sábado, 31 de janeiro de 2015

Grupo Coral e Etnográfico "Cubenses Amigos do Cante" - Ensaio Etnografic...





Um dos primeiros ensaios,com vista á Final do Concurso Nacional de Etnografia, realizado em Dezembro de 2010, em Leiria, patrocinado pela Fundação Inatel.
Os Amigos do Cante, classificaram-se em 2º lugar, com a atribuição de uma Menção Honrosa.


Em 2008 na Aula Magna da Universidade de Lisboa - ( Drº António Colaço, Mariana Casado e Álvaro Barriga)

http://aldeagar.blogspot.pt/2008/11/encontro-2008-8-e-9nov08-aula-magna.html

Cante alentejano - Candidatura a Património Imaterial

Cante Alentejano - Hino ao Alentejo - Alentejo Alentejo.

Serões do Alentejo Serpa de Guadalupe

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1710

Editorial
Oswiecim
Paulo Barriga
É muito provável que já existisse.
Mas há 20 anos atrás
não dispúnhamos dessa
ferramenta amiga e amável chamada
GPS. O que tornava a vida
do viajante um nadinha mais complexa.
Mais sinuosa. Mas também
mais comunicativa. Ou interativa.
Principalmente porque os mapas da
Europa, os bons, em formato de livro,
vinham legendados nas línguas
pátrias. Era um desses que tínhamos
no porta-luvas do Opel Corsa.
E também tínhamos uma vontade
grande de zarpar de Beja por esse
velho continente fora. Vontades que
se juntaram no verão de 1995. Três
rapazes na casa dos vinte e poucos.
Sacos-cama. Latas de conserva e
música em quantidades generosas.
Passaportes. Calças de ganga e tshirts
e loucura em porções suficientes.
Itinerário aleatório ou dependente
de dois fatores fundamentais:
existência de pousadas de juventude
para a pernoita. Ou existência de folia
rija para a desnoita. Barcelona.
Marselha. Monte Carlo. Génova.
Insbruque. Budapeste. Praga.
Bratislava. Cracóvia. Sempre dando
voltas ao mapa. Avançando e invertendo
a marcha. Rindo e gozando o
pagode. Cracóvia há 20 anos. O recente
desmembramento da Cortina
de Ferro oferecia o mundo inteiro à
cidade. Que o recebia com a urgência
dos condenados. Festiva e insaciavelmente.
Ávida, como se não
houvesse amanhã. E a cidade retribuía
ao mundo oferecendo-lhe um
papa para Roma. Cracóvia, em acelerada
e eufórica regeneração, voltava
a estar no mapa. E também estava
no nosso mapa. Com um risco
vermelho por baixo. E uma seta
a apontar para lá. Muito perto de
Cracóvia existe uma pequena aldeia
rural chamada Oswiecim. Para lá
dos hortejos, dos rebanhos de gado
e de algumas plantações de milho,
nada. A não ser um velho quartel
de artilharia que o exército polaco
abandonara há muito. Um forte que
os alemães recuperaram durante a
ocupação da região da Alta Silésia.
Como nós, os nazis também não
souberam ler no mapa Osweicim.
Para facilitar as coisas chamaramlhe
Auschwitz. Em 1995, corriam
precisamente 50 anos sobre a libertação
dos campos de extermínio de
Auschwitz pelas tropas do Exército
Vermelho. Tinha passado meio-século
sobre o fim do maior crime alguma
vez cometido contra a humanidade.
Em nome da pureza da raça.
Da intolerância. Do segregacionismo
baseado no ódio. Auschwitz
tinha agora um museu tormentoso.
Bem perto da exaltada Cracóvia.
Onde regressámos em silêncio. Um
silêncio que ainda agora de alguma
forma nos preenche. Agarrado à
memória. Inamovível. Talvez seja
essa a nossa forma de homenagear
as vítimas da intolerância. As de
ontem. Como as de hoje.
Ao Arlindo Morais e ao
Francisco Sobral

domingo, 25 de janeiro de 2015

Porque as pessoas ressonam

Existem muitas pessoas que simplesmente não conseguem dormir com os sons da pessoa a ressonar. Mas ao ressonar pode acarretar problemas físicos para a pessoa que ressona como também psicológicos pois, passa a ser o culpado/a das insónias dentro da sua casa. Mas afinal porque as pessoas ressonam? Vamos tentar perceber.
Bem, a causa é a dificuldade em passar o ar pelo nariz e orofaringe, criando assim vibrações dentro do corpo e produzindo o ronco. A maioria das pessoas ressona por problemas relacionados com o nariz. Estes problemas podem ser diversos, podem ser genéticos, podem ser causados por alergias, constipações ou até mesmo obstrução das vias respiratórias por causa de drogas ou outros elementos químicos. Pessoas com excesso de peso são também mais propícias a ressonar, isto porque as suas vias respiratórias estão mais tapadas e o ar tem de fazer mais pressão para entrar, fazendo barulho ao mesmo tempo.
Porque as pessoas ressonam

PARÁBOLA DA TÁBUA E DOS PREGOS


"Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo. Um dia, o pai deu-lhe um
saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.

Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.

No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.

Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua…

Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma única vez.

Falou com o pai sobre o seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.

O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.

O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.

Este disse-lhe:

– Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Ela nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física. Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti."

In "FONTES DE SABER" da presente edição daRevista Progredir.

Leia a edição completa em http://issuu.com/progredir/docs/revista_progredir_036/68

www.revistaprogredir.com

Identificações: Revista Progredir

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1709

Editorial
Peixes
Paulo Barriga

Habemus Costa. Finalmente.
Um primeiro sinal
de que já contamina
os ares da política o defumo das
eleições. Do incensório que o prelado
do Partido Socialista oscila
há vários meses, em vão, sobre
o País defunto saiu finalmente
uma nesga de vapor. Agora já sabemos
que António Costa existe
e que, amém, tem pelo menos
uma ideia: regionalizar Portugal.
Diga-se de passagem, e passe o sacrilégio,
que é uma boa nova ideia
velha. A Regionalização está inscrita
na Constituição da República
Portuguesa desde 1976. E há quase
quatro décadas que tem sido por
sistema varrida para debaixo do
tapete pelos sucessivos governos
da nação. A esta distância consegue-
se perceber com maior facilidade
as voltas e as reviravoltas
deste perfeito golpe de sacristia. O
poder centralizado no Terreiro do
Paço, bafiento, concentrou em si
não apenas as desvirtudes da política,
mas acima de tudo um impudico
panteão com os sete pecados
capitais. Com a avareza e
a luxúria bem no cimo do altar.
Ao mesmo tempo que o País profundo,
que o País real, se foi esfrangalhando,
a cidade-estado foi
engordando como um bacorinho
em lesmas. Mas tal como aconteceu
com Sodoma e Gomorra, os
atos imorais dos nossos governantes
espicaçaram a ira divina. O que
resta hoje do Portugal centralizado
são cinzas e escombros e um poço
negro cujo fundo ainda não se vislumbra.
E por isso mesmo se recebe
como bom augúrio a profecia
de António Costa: é urgente
regionalizar o País. Aliás, nós, os
alentejanos, que no adúltero referendo
de 1998 votámos esmagadoramente
a favor da implementação
da Regionalização, temos
a santíssima legitimidade de exigir
a sua imediata implementação.
Como devemos ser ressarcidos pelos
danos insanáveis no desenvolvimento
deste território, causados
pela sua perversa ausência. Sempre
se argumentou, em banda contrária,
que a descentralização do poder
político e administrativo iria
conduzir à multiplicação dos piores
vícios conhecidos e bem identificados
no poder centralizado. Que
a regionalização levaria à reprodução
de clientelas, de amiguismos,
de facilitismos e de favorecimentos
obscuros, da corrupção em
geral. Quando, em boa verdade, o
poder de proximidade impõe um
maior escrutínio por parte do eleitorado
da vizinhança. E, acima
de tudo, está mais em linha com
as aspirações e com as reais necessidades
das pessoas. O que se
aguarda agora é que o missionário
António Costa leve o evangelho da
Regionalização por esse País a fora.
E que se não detenha a pregá-lo aos
peixes. Como é costume nos novos
profetas da política caseira.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ALENTEJO


Alentejo 

A luz que te ilumina,
Terra da cor dos olhos de quem olha!
A paz que se adivinha
Na tua solidão
Que nenhuma mesquinha
Condição
Pode compreender e povoar!
O mistério da tua imensidão
Onde o tempo caminha
Sem chegar!... 


 Miguel Torga

O Campo

O campo é onde não estamos...
Ali,só ali, 
há sombras verdadeiras...
...e verdadeiro arvoredo.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pharrell Williams - Happy

Trânsito. Lisboa tem novas restrições a carros poluentes

A partir desta quinta-feira, dia 15, os carros com matrícula anterior a 1996 deixaram de poder circular em grande parte de Lisboa (ou com data de 2000, no caso do centro da cidade). Foi a entrada em vigor da terceira fase da Zona de Emissões Reduzidas.







Ler mais: http://expresso.sapo.pt/transito-lisboa-tem-novas-restricoes-a-carros-poluentes=f906351#ixzz3PJIHsITw

Francisco Paixão Expõe na Cruz Vermelha em Beja

No dia 27 de Janeiro de 2015 pelas 15h, o Espaço Humanitário Global da Cruz Vermelha Portuguesa, irá contar com a inauguração da exposição de fotografia de Francisco Paixão. Esta exposição irá conter fotos da cidade de Beja, fotos essas que estarão relacionadas a vinhetas de Banda Desenhada de vários autores.
Esta mostra irá estar patente até meados de Março do corrente ano.

Sábado há baile na Boavista


Não faltes a mais um baile com Ricardo Gloria! No próximo sábado aparece no centro de convívio de Santa Clara de Louredo (Boavista) pelas 22horas.

Organização:-  Associação Animus Jovem 

2ª Edição do "Sabores do Barro" já tem data - 27 a 29 março 2015 - Beringel

A Junta de Freguesia de Beringel, em parceria com as associações locais, vai a promover a
realização da 2.ª edição do “Sabores do Barro”, nos próximos dias 27, 28 e 29 de março de
2015.
Esta iniciativa, com entrada livre, serve para a promoção do nosso território, aliando a fileira
do barro, à gastronomia e ao cante alentejano (património cultural imaterial da humanidade –
UNESCO).
No decurso do “Sabores do Barro”, irá decorrer o 1.º Congresso de Oleiros do Sul – Encontro
de oleiros, ceramistas, artesãos, estudantes, técnicos da área e demais interessados na olaria e
trabalhos com barro, composto por um conjunto de seminários e workshops.
António Zambujo continuará a ser o nosso Embaixador e responsável pela programação
musical da “Embaixada das Modas”, espaço dedicado ao cante nos “Sabores do Barro”,
contribuindo para a divulgação e promoção do certame.
O Povo de Beringel fica-lhe extremamente grato pela ajuda imprescindível que tem fornecido,
realçando a humildade que caracteriza este artista de renome mundial, com a sua participação
ativa no evento.
A organização disponibilizará o espaço “Terras de Barro” aos artesãos e comerciantes dos
artigos relacionados com o barro, a olaria e os seus derivados.
Ao longo do fim-de-semana, estará em funcionamento a Tenda dos Sabores, espaço dedicado
à gastronomia, com diversas tasquinhas para refeições e petiscos, valorizando os “comeres do
barro”.
Haverá muita animação, com especial destaque para o cante alentejano, com a apresentação
de vários grupos.
Oportunamente será divulgado o programa definitivo.

Êstase - Miguel Torga

Terra, minha medida!
Com que ternura te encontro
Sempre inteira nos sentidos!
Sempre redonda nos olhos,
Sempre segura nos pés,
Sempre a cheirar a fermento!
Terra amada!
Em qualquer sítio e momento,
Enrugada ou descampada,
Nunca te desconheci!
Berço do meu sofrimento,
Cabes em mim e eu em ti!

Miguel Torga

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1708

Editorial

Torquemada

Paulo Barriga

Sobre o atentado de Paris já
tudo foi dito. Ou quase tudo.
Um vil ataque contra a liberdade
de expressão e de imprensa.
Sem qualquer tipo de consideração
pela vida humana. Bárbaro e
inexplicável. Em nome de uma suposta
guerra santa contra a iconoclastia
ocidental. Enfim, um ato hediondo,
desprezível e anacrónico (se
é que a violência religiosa em algum
tempo fosse justificável). Já sobre as
lágrimas que correram após o golpe
terrorista e sobre quem as verteu
ainda há muito que se lhe diga. De
um dia para o outro todos acordámos
Charlie. Todos nos arreliámos
muito com a estocada traiçoeira
que pretendeu vitimar o mais intocável
e supostamente bem-amado
dos valores ocidentais: a liberdade
de expressão. Mas será que estaremos
todos, mesmo todos, de facto,
interessados em manter uma imprensa
livre? Plural? Sem preconceitos?
Interventiva? Acutilante? Muito
sinceramente, não me parece! Não é
necessário recorrer ao exemplo extremo
do “Charlie Hebdo”, que tem
aquela capacidade de nos desafiar
a nós próprios, os nossos preconceitos,
muitas vezes roçando o
mau-gosto, outras galgando a cerca
do bom senso, para perceber isso.
Mesmo o mais pequeno jornal de
província, ou principalmente esse,
sofre diariamente as mais vis sevícias
contra a sua autonomia editorial.
Não nos iludamos do contrário.
A dependência crónica dos meios
de comunicação social face aos poderes
económicos e políticos cria
um tipo de terrorismo invisível e
indizível que chega a ser sufocante.
Confrangedor. Manhoso. É triste
constatá-lo, mas a liberdade de imprensa
não tombou a 7 de janeiro de
2015, em Paris. Como agora a choramos.
A liberdade de imprensa, se
é que alguma vez tenha existido em
toda a sua plenitude, há muito que
estava enterrada. E agora, pela violência
dos factos, apenas foi feito
um elogio póstumo à sua memória.
Mais nada. Desde o dia em que
as notícias passaram a ser simples
produtos de mercearia. Desde a altura
em que os jornalistas mais “incómodos”
foram afastados e as redações
se encheram de estagiários e
de trabalhadores precários. Desde o
preciso instante em que as direções
dos meios de comunicação passaram
a ser meros fantoches nos dedos
das administrações, a liberdade
de imprensa sucumbiu. E esse instante,
esse dia e essa altura aconteceu
há muito tempo atrás. Sem ser
necessário disparar um único tiro
de metralhadora. Hoje impera no
jornalismo a teoria do “respeitinho”.
Da dependência. Do medo. Do terror.
Da autocensura. Impera no jornalismo
a narrativa dos terroristas
de Paris. Que é, na visão inversa dos
atores, a narrativa de Torquemada.
Em pleno século XXI.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Aurora - Moda da Morena





Moda da Morena é o primeiro avanço para o disco de estreia dos Aurora a lançar em 2015.
Esta música é uma adaptação de uma moda alentejana chamada Morena de Raça.