segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Viagem ao Pulo do Lobo
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Noite de Fados - 29|nov|14 - Beja
Escoteiros - Grupo 234 de Beja - Organiza "Jantar com Música" 21|nov|14
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Diário do Alentejo Edição 1699
Editorial
Condicional
Paulo Barriga
O atual Governo, teso e
com uma boa dose de
má vontade à mistura,
está-se borrifando para o desenvolvimento
do Alentejo. Ou melhor,
ao tomar Alqueva como peça
única e isolada e suficiente para o
progresso da região está, no final
de contas, a condená-la a um fracasso
estrutural sem precedentes.
É evidente que a agricultura é um
dos pilares capitais, se não o sustento
fundamental, para o crescimento
económico deste vasto território
interior. Mas, de uma vez
por todas, alguém tem de dizer a
estes tipos que a água nas plantações
não basta. Não é fator suficiente
para gerar riqueza e muito
menos para distribuir riqueza,
criar empregos, melhorar a qualidade
de vida das populações. A
agricultura regada no Alentejo,
que perigosamente está a afunilar
na monocultura do olival, apenas
será um Eldorado se as culturas
forem diversificadas, amigas
do ambiente e, acima de tudo, se à
produção se juntar a transformação.
Mas que empresário doido se
atreverá a erguer uma fabriqueta
que seja numa região criminosamente
isolada, sem vias de comunicação,
perdida no fundo do
mapa? Nenhum, por certo! Não
é muito difícil perceber que o
Alentejo ainda não deu o tão reclamado
“salto” porque as suas
duas vias rodoviárias estruturantes
estão num estado pós-bélico.
E porque o seu principal eixo ferroviário
foi transformado numa
anedota sobre carris. E, já agora,
porque o aeroporto de Beja está às
moscas precisamente devido ao
impasse no melhoramento das estradas
(IP8 e IP2) e da ferrovia que
são “fatores que condicionam o
negócio”. As palavras que ficaram
entre aspas podiam ser, mas não
são, de algum político mais assanhado
proveniente dos partidos
da oposição. São da própria administração
da empresa que gere os
aeroportos de Portugal. É que, ao
contrário do forrobodó piadesco
que a propaganda governamental
promove através dos canais
mais insuspeitos, o aeroporto de
Beja não é um elefante branco. “É
um investimento estratégico”, é a
ANA que o diz, com “um grande
potencial”. Nomeadamente para o
incremento do setor turístico que,
a par da agricultura inteligente, é
(será) o segundo sustentáculo da
economia local. Embora ambos, a
lavoura e o turismo, estejam “condicionados”
pelo abandono propositado
e perverso e imoral das
principais estradas da região e da
linha de comboios que atravessa
o interior sul do País. Há quem
continue a articular o Alentejo no
tempo condicional. Quando nós
sempre tivemos um fraquinho
pelo gerúndio. E isso já vai fartando.
Condicional
Paulo Barriga
O atual Governo, teso e
com uma boa dose de
má vontade à mistura,
está-se borrifando para o desenvolvimento
do Alentejo. Ou melhor,
ao tomar Alqueva como peça
única e isolada e suficiente para o
progresso da região está, no final
de contas, a condená-la a um fracasso
estrutural sem precedentes.
É evidente que a agricultura é um
dos pilares capitais, se não o sustento
fundamental, para o crescimento
económico deste vasto território
interior. Mas, de uma vez
por todas, alguém tem de dizer a
estes tipos que a água nas plantações
não basta. Não é fator suficiente
para gerar riqueza e muito
menos para distribuir riqueza,
criar empregos, melhorar a qualidade
de vida das populações. A
agricultura regada no Alentejo,
que perigosamente está a afunilar
na monocultura do olival, apenas
será um Eldorado se as culturas
forem diversificadas, amigas
do ambiente e, acima de tudo, se à
produção se juntar a transformação.
Mas que empresário doido se
atreverá a erguer uma fabriqueta
que seja numa região criminosamente
isolada, sem vias de comunicação,
perdida no fundo do
mapa? Nenhum, por certo! Não
é muito difícil perceber que o
Alentejo ainda não deu o tão reclamado
“salto” porque as suas
duas vias rodoviárias estruturantes
estão num estado pós-bélico.
E porque o seu principal eixo ferroviário
foi transformado numa
anedota sobre carris. E, já agora,
porque o aeroporto de Beja está às
moscas precisamente devido ao
impasse no melhoramento das estradas
(IP8 e IP2) e da ferrovia que
são “fatores que condicionam o
negócio”. As palavras que ficaram
entre aspas podiam ser, mas não
são, de algum político mais assanhado
proveniente dos partidos
da oposição. São da própria administração
da empresa que gere os
aeroportos de Portugal. É que, ao
contrário do forrobodó piadesco
que a propaganda governamental
promove através dos canais
mais insuspeitos, o aeroporto de
Beja não é um elefante branco. “É
um investimento estratégico”, é a
ANA que o diz, com “um grande
potencial”. Nomeadamente para o
incremento do setor turístico que,
a par da agricultura inteligente, é
(será) o segundo sustentáculo da
economia local. Embora ambos, a
lavoura e o turismo, estejam “condicionados”
pelo abandono propositado
e perverso e imoral das
principais estradas da região e da
linha de comboios que atravessa
o interior sul do País. Há quem
continue a articular o Alentejo no
tempo condicional. Quando nós
sempre tivemos um fraquinho
pelo gerúndio. E isso já vai fartando.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Fado Solidário em Beja
Comunicação e Relação de Ajuda
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terça-feira, 11 de novembro de 2014
Moças do Cante (Cabeça-Gorda) - Hino da Aldeia
Mais um grupo de jovens, que pretendem perpetuar a nossa memória colectiva e o nossa identidade cultural,
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Cabeça Gorda Terra de Cante 15|nov|14
Os Moços da Aldêa convidam seus amigos para uma tarde dedicada ao Cante na Cabeça Gorda. Uma tertúlia com a presença de alguns dos principais intervenientes da Candidatura do Cante a Património Imaterial da Humanidade da Unesco na Casa do Cante de Cabeça Gorda. De seguida faremos uma rota pelas tabernas e cafés da nossa aldêa com a pré apresentação das Moças do Cante e a participação dos amigos Grupo Coral " Os Bubedanas " e do grupo Coral da Cabeça Gorda
domingo, 9 de novembro de 2014
“São Martinho de canto… em canto…” vai encher tabernas e adegas de Vila de Frades no dia 15 de novembro
Vila de Frades vai assinalar a abertura dos vinhos de talha com “são Martinho de canto… em canto…” no próximo sábado dia 15 de novembro. Chapitô, Pedro Mestre e os Rastolhice são os nossos convidados para acompanhar o périplo pelas tabernas e adegas onde corre o tão afamado vinho de talha de Vila de Frades. A iniciativa organizada pela Junta de Freguesia tem como parceiros a Vitifrades e a Comissão de Festas e terá inicio por volta das 17horas ao pé da Junta. A participação das pessoas é gratuita e dispensa inscrição, bastando comparecer à hora marcada. Durante o périplo haverá muita animação de rua com o Chapitô e o cante alentejano será entoado pelos nossos convidados, Pedro Mestre e os Rastolhice. Nas tabernas e adegas haverão os tradicionais marmelos e gamboas da época, além das castanhas, no entanto apelamos a cada participante para levar a tradicional bucha que servirá de reconforto ao estômago na degustação do vinho branco, tinto ou petroleiro.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Diário do Alentejo Edição 1698
Editorial
Sinalética
Paulo Barriga
Estes últimos tempos têm
sido cómicos no que diz
respeito às direções, à sinalética,
que a vida política leva.
Parece que os caminhos que antes
naturalmente se bifurcavam
hoje tendem a convergir. Com algum
descaramento, diga-se de
passagem. A esquerda. E a direita.
De há duzentos e tal anos
a esta parte, desde os tempos da
Revolução Francesa, que se reconhecem
com alguma garantia
dois blocos “ideológicos” na disputa
do osso político. Neste longo
período pós-napoleónico, as coisas
da esquerda e da direita, com
nuance aqui, nuance acolá, foram-
se consolidando na sociedade.
Na propaganda. No combate
partidário. Na cabeça das
pessoas. A esquerda (quem não
sabe?) é o hemisfério progressista
da teia política e ideológica.
Coletivista, igualitária, na senda
da justiça social. Uma massa popular
onde se encontram comunistas,
socialistas, ultimamente
algumas fações ecologistas. Já a
direita, tradicionalista, conservadora
por definição e credo, reacionária,
encaixa na sua “filosofia
da liberdade individual”
os partidos ditos populares, democratas
cristãos e todos os estilhaços
dos novos e dos antigos
fascismos. Bem sei que os enunciados
atrás deixados são leves,
incompletos e muito mutilados.
Mas nada disso importa quando
queremos encontrar hoje, e não
conseguimos, fundamentos ideológicos
para a definição de esquerda
e de direita. Porque a própria
ideologia entrou em falência,
em processo de extinção, desde a
vitória global do capitalismo financeiro
e do liberalismo económico.
Selvagens, os dois. E o
único espaço de contenda onde
ainda se podia vislumbrar o espectro
de uma certa esquerda
e de uma dita direita, o Estado,
também se esfumou. Pelo menos
no que toca ao armário onde
a direita costumava guardar o
esqueleto de um Estado pequenino,
com as estruturas básicas
e fundamentais ao seu funcionamento
privatizadas e nas
mãos da supostamente autorregulada
e sapiente economia de
mercado. Ora, se tivermos como
válida a sinalética que a vida política
leva, apenas podemos desatar
a rir a bandeiras despregadas.
Escutar nomes como Freitas do
Amaral, Silva Peneda ou Bagão
Félix a defender a nacionalização
de empresas privadas como a PT,
em nome do interesse nacional,
é isso mesmo que dá: vontade de
rir. Ou eles não têm noção do ridículo.
Ou os fundamentos da direita
e da esquerda já apenas não
trocam o passo debaixo dos tacões
das botas da tropa: um-dois,
esquerda-direita.
Sinalética
Paulo Barriga
Estes últimos tempos têm
sido cómicos no que diz
respeito às direções, à sinalética,
que a vida política leva.
Parece que os caminhos que antes
naturalmente se bifurcavam
hoje tendem a convergir. Com algum
descaramento, diga-se de
passagem. A esquerda. E a direita.
De há duzentos e tal anos
a esta parte, desde os tempos da
Revolução Francesa, que se reconhecem
com alguma garantia
dois blocos “ideológicos” na disputa
do osso político. Neste longo
período pós-napoleónico, as coisas
da esquerda e da direita, com
nuance aqui, nuance acolá, foram-
se consolidando na sociedade.
Na propaganda. No combate
partidário. Na cabeça das
pessoas. A esquerda (quem não
sabe?) é o hemisfério progressista
da teia política e ideológica.
Coletivista, igualitária, na senda
da justiça social. Uma massa popular
onde se encontram comunistas,
socialistas, ultimamente
algumas fações ecologistas. Já a
direita, tradicionalista, conservadora
por definição e credo, reacionária,
encaixa na sua “filosofia
da liberdade individual”
os partidos ditos populares, democratas
cristãos e todos os estilhaços
dos novos e dos antigos
fascismos. Bem sei que os enunciados
atrás deixados são leves,
incompletos e muito mutilados.
Mas nada disso importa quando
queremos encontrar hoje, e não
conseguimos, fundamentos ideológicos
para a definição de esquerda
e de direita. Porque a própria
ideologia entrou em falência,
em processo de extinção, desde a
vitória global do capitalismo financeiro
e do liberalismo económico.
Selvagens, os dois. E o
único espaço de contenda onde
ainda se podia vislumbrar o espectro
de uma certa esquerda
e de uma dita direita, o Estado,
também se esfumou. Pelo menos
no que toca ao armário onde
a direita costumava guardar o
esqueleto de um Estado pequenino,
com as estruturas básicas
e fundamentais ao seu funcionamento
privatizadas e nas
mãos da supostamente autorregulada
e sapiente economia de
mercado. Ora, se tivermos como
válida a sinalética que a vida política
leva, apenas podemos desatar
a rir a bandeiras despregadas.
Escutar nomes como Freitas do
Amaral, Silva Peneda ou Bagão
Félix a defender a nacionalização
de empresas privadas como a PT,
em nome do interesse nacional,
é isso mesmo que dá: vontade de
rir. Ou eles não têm noção do ridículo.
Ou os fundamentos da direita
e da esquerda já apenas não
trocam o passo debaixo dos tacões
das botas da tropa: um-dois,
esquerda-direita.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Alentejo, Alentejo
Alentejo, Sul de Portugal. Dezenas de grupos amadores reúnem-se regularmente para ensaiar antigos cantos polifónicos e para improvisar modas sobre o tempo presente. Isto é o «cante».
Nascido nas tabernas e nos campos, entre camponeses e mineiros, o cante transmitiu-se ao longo de várias gerações. Nas últimas décadas, com a diáspora alentejana, novos grupos apareceram na periferia de Lisboa e em diversos países de emigração – provando que o cante é um traço identitário dos alentejanos onde quer que estejam.
Este filme é uma viagem musical ao Portugal contemporâneo, a um modo de expressão único e à paixão dos seus intérpretes.
HOMENAGEM AO CANTE ALENTEJANO | EXPOSIÇÃO NO MUSEU DA MÚSICA PORTUGUESA | INAUGURAÇÃO 7 DE NOVEMBRO | 18H30
No momento da decisão da UNESCO sobre a candidatura do Cante Alentejano a Património Imaterial da Humanidade, a Câmara Municipal de Cascais homenageia esta forma de expressão popular, que consolida a memória coletiva, com uma exposição documental sobre o Cante, evocando a obra do etnólogo Michel Giacometti. Patente a partir de 7 de novembro no Museu da Música Portuguesa, com entrada gratuita.
Michel Giacometti consagrou especial atenção ao Cante, tendo deixado a Cascais parte significativa do seu trabalho, hoje disponível no Museu da Música Portuguesa. Esta exposição evoca a obra de Giacometti e cruza os registos fotográficos que o etnólogo realizou no Alentejo, entre as décadas de 60 e 80, com o documentário “Lá Longe” do jovem realizador David Lima sobre o grupo coral Estrelas do Guadiana, de Tires, Cascais, estabelecendo uma ponte entre dois tempos, o da terra e o da diáspora, que atesta não só a vitalidade desta expressão musical, como também a sua força identitária.
O sentimento das comunidades alentejanas foi levado para fora do Alentejo pelas populações que migraram na segunda metade do século XX. Assim, O cante alentejano saiu da fronteira geográfica do Alentejo e é entoado também em tabernas de Tires, Cascais, onde está sediado um dos mais ativos Grupos de Música Coral Alentejana – Os Estrelas do Guadiana. O realizador David Mira acompanhou o Grupo Coral Estrelas do Guadiana, de Tires, e conta no documentário «Lá Longe» como se sente o Alentejo em Cascais. O documentário rodará em contínuo num LCD que faz parte da exposição (sala 2).
Do programa de inauguração da exposição, que contará com a presença de Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, constam as apresentações de Paulo Lima (responsável pela candidatura do Cante junto da Unesco e Diretor da Casa do Cante) e do realizador David Mira sobre o documentário “Lá Longe”. Terá, igualmente, lugar durante a inauguração, uma atuação do grupo coral Estrelas dos Guadiana.
Manitas de Plata faleceu hoje, aos 93 anos.
Manitas de Plata (nascido com o nome Ricardo Baliardo) faleceu hoje, aos 93 anos.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Mão Morta - 7|nov|14 - Casa da Cultura - Beja
Depois do impacto do single «Horas de Matar», os Mão Morta regressam a Beja no dia 7 de Novembro para um concerto na Casa da Cultura onde a ferocidade do seu repertório, recente e clássico, promete deixar marcas.
Em “Pelo Meu Relógio São Horas de Matar”, o novo álbum, convivem duas vocações: o realismo com que se pinta o Portugal de hoje e a catarse rock a que as canções convidam.
Amadurecidos pelos anos mas nunca domesticados pela convenção, levarão as suas crónicas de desespero e resistência ao país que as inspirou.
A primeira parte fica a cargo de Eroscópio, projecto bejense onde o amor e o erotismo convergem para a elaboração de um universo poético de alma portuguesa.
Em “Pelo Meu Relógio São Horas de Matar”, o novo álbum, convivem duas vocações: o realismo com que se pinta o Portugal de hoje e a catarse rock a que as canções convidam.
Amadurecidos pelos anos mas nunca domesticados pela convenção, levarão as suas crónicas de desespero e resistência ao país que as inspirou.
A primeira parte fica a cargo de Eroscópio, projecto bejense onde o amor e o erotismo convergem para a elaboração de um universo poético de alma portuguesa.
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