segunda-feira, 10 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Feira do Melão 2015 - Figueira de Cavaleiros
Nos dias 7,8 e 9 de Agosto de 2015 irá decorrer mais uma Feira do Melão na Freguesia de Figueira dos Cavaleiros
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Diário do Alentejo Edição 1737
Editorial
Taipar
Paulo Barriga
O vocábulo não existe no léxico
português. Quer dizer,
há um afluente de um
rio brasileiro que os indígenas conhecem
por Taipar. Mas só eles e
apenas eles o conhecem e utilizam.
Com algum esforço poderíamos admitir
a existência de um verbo que
revertesse para a ação de produzir a
taipa, uma argamassa de terra e de
outros materiais capazes de sustentar
paredes. Foi, disseram-no, esse o
significado que buscaram os orientadores
de uma residência artística
comunitária que no passado mês de
julho decorreu em Serpa, por ocasião
do Festival Noites na Nora. A
ideia central passou por construir,
por “taipar”, algo suficientemente
incomodativo com pessoas da comunidade
local, na sua larga maioria
crianças e jovens. “Taiparam”
um filme. Um breve documentário
onde expuseram com ironia as
suas inquietações. Ou desinquietações.
Boa parte da fita mostrava um
banco de encosto, desses que nas
ruas servem de mobiliário urbano.
Umas vezes solitário. Outras habitado
por algum dos “taipadores”.
Quase sempre com alguém postado
de pernas para o ar. Mas por que
raio apareciam persistentemente os
autores sentados às avessas? A resposta
obteve-a um dos orientadores
da residência artística, Marco
Ferreira, no dia da apresentação pública
do projeto. E pela voz dos próprios
intervenientes. Seriam cerca
de 15 jovens. Com idades compreendidas
entre os 10 e os 19 anos,
por aí. Que unanimemente manifestaram
em palco e em público o
seu mais profundo desassossego
ou aspiração: sair de Serpa. Fugir
da sua terra natal. Abandonar o seu
espaço de conforto, a sua família, as
suas gentes, a sua cultura. Abalar.
A conversa, até esta altura, estava
a ter a sua piada. Na plateia as pessoas
riam, aplaudiam, troçavam
sobre os comentários que os jovens
atores iam tecendo com timidez e
debaixo do tal nervosismo que acomete
quem não está habituado à exposição
pública. Mas naquela altura
fez-se silêncio. Absoluto. Tumular.
Como se um espesso manto tivesse
caído sob a assistência. O manto da
realidade, escura como as trevas e
dura que nem cornos. Um após outro,
naquele improvisado confessionário
popular, as crianças e os
jovens de Serpa (que será apenas a
metáfora ou o molde para todos os
lugares do interior profundo), abriram
a sua alma e disseram com a
sinceridade que lhes é própria que
querem ir “taipar” para outras paragens.
O triste é que não há, nem
a nível local, nem a nível nacional,
gente com génio e inspiração e capacidade
para meter mãos ao barro.
Para erguer um futuro onde os nossos
moços e as nossas moças queiram
participar. Algo que não seja
de cabeça para baixo e de pernas
para o ar, como neste filme.
Festival da Juventude - Sons ao La(r)go
Barragem do EnxoéDias 7 e 8 de agosto
Organização: Câmara Municipal de Serpa, coorganização da Associação de Jovens UAI de Ficalho, Associação de Jovens de Pias, Associação de Jovens de Vila Nova de S. Bento, Associação de Jovens de Serpa e Associação de Jovens de A-do-Pinto, apoio das Juntas de Freguesia do concelho, com o Patrocínio Super Bock
Candidatado ao POCTEP_Programa de Cooperação Transfronteiriço Espanha/Portugal e cofinanciado pelo FEDER- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, da União Europeia/Investimos no seu Futuro.
Dia 7, sexta-feira
18h00 Abertura do recinto
19h00 Sunset . G. Luft
21h30 Caelum´s Edge
23h00 HMB
01h00 After Hours . G_Luft, Peter Petta; Dark
Dia 8, sábado
16h00 Abertura do recinto
19h00 Sunset . Shock
21h30 To Kings
23h00 D8
01h00 After Hours . Shock, Wolf, Popkorn
No dia 8 decorrerão em permanência atividades desportivas e de recreio, gratuitas, para os participantes
De 1 a 4 de Outubro realiza-se a II Feira da Música de Beja
Depois de ter tido o ano passado a sua primeira edição a Feira da Música de Beja volta a
acontecer de dia 1 a 4 de Outubro na Casa da Cultura de Beja.
Nesta edição a aposta na programação é maior com o aumento da duração do evento
para 4 dias, sendo o primeiro a celebração do Dia Mundial da Música, mais workshops,
mais exposições, mais concertos, que vão além-fronteiras, e a existência de uma zona
chill out.
À semelhança da edição anterior a organização pretende oferecer aos seus visitantes
uma vasta variedade de manifestações e sensações onde a música é celebrada como
expressão máxima.
Todas as novidades podem ser seguidas no facebook da Zarcos-AMB
(www.facebook.com/zarcos.amb).
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
terça-feira, 4 de agosto de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
Diário do Alentejo Edição 1736
Editorial
Estendal
Paulo Barriga
Consoante as circunstâncias e as
estratégias, os interesses imediatos
ou até o descaramento,
assim fazem os políticos uso das palavras
e das expressões em seu belo proveito.
Os lugares-comuns, as banalidades
e o ligeirismo tomaram conta da
agenda, criando uma espécie de entulho
ao abandono bem no centro da
mensagem política. Um dos jargões ou
clichés de maior astúcia para justificar
o inesperado, para legitimar o dito
pelo não dito ou para revogar o irrevogável
é: “na política, nem tudo o que parece
ser, é”. Evidentemente que, se for o
caso, também é valida a conotação inversa:
“na política, tudo o que parece
ser, é”. O lançamento das listas partidárias
por Beja com as candidaturas
às eleições de 4 de outubro dão-nos
um bom exemplo de como a coisa pode
funcionar para os dois lados, sem que
ninguém se melindre muito com o assunto,
antes pelo contrário. Quando o
PS ainda andava localmente a congeminar
uma lista de candidatos proponentes
a deputados caiu sobre os jornalistas
o nome de um paraquedista (na
política, paraquedista é o termo que se
atribui a um tipo que é imposto às estruturas
regionais pelas cúpulas dos
partidos). No caso era o bem-apessoado
deputado João Galamba. Ninguém viu,
de verdade, onde caiu a calote do paraquedas,
se é que alguma vez caiu. Mas
a vinculação da notícia criou um movimento
reativo que acabou por legitimar
a lista proposta pelos socialistas cá
da terra, que leva à cabeça dois autarcas
em fim de ciclo, com trabalho meritório,
boa imagem e sangue fresco. Tudo bem.
Não está em causa o putativo não-acontecimento
João Galamba, o que faz espécie
é como por vezes nós, os jornalistas,
engordamos ainda mais o tal jogo
de aparências que é tão caro aos políticos:
“na política, nem tudo o que parece
ser, é”. Um jogo de espelhos onde o boato,
ou a sua possibilidade, acaba por
ter tanto ou mais valor do que o facto.
Já o PSD, certamente pelo líder regional
e candidato a candidato ter contado as
favas por antecipação, a imposição de
cima da também paraquedista Nilza de
Sena transformou-se logo num facto.
O que não quer necessariamente dizer
que, em bom politiquês, o facto tenha
maior ou menor valor do que o boato.
Aliás, um e outro, o facto e o boato, têm
valia e validade próprias. Aqui estamos
no outro campo: “na política, tudo o que
parece ser, é”. Embora se saiba que, tantas
vezes já se viu esse filme, depressa
aquilo que parece pode deixar repentinamente
de parecer. A substancial diferença
entre um caso e outro tem apenas
a ver com as limpezas. Enquanto uma
nódoa deixada pelo boato sai logo à primeira
lavagem de sabão-macaco. Já a
gordura que o facto faz entranhar no tecido
carece de melhor detergente e de
aditivos de limpeza mais sofisticados. O
PS já tem os trapos a secar no estendal
das eleições e não se notam resquícios
do João Galamba. Mas será que Mário
Simões conseguirá eliminar o borrão
deixado por Nilza de Sena na bandeira
do PSD de Beja?
Estendal
Paulo Barriga
Consoante as circunstâncias e as
estratégias, os interesses imediatos
ou até o descaramento,
assim fazem os políticos uso das palavras
e das expressões em seu belo proveito.
Os lugares-comuns, as banalidades
e o ligeirismo tomaram conta da
agenda, criando uma espécie de entulho
ao abandono bem no centro da
mensagem política. Um dos jargões ou
clichés de maior astúcia para justificar
o inesperado, para legitimar o dito
pelo não dito ou para revogar o irrevogável
é: “na política, nem tudo o que parece
ser, é”. Evidentemente que, se for o
caso, também é valida a conotação inversa:
“na política, tudo o que parece
ser, é”. O lançamento das listas partidárias
por Beja com as candidaturas
às eleições de 4 de outubro dão-nos
um bom exemplo de como a coisa pode
funcionar para os dois lados, sem que
ninguém se melindre muito com o assunto,
antes pelo contrário. Quando o
PS ainda andava localmente a congeminar
uma lista de candidatos proponentes
a deputados caiu sobre os jornalistas
o nome de um paraquedista (na
política, paraquedista é o termo que se
atribui a um tipo que é imposto às estruturas
regionais pelas cúpulas dos
partidos). No caso era o bem-apessoado
deputado João Galamba. Ninguém viu,
de verdade, onde caiu a calote do paraquedas,
se é que alguma vez caiu. Mas
a vinculação da notícia criou um movimento
reativo que acabou por legitimar
a lista proposta pelos socialistas cá
da terra, que leva à cabeça dois autarcas
em fim de ciclo, com trabalho meritório,
boa imagem e sangue fresco. Tudo bem.
Não está em causa o putativo não-acontecimento
João Galamba, o que faz espécie
é como por vezes nós, os jornalistas,
engordamos ainda mais o tal jogo
de aparências que é tão caro aos políticos:
“na política, nem tudo o que parece
ser, é”. Um jogo de espelhos onde o boato,
ou a sua possibilidade, acaba por
ter tanto ou mais valor do que o facto.
Já o PSD, certamente pelo líder regional
e candidato a candidato ter contado as
favas por antecipação, a imposição de
cima da também paraquedista Nilza de
Sena transformou-se logo num facto.
O que não quer necessariamente dizer
que, em bom politiquês, o facto tenha
maior ou menor valor do que o boato.
Aliás, um e outro, o facto e o boato, têm
valia e validade próprias. Aqui estamos
no outro campo: “na política, tudo o que
parece ser, é”. Embora se saiba que, tantas
vezes já se viu esse filme, depressa
aquilo que parece pode deixar repentinamente
de parecer. A substancial diferença
entre um caso e outro tem apenas
a ver com as limpezas. Enquanto uma
nódoa deixada pelo boato sai logo à primeira
lavagem de sabão-macaco. Já a
gordura que o facto faz entranhar no tecido
carece de melhor detergente e de
aditivos de limpeza mais sofisticados. O
PS já tem os trapos a secar no estendal
das eleições e não se notam resquícios
do João Galamba. Mas será que Mário
Simões conseguirá eliminar o borrão
deixado por Nilza de Sena na bandeira
do PSD de Beja?
Diário do Alentejo Edição 1734
Após férias
Editorial
AtmosferaPaulo Barriga
Já paira na atmosfera aquela
aragenzinha muito particular
que costuma aparecer em
tempo de eleições. Aquela bafagem
tão abstrata e indefinida, como nenhuma
outra coisa qualquer. Aquela
brisa onde se misturam o cheiro a
fritos e a persuasão barata. Onde
se confunde o passou-bem com o
passar bem e com o bem passado.
É nestes tempos aturdidos, e apenas
neles, que boa parte dos políticos
até aparentam ser pessoas normais.
Um nadinha exagerados nos
abraços e nos beijinhos, nos sorrisos
e nos afetos, nas calças vincadas
e nas marrafas do cabelo, mas pessoas
normais. Ou quase. As campanhas
eleitorais fazem bem aos políticos
e também nos fazem bem a
nós. Para eles, as campanhas são
uma espécie de “vale-tudo”, de carnaval,
onde podem brincar abertamente
à pantominice, transgredir,
transvestir-se… Enfim, o que quiserem
e bem entenderem. Para nós,
as campanhas são tal e qual aquelas
quermesses paroquianas que dão
sempre prémio, embora normalmente
pechisbeque. Na verdade,
ainda não estamos em campanha
eleitoral, mas já os nossos sentidos
a persentem em todo o seu fulgor.
Os estudantes andam felicíssimos
com as surpreendentes notas alcançadas
nos exames. O reembolso dos
impostos sobre o trabalho chegou a
tempo e horas. O subsídio de férias
veio por inteiro e deixa lá ver como
será no Natal. A coisa está de tal
forma exuberante que até as obras
foram retomadas no IP2. Parece
mentira, não é verdade? Há maquinaria
que estava parada desde 2011
e que agora já anda a remover torrões
de um lado para o outro, há homens
de colete florescente e de capacetes
de plástico nas respetivas
cabeças, há gente dependurada no
betão-armado dos viadutos dando
a ideia que “a coisa é para ir para a
frente e em força”. Embora pareça,
o que agora mesmo ficou entre aspas
não é um slogan de campanha.
É apenas a convicção de um cantoneiro
de estradas entusiasmado
com a ideia de ter trabalho pelo menos
até ao dia das eleições. Que será
lá para outubro. Depois, tudo voltará
ao normal. Os capacetes de
plástico, as notas nos exames, os
políticos, a atmosfera.
Diário do Alentejo Edição 1733
Após férias
EditorialThings
Paulo Barriga
Uma dúzia de deputados do
PCP levou à Assembleia
da República um projeto
de resolução no sentido de excitar
o Governo para o desenvolvimento
do aeroporto de Beja. No essencial,
os parlamentares comunistas pretendem
que a governança assuma
como boas as recomendações emanadas
pelo grupo de trabalho sobre
o aeroporto que foi criado e extinto
em 2012. No essencial, a iniciativa
parlamentar comunista subscreve
as propostas e conclusões do dito
grupo de trabalho. Pouco ou nada
mais acrescentando, em termos de
substância, sobre um assunto que
para o País adquiriu o estatuto de
anedota. Para o Alentejo um travo
de desilusão. E para o Governo um
achaque de Branca de Neve após
mordiscar a maçã envenenada.
Em termos de espessura política,
o PCP subscreve aquilo que qualquer
pessoa atinada pode pensar
sobre a coisa: os atual e anterior governos
apenas construíram a aerogare
de Beja porque ficaram reféns
do próprio processo e não havia
forma de o não concretizar. No entanto,
isso não diz o PCP mas cá vos
deixo, em cada passo avante que o
aeroporto deu na sua materialização
física, dezenas de recuos foram
dados na sua operacionalização e
sustentabilidade. Para não gerar fadiga,
recordo apenas a mirabolante
instalação em Évora da empresa
brasileira Embraer, o desmantelamento
da ferrovia ou o abandono
dos principais itinerários rodoviários
circundantes ao aeroporto.
Estas sim foram iniciativas de má-
-fé, premeditadas, que aniquilaram
à nascença este equipamento. Nós
diríamos “tolice”, “asneira” ou “absurdo”
se nos apresentassem, como
nos apresentaram, um aeroporto
novinho em folha, sem um plano
de negócios e sem sequer uma estrada
que lhe possa assistir. Os ingleses
têm melhor definição: nonsense.
Por falar em língua inglesa,
regressemos ao projeto de resolução
do PCP, mas agora com a ajuda de
um tradutor, mais concretamente
àquela parte onde se reclama que o
aeroporto de Beja deve ser transformado
“num hub do cluster aeronáutico
em Portugal”. Hub quer dizer
qualquer coisa como “plataforma
giratória”, uma espécie de grande
aeroporto central por onde passa
a maior parte dos voos. Já cluster é
uma palavra que pode ser substituída
por “fileira”, o conjunto das atividades
e dos negócios que têm a
ver, neste caso, com a aviação. Ou
seja o PCP acha, e eu concordo, que
o por ora murcho casão de Beja deverá
amanhã florir e resplandecer
como um grande aeroporto central
da fileira aeronáutica portuguesa.
Concordo, embora reconheça que
talvez tudo isto não passe de um sonho
numa noite de verão. De um
midsummer night’s dream, como
ironizaria Shakespeare.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
domingo, 26 de julho de 2015
Já está na forja...!
Após a classificação pela UNESCO no dia 27 de novembro de 2014, e no ano em que o Município de Beja deliberou que 2015 seria o Ano Municipal do Cante, o Grupo Coral de Baleizão subiu ao palco do Pax Júlia para gravar mais um CD de cante às vozes.
Durante o dia de ontem e a manhã de hoje, o estúdio "Toste" recolheu mais de uma dúzia de modas que irão, brevemente dar corpo a este novo álbum.
A saber este trabalho do produtora Açor, pretende recolher por todo o território nacional o maior numero possível de registo de polifonias, que irão fazer parte da coletânea "Folclore Português".
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