Ler mais: http://expresso.sapo.pt/transito-lisboa-tem-novas-restricoes-a-carros-poluentes=f906351#ixzz3PJIHsITw
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Trânsito. Lisboa tem novas restrições a carros poluentes
A partir desta quinta-feira, dia 15, os carros com matrícula anterior a 1996 deixaram de poder circular em grande parte de Lisboa (ou com data de 2000, no caso do centro da cidade). Foi a entrada em vigor da terceira fase da Zona de Emissões Reduzidas.
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FACTOS - CURIOSIDADES,
Notícias
Francisco Paixão Expõe na Cruz Vermelha em Beja
No dia 27 de Janeiro de 2015 pelas 15h, o Espaço Humanitário Global da Cruz Vermelha Portuguesa, irá contar com a inauguração da exposição de fotografia de Francisco Paixão. Esta exposição irá conter fotos da cidade de Beja, fotos essas que estarão relacionadas a vinhetas de Banda Desenhada de vários autores.
Esta mostra irá estar patente até meados de Março do corrente ano.
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FOTOGRAFIA
Sábado há baile na Boavista
Não faltes a mais um baile com Ricardo Gloria! No próximo sábado aparece no centro de convívio de Santa Clara de Louredo (Boavista) pelas 22horas.
Organização:- Associação Animus Jovem
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ASSOCIATIVISMO,
MÚSICA
2ª Edição do "Sabores do Barro" já tem data - 27 a 29 março 2015 - Beringel
A Junta de Freguesia de Beringel, em parceria com as associações locais, vai a promover a
realização da 2.ª edição do “Sabores do Barro”, nos próximos dias 27, 28 e 29 de março de
2015.
Esta iniciativa, com entrada livre, serve para a promoção do nosso território, aliando a fileira
do barro, à gastronomia e ao cante alentejano (património cultural imaterial da humanidade –
UNESCO).
No decurso do “Sabores do Barro”, irá decorrer o 1.º Congresso de Oleiros do Sul – Encontro
de oleiros, ceramistas, artesãos, estudantes, técnicos da área e demais interessados na olaria e
trabalhos com barro, composto por um conjunto de seminários e workshops.
António Zambujo continuará a ser o nosso Embaixador e responsável pela programação
musical da “Embaixada das Modas”, espaço dedicado ao cante nos “Sabores do Barro”,
contribuindo para a divulgação e promoção do certame.
O Povo de Beringel fica-lhe extremamente grato pela ajuda imprescindível que tem fornecido,
realçando a humildade que caracteriza este artista de renome mundial, com a sua participação
ativa no evento.
A organização disponibilizará o espaço “Terras de Barro” aos artesãos e comerciantes dos
artigos relacionados com o barro, a olaria e os seus derivados.
Ao longo do fim-de-semana, estará em funcionamento a Tenda dos Sabores, espaço dedicado
à gastronomia, com diversas tasquinhas para refeições e petiscos, valorizando os “comeres do
barro”.
Haverá muita animação, com especial destaque para o cante alentejano, com a apresentação
de vários grupos.
Oportunamente será divulgado o programa definitivo.
realização da 2.ª edição do “Sabores do Barro”, nos próximos dias 27, 28 e 29 de março de
2015.
Esta iniciativa, com entrada livre, serve para a promoção do nosso território, aliando a fileira
do barro, à gastronomia e ao cante alentejano (património cultural imaterial da humanidade –
UNESCO).
No decurso do “Sabores do Barro”, irá decorrer o 1.º Congresso de Oleiros do Sul – Encontro
de oleiros, ceramistas, artesãos, estudantes, técnicos da área e demais interessados na olaria e
trabalhos com barro, composto por um conjunto de seminários e workshops.
António Zambujo continuará a ser o nosso Embaixador e responsável pela programação
musical da “Embaixada das Modas”, espaço dedicado ao cante nos “Sabores do Barro”,
contribuindo para a divulgação e promoção do certame.
O Povo de Beringel fica-lhe extremamente grato pela ajuda imprescindível que tem fornecido,
realçando a humildade que caracteriza este artista de renome mundial, com a sua participação
ativa no evento.
A organização disponibilizará o espaço “Terras de Barro” aos artesãos e comerciantes dos
artigos relacionados com o barro, a olaria e os seus derivados.
Ao longo do fim-de-semana, estará em funcionamento a Tenda dos Sabores, espaço dedicado
à gastronomia, com diversas tasquinhas para refeições e petiscos, valorizando os “comeres do
barro”.
Haverá muita animação, com especial destaque para o cante alentejano, com a apresentação
de vários grupos.
Oportunamente será divulgado o programa definitivo.
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CULTURA,
FEIRAS TEMÁTICAS,
MÚSICA
Êstase - Miguel Torga
Terra, minha medida!
Com que ternura te encontro
Sempre inteira nos sentidos!
Sempre redonda nos olhos,
Sempre segura nos pés,
Sempre a cheirar a fermento!
Terra amada!
Em qualquer sítio e momento,
Enrugada ou descampada,
Nunca te desconheci!
Berço do meu sofrimento,
Cabes em mim e eu em ti!
Miguel Torga
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Escrita e Poesia,
FOTOGRAFIA
sábado, 17 de janeiro de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Diário do Alentejo Edição 1708
Editorial
Torquemada
Paulo Barriga
Sobre o atentado de Paris já
tudo foi dito. Ou quase tudo.
Um vil ataque contra a liberdade
de expressão e de imprensa.
Sem qualquer tipo de consideração
pela vida humana. Bárbaro e
inexplicável. Em nome de uma suposta
guerra santa contra a iconoclastia
ocidental. Enfim, um ato hediondo,
desprezível e anacrónico (se
é que a violência religiosa em algum
tempo fosse justificável). Já sobre as
lágrimas que correram após o golpe
terrorista e sobre quem as verteu
ainda há muito que se lhe diga. De
um dia para o outro todos acordámos
Charlie. Todos nos arreliámos
muito com a estocada traiçoeira
que pretendeu vitimar o mais intocável
e supostamente bem-amado
dos valores ocidentais: a liberdade
de expressão. Mas será que estaremos
todos, mesmo todos, de facto,
interessados em manter uma imprensa
livre? Plural? Sem preconceitos?
Interventiva? Acutilante? Muito
sinceramente, não me parece! Não é
necessário recorrer ao exemplo extremo
do “Charlie Hebdo”, que tem
aquela capacidade de nos desafiar
a nós próprios, os nossos preconceitos,
muitas vezes roçando o
mau-gosto, outras galgando a cerca
do bom senso, para perceber isso.
Mesmo o mais pequeno jornal de
província, ou principalmente esse,
sofre diariamente as mais vis sevícias
contra a sua autonomia editorial.
Não nos iludamos do contrário.
A dependência crónica dos meios
de comunicação social face aos poderes
económicos e políticos cria
um tipo de terrorismo invisível e
indizível que chega a ser sufocante.
Confrangedor. Manhoso. É triste
constatá-lo, mas a liberdade de imprensa
não tombou a 7 de janeiro de
2015, em Paris. Como agora a choramos.
A liberdade de imprensa, se
é que alguma vez tenha existido em
toda a sua plenitude, há muito que
estava enterrada. E agora, pela violência
dos factos, apenas foi feito
um elogio póstumo à sua memória.
Mais nada. Desde o dia em que
as notícias passaram a ser simples
produtos de mercearia. Desde a altura
em que os jornalistas mais “incómodos”
foram afastados e as redações
se encheram de estagiários e
de trabalhadores precários. Desde o
preciso instante em que as direções
dos meios de comunicação passaram
a ser meros fantoches nos dedos
das administrações, a liberdade
de imprensa sucumbiu. E esse instante,
esse dia e essa altura aconteceu
há muito tempo atrás. Sem ser
necessário disparar um único tiro
de metralhadora. Hoje impera no
jornalismo a teoria do “respeitinho”.
Da dependência. Do medo. Do terror.
Da autocensura. Impera no jornalismo
a narrativa dos terroristas
de Paris. Que é, na visão inversa dos
atores, a narrativa de Torquemada.
Em pleno século XXI.
Torquemada
Paulo Barriga
Sobre o atentado de Paris já
tudo foi dito. Ou quase tudo.
Um vil ataque contra a liberdade
de expressão e de imprensa.
Sem qualquer tipo de consideração
pela vida humana. Bárbaro e
inexplicável. Em nome de uma suposta
guerra santa contra a iconoclastia
ocidental. Enfim, um ato hediondo,
desprezível e anacrónico (se
é que a violência religiosa em algum
tempo fosse justificável). Já sobre as
lágrimas que correram após o golpe
terrorista e sobre quem as verteu
ainda há muito que se lhe diga. De
um dia para o outro todos acordámos
Charlie. Todos nos arreliámos
muito com a estocada traiçoeira
que pretendeu vitimar o mais intocável
e supostamente bem-amado
dos valores ocidentais: a liberdade
de expressão. Mas será que estaremos
todos, mesmo todos, de facto,
interessados em manter uma imprensa
livre? Plural? Sem preconceitos?
Interventiva? Acutilante? Muito
sinceramente, não me parece! Não é
necessário recorrer ao exemplo extremo
do “Charlie Hebdo”, que tem
aquela capacidade de nos desafiar
a nós próprios, os nossos preconceitos,
muitas vezes roçando o
mau-gosto, outras galgando a cerca
do bom senso, para perceber isso.
Mesmo o mais pequeno jornal de
província, ou principalmente esse,
sofre diariamente as mais vis sevícias
contra a sua autonomia editorial.
Não nos iludamos do contrário.
A dependência crónica dos meios
de comunicação social face aos poderes
económicos e políticos cria
um tipo de terrorismo invisível e
indizível que chega a ser sufocante.
Confrangedor. Manhoso. É triste
constatá-lo, mas a liberdade de imprensa
não tombou a 7 de janeiro de
2015, em Paris. Como agora a choramos.
A liberdade de imprensa, se
é que alguma vez tenha existido em
toda a sua plenitude, há muito que
estava enterrada. E agora, pela violência
dos factos, apenas foi feito
um elogio póstumo à sua memória.
Mais nada. Desde o dia em que
as notícias passaram a ser simples
produtos de mercearia. Desde a altura
em que os jornalistas mais “incómodos”
foram afastados e as redações
se encheram de estagiários e
de trabalhadores precários. Desde o
preciso instante em que as direções
dos meios de comunicação passaram
a ser meros fantoches nos dedos
das administrações, a liberdade
de imprensa sucumbiu. E esse instante,
esse dia e essa altura aconteceu
há muito tempo atrás. Sem ser
necessário disparar um único tiro
de metralhadora. Hoje impera no
jornalismo a teoria do “respeitinho”.
Da dependência. Do medo. Do terror.
Da autocensura. Impera no jornalismo
a narrativa dos terroristas
de Paris. Que é, na visão inversa dos
atores, a narrativa de Torquemada.
Em pleno século XXI.
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Notícias
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
domingo, 11 de janeiro de 2015
Aurora - Moda da Morena
Moda da Morena é o primeiro avanço para o disco de estreia dos Aurora a lançar em 2015.
Esta música é uma adaptação de uma moda alentejana chamada Morena de Raça.
Dá-lhe Lenha...!
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sábado, 10 de janeiro de 2015
Noites Decantadas Ervidel 2015
Não somos todos Charlie
"Muitas pessoas perdem o humor, meramente, por perceberem que você não perdeu o seu."
Frank Moore Colby
Frank Moore Colby
Confesso-me um pouco admirado com a quantidade de Charlies que há neste país e que eu desconhecia. Na sequência do miserável ataque contra a sede do jornal satírico Charlie Hebdo, foram vários os jornais e jornalistas que apareceram a empunhar cartazes com a frase - Nós Somos Charlie Hebdo. Subitamente, só faltou ver o Jornal da Madeira ser também Charlie.
Não me levem a mal, ou levem, mas vou ser Charlie: por favor, jornalistas portugueses a dizer que são o Charlie quando nem coisos (tomates) têm para não fazer favores ao Governo etc., tenham dó. Não, não são todos Charlie. Pelo contrário, há meia dúzia que são e ainda bem que há. Agora não se façam passar por eles. Hoje somos todos Charlie Hebdo, mas amanhã voltamos ao que éramos. Aos jornais, televisões, etc., que aparecem a dizer-se Charlie, pergunto: quantas semanas durava o Charlie Hebdo em Portugal antes de ser cancelado por causa de chatices com a Igreja, Angola ou o Governo? Força, Charlie. Quantos jornais portugueses teriam coragem ou vontade de publicar os "cartoons" do Charlie? Espero que estes jornais que se dizem Charlie, durante a semana toda publiquem os "cartoons" na capa.
Ligo a televisão e vejo a Assembleia da República que não deixou falar os "capitães de Abril" e que está tão chocada com esta falta de respeito pelo direito de expressão. Julgava que, para a presidente da Assembleia da República, "os carrascos" eram os que faziam barulho nas bancadas para o povo. O mesmo Telmo que está na Assembleia da República chocado, estaria a pedir para acabar com aquele "cartoon" que ofende católicos. Já assisti a isso e não foi assim há tanto tempo. "Embora fazer um referendo sobre co-adopção de casais homo" - porque respeitamos muito a liberdade dos outros. Uma Europa que vive um discurso de honestos do Norte contra preguiçosos do Sul está de boca aberta com extremistas. Somos todos Charlie. É só grandes defensores da liberdade de expressão e dos direitos individuais e das conquistas da democracia, no mesmo local onde se apoia que a Merkel possa fazer chantagem eleitoral sobre os gregos.
Vivemos num país em que o Presidente da República, como representante de todos os portugueses, não vai ao enterro de um escritor (Nobel) porque não gosta dele, ou que não dá os parabéns a outro que canta fado porque não canta o que ele gosta, e que deve estar a deitar cá para fora um comunicado sobre a importância de aceitar a liberdade de expressão e a diferença.
Não, não somos todos Charlie. Eu, felizmente, nem sei desenhar.
João Quadros - Jornal de Negócios
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Diário do Alentejo Edição 1707
Editorial
Limbo
Paulo Barriga
O título deste artigo foi retirado
do discurso da presidente
da direção do
Centro de Paralisia Cerebral de Beja
(CPCB). Diz esta responsável que
há dois utentes do centro que ficaram
numa espécie de limbo, após
o Centro Distrital de Segurança
Social de Beja ter dado o dito pelo
não dito em relação à celebração de
um acordo de cooperação que levaria
à ativação em Beja de um lar residencial
com 22 camas, destinadas
a utentes com doenças profundas,
muitos deles sem autonomia para
realizar a sua própria higiene pessoal.
A história, que tem tanto de
sórdido como de desumano, vai
mais longe, abrange uma dezena de
doentes, e está grandemente contada
no tema de capa da presente
edição do “DA”. Pelo que não carece
aqui de mais pormenorização.
Já o processo de cativação de verbas
para a abertura do lar do CPCB tem
mais alguma coisa que se lhe diga.
Deste o início de dezembro último
e até bem perto do Natal, o Centro
Distrital de Segurança Social de
Beja encetou um processo premente
para a abertura de 22 camas num
lar residencial no CPCB, onde já
existiam 14 utentes em lar de apoio.
Pediram urgência a esta instituição
no sentido de contratar pessoal e
de ultimar todos os contornos técnicos
e logísticos para a abertura
do equipamento até final do ano.
Fizeram-se investimentos, contratações
e melhoramentos até que, a
12 de dezembro, a Segurança Social
de Beja veio dizer que “afinal” tudo
tinha sido um mal entendido e que
não havia verba para qualquer cama
em regime residencial. Para além
da aparente falácia, das supostas
mentiras, há aqui a reter a postura
da diretora da Segurança Social de
Beja. Helena Branquinho Barreto,
que foi ali colocada pelo CDS-PP
sem qualquer tipo de valência curricular
que o justificasse, conduziu
o processo de forma escorregadia,
sem nunca deixar uma única letra
escrita sobre o mesmo, ao bom jeito
de outros tempos, sempre com base
na palavra e na boa-fé (dos outros),
e acabou por roer a corda, transferindo
o dinheiro que estava destinado
a Beja para Odemira, para um
lar ainda sem a totalidade dos utentes
selecionados. Era importante
saber porquê Odemira (a resposta
deve ser interessante). Era importante
saber por que anda a diretora
da Segurança Social desaparecida.
Era importante saber por que
carga de água é impossível contactar
com os serviços. Era bom ouvir o
que têm a dizer os responsáveis distritais
do PSD e do CDS-PP sobre o
assunto. Era bom que a Segurança
Social não fosse este limbo à margem
da sociedade.
Limbo
Paulo Barriga
O título deste artigo foi retirado
do discurso da presidente
da direção do
Centro de Paralisia Cerebral de Beja
(CPCB). Diz esta responsável que
há dois utentes do centro que ficaram
numa espécie de limbo, após
o Centro Distrital de Segurança
Social de Beja ter dado o dito pelo
não dito em relação à celebração de
um acordo de cooperação que levaria
à ativação em Beja de um lar residencial
com 22 camas, destinadas
a utentes com doenças profundas,
muitos deles sem autonomia para
realizar a sua própria higiene pessoal.
A história, que tem tanto de
sórdido como de desumano, vai
mais longe, abrange uma dezena de
doentes, e está grandemente contada
no tema de capa da presente
edição do “DA”. Pelo que não carece
aqui de mais pormenorização.
Já o processo de cativação de verbas
para a abertura do lar do CPCB tem
mais alguma coisa que se lhe diga.
Deste o início de dezembro último
e até bem perto do Natal, o Centro
Distrital de Segurança Social de
Beja encetou um processo premente
para a abertura de 22 camas num
lar residencial no CPCB, onde já
existiam 14 utentes em lar de apoio.
Pediram urgência a esta instituição
no sentido de contratar pessoal e
de ultimar todos os contornos técnicos
e logísticos para a abertura
do equipamento até final do ano.
Fizeram-se investimentos, contratações
e melhoramentos até que, a
12 de dezembro, a Segurança Social
de Beja veio dizer que “afinal” tudo
tinha sido um mal entendido e que
não havia verba para qualquer cama
em regime residencial. Para além
da aparente falácia, das supostas
mentiras, há aqui a reter a postura
da diretora da Segurança Social de
Beja. Helena Branquinho Barreto,
que foi ali colocada pelo CDS-PP
sem qualquer tipo de valência curricular
que o justificasse, conduziu
o processo de forma escorregadia,
sem nunca deixar uma única letra
escrita sobre o mesmo, ao bom jeito
de outros tempos, sempre com base
na palavra e na boa-fé (dos outros),
e acabou por roer a corda, transferindo
o dinheiro que estava destinado
a Beja para Odemira, para um
lar ainda sem a totalidade dos utentes
selecionados. Era importante
saber porquê Odemira (a resposta
deve ser interessante). Era importante
saber por que anda a diretora
da Segurança Social desaparecida.
Era importante saber por que
carga de água é impossível contactar
com os serviços. Era bom ouvir o
que têm a dizer os responsáveis distritais
do PSD e do CDS-PP sobre o
assunto. Era bom que a Segurança
Social não fosse este limbo à margem
da sociedade.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Corrupção.- Palavra do ano 2014
Corrupção, que significa "uso de meios ilícitos para obter algo de alguém", foi considerada a palavra do ano, de 2014, segundo uma votação realizada pelo Grupo Porto Editora e na qual participaram 22.000 portugueses.
O grupo editorial revelou hoje que a segunda palavra mais votada pelos portugueses foi xurdir, um regionalismo que significa "lutar pela vida" ou "fazer pela vida", e a terceira foi selfie, um estrangeirismo adotado pela língua portuguesa e que significa autorretrato, o ato de tirar uma fotografia a si próprio.
"Os vários casos de suspeita de corrupção que foram sendo conhecidos ao longo do ano passado, e a consequente atenção dada pelos media que alimentou debates e conversas, terão influenciado a escolha feita pelos portugueses", justifica a editora.
O ano de 2014 ficou marcado por dois grandes casos judiciais com acusações de corrupção: O processo Face Oculta, sobre uma suposta rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial de Manuel Godinho, e a operação Labirinto, relacionada com os vistos 'gold'.
O ano ficou ainda marcado pela detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates, por suspeita de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada.
Segundo a votação da palavra do ano, feita pela Internet na página www.infopedia.pt, corrupção somou 25 por cento dos votos.
As dez palavras que estavam em votação eram banco, basqueiro, cibervadiagem, corrupção, ébola, gamificação, jihadismo, legionela, selfie e xurdir.
A Porto Editora realiza esta votação desde 2009, ano em que foi eleita a palavra esmiuçar.
A esta juntam-se, em anos seguintes, as palavras vuvuzela (2010), austeridade (2011), entroikado (2012) e bombeiro (2013).
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Notícias
domingo, 4 de janeiro de 2015
Concerto de Reis - Beringel - 6 jan 2015
O Centro Cultural de Beringel recebe no próximo dia 6 de Janeiro o Grupo de Música Tradicional Alentejana VOZES DO SUL para um Concerto de Reis!
Assim, a Junta de Freguesia de Beringel e as VOZES DO SUL convidam toda a população a assistir a este espectáculo com inicio marcado para as 20h30 e com entrada gratuita!
Concurso de Fotografia - Serpa 2015
A Câmara Municipal de Serpa organiza durante o ano de 2015 um Concurso de Fotografia denominado “Património (i) material”, sendo este ano o tema selecionado “Festividades do Concelho de Serpa”.
O regulamento do concurso pode ser impresso ou consultado no site oficial da Câmara Municipal de Serpa (www.cm-serpa.pt) até à data limite do concurso
Ficha de inscrição e normas
Ficha de inscrição e normas
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Diário do Alentejo Edição 1706
Projeto
Paulo Barriga
Esta é a altura do ano em que
costumamos tecer com abundância
aquilo que, geneticamente,
estamos menos habilitados
a realizar: projetos. À meia-noite de
Ano Novo, em cima de uma cadeira,
com um copo de espumante duvidoso
na mão, com a cabeça já toldada
pelas dúvidas do próprio espumante
e com doze uvas passas na
outra mão, exercitamos o mais irrealista
e petulante dos rituais festivos
do solstício de inverno: a planificação
do ano que entra, sob a
forma de “desejos”. Elas invariavelmente
prometem perder uns quilitos.
Eles invariavelmente imaginam
perder uns quilitos. Embora ambos
tencionem perder uns quilitos recorrendo
a diferentes táticas e técnicas.
Fumar, nunca mais. Beber, muito
menos (vezes). Estar mais com os
amigos que restam para lá dos que
estão dentro do Facebook. Visitar a
família (qualquer dia os velhos deixam
de fazer projetos e as crianças
começam a fazê-los em cima de uma
cadeira e nem se dá conta do tempo
passar). Enfim, saúde para todos. E
dinheiro também, que hoje nada se
faz nem nada se tem sem dinheiro.
Naquilo que toca à projeção em si, ao
lançamento de ideias, à formulação
de “desejos”, até nem costumamos
ser muito maus, nem muito comedidos,
nem pouco criativos. A questão,
e aqui sim já entra a nossa desconjuntura
genética, é que o projeto,
como janeiro, leva, pelo menos, duas
caras. Uma é a que planifica. A outra
é a que concretiza. E é precisamente
esta, a que concretiza, a cara do projeto
que trazemos sempre deslavada
durante o ano inteiro. Apenas lhe tiramos
as remelas na noite de Ano
Novo, por breves instantes. Projetar,
em Portugal, é por norma sinónimo
de irrealismo, irresponsabilidade,
exagero, engano. Recorde-se, por
exemplo, o que aconteceu com o projeto
de governação em 2014. Como é
de sua obrigação, o Governo projetou
o ano com um plano de atividades,
para as quais estabeleceu valores
e quantias em dinheiro. É ao que
vulgarmente chamamos Orçamento
do Estado. Um documento que é elaborado
pelos ministros, todos juntos,
dentro de uma sala, num ébrio
festim, tipo reveillon, a que vulgarmente
chamamos Conselho de
Ministros. A farra, o ano passado,
foi de tal forma rija que o projeto governamental
teve que ser alterado
oito vezes ao longo da sua execução.
É o que vulgarmente chamamos
Orçamentos Retificativos. São assim
os nossos projetos. É assim que
projetamos. Foi assim que nos vimos
projetados na miséria coletiva.
Será assim que projetaremos 2015?
Talvez. Mas, já agora, deixo-vos um
projeto, em forma de “desejo”, que
tem tanto de esperança como de desdém,
e que é muito usual ali para os
lados de Cuba, por estas alturas do
ano: que Deus vos arrebente a todos
com saúde!
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Avioneta civíl despenhou-se hoje por volta das 17h19m junto ao Aeródromo Municipal de Beja - MOTIVO DA QUEDA
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