quinta-feira, 16 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Diário do Alentejo Edição 1720
Editorial
Merdonho
Paulo Barriga
Os autarcas de Almodôvar,
Odemira e Ourique foram
apanhados na curva.
Assim como quem não quer a
coisa, a Associação de Produtores
de Aguardente de Medronho do
Barlavento Algarvio, que tem sede
em Monchique, decidiu propor à
Direção-Geral de Agricultura e
Desenvolvimento Rural a criação de
uma Indicação Geográfica Protegida
(IGP) denominada “Medronho do
Algarve”. Nada de muito especial,
nesta era de plena euforia, de plena
esquizofrenia, pelas marcas, pelos registos,
pelos selos, pelas certificações,
pelos rótulos. Nada de muito especial
não se desse o caso de a pretensão algarvia
incluir oito freguesias do Baixo
Alentejo, nomeadamente aquelas
com maior mancha de medronheiros
e onde o produto destilado é, de
forma comprovada e reconhecida, de
qualidade superior. Durante décadas
se tentou legitimar a produção e o comércio
desta espirituosa tão particular
e rara. Quando, por fim, o fabrico
e o consumo lícito de aguardente de
medronho se generalizou logo caiu
nas mãos do patobravismo. Ou do
chicoespertismo, como se preferir.
Neste, como noutros casos de registo
ilegítimo de bens patrimoniais e culturais
coletivos, materiais ou imateriais,
tem de haver regulação efetiva
contra os abusos, as usurpações e os
novos pseuso-evangelistas da propriedade
comum. O que não existe.
Efetivamente. E por isso se disse que
Almodôvar, Odemira e Ourique se
deixaram enrolar nesta verdadeira
peta de mau gosto. Mas não é caso
único. Olhe-se, por exemplo, para o
cante do tipo alentejano. Durante décadas
esquecido, entregue formalmente
aos “velhos” que ainda se iam
juntando aqui e ali em ranchos, e emprestado
informalmente a uma ou
outra rodada de taberna, de repente
virou um belo negócio para os zésde-
olhão cá da terra (também os há
por estas bandas e não são poucos). É
da mais elementar falta de ética (e de
vergonha na cara) que se registem em
nome próprio, como agora acontece
com abundância, letras tradicionais
com acrescentos de insignificante
pormenor e valor. Ou melodias corais
antigas a que se junta, na precisa nota
dominante, um ou outro despropositado
acorde instrumental. Da manhã
para a tarde, o cante foi apropriado
por uma bicharada que o tomou ou
quer tomar para si, amealhando direitos
de autor indevidos com uma
prática cultural que é de todos e de
ninguém. Também aqui é necessário
abrir a pestana. Também aqui é
necessário erguer uma entidade forte
e abrangente e consensual que possa
salvaguardar este bem precioso da
saciedade dos oportunistas de pacotilha.
Daqueles que ao fim do terceiro
ou quarto copinho, com o entaramelar
da língua, começam a dizer de si
e para si mesmos: Venha lá mais um
merdonho desses bons ali do Algarve
feitos aqui mesmo no Alentejo.
Merdonho
Paulo Barriga
Os autarcas de Almodôvar,
Odemira e Ourique foram
apanhados na curva.
Assim como quem não quer a
coisa, a Associação de Produtores
de Aguardente de Medronho do
Barlavento Algarvio, que tem sede
em Monchique, decidiu propor à
Direção-Geral de Agricultura e
Desenvolvimento Rural a criação de
uma Indicação Geográfica Protegida
(IGP) denominada “Medronho do
Algarve”. Nada de muito especial,
nesta era de plena euforia, de plena
esquizofrenia, pelas marcas, pelos registos,
pelos selos, pelas certificações,
pelos rótulos. Nada de muito especial
não se desse o caso de a pretensão algarvia
incluir oito freguesias do Baixo
Alentejo, nomeadamente aquelas
com maior mancha de medronheiros
e onde o produto destilado é, de
forma comprovada e reconhecida, de
qualidade superior. Durante décadas
se tentou legitimar a produção e o comércio
desta espirituosa tão particular
e rara. Quando, por fim, o fabrico
e o consumo lícito de aguardente de
medronho se generalizou logo caiu
nas mãos do patobravismo. Ou do
chicoespertismo, como se preferir.
Neste, como noutros casos de registo
ilegítimo de bens patrimoniais e culturais
coletivos, materiais ou imateriais,
tem de haver regulação efetiva
contra os abusos, as usurpações e os
novos pseuso-evangelistas da propriedade
comum. O que não existe.
Efetivamente. E por isso se disse que
Almodôvar, Odemira e Ourique se
deixaram enrolar nesta verdadeira
peta de mau gosto. Mas não é caso
único. Olhe-se, por exemplo, para o
cante do tipo alentejano. Durante décadas
esquecido, entregue formalmente
aos “velhos” que ainda se iam
juntando aqui e ali em ranchos, e emprestado
informalmente a uma ou
outra rodada de taberna, de repente
virou um belo negócio para os zésde-
olhão cá da terra (também os há
por estas bandas e não são poucos). É
da mais elementar falta de ética (e de
vergonha na cara) que se registem em
nome próprio, como agora acontece
com abundância, letras tradicionais
com acrescentos de insignificante
pormenor e valor. Ou melodias corais
antigas a que se junta, na precisa nota
dominante, um ou outro despropositado
acorde instrumental. Da manhã
para a tarde, o cante foi apropriado
por uma bicharada que o tomou ou
quer tomar para si, amealhando direitos
de autor indevidos com uma
prática cultural que é de todos e de
ninguém. Também aqui é necessário
abrir a pestana. Também aqui é
necessário erguer uma entidade forte
e abrangente e consensual que possa
salvaguardar este bem precioso da
saciedade dos oportunistas de pacotilha.
Daqueles que ao fim do terceiro
ou quarto copinho, com o entaramelar
da língua, começam a dizer de si
e para si mesmos: Venha lá mais um
merdonho desses bons ali do Algarve
feitos aqui mesmo no Alentejo.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Arraial Académico hoje no Campus da Agrária Beja
Vamos continuar a festa que se inicia no Desfile Académico.
O Arraial não tem qualquer custo de entrada. É de ENTRADA LIVRE
No Campus da Agrária
Não podes faltar
O Arraial não tem qualquer custo de entrada. É de ENTRADA LIVRE
No Campus da Agrária
Não podes faltar
segunda-feira, 6 de abril de 2015
“É tão grande o Alentejo…” com mais de dois mil cantadores na Ovibeja
“Todo o Alentejo deste Mundo” é o que vai acontecer na 32ª Ovibeja com um mar de gente a confluir para o maior encontro de sempre de grupos corais alentejanos. Mais de duas mil pessoas integradas em cerca de 90 grupos corais, o dobro das expectativas da Organização, vão cantar em uníssono no dia 2 de Maio no I Grande Encontro do Cante promovido pela feira com o apoio de muitas entidades da região.
A homenagem da Ovibeja ao Cante é a homenagem à identidade das gentes do Alentejo, aos produtos da terra, ao trabalho em conjunto.
Num espaço que mantém a rusticidade e a realidade natural do cante, a Ovibeja está a criar uma exposição temática, com uma programação diária de mostras de documentários e tertúlias, num espaço onde o Cante será o mote para o convívio entre cantadores e visitantes.
O cantar Alentejo acontece ainda por via do Cante nas Escolas através da apresentação dos projectos e actuação de alunos dos agrupamentos escolares que promovem o ensino do Cante Alentejano nas escolas.
Num trabalho em conjunto que está a construir o maior Encontro do Cante de sempre, e que inclui o apoio de algumas dezenas de entidades públicas e privadas, vão unir-se na Ovibeja mais de duas mil pessoas que vão cantar, no sábado, 2 de Maio, cinco modas em conjunto. É um Hino ao Alentejo o que vai acontecer na Ovibeja, uma conjugação de vontades, uma partilha ímpar de emoções, de afectos e de sementes lançadas à terra. É tão grande o Alentejo! é uma das modas que todos os alentejanos sabem cantar “No Alentejo eu trabalho / cultivando a dura terra, / vou fumando o meu cigarro, / vou cumprindo o meu horário / lançando a semente à terra(…)Alentejo, Alentejo / Terra sagrada do pão”.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Diário do Alentejo Edição 1719
Internacional
Paulo Barriga
É triste. É revoltante. Causa
amargura e desconsolo.
Mas é verdade: o aeroporto
de Beja transformou-se numa das
mais preciosas pérolas do anedotário
nacional. E, bem vistas as coisas,
não é para menos. A coisa começou
mal logo de início quando
se projetou para o Alentejo uma estrutura
aeroportuária sem nunca
se ter equacionado a sua rendibilidade.
É certo que o investimento de
arranque, em termos quantitativos,
é qualquer coisa de ridículo. Mas
pronto, fez-se o dito cujo, na esperança
de assim se completar uma figura
geométrica algo esotérica a que
alguns políticos gostam de chamar
“triângulo do desenvolvimento”. Os
outros vértices do trilátero seriam,
na abstração, o Alqueva, e, no concreto,
o porto de Sines. O polígono
completava-se necessariamente
com os respetivos lados, as rodovias
e a ferrovia. Os geómetras do
progresso alentejano continuam
a insistir na ideia de “triângulo”. É
uma reflexão interessante e deveras
inovadora esta, a de conceber
um triângulo sem os segmentos de
reta que deveriam unir cada um dos
vértices. Mas pronto, eles lá sabem.
O problema é que a figura começou
a ter contornos bizarros. O porto de
Sines estendeu um dos lados para
norte, deixando de fazer esquadria
com Beja. E o Alqueva, confrontado
com os preços assustadores das
operações no aeroporto, irradiou
em todos os sentidos como uma estrela
quando nasce. As estradas e
a linha de comboios estão como se
sabe. E pronto, lá ficou o aeroporto
de Beja, no meio do plano, sem lados
que o liguem a qualquer outro
ponto e sem outros pontos para
se ligar mesmo que lados lhe quisessem
delinear. Entretanto, a empresa
que gere os aeroportos nacionais,
a ANA, foi privatizada. Mas
no desenho de regra e esquadro da
operação de privatização foi esquecido,
mais uma vez, o ponto alentejano.
Sem estratégia, sem plano
definido, sem obrigações para o incremento
de negócios, lá continua
o aeroporto de Beja a ver passar os
bandos de carraceiros ao entardecer.
Mas há uns meses a esta parte
apareceu nos jornais uma boa notícia.
Supostamente. Estava a ser
criada uma rota aérea interna para
ligar Bragança a Portimão, com
descidas nos aeródromos de Vila
Real, Viseu e Cascais. Então e Beja,
pá? Perguntaria qualquer cauteleiro
das Portas de Mértola. “Beja não,
pá”, responderia o Governo, “é que
vocês têm aí um belo aeroporto internacional
e Bruxelas não deixa
que aterrem aviões de pequena dimensão
em aeroportos de alto calibre
como o vosso”. Bem vos disse
que era triste, revoltante e que causava
amargura e desconsolo. Mas
sejamos honestos: que o aeroporto
de Beja se presta a umas boas piadolas,
lá para isso presta!
segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 29 de março de 2015
sábado, 28 de março de 2015
Hora de Verão 2015
Portugal muda a hora legal para o regime de verão, na madrugada de domingo, com os relógios a adiantarem-se 60 minutos quando for 01:00, no Continente e na Madeira, e meia-noite, nos Açores.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Concerto com Gazua + Paulo Colaço | 28 Mar | Beja
Gazua apresentam o seu quinto álbum "Sobrenatural" em Beja no dia 28 de Março, próximo sábado, na Casa da Cultura de Beja.
"Sobrenatural" é composto por 11 músicas de rock cantado em português e, segundo a crítica, "arrisca-se a ser um dos grandes álbuns de 2015 da música portuguesa".
Para iniciar a noite estará em palco o músico bejense Paulo Colaço com "Por um Par de Meias Solas".
O início está marcado para as 22 horas e a entrada tem o valor de 4 euros com direito a um copo de vinho.
Para mais informação: https://www. facebook.com/zarcos.amb
Evento no facebook: https://pt-pt. facebook.com/events/ 413393072170980/
"SABORES NO BARRO" ANIMAM BERINGEL ENTRE 27 3 20 DE MARÇO
A Junta de Freguesia de Beringel, em parceria com as associações locais, vai a promover a realização da 2.ª edição do “Sabores no Barro”, nos próximos dias 27, 28 e 29 de Março de 2015.
Esta iniciativa, com entrada livre, serve para a promoção do nosso território, aliando a fileira do barro, à gastronomia e ao cante alentejano (património cultural imaterial da humanidade – UNESCO).
No decurso do “Sabores no Barro”, irá decorrer o 1.º Congresso de Oleiros do Sul – Encontro de oleiros, ceramistas, artesãos, estudantes, técnicos da área e demais interessados na olaria e trabalhos com barro, composto por um conjunto de seminários e workshops.
António Zambujo continuará a ser o nosso Embaixador e responsável pela programação musical da “Embaixada das Modas”, espaço dedicado ao cante nos “Sabores no Barro”, contribuindo para a divulgação e promoção do certame.
A organização disponibilizará o espaço “Terras de Barro” aos artesãos e comerciantes dos artigos relacionados com o barro, a olaria e os seus derivados.
Ao longo do fim-de-semana, estará em funcionamento a Tenda dos Sabores, espaço dedicado à gastronomia, com diversas tasquinhas para refeições e petiscos, valorizando os “comeres do barro”.
Haverá muita animação, com especial destaque para o cante alentejano, com a apresentação de vários grupos.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Borboleta Mensageira
Borboleta mensageira
Voando de flor em flor
Vem trazer à minha beira
Notícias do meu amor
Notícias do meu amor
Que eu parti, ficou chorando
Borboleta mensageira
Pelo ar tu vais voando
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