quarta-feira, 12 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Moças do Cante (Cabeça-Gorda) - Hino da Aldeia
Mais um grupo de jovens, que pretendem perpetuar a nossa memória colectiva e o nossa identidade cultural,
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Cabeça Gorda Terra de Cante 15|nov|14
Os Moços da Aldêa convidam seus amigos para uma tarde dedicada ao Cante na Cabeça Gorda. Uma tertúlia com a presença de alguns dos principais intervenientes da Candidatura do Cante a Património Imaterial da Humanidade da Unesco na Casa do Cante de Cabeça Gorda. De seguida faremos uma rota pelas tabernas e cafés da nossa aldêa com a pré apresentação das Moças do Cante e a participação dos amigos Grupo Coral " Os Bubedanas " e do grupo Coral da Cabeça Gorda
domingo, 9 de novembro de 2014
“São Martinho de canto… em canto…” vai encher tabernas e adegas de Vila de Frades no dia 15 de novembro
Vila de Frades vai assinalar a abertura dos vinhos de talha com “são Martinho de canto… em canto…” no próximo sábado dia 15 de novembro. Chapitô, Pedro Mestre e os Rastolhice são os nossos convidados para acompanhar o périplo pelas tabernas e adegas onde corre o tão afamado vinho de talha de Vila de Frades. A iniciativa organizada pela Junta de Freguesia tem como parceiros a Vitifrades e a Comissão de Festas e terá inicio por volta das 17horas ao pé da Junta. A participação das pessoas é gratuita e dispensa inscrição, bastando comparecer à hora marcada. Durante o périplo haverá muita animação de rua com o Chapitô e o cante alentejano será entoado pelos nossos convidados, Pedro Mestre e os Rastolhice. Nas tabernas e adegas haverão os tradicionais marmelos e gamboas da época, além das castanhas, no entanto apelamos a cada participante para levar a tradicional bucha que servirá de reconforto ao estômago na degustação do vinho branco, tinto ou petroleiro.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Diário do Alentejo Edição 1698
Editorial
Sinalética
Paulo Barriga
Estes últimos tempos têm
sido cómicos no que diz
respeito às direções, à sinalética,
que a vida política leva.
Parece que os caminhos que antes
naturalmente se bifurcavam
hoje tendem a convergir. Com algum
descaramento, diga-se de
passagem. A esquerda. E a direita.
De há duzentos e tal anos
a esta parte, desde os tempos da
Revolução Francesa, que se reconhecem
com alguma garantia
dois blocos “ideológicos” na disputa
do osso político. Neste longo
período pós-napoleónico, as coisas
da esquerda e da direita, com
nuance aqui, nuance acolá, foram-
se consolidando na sociedade.
Na propaganda. No combate
partidário. Na cabeça das
pessoas. A esquerda (quem não
sabe?) é o hemisfério progressista
da teia política e ideológica.
Coletivista, igualitária, na senda
da justiça social. Uma massa popular
onde se encontram comunistas,
socialistas, ultimamente
algumas fações ecologistas. Já a
direita, tradicionalista, conservadora
por definição e credo, reacionária,
encaixa na sua “filosofia
da liberdade individual”
os partidos ditos populares, democratas
cristãos e todos os estilhaços
dos novos e dos antigos
fascismos. Bem sei que os enunciados
atrás deixados são leves,
incompletos e muito mutilados.
Mas nada disso importa quando
queremos encontrar hoje, e não
conseguimos, fundamentos ideológicos
para a definição de esquerda
e de direita. Porque a própria
ideologia entrou em falência,
em processo de extinção, desde a
vitória global do capitalismo financeiro
e do liberalismo económico.
Selvagens, os dois. E o
único espaço de contenda onde
ainda se podia vislumbrar o espectro
de uma certa esquerda
e de uma dita direita, o Estado,
também se esfumou. Pelo menos
no que toca ao armário onde
a direita costumava guardar o
esqueleto de um Estado pequenino,
com as estruturas básicas
e fundamentais ao seu funcionamento
privatizadas e nas
mãos da supostamente autorregulada
e sapiente economia de
mercado. Ora, se tivermos como
válida a sinalética que a vida política
leva, apenas podemos desatar
a rir a bandeiras despregadas.
Escutar nomes como Freitas do
Amaral, Silva Peneda ou Bagão
Félix a defender a nacionalização
de empresas privadas como a PT,
em nome do interesse nacional,
é isso mesmo que dá: vontade de
rir. Ou eles não têm noção do ridículo.
Ou os fundamentos da direita
e da esquerda já apenas não
trocam o passo debaixo dos tacões
das botas da tropa: um-dois,
esquerda-direita.
Sinalética
Paulo Barriga
Estes últimos tempos têm
sido cómicos no que diz
respeito às direções, à sinalética,
que a vida política leva.
Parece que os caminhos que antes
naturalmente se bifurcavam
hoje tendem a convergir. Com algum
descaramento, diga-se de
passagem. A esquerda. E a direita.
De há duzentos e tal anos
a esta parte, desde os tempos da
Revolução Francesa, que se reconhecem
com alguma garantia
dois blocos “ideológicos” na disputa
do osso político. Neste longo
período pós-napoleónico, as coisas
da esquerda e da direita, com
nuance aqui, nuance acolá, foram-
se consolidando na sociedade.
Na propaganda. No combate
partidário. Na cabeça das
pessoas. A esquerda (quem não
sabe?) é o hemisfério progressista
da teia política e ideológica.
Coletivista, igualitária, na senda
da justiça social. Uma massa popular
onde se encontram comunistas,
socialistas, ultimamente
algumas fações ecologistas. Já a
direita, tradicionalista, conservadora
por definição e credo, reacionária,
encaixa na sua “filosofia
da liberdade individual”
os partidos ditos populares, democratas
cristãos e todos os estilhaços
dos novos e dos antigos
fascismos. Bem sei que os enunciados
atrás deixados são leves,
incompletos e muito mutilados.
Mas nada disso importa quando
queremos encontrar hoje, e não
conseguimos, fundamentos ideológicos
para a definição de esquerda
e de direita. Porque a própria
ideologia entrou em falência,
em processo de extinção, desde a
vitória global do capitalismo financeiro
e do liberalismo económico.
Selvagens, os dois. E o
único espaço de contenda onde
ainda se podia vislumbrar o espectro
de uma certa esquerda
e de uma dita direita, o Estado,
também se esfumou. Pelo menos
no que toca ao armário onde
a direita costumava guardar o
esqueleto de um Estado pequenino,
com as estruturas básicas
e fundamentais ao seu funcionamento
privatizadas e nas
mãos da supostamente autorregulada
e sapiente economia de
mercado. Ora, se tivermos como
válida a sinalética que a vida política
leva, apenas podemos desatar
a rir a bandeiras despregadas.
Escutar nomes como Freitas do
Amaral, Silva Peneda ou Bagão
Félix a defender a nacionalização
de empresas privadas como a PT,
em nome do interesse nacional,
é isso mesmo que dá: vontade de
rir. Ou eles não têm noção do ridículo.
Ou os fundamentos da direita
e da esquerda já apenas não
trocam o passo debaixo dos tacões
das botas da tropa: um-dois,
esquerda-direita.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Alentejo, Alentejo
Alentejo, Sul de Portugal. Dezenas de grupos amadores reúnem-se regularmente para ensaiar antigos cantos polifónicos e para improvisar modas sobre o tempo presente. Isto é o «cante».
Nascido nas tabernas e nos campos, entre camponeses e mineiros, o cante transmitiu-se ao longo de várias gerações. Nas últimas décadas, com a diáspora alentejana, novos grupos apareceram na periferia de Lisboa e em diversos países de emigração – provando que o cante é um traço identitário dos alentejanos onde quer que estejam.
Este filme é uma viagem musical ao Portugal contemporâneo, a um modo de expressão único e à paixão dos seus intérpretes.
HOMENAGEM AO CANTE ALENTEJANO | EXPOSIÇÃO NO MUSEU DA MÚSICA PORTUGUESA | INAUGURAÇÃO 7 DE NOVEMBRO | 18H30
No momento da decisão da UNESCO sobre a candidatura do Cante Alentejano a Património Imaterial da Humanidade, a Câmara Municipal de Cascais homenageia esta forma de expressão popular, que consolida a memória coletiva, com uma exposição documental sobre o Cante, evocando a obra do etnólogo Michel Giacometti. Patente a partir de 7 de novembro no Museu da Música Portuguesa, com entrada gratuita.
Michel Giacometti consagrou especial atenção ao Cante, tendo deixado a Cascais parte significativa do seu trabalho, hoje disponível no Museu da Música Portuguesa. Esta exposição evoca a obra de Giacometti e cruza os registos fotográficos que o etnólogo realizou no Alentejo, entre as décadas de 60 e 80, com o documentário “Lá Longe” do jovem realizador David Lima sobre o grupo coral Estrelas do Guadiana, de Tires, Cascais, estabelecendo uma ponte entre dois tempos, o da terra e o da diáspora, que atesta não só a vitalidade desta expressão musical, como também a sua força identitária.
O sentimento das comunidades alentejanas foi levado para fora do Alentejo pelas populações que migraram na segunda metade do século XX. Assim, O cante alentejano saiu da fronteira geográfica do Alentejo e é entoado também em tabernas de Tires, Cascais, onde está sediado um dos mais ativos Grupos de Música Coral Alentejana – Os Estrelas do Guadiana. O realizador David Mira acompanhou o Grupo Coral Estrelas do Guadiana, de Tires, e conta no documentário «Lá Longe» como se sente o Alentejo em Cascais. O documentário rodará em contínuo num LCD que faz parte da exposição (sala 2).
Do programa de inauguração da exposição, que contará com a presença de Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, constam as apresentações de Paulo Lima (responsável pela candidatura do Cante junto da Unesco e Diretor da Casa do Cante) e do realizador David Mira sobre o documentário “Lá Longe”. Terá, igualmente, lugar durante a inauguração, uma atuação do grupo coral Estrelas dos Guadiana.
Manitas de Plata faleceu hoje, aos 93 anos.
Manitas de Plata (nascido com o nome Ricardo Baliardo) faleceu hoje, aos 93 anos.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Mão Morta - 7|nov|14 - Casa da Cultura - Beja
Depois do impacto do single «Horas de Matar», os Mão Morta regressam a Beja no dia 7 de Novembro para um concerto na Casa da Cultura onde a ferocidade do seu repertório, recente e clássico, promete deixar marcas.
Em “Pelo Meu Relógio São Horas de Matar”, o novo álbum, convivem duas vocações: o realismo com que se pinta o Portugal de hoje e a catarse rock a que as canções convidam.
Amadurecidos pelos anos mas nunca domesticados pela convenção, levarão as suas crónicas de desespero e resistência ao país que as inspirou.
A primeira parte fica a cargo de Eroscópio, projecto bejense onde o amor e o erotismo convergem para a elaboração de um universo poético de alma portuguesa.
Em “Pelo Meu Relógio São Horas de Matar”, o novo álbum, convivem duas vocações: o realismo com que se pinta o Portugal de hoje e a catarse rock a que as canções convidam.
Amadurecidos pelos anos mas nunca domesticados pela convenção, levarão as suas crónicas de desespero e resistência ao país que as inspirou.
A primeira parte fica a cargo de Eroscópio, projecto bejense onde o amor e o erotismo convergem para a elaboração de um universo poético de alma portuguesa.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Diário do Alentejo Edição 1697
Editorial
Paris
Paulo Barriga
Que se calem os acordeonistas
vadios de
Montmartre. Os realejos
e as gaitas-de-beiços. Que se
silencie o carrilhão do Ângelus
de Notre-Dame. Que se baixem
as saias ao cancan marialva do
Pigalle e da Place Clichy. Que se
encerrem as portas do Olympia.
E que se detenham, por um instante
que seja, os cantores românticos
do Sena. E que, nesse
preciso momento, se emudeçam
nos cafés do Quartier Latin as
gravações antigas de Gainsbourg,
Piaf, Brassens ou Aznavour.
Para que Paris consinta. Oiça.
Entenda. Para que Paris possa
escutar, entre 24 e 28 de novembro,
as modas que se costumam
cantar no Alentejo. O cante, essa
expressão cultural única e agregadora
do ser alentejano, vai a
Paris por esses dias. Vai lá, toante
e arrastada, para que a inscrevam
na Lista Representativa
do Património Cultural Imaterial
da Humanidade. Como se tal
fosse necessário. Como se este
“bem candidatável” não fosse já,
sempre e por si, património do
mundo. Mas é em Paris que está a
sede da Unesco. E é a Unesco que
tem um Comité do Património
Imaterial. E foi a este comité que,
durante esta semana, uma comissão
internacional de especialistas
disse que a candidatura do cante
reunia todas as condições para
ser validada. Logo é em Paris que
o fulgor do cante se fará ouvir em
voz alta, tal como os trinados do
fado se fizeram escutar em 2011.
Ano, aliás, em que se começou a
solidificar seriamente a ideia de
candidatar o cante a Património
da Humanidade. Uma candidatura
que teve grandes avanços e
recuos. Que meteu alta política
e traição. Que envolveu diplomacia
internacional e invejas.
Que começou pela rama e acabou
na plenitude. Que desuniu
políticos e ajuntou os grupos corais.
Que, nestes últimos quatro
anos, inspirou cineastas, encenadores,
artistas plásticos, escritores
e, acima de tudo, músicos de
toda a partitura e feitio. Mesmo
antes de escutar o porte-parole da
Unesco a anunciar o cante como
Património Cultural Imaterial
da Humanidade há algo que a
esta iniciativa de candidatura
se tem de reconhecer com firmeza:
nunca, como hoje, o cante
teve tanto vigor, tantos adeptos
e tão novos, esteve tão na moda.
E é essa vitalidade, a par da tradição,
que valerá uma ida sorridente
a Paris. Não esquecendo
que esta não é a última, mas antes
a primeira paragem da longa
viagem em torno da salvaguarda
do cante alentejano. E não esquecendo,
já agora, que o cante não
tem donos, para lá daqueles que
o cantam.
Paris
Paulo Barriga
Que se calem os acordeonistas
vadios de
Montmartre. Os realejos
e as gaitas-de-beiços. Que se
silencie o carrilhão do Ângelus
de Notre-Dame. Que se baixem
as saias ao cancan marialva do
Pigalle e da Place Clichy. Que se
encerrem as portas do Olympia.
E que se detenham, por um instante
que seja, os cantores românticos
do Sena. E que, nesse
preciso momento, se emudeçam
nos cafés do Quartier Latin as
gravações antigas de Gainsbourg,
Piaf, Brassens ou Aznavour.
Para que Paris consinta. Oiça.
Entenda. Para que Paris possa
escutar, entre 24 e 28 de novembro,
as modas que se costumam
cantar no Alentejo. O cante, essa
expressão cultural única e agregadora
do ser alentejano, vai a
Paris por esses dias. Vai lá, toante
e arrastada, para que a inscrevam
na Lista Representativa
do Património Cultural Imaterial
da Humanidade. Como se tal
fosse necessário. Como se este
“bem candidatável” não fosse já,
sempre e por si, património do
mundo. Mas é em Paris que está a
sede da Unesco. E é a Unesco que
tem um Comité do Património
Imaterial. E foi a este comité que,
durante esta semana, uma comissão
internacional de especialistas
disse que a candidatura do cante
reunia todas as condições para
ser validada. Logo é em Paris que
o fulgor do cante se fará ouvir em
voz alta, tal como os trinados do
fado se fizeram escutar em 2011.
Ano, aliás, em que se começou a
solidificar seriamente a ideia de
candidatar o cante a Património
da Humanidade. Uma candidatura
que teve grandes avanços e
recuos. Que meteu alta política
e traição. Que envolveu diplomacia
internacional e invejas.
Que começou pela rama e acabou
na plenitude. Que desuniu
políticos e ajuntou os grupos corais.
Que, nestes últimos quatro
anos, inspirou cineastas, encenadores,
artistas plásticos, escritores
e, acima de tudo, músicos de
toda a partitura e feitio. Mesmo
antes de escutar o porte-parole da
Unesco a anunciar o cante como
Património Cultural Imaterial
da Humanidade há algo que a
esta iniciativa de candidatura
se tem de reconhecer com firmeza:
nunca, como hoje, o cante
teve tanto vigor, tantos adeptos
e tão novos, esteve tão na moda.
E é essa vitalidade, a par da tradição,
que valerá uma ida sorridente
a Paris. Não esquecendo
que esta não é a última, mas antes
a primeira paragem da longa
viagem em torno da salvaguarda
do cante alentejano. E não esquecendo,
já agora, que o cante não
tem donos, para lá daqueles que
o cantam.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Peritos da Unesco dão parecer positivo à candidatura do cante alentejano a património da humanidade
O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, congratulou-se esta terça-feira com o parecer positivo atribuído por uma comissão internacional de especialistas da Unesco à candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade.
O processo, cuja "decisão final está prevista para final de Novembro", está a ser "acompanhado de perto" pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo, disse o secretário de Estado à Lusa.
"O parecer diz que a candidatura reúne todas as condições", explicou segunda-feira à Lusa o coordenador do processo, Paulo Lima, pelo que "temos fundadas esperanças de que o cante alentejano seja inscrito na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Segundo o mesmo responsável, também director da Casa do Cante, em Serpa, o parecer deste grupo de especialistas costuma ser "bastante vinculativo para a decisão final" do Comité Internacional da Unesco, que se reúne entre os dias 24 e 28 de Novembro, em Paris.
A candidatura do cante alentejano foi entregue à Unesco em Março de 2013, depois de, em 2012, o Ministério dos Negócios Estrangeiros ter decidido adiar a sua apresentação por considerar que o processo não reunia condições para ser aceite. Paulo Lima sublinhou ainda que o processo percorreu "várias as etapas" e que, em Fevereiro, foi entregue um conjunto de novas informações sobre este bem cultural imaterial.
O autarca de Serpa, Tomé Pires, classificou este parecer como uma "pré-avaliação positiva", antecipando que a aprovação está "muito próxima".
"Este é mesmo o último passo, esta pré-avaliação é muito importante. A Câmara de Serpa é co-promotora e patrocinadora da candidatura do Cante Alentejano e o autarca sublinhou: "Estamos mesmo muito perto de atingir o nosso objectivo. Ao dia de hoje, não podemos dizer a 100% que o Cante irá fazer parte desta lista da Unesco, mas, se calhar, podemos falar em 99% de certeza", argumentou.
Neste parecer da comissão internacional de especialistas, o Cante Alentejano é referido como integrando "um grupo de cinco candidaturas [as outras quatro são de vários países] considerado exemplar", detalhou ainda Tomé Pires.
Segundo Tomé Pires, todo o processo que envolveu a candidatura já suscitou "uma grande dinâmica" em torno desta expressão cultural, dando como exemplo o facto de, nos últimos anos, terem nascido "vários grupos corais jovens um pouco por todos os municípios" do Alentejo.
"Após a inscrição na lista da Unesco, que acreditamos que vá acontecer, queremos que esta dinâmica continue a crescer, através do plano de salvaguarda do Cante que está incluído na candidatura e também trazendo mais pessoas a este mundo", frisou, realçando ainda a necessidade de surgirem "projectos criativos" que contribuam para o desenvolvimento da região.
Também o presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo considerou esta terça-feira "fantástica" a notícia do parecer positivo, com Ceia da Silva a considerar que se trata de "uma notícia muito positiva e fantástica para o Alentejo e para Portugal".
"É uma decisão técnica dos órgãos consultivos do comité da Unesco para o Património Imaterial da Humanidade, mas a indicação positiva e favorável já de si é para nós uma vitória", declarou. Ceia da Silva considerou que todo o processo da candidatura foi "difícil" e "complexo", mas que "atingiu finalmente" a expectativa que a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo tinha em seu redor.
"Temos de ter alguma serenidade e aguardar com tranquilidade pela decisão que só será tomada pelo órgão executivo, institucional e político no final de Novembro. Portanto, alguma calma neste momento também será de salientar", disse.
"In Público"
sábado, 25 de outubro de 2014
Domingo é dia de atrasar relógios - Chega a hora de inverno
Na madrugada de domingo, os relógios atrasam 60 minutos, às 02:00, no continente e na Região Autónoma da Madeira, e atrasam o mesmo tempo, mas à 01:00, nos Açores. Portugal passa a estar alinhado com o tempo universal (tempo médio de Greenwich, TMG), conforme informação do Observatório Astronómico de Lisboa.
FEIRA DOS SANTOS E FRUTOS SECOS ALVITO 2014
A Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais vai na 19ª edição, cuja abertura oficial acontecerá no dia 31 de Outubro, às 19.30h.
O programa cultural da edição de 2014 é muito variado e tem início hoje; Exposições, Concertos, Teatro, Cinema, um Colóquio, um Workshop e um Concurso à volta dos Frutos Secos, um Sarau Musical são os destaques do programa
O programa cultural da edição de 2014 é muito variado e tem início hoje; Exposições, Concertos, Teatro, Cinema, um Colóquio, um Workshop e um Concurso à volta dos Frutos Secos, um Sarau Musical são os destaques do programa
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