sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Quem de quatro tira um...!


A tarde vai caindo, devagar. Devagar são também os passos que me conduzem a antiga Judiaria de Beja. Neste dia, um dia como tantos outros, passeei. Olhei pausadamente as paredes, as portas e janelas das ruas que descem do alta da colina de Beja.

De um momento para o outro, dou por mim parado. Máquina fotográfica ao ombro. Olho para o lado direito e faço contas. Contas de subtrair... ou talvez de dividir? Não sei. Só sei que a minha imaginação me levou para o interior de uma janela... Apenas com três espaços, onde os vidros já não moram.

Mas lá dentro quantas estórias haverá para contar?

Quantos vendavais deixou ela ficar do lado de fora?

Sozinho, pensativo carreguei no botão e tirei fotos.Uma... duas.... três...!

Escolhi esta para partilhar com os leitores do aldeagar,


Diário do Alentejo Edição 1714

Editorial
Consenso
Paulo Barriga

Consenso é a palavra que se
confunde com a história da
União Europeia. Para sermos
mais precisos teremos de acrescentar
a “consensos” a ideia de “alargados”.
Consensos alargados. É esta
a matriz da Europa. A base do templo
de onde é suposto evoluir os seus
três pilares fundamentais: as comunidades
europeias, a política externa
e de segurança e a cooperação policial
e judiciária. E por isso mesmo,
pela inexistência de um consenso
alargado em torno da crise das dívidas
soberanas e mais concretamente
sobre a experiência grega, a Europa
anda com tantas tremuras nas canetas.
Mas, se calhar, não é para tanto.
Em vez de tiritar perante a Grécia, a
Europa deveria de olhar para si, para
a sua história, para as suas fundações,
para os seus “consensos alargados”.
Desde a sua invenção no
pós-guerra que a consensual Europa
sempre teve na mira a economia
pura e dura e nunca os cidadãos. A
união de estados começou pela regulação
das matérias-primas, nomeadamente
o carvão e o aço. Mais
tarde evoluiu para o comércio em geral,
para o mercado comum, para a
livre circulação de pessoas e de bens,
para a moeda única, para a política
financeira… Os grandes avanços da
Europa, bem vistas as coisas, tiveram
sempre como mira a criação de uma
praça de comércio e de negócios, dominado
por um único e grande mercador:
a Alemanha. E a coisa, ao longo
dos tempos, foi sendo mascarada
precisamente pelos “consensos alargados”.
Que é uma maneira simpática
de dizer silenciamento. Os países
mais incómodos ou incomodados,
como a Inglaterra, recebem na volta
do correio um cheque para se manterem
consensualmente mansos.
Para outros, como a França, inventam-
se políticas agrícolas ultraprotecionistas
e bem remuneradas. E
para os demais, nomeadamente para
os estados periféricos, dão-se uns
amendoins para se entreterem nos
supermercados e para se manterem
pacatos e afáveis. Os consensos alargados
inventados pela Europa, a sua
base de apoio, são talões de compras
com muitos zeros lá inscritos. Nada
mais. O crescimento desta Europa
fez-se através da compra do silêncio
dos descontentes e até dos descrentes.
Mas, como tudo na vida, até mesmo
numa casa farta como a Europa, a
discórdia acaba por bater à porta. O
mensageiro da desgraça acabou por
ser a Grécia. Mas podia muito bem
ter sido Portugal, a Espanha ou até
mesmo a Itália. A crise Grega, apesar
de todas as misérias sociais e humanitárias
que lhe estão associadas,
teve esse mérito. Teve a audácia de
dizer “não” numa terra de consensos.
E este não pode significar a salvação
da própria Europa. Que terá,
por uma vez que seja, de olhar para
os seus cidadãos. E menos para os
seus agiotas. É a isto que se chama
política. O passado é batota.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

32º OVIBEJA capricha no cartaz de espetáculos!

Mickael Carreira abre, no dia 29, as muito afamadas “Ovinoites” 

No dia 30 de Abril,  é a vez de Pedro Abrunhosa & Comité Caviar 

A 1 de Maio, a “Ovinoite” vai ser vivida ao ritmo e versatilidade de Richie Campbell & The 911 Band

Anselmo Ralph  fecha, a 2 de Maio, o cartaz de luxo de espectáculos deste ano. 

Em todos os dias da feira, excepto no domingo, a música prolonga-se pela noite dentro e madrugada aos sons dos Antena3 DJ’s e Vídeo Hits.


Também o Cante Alentejano irá ter nesta edição um destaque muito importante.


Mais informações em constante actualização Aqui!

II Fim de Semana Taurino . Beringel


Feira do Queijo - 27,28 fev e 1 mar 2015 - Serpa



Diário do Alentejo Edição 1713

Editorial
Português
Paulo Barriga

Amanhã é Dia Internacional
da Língua Materna. A
nossa, o português, tem a
sua história e influenciou a história
de muitas outras línguas e dialetos
pelas sete partidas do mundo.
Hoje, o português é a quinta língua
mais falada em todo o planeta
e a primeira no hemisfério sul. Tem
perto de 240 milhões de falantes.
É muita gente a falar um linguajar
que nasceu num pequeno lameiro
da Galiza. Hoje não restam dúvidas,
os tesouros que trouxemos de além-
-mar são infinitamente singelos perante
a riqueza que por lá deixámos:
A nossa língua mãe. A nossa pátria,
no dizer profético de Fernando
Pessoa. Amanhã, todos os povos
do mundo celebrarão a sua língua.
Mas será que nós, os herdeiros de linhagem
da língua portuguesa, temos
razões para festejar? Esta semana
fomos à escola. Falámos com
diferentes alunos sobre o português.
Nenhum deles colocou a disciplina
no lote das suas preferências.
Os porquês, perceberemos a seguir.
Com os professores. Também falámos
com eles. Que são unânimes
em elogiar os novos programas curriculares
para o ensino da língua
portuguesa. Os princípios, as metas
e os conceitos de ensino são válidos.
Mas… mas é impossível levá-los à
prática. Por um simples motivo: já
não há professores. Pois é. As supostas
reformas que nos anos mais
recentes se fizeram na educação em
Portugal mais não foram, afinal, do
que verdadeiros saques às nossas
reservas de ouro. Não falo propriamente
dos lingotes que Salazar empilhou
nas catacumbas do Banco
de Portugal. Falo do filão, do único
veio de minério bom, que todos podemos,
devemos e temos o direito
de garimpar: a nossa língua. Porque
a língua é o mais democrático e supostamente
universal dos utensílios
que as sociedades devem proporcionar
aos seus membros. O bom uso
da língua materna, para lá das virtudes
comunicacionais que lhe estão
associadas, é um poderoso veículo
de conhecimento, de cultura,
de identidade. Extinguindo os professores
de língua portuguesa,
como agora está a acontecer, estamos
a limitar as novas gerações ao
acesso a um bem insubstituível.
Transformar os professores em autênticos
burocratas, assoberbá-los
de trabalho suplementar não letivo,
empilhar-lhes alunos em sala, desterra-
los das suas áreas de residência
é um ato de violência não apenas
sobre os docentes, mas sobretudo
sobre os alunos. José Saramago gostava
de dizer que cada qual apenas
pensa com as palavras que
conhece. Também se poderia ter resumido
toda esta conversa a três palavrinhas
apenas, repetidas exaustivamente:
aberração sem sentido!
Aberração sem sentido! Aberração
sem sentido… mas não teria sido a
mesma coisa, pois não?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Btt em Vila Nova de Santo André 22 fev 2015


Boas, faltam 3 semanas para o evento e já temos 250 atletas Confirmados! (nas últimas edições contámos com média de 600).

Este ano, além das Classificações por Escalões, temos também por Equipas: 60 prémios para distribuir aos participantes!

Um casqueiro e uma linguiça fazem parte dos brindes, peq.almoço bem servido, abastecimentos fartos, apoio mecânico, almoço bem regado e com cafézinho.
Paisagens lindas e a simpatia de bem receber do povo Alentejano.

Não perca! www.oskotas.org

Grande Noite de Fados - 28 fev 2015 - Beja


Festival Gastronómico - Sabores da Caça - SELMES - 27, 28 fev e 1 mar 2015


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Concurso de fotografia - A Terra como um Jardim

O Jardim da Fundação Gulbenkian é um microcosmos onde podemos observar fenómenos da Natureza que acontecem à escala planetária. Também podemos olhar para o planeta Terra como um jardim. Em que sentido? O Tema “A Terra como um Jardim” pretende gerar uma reflexão e uma exposição de fotografia sobre a diversidade de ecossistemas e paisagens existentes no Planeta Terra, bem como uma perspetiva do que ambicionamos enquanto habitat.



Tal como Aldo Leopold, em A Sand County Almanac (1949), ao longo de centenas de páginas, narra apaixonantes retratos do mundo natural e das paisagens que conhece – montanhas, pradarias, desertos e zonas costeiras – para, enfim, propor uma “ética da Terra”, um desafio à humanidade para a proteção do mundo que amamos, este concurso pretende contribuir para uma visão de uma humanidade no seu papel de “Jardineiros do Planeta”, apelando a uma ética da responsabilidade na manutenção da Vida na Terra. O concurso de fotografia, a que podem concorrer amadores e profissionais, não tem limite de idade.

XX Distúrbios Culturais 23 a 26 fev 2015 - Beja

JUNTO À SEDE DO DESPERTAR

23 Fevereiro - 
Mega Dr. Why quiz interativo
Moços da Aldea
Tunas
Dj Holly 

24 Fevereiro

300 & friends
Dj battle: Dj Garfield vs. Dj Nardo
Dj Mello

25 Fevereiro

Duo Sensações
Fábio Lagarto
Dj Tape

26 Fevereiro
MOB
D.A.M.A
Dj Sunlize
Dj GUETS

A Pré venda até dia 18 de Fevereiro.

Pulseira em pré venda - 10€
Pulseira pós pré venda - 15€

Bilhetes diários vendidos a porta:

23 fevereiro - 3€
24 fevereiro - 5€
25 fevereiro - 5€
26 fevereiro - 8€

Pontos de venda:

Sede da AAIPBeja, na ESTIG
Ritual Acadêmico

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Conversas com Memória à Roda das Demências


No âmbito da Rede Social do Concelho de Beja o GABINETE ALÉMEMÓRIA, irá desenvolver no próximo dia 25 de Fevereiro pelas 18h00 a primeira de muitas sessões do "Conversas com Memória".
Contamos com a vossa participação e interesse nesta temática. 

Aguardamos o seu contacto para fazer a sua inscrição e demonstração de interesse gratuitamente.

Contactos:
Ana Soeiro: 962334787
Angélica Azedo: 967444730
Paula Colaço: 966880540

BTT Barrancos 22 fef 2015


Diário do Alentejo Edição 1712

Editorial
Empregáveis
Paulo Barriga

Isto não tem nada a ver com o “assunto”.
Mas é engraçado, para
meter conversa. Ao contrário do
próprio “assunto”. Que não tem piadinha
nenhuma. Desde que se formaram
as comunidades intermunicipais
que ando com a pulga por detrás
da orelha. Mordendo, mordendo. Em
tempos mais remotos a região onde
nos encontramos pertencia a uma
província que nos mapas vinha pintada
a cor-de-rosa com o nome Baixo
Alentejo gravo por cima em letras
de forma vermelhas. Mais tarde, ao
jeito dos jogos de estratégia, quatro
dos concelhos que formavam a nossa
província foram ocupados pelas forças
do Norte. Voltaram a fazer-se mapas.
Mas agora para delimitar distritos.
Sobrou-nos o distrito de Beja.
Mais recentemente, num rasgo de
grande deslumbramento geográfico
do ministro Miguel Relvas, o mapa
da região voltou a ser ratado. Tendo-
-lhe sido mordiscado o pedaço de litoral
que corresponde ao concelho
de Odemira. E assim se constituíram
as Comunidades Intermunicipais do
Alentejo Litoral e do Baixo Alentejo.
Em separado. Hoje, caso me perguntem
de onde sou, qual a minha região,
não sei responder com clareza.
A não ser que desenrasque a coisa assim
à laia da martelada: Sou do antigo
distrito de Beja, que já foi Baixo
Alentejo, e cujo mapa reduzido está
agora embutido na Comunidade
Intermunicipal do Baixo Alentejo,
entidade que corresponde ao tipo
III da Nomenclatura das Unidades
Territoriais para Fins Estatísticos
(NUTS). Nada mais claro, concreto e
conciso. Vem a conversa a propósito
do “assunto”. Esta semana esteve na
região atrás descrita com abundância
o presidente do Instituto do Emprego
e Formação Profissional. Nada de
extraordinário, dirão. Pois. Só que
na informação que nos endereçaram
dizia que Jorge Gaspar se propunha
visitar “toda a rede de serviços
do IEFP na área da Comunidade
Intermunicipal do Baixo Alentejo”.
E aqui me apercebi, o final e talvez
tardiamente, da modernice, ou melhor,
do raio do nome que hoje tem
a nossa região. Por falar em modernices,
vamos lá ao “assunto”. A ideia
dominante desta embaixada era a seguinte:
As pessoas, hoje, devem manter-
se meigas e obedientes. Devem
tirar muitos cursos profissionais.
Devem frequentar muitas ações de
formação. Devem ser o mais polivalentes
possível. Devem aceitar todo
o tipo de “emprego” que lhes aparecer.
Devem concordar em trabalhar a
desoras e quando calhar. Devem ser
educadas e bem apresentadas. E devem
estar preparadas para muitos
períodos de desemprego. Estas são as
condições necessárias para se manterem
“empregáveis”. Confesso, é inovação
a mais para quem ambiciona
evitar a dependência de antidepressivos.
Mesmo para aqueles que vivem
cá por baixo. Na terra do não sei
o quê, nem sei dos quantos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Quando Eu Sonhava


Quando eu sonhava, era assim 
Que nos meus sonhos a via; 
E era assim que me fugia, 
Apenas eu despertava, 
Essa imagem fugidia 
Que nunca pude alcançar. 
Agora, que estou desperto, 
Agora a vejo fixar... 
Para quê? - Quando era vaga, 
Uma ideia, um pensamento, 
Um raio de estrela incerto 
No imenso firmamento, 
Uma quimera, um vão sonho, 
Eu sonhava - mas vivia: 
Prazer não sabia o que era, 
Mas dor, não na conhecia ... 


Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas' 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

II Silarca Festival do Cogumelo Já têm Programa

O Silarca Festival do Cogumelo, que se realiza na Cabeça Gorda entre os dias 5,6 e 7 de Março, foi apresentado à comunicação social na passada sexta-feira. 



Aqui fica o Programa, de onde se destaca o I Colóquio Ibérico sobre Recursos Endógenos, organizado pela turma de Mestrado em Desenvolvimento Comunitário e Empreendedorismo da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Beja, e ainda a inauguração do Parque Biológico.