. E dá-se o caso que este não terá sido o primeiro delito do género cometido pelo fulano. Aliás, as pessoas sabem, a GNR sabe, a Polícia Judiciária sabe, os juízes também sabem que de há cerca de dois anos a esta parte, este e outros artistas residentes na localidade, assaltaram largas dezenas de habitações, coagiram violentamente vários idosos e acabaram por matar três deles. Como foi o caso presente. A população, as polícias e os magistrados sabem igualmente que este tipório não agiu sozinho, sabem quem são os restantes membros da quadrilha, sabem como eram planeados os crimes, sabem como eram receptados, conduzidos e transacionados os valores roubados. Concluindo, toda a gente sabe há demasiado tempo o que se passa em Baleizão, e certamente noutras aldeias do Alentejo, mas nunca ninguém fez nada para evitar estes três supostos homicídios. O povo de Baleizão, que é conhecido pelo seu arrebatamento e sangue quente, deixou a coisa andar. As polícias, cada vez mais minguadas em meios técnicos e operacionais, foram encolhendo os ombros. Os juízes foram colecionando queixas, denúncias e evidências nas secretárias... e os crimes foram--se sucedendo a um ritmo vertiginoso e intolerável. Porquê? Não será simples encontrar uma única e boa razão para este longo e, de alguma forma cúmplice, silêncio. Mas não restam dúvidas que todos, sem exceção, teremos alguma mácula neste filme negro. Que não é ainda mais dramático porque, por fim, os meios de comunicação social, nomeadamente a chamada informação tabloide, tomou para si o assunto. Chegámos a um impasse civilizacional onde o que conta é o que vem a letras garrafais nos jornais populares ou é gritado com espuma nos cantos da boca nas televisões de entretenimento. A justiça, como tudo nesta sociedade individualista e imóvel, tarda e a maior parte das vezes apenas chega quando é notícia nas parangonas. O que desvirtua por completo o próprio conceito de justiça. E pode levar, como quase agora aconteceu em Baleizão, a que a própria justiça caia nas mãos do povo. Coisa que ninguém, no seu perfeito juízo, desejará. Como por certo ninguém desejará comprar o jornal da manhã com a notícia de um novo homicídio em Baleizão. Ou noutra qualquer Baleizão deste interior envelhecido, amedrontado e imóvel.