domingo, 27 de setembro de 2015

Rally Cidade de Serpa - Carlos Martins vence em Casa



Foto Reportagem

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1744

Editorial
Suão
Paulo Barriga

Há muito que não corria
em Portugal um vento tão
fraturante como este que
agora se faz sentir. A aragem corre
do quadrante Sul. No Alentejo costumamos
apelidar este fenómeno
de “suão”. Coisa abafada e asfixiante
e intolerável, por vezes. O
suão que hoje nos atinge, como
todo e qualquer bom suão, também
é pegajoso. Cola-se à pele. A
questão é que este suão não é propriamente
uma massa de ar. É uma
“massa de pessoas”. De gente que,
como o vento, tenta migrar de regiões
com “altas pressões” para outras
onde a pressão é inferior. São
as dinâmicas normais da natureza.
Embora muitas vez se exclua
o Homem dos processos naturais.
Ou o Homem se exclua da própria
natureza. Não é difícil explicar o
modo como se deslocam as massas
de ar sobre a superfície da terra. Já
o mesmo não se dirá sobre as causas
que levam as massas humanas
a arrastarem-se sobre o mapa. A
guerra, a fome, o clima... Quando
nestes dias as televisões nos atiram
à cara milhares de seres humanos
a galgarem fronteiras apenas
com a roupa que trazem agarrada
ao corpo, o que nos está a mostrar
não é somente o drama dessa
gente, o terror que se esconde para
lá de cada um daqueles rostos, é o
medo. Mas não o medo que levou
essa mole humana a largar as suas
famílias, as suas casas, os seus lugares,
as suas pátrias. É o medo de
quem assiste ao drama de pantufas
calçadas. É o nosso próprio medo.
Um medo animalesco. Primário.
Tão mesquinho e tão repulsivo
como o terror que é imposto aos
migrantes nas suas terras de origem.
Como mesquinhos e imprudentes
são os argumentos daqueles
que se recusam a receber estas
pessoas na sua soleira. Dizem que
é gente de pouca confiança, que
ali pelo meio há terroristas, que
nos vêm islamizar, que não respeitam
nada nem ninguém, que nos
vêm retirar aquilo que é nosso…
Enfim, que é gente bárbara e nada
recomendável. Portugal é historicamente
um país de migrantes.
Ainda nos últimos anos, contas
por baixo, perto de meio milhão
de portugueses zarpou daqui para
fora. Pessoas que foram igualmente
impelidas pela fome e por um formato
de terrorismo mais “requintado”
a que os políticos gostam de
chamar austeridade. Estes portugueses,
estes nossos irmãos, foram
como costuma ir o vento: fugiram
às altas pressões. Para um qualquer
lugar que agora também já
lhes pertence. Julgar que os outros
são inferiores aos nossos é um cálculo
errado e de perfeita negação. É
certo que o suão, quando sopra cálido,
é quase irrespirável. Mas não
foi o povo português que inventou
o provérbio “o sol quando nasce é
para todos”?

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Rali Flor do Alentejo - Cidade de Serpa - 26 e 27 de setembro



Veja aqui os troços


Programa e horários

CONCENTRAÇÃO MOTARD ALMODÔVAR


Feira D’Aires de 25 a 28 de setembro de 2015

ÁTOA, António Zambujo e D.A.M.A. são os cabeças de cartaz de mais uma edição da Feira D’Aires que começa dia 25 setembro, em Viana do Alentejo.

Festas Póvoa de São Miguelde 24 a 29|set|2015

24/09 - Quinta-Feira

08:00h Alvorada de Morteiros 
10:00h Abertura do Som de Rua
18:00h Apresentação do Livro da Terra
22:00h Rui Chora 

25/09 - Sexta-Feira

08:00h Alvorada de Morteiros 
10:00h Abertura do Som de Rua 
22:00h Sevilhanas “A Mi Manera” 
22:30h M&M
00:30h Largada Tradicional
01:30h Espéctaculo com o artista Miguel Azevedo Musico

26/09 - Sábado

08:00h Alvorada de Morteiros
09:00h Alvorada com a Banda Mouranense
10:00h Abertura do som de Rua
16:15h Corrida de Touros
22:00h Classe Operária
00:00h Fogo de artifício EUSISANTOS - IND DE PRODUTOS PIROTÉCNICOS, LDA.
00:15h Espéctaculo com o artista JOSÉ CID
02:00h GANDA BANDA
05:00h DeeJhy

27/09 - Domingo

08:00h Alvorada de Morteiros
09:00h Alvorada com a Banda Mouranense
10:00h Abertura do som de Rua
16:15h Novilhada (Ver programa próprio)
22:00h Va-de-moda
23:30h Sonido Andaluz
01:30h Estado-Maior

28/09 - Segunda-Feira

08:00h Alvorada de Morteiros
16:00h Vacada na praça de Touros
22:00h Ruben Filipe

29/09 - Terça Feira

08:00h Alvorada de Morteiros
15:30h Missa Solene
16:30h Procissão em Honra do Padroeiro
S.Miguel pelas principais ruas da aldeia
22:00h Jorge Nunes
01:30h Largada no Largo Luís de Camões

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1743



Editorial

Paulo Barriga

Os cientistas vieram dizer
por estes dias aquilo
que o comum dos mortais
há muito tempo sabia. Ou, se
não sabia, pelo menos desconfiava.
Fortemente. A crise económica que
se abateu sobre o País fez disparar
a taxa de suicídio em Portugal de
forma assustadora. Para se ter uma
ideia, na viragem do século o flagelo
estava a sofrer um recuo na ordem
dos cinco por cento. Em 2012,
no zénite da austeridade, essa tendência
inverteu de forma diametral,
situando-se o aumento da incidência
de suicídios em mais de
22 pontos percentuais. A geografia
da calamidade também não é
surpreendente, ainda que carregue
consigo uma novidade: o Alentejo
continua a ser a região de Portugal
onde o suicídio é mais frequente,
embora a “mancha” se esteja a
alastrar a todo o interior centro e
norte. As causas deste “surto”, que
já aparenta feições de “epidemia”,
estão ao nível dos mais elementares
e fundamentais dos direitos
humanos: pobreza material e social,
privação no acesso aos cuidados
de saúde, iliteracia, isolamento
provocado pelo êxodo rural, fracas
condições de habitabilidade… A
incidência de suicídios nas regiões
do interior (46 por cento mais do
que nas grandes cidades) é assustadora
e revela, hoje mais do que
nunca, que já não existe um só País.
O mapa de Portugal está em definitivo
rasgado ao meio. E o rasgão
percorre-o de alto a baixo, longitudinalmente,
numa linha certeira e
cirúrgica. Que separa o litoral, sadio
e vigoroso, desta espécie de tumor
maligno em que os poderes
centrais transformaram o interior
ao longo das diferentes legislaturas.
O suicídio não é um problema
isolado, nem individual. É apenas
o mais dramático dos afloramentos
que o desespero, a falta de esperança
e o abandono social consegue
tomar. Por muitas voltas que
se lhe dê, por muitas maquilhagens
que se lhe façam, as responsabilidades
políticas sobre o estado
a que chegou o Portugal rural tem
rostos. E esses rostos vão a votos
nas eleições que se avizinham. Pelo
que, de uma vez por todas, em vez
de bailaricos e abracinhos, era importante
que os partidos com aspirações
a governar este País, rasgado
em dois, demonstrassem de
facto ao que vêm e ao que andam.
Que soluções imediatas, concretas,
urgentes, têm para esta gente que
não teme dependurar-se numa oliveira
ou que simplesmente apanha
a carreira daqui para fora. Sem
olhar para trás. Em tempo de eleições
o futuro é sempre muito risonho,
promissor, auspicioso. Mas
para o território interior, com todas
as doenças terminais que o
acomete, mal nutrido de esperança,
à beira do deserto, o futuro
é inadiável. É hoje mesmo. É agora.
É já! Percebem?

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Torneio de Futsal Beja



O Núcleo de Árbitros de Futebol Armando Nascimento - Beja organiza neste próximo sábado, dia 19 de Setembro, um Torneio de Futsal.
Participarão as seguintes equipas:
- Despertar SC
- ACD Luzerna
- NS Moura
- Ourique DC

Meias Finais às 15h e 17h.
19h00 - Demonstração de Muay Thai
20h00 - Jogo 3º/4º Lugar
22h00 - Final

Beja celebra Semana Europeia da Mobilidade


Clube de Patinagem de Beja - Jantar Reentré 18|set|15


Feira de Ferreira do Alentejo 18 a 20|set|15


Passeio de Clássicos de Beja 19|set|15



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1742

Editorial
11/9
Paulo Barriga

Há 14 anos, por volta da hora a
que passam os telejornais do almoço
em Portugal, espatifou-
-se contra a torre norte do World Trade
Center, em Nova Iorque, o primeiro dos
quatro aviões comerciais desviados por
comandos suicidas da Al-Qaeda. Um
atentado terrorista sem precedentes que
não apenas chocou o mundo, como lhe
mudou em definitivo a própria face. A
11 de setembro de 2001 a Humanidade
inaugurou uma nova era: a era do medo
global. De forma tardia, num sobressalto,
o Ocidente percebeu por fim que a violência
extrema e o terrorismo não eram coisas
exclusivas da indústria cinematográfica.
E que, tal como os hambúrgueres ou
como os dispositivos eletrónicos, o terror
também tinha acedido aos canais da
globalização. Como se veio a comprovar
mais tarde em Londres, Madrid, Paris
ou Boston. A guerra é a guerra. Embora
nenhum arsenal militar seja suficientemente
letal para combater um inimigo
invisível. Imprevisível. Cuja base de comando
ocupa um território interior: o
território do rancor. De um rancor que
vai muito para lá da aversão, que vai
muito para lá da compreensão, que vai
muito além da própria vida enquanto valor
fundamental. E, neste aspeto, a reação
dos EUA aos crimes do 11 de Setembro,
foi também ela um atentado. Em meia-
-dúzia de dias se fez aprovar o chamado
Ato Patriótico, cujo articulado antiterrorista
lançou as bases da “guerra ao terror”.
Na Casa Branca, a cara pintada
no centro do alvo era a de Ossama Bin
Laden, o líder da Al-Qaeda, então refugiado
no Afeganistão dos talibãs. George
Bush, enfatizando um discurso religioso
ultraconservador, mostrava-se ao
mundo como o novo cruzado contra o
“eixo do mal”. A guerra no Afeganistão,
lançada pouco mais de um mês após o 11
de Setembro e cujo prazo era de dois dias,
ainda hoje perdura. O Iraque de Saddam
Hussein era o segundo prato do cardápio
do presidente norte-americano, cuja
máquina de guerra se instala no pó do
deserto em março de 2003. Uma ofensiva
que não deixará pedra sobre pedra.
E que vai mostrando ao mundo os equívocos
quanto às motivações que presidiram
àquela campanha, as modernas formas
de tortura e a grande inovação para
presos alegadamente terroristas, detidos
arbitrariamente e sem direito a julgamento
mas com estadia garantida na
ilha caribenha de Cuba, de fronte para a
baía de Guantanamo. A ideia peregrina
da administração Bush de “aniquilar”
o terrorismo mundial deu no que deu.
Estilhaçaram-se os equilíbrios políticos,
étnicos, tribais e religiosos em boa parte
do mundo islâmico. Multiplicaram-se os
conflitos civis armados. Fundaram-se
aberrações transfronteiriças como o
Estado Islâmico. E inaugurou-se a maior
vaga de refugiados de que há memória
desde o tempo das SS. Faz hoje 14
anos que os piratas do ar levaram os aviões
para cima das Torres Gémeas e do
Pentágono. Mas o 11 de Setembro continua
a perdurar no que resta da cidade
histórica de Palmira, numa barcaça sobrelotada
em pleno Mediterrâneo, numa
estação de comboios de Budapeste… Ou
simplesmente numa amarga fotografia
obtida numa praia da Turquia.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

33ª Ovibeja agendada para a semana de 21 a 25 de Abril de 2016

A próxima edição da Ovibeja, que já está a ser preparada, realiza-se de 21 a 25 de Abril de 2016. 

Aqui fica o Cartaz Oficial


Passeio da Memória - 19|set|15 - Beja




Caminhada Solidária em 18 cidades assinala
Dia Mundial da Doença de Alzheimer

·         5ª Edição do Passeio da Memória tem lugar em 18 cidades por todo o país;
·         21 de SetembroL: Dia Mundial da Doença de Alzheimer
·         Mais de 182 mil pessoas em Portugal sofrem de Demência. Em 2040, este número poderá chegar a 364 mil.
O Dia Mundial da Doença de Alzheimer, comemora-se a 21 de Setembro e, para o assinalar, Alzheimer Portugal promove, dias 19, 20 e 21 Setembro, a quinta edição do Passeio da Memória, em 18 cidades portuguesas:

19 de Setembro de 2015
09:30h | Beja, Bragança

Planície Mediterrânica 11,12 e 13|set|15 - Castro Verde



5ª Maratona BTT de Castro Verde 20|set|15

A 20 de setembro, a Associação 100 Trilhos organiza a 5ª edição da Maratona BTT de Castro Verde.

Com epicentro no Parque da Liberdade, a prova decorre a partir das 9h00, e vai percorrer 70 km por trilhos, caminhos rurais e estradas municipais dos concelhos de Castro Verde e Almodôvar, dividida em três percursos: mini-maratona, com 25 km, meia-maratona, com 45 km, e maratona, com 70 km.

A organização prevê a participação de 300 a 400 “BTTistas”, o que, tal como em anos anteriores, proporcionará um dos maiores eventos desportivos do concelho de Castro Verde.

As inscrições decorrem até 16 de setembro e podem ser efetuadas através do site www.100trilhos.pt .

A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Castro Verde e com o patrocínio da Águas do Vimeiro, Bike Zone, Caixa de Crédito Agrícola, Emotion e Gride.