domingo, 14 de dezembro de 2014
sábado, 13 de dezembro de 2014
Cante ao Menino Almodôvar 2014
II Passeio Fotográfico de Beringel 12-dez-2014
Não percam Domingo, dia 21 de Dezembro, o II Passeio Fotográfico, em Beringel, pelas 9H30.
Atenção: Sujeito a inscrição prévia até dia 17 de Dezembro... Eu já me inscrevi, e você?
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FOTOGRAFIA
Mercado de Natal em Beja, ainda pode visitar hoje e amanhã!
O Mercado de Natal abriu as portas no dia 12 de Dezembro, pelas 10h, e prolonga-se até ao dia 14, funcionando diariamente entre as 10h e as 19h30 junto ao Jardim do Bacalhau.
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FEIRAS TEMÁTICAS
II Mostra de Doçaria A-do-Pinto 13 e 14_dez_2014
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Gastronomia/Truques e Dicas
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Diário do Alentejo Edição 1703
Editorial
Milhões
Paulo Barriga
É o sexto ano consecutivo
que a Porto Editora propõe,
por estas alturas do calendário,
um concurso para encontrar
a palavra do ano. Bem sabemos
que “as palavras não enchem
a barriga”, mas à falta de melhor
alimento sempre podem distrair
a fome. Ou a alma. Os promotores
da competição selecionaram
para a final dez das palavras
que, supostamente, mais marcaram
o ano mediático de 2014.
São elas: “banco”, “basqueiro”,
“cibervadiagem”, “corrupção”,
“ébola”, “legionela”, “gamificação”,
“jihadismo”, “selfie” e “xurdir”.
Observando agora mesmo
a reação do corretor ortográfico
às palavras propostas pela Porto
Editora, excluindo “ébola”, reparo
no desagrado (ou desconhecimento)
que o meu revisor eletrónico
usa face a quase todos os outros
vocábulos. Apenas “banco”,
“corrupção” e “xurdir” escapam à
sua desaprovação, que é manifestada
por um irritante sublinhado
vermelho. Esta máquina ou não
está para neologismos ou então
está com vontade, ela própria, de
comunicar. De desabafar. De desembuchar,
pensei eu. E, de facto,
não deixa de ser curioso que, no
preciso dia em que houve maratona
na Assembleia da República
para escutar o “jihadismo” financeiro
do “dono disto tudo” e do
“primo do dono disto tudo”, um
dos termos que o meu interlocutor
cibernético toma como bom é
precisamente “banco”. E, logo depois,
“corrupção”. “Corrupção”
e “banco”. Voltando às audições
dos Espírito Santo no Parlamento,
por muito tortos que tenham estado
um perante o outro, se há
coisa que incrivelmente não ficou
na “selfie” do dia foi a ligação direta
entre “banco” e “corrupção”.
Quero dizer, ter ficado, ficou. Só
que, como nos policiais de fraco
enredo, o criminoso antecipadamente
anunciado foi o mordomo.
Sobre os milhões que desapareceram,
como desapareceram, onde
param, quem os arrecadou em
proveito próprio, nada. O que restou
desta inquirição ilusionista foi
outra palavra que merecia constar,
e não consta, do jogo das palavras
do ano: “milhões”. Nunca
se ouviu falar tanto em “milhões”,
ou melhor, “em milhares de milhões”
como na última terça-feira.
E o único significado que se reteve
sobre “milhões” foi: “qualquer
coisa que talvez tenha existido
na posse de alguém em parte incerta”.
Como bem sabemos, o advérbio
“talvez” indica uma forte
possibilidade. E essa forte possibilidade
está e continuará a recair
sobre quem tem de “xurdir”. Que
é a palavra a concurso que designa
“lutar pela vida”. Os computadores
são máquinas inteligentes.
Milhões
Paulo Barriga
É o sexto ano consecutivo
que a Porto Editora propõe,
por estas alturas do calendário,
um concurso para encontrar
a palavra do ano. Bem sabemos
que “as palavras não enchem
a barriga”, mas à falta de melhor
alimento sempre podem distrair
a fome. Ou a alma. Os promotores
da competição selecionaram
para a final dez das palavras
que, supostamente, mais marcaram
o ano mediático de 2014.
São elas: “banco”, “basqueiro”,
“cibervadiagem”, “corrupção”,
“ébola”, “legionela”, “gamificação”,
“jihadismo”, “selfie” e “xurdir”.
Observando agora mesmo
a reação do corretor ortográfico
às palavras propostas pela Porto
Editora, excluindo “ébola”, reparo
no desagrado (ou desconhecimento)
que o meu revisor eletrónico
usa face a quase todos os outros
vocábulos. Apenas “banco”,
“corrupção” e “xurdir” escapam à
sua desaprovação, que é manifestada
por um irritante sublinhado
vermelho. Esta máquina ou não
está para neologismos ou então
está com vontade, ela própria, de
comunicar. De desabafar. De desembuchar,
pensei eu. E, de facto,
não deixa de ser curioso que, no
preciso dia em que houve maratona
na Assembleia da República
para escutar o “jihadismo” financeiro
do “dono disto tudo” e do
“primo do dono disto tudo”, um
dos termos que o meu interlocutor
cibernético toma como bom é
precisamente “banco”. E, logo depois,
“corrupção”. “Corrupção”
e “banco”. Voltando às audições
dos Espírito Santo no Parlamento,
por muito tortos que tenham estado
um perante o outro, se há
coisa que incrivelmente não ficou
na “selfie” do dia foi a ligação direta
entre “banco” e “corrupção”.
Quero dizer, ter ficado, ficou. Só
que, como nos policiais de fraco
enredo, o criminoso antecipadamente
anunciado foi o mordomo.
Sobre os milhões que desapareceram,
como desapareceram, onde
param, quem os arrecadou em
proveito próprio, nada. O que restou
desta inquirição ilusionista foi
outra palavra que merecia constar,
e não consta, do jogo das palavras
do ano: “milhões”. Nunca
se ouviu falar tanto em “milhões”,
ou melhor, “em milhares de milhões”
como na última terça-feira.
E o único significado que se reteve
sobre “milhões” foi: “qualquer
coisa que talvez tenha existido
na posse de alguém em parte incerta”.
Como bem sabemos, o advérbio
“talvez” indica uma forte
possibilidade. E essa forte possibilidade
está e continuará a recair
sobre quem tem de “xurdir”. Que
é a palavra a concurso que designa
“lutar pela vida”. Os computadores
são máquinas inteligentes.
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Notícias
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Diário do Alentejo Edição nº 1702
Editorial
Ressaca
Paulo Barriga
O Alentejo, o mundo alentejano, ainda não estará, por certo, recomposto da onda de euforia que se sucedeu à inscrição do cante na lista representativa do Património da Humanidade. Não é para menos. O cante é a mais ampla e agregadora expressão cultural do Alentejo. É algo que nasce pegado às pessoas, como se fosse uma segunda pele, sonora, necessária, fundamental. E por isso mesmo os membros do comité intergovernamental da Unesco terão selado com o carimbo “exemplar” a candidatura portuguesa. O tempo é de festa, ainda. Mas depois da farra virá a necessária ressaca. Esta elevação do cante a Património da Humanidade é apenas um passo, festivo e admirável como todos os primeiros passos, na longa caminhada que se lhe apresenta pela frente. Aliás, no documento final da admissão do cante à lista do Património Cultural Imaterial, os relatores são bastante assertivos a esse respeito. Sim, de facto, a candidatura apresentada em Paris satisfaz exemplarmente os critérios de inscrição. Que poderão ser revistos já daqui a três anos caso não se cumpra o plano de salvaguarda enunciado na própria candidatura. E nessas medidas de salvaguarda, o documento é muito claro em relação a elas, passam pelo reforço da promoção deste “bem” através de exposições, espetáculos, programas educativos e, acima de tudo, reuniões entre os vários “detentores” deste património, por forma a partilhar os diferentes conhecimentos sobre o cante. Ou seja: a candidatura do cante foi aceite, em parte, porque revelava um compromisso das comunidades e dos grupos corais na implementação do plano de salvaguarda. Por outras palavras: esta candidatura terá validade desde que, a partir de agora, todos os agentes no território se comprometam a cantar em uníssono e não em capelinhas, com protagonismos saloios, birras e amuos, como até aqui, de alguma forma, tem acontecido. E este compromisso de união poderá ser o primeiro tapete de espinhos no caminho do cante enquanto património de toda a humanidade. Outra fator importante prende-se com o papel do Estado na implementação do plano de salvaguarda do cante. Diz o comité da Unesco que o Estado está “implicado” no seu financiamento. E aqui a porca pode voltar a torcer o rabo. Bem sabemos como o Estado de proximidade, as autarquias locais, aquelas que mais vizinhas são do cante e melhor o sentem, estão descapitalizadas. E ainda melhor sabemos o trato que o Estado central tem dado nos últimos anos às regiões periféricas e à cultura. Há falta de um governo territorial, regionalizado, é de bom-tom principiarmos todos, em conjunto, como exige a Unesco, a curar a ressaca da festa e a começar a olhar já sem embriaguez para o caminho. Que será longo e duro, embora estupendo se conseguirmos lá chegar. À essência do cante.
Ressaca
Paulo Barriga
O Alentejo, o mundo alentejano, ainda não estará, por certo, recomposto da onda de euforia que se sucedeu à inscrição do cante na lista representativa do Património da Humanidade. Não é para menos. O cante é a mais ampla e agregadora expressão cultural do Alentejo. É algo que nasce pegado às pessoas, como se fosse uma segunda pele, sonora, necessária, fundamental. E por isso mesmo os membros do comité intergovernamental da Unesco terão selado com o carimbo “exemplar” a candidatura portuguesa. O tempo é de festa, ainda. Mas depois da farra virá a necessária ressaca. Esta elevação do cante a Património da Humanidade é apenas um passo, festivo e admirável como todos os primeiros passos, na longa caminhada que se lhe apresenta pela frente. Aliás, no documento final da admissão do cante à lista do Património Cultural Imaterial, os relatores são bastante assertivos a esse respeito. Sim, de facto, a candidatura apresentada em Paris satisfaz exemplarmente os critérios de inscrição. Que poderão ser revistos já daqui a três anos caso não se cumpra o plano de salvaguarda enunciado na própria candidatura. E nessas medidas de salvaguarda, o documento é muito claro em relação a elas, passam pelo reforço da promoção deste “bem” através de exposições, espetáculos, programas educativos e, acima de tudo, reuniões entre os vários “detentores” deste património, por forma a partilhar os diferentes conhecimentos sobre o cante. Ou seja: a candidatura do cante foi aceite, em parte, porque revelava um compromisso das comunidades e dos grupos corais na implementação do plano de salvaguarda. Por outras palavras: esta candidatura terá validade desde que, a partir de agora, todos os agentes no território se comprometam a cantar em uníssono e não em capelinhas, com protagonismos saloios, birras e amuos, como até aqui, de alguma forma, tem acontecido. E este compromisso de união poderá ser o primeiro tapete de espinhos no caminho do cante enquanto património de toda a humanidade. Outra fator importante prende-se com o papel do Estado na implementação do plano de salvaguarda do cante. Diz o comité da Unesco que o Estado está “implicado” no seu financiamento. E aqui a porca pode voltar a torcer o rabo. Bem sabemos como o Estado de proximidade, as autarquias locais, aquelas que mais vizinhas são do cante e melhor o sentem, estão descapitalizadas. E ainda melhor sabemos o trato que o Estado central tem dado nos últimos anos às regiões periféricas e à cultura. Há falta de um governo territorial, regionalizado, é de bom-tom principiarmos todos, em conjunto, como exige a Unesco, a curar a ressaca da festa e a começar a olhar já sem embriaguez para o caminho. Que será longo e duro, embora estupendo se conseguirmos lá chegar. À essência do cante.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Casa de Cante - Inauguração amanhã em Beja
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MÚSICA
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
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