Editorial
Parvos
Paulo Barriga
“Ou és parvo ou és de
Beja”. É com esta depreciação
popular
que em Évora se costumam rotular
os habitantes da cidade vizinha
mais a Sul. Já em Beja, o trato que de
forma maliciosa se dá aos eborenses
passa pela alcunha de “fecha a
roda”. Não é de hoje, e nem sempre
foi tão mansa, a rivalidade entre as
duas principais cidades do Alentejo.
Embora o motivo que leva ao desagrado
de Beja em relação a Évora tenha
barbas de tão velho que é e seja,
em regra, um e apenas um: a deslocação
de bens e de serviços de sul
para norte. Recorrência que, nos últimos
tempos, voltou a ganhar peso
e largura com a questão, imagine-
-se, da aeronáutica e assuntos afins.
Nesta matéria Beja leva bons anos
de avanço em relação a Évora. Quer
pela criação da BA11, em 1964, quer
pela inauguração do terminal civil,
em 2011. Com sustento nesta “tradição”
e nas infraestruturas entretanto
criadas, torna-se absolutamente
impossível explicar a um
bejense que as indústrias e os polos
de investigação do setor aeronáutico
estejam a ser canalizadas na totalidade
para Évora, onde apenas existe
um pequeno aeródromo municipal
(como, aliás, também existe em
Beja, embora o estado de abandono
e de degradação a que chegou roce a
vergonha). Esta semana caiu a notícia
que parece ter feito transvazar o
copo. Novamente. O helicóptero do
Instituto Nacional de Emergência
Médica estacionado em Beja, na
BA11, voou em definitivo para o aeródromo
de Évora. Justificação do
INEM: Indisponibilidade de manutenção
e de acolhimento na base de
Beja, em função do exercício militar
da NATO que aí decorre. Então
e quando terminarem os jogos de
guerra, o helicóptero regressa a
Beja? Resposta do INEM: não, a colocação
do helicóptero em Évora é
a que melhor serve as necessidades
da população. Através de mapas
comparativos da área de intervenção
do helicóptero, o “Diário do
Alentejo” demonstra como é falso
este argumento do INEM e como,
uma vez mais, por meros motivos
político-administrativos ou o diabo
que o valha, o maior distrito do País
perde um equipamento fundamental,
deixando uma fração considerável
do território sem assistência
médica de emergência. Já boa
parte do mapa mais a norte (isto
não é para rir, é para chorar) pode
optar pelos meios aéreos existentes
em Ponte de Sor e em Évora. São estes
jogos de bastidores, avelhacados
e nada transparentes, que, de forma
lamentável, deitam por terra a ideia
de uma só região Alentejo. E que
atiram para as calendas a pacificação
dos ânimos entre Beja e Évora.
Assim sendo, lá vão uns prosseguindo
o fecho da roda. E outros a
serem comidos como parvos.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Single de apresentação dos Tais Quais chega hoje às rádios nacionais
O grupo português lança esta quarta-feira nas rádios nacionais o seu single de apresentação.
O single de apresentação dos Tais Quais - grupo composto por Tim, João Gil, Celina da Piedade, Paulo Ribeiro, Sebastião Santos, Vitorino, Serafim e Jorge Palma – chama-se ‘Algibeira’ e chega hoje às rádios nacionais, sendo que já se encontra disponível digitalmente.
“Os Tais Quais prometem espalhar a sua música pelo país. E fazer novos amigos pelo caminho. Eles que se juntem. A mesa está posta. Há petiscos, há vinho, há cadeiras onde sentar e uma, duas violas à mão. Sobretudo, há gente unida pelo prazer de se encontrar e trocar histórias”, é desta forma que o grupo se descreve e quer ser conhecido no país.
Caso pretenda ouvir o primeiro single, poderá fazê-lo aqui:
CULTURA MÚSICA13:21 - 16/09/15POR NOTÍCIAS AO MINUTO
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Diário do Alentejo Edição nº 1748
Editorial
A baixo
Paulo Barriga
Em outubro de 2010, um incêndio
de grandes proporções
consumiu o Gabinete Técnico
da Câmara Municipal de Beja. Foram
irreparáveis os danos causados num
edifício que se situava bem no coração
da cidade, na confluência da rua
da Moeda com a praça da República.
Mas como uma verdadeira Fénix
que renasce da sua própria combustão,
sob os escombros vieram à
luz do dia peças fundamentais para
completar o puzzle da mais importante
cidade romana do sudoeste peninsular:
Pax Julia. Trabalhos arqueológicos
trouxeram desde logo à
superfície vestígios de um templo dedicado
ao imperador Tibério (14-37
d.C.). Uma construção muito semelhante
ao templo de Diana, em Évora,
mas de maiores dimensões, e que é o
único do género em toda a extensão
do antigo império romano por conservar
na integralidade o tanque de
água circundante. Esta edificação foi
parcialmente identificada por Abel
Viana em 1942, aquando da construção
do depósito de água de Beja. Mas
o que o arqueólogo então não constatou
foi que esse mesmo equipamento
estava a ser levantado nas fundações
de um outro templo ainda mais antigo,
dedicado a Augusto (25-15 a.C.,)
e que remonta ao tempo da fundação
da própria cidade. Assim como não
vislumbrou o pórtico do fórum de
Pax Julia, estrutura que se estende até
à rua dos Infantes e que testemunha
a imponência da cidade desaparecida
e hoje reencontrada. Os textos antigos
bem nos falavam da importância
desta cidade ao tempo da expansão
do império de Roma. Diferentes vestígios
aparecidos aqui e ali, por norma
fora do local de origem, também foram
ajudando a confirmar essa ideia.
Mas, para o bejense (ou pacense) comum,
a ideia de Pax Julia, por ausência
de prova substancial, monumental,
nunca deixou de ser uma lenda.
Uma história de encantar cuja veracidade
pecava por defeito, por falta de
prova firmada no terreno. Por fim, alguns
dos mais importantes edifícios
de Pax Julia estão ali, bem à mão de
semear, embora ainda não à vista de
todos. Isto porque naquele preciso
local persiste um depósito de água
construído vai para setenta anos.
Edificação sem relevante interesse
estético ou arquitetónico, acometida
por deficiências estruturais assinaláveis,
e que hoje, segundo os especialistas
na matéria, não tem qualquer
utilidade para os fins que presidiram
ao seu levantamento. Bem sei que
este é um assunto que está a encarniçar
muita gente, principalmente pessoas
que têm interesses ou posições
a defender ao nível da política local.
Mas a demolição do depósito de água
para dar espaço a estruturas únicas
datadas do tempo em que esta cidade
foi, de facto, relevante, não me parece
coisa que deva ser colocada no campo
do clubismo político. Para mim, o depósito
de água de Beja não é para ir
mais para a esquerda ou mais para a
direita. É mesmo para ir a baixo.
A baixo
Paulo Barriga
Em outubro de 2010, um incêndio
de grandes proporções
consumiu o Gabinete Técnico
da Câmara Municipal de Beja. Foram
irreparáveis os danos causados num
edifício que se situava bem no coração
da cidade, na confluência da rua
da Moeda com a praça da República.
Mas como uma verdadeira Fénix
que renasce da sua própria combustão,
sob os escombros vieram à
luz do dia peças fundamentais para
completar o puzzle da mais importante
cidade romana do sudoeste peninsular:
Pax Julia. Trabalhos arqueológicos
trouxeram desde logo à
superfície vestígios de um templo dedicado
ao imperador Tibério (14-37
d.C.). Uma construção muito semelhante
ao templo de Diana, em Évora,
mas de maiores dimensões, e que é o
único do género em toda a extensão
do antigo império romano por conservar
na integralidade o tanque de
água circundante. Esta edificação foi
parcialmente identificada por Abel
Viana em 1942, aquando da construção
do depósito de água de Beja. Mas
o que o arqueólogo então não constatou
foi que esse mesmo equipamento
estava a ser levantado nas fundações
de um outro templo ainda mais antigo,
dedicado a Augusto (25-15 a.C.,)
e que remonta ao tempo da fundação
da própria cidade. Assim como não
vislumbrou o pórtico do fórum de
Pax Julia, estrutura que se estende até
à rua dos Infantes e que testemunha
a imponência da cidade desaparecida
e hoje reencontrada. Os textos antigos
bem nos falavam da importância
desta cidade ao tempo da expansão
do império de Roma. Diferentes vestígios
aparecidos aqui e ali, por norma
fora do local de origem, também foram
ajudando a confirmar essa ideia.
Mas, para o bejense (ou pacense) comum,
a ideia de Pax Julia, por ausência
de prova substancial, monumental,
nunca deixou de ser uma lenda.
Uma história de encantar cuja veracidade
pecava por defeito, por falta de
prova firmada no terreno. Por fim, alguns
dos mais importantes edifícios
de Pax Julia estão ali, bem à mão de
semear, embora ainda não à vista de
todos. Isto porque naquele preciso
local persiste um depósito de água
construído vai para setenta anos.
Edificação sem relevante interesse
estético ou arquitetónico, acometida
por deficiências estruturais assinaláveis,
e que hoje, segundo os especialistas
na matéria, não tem qualquer
utilidade para os fins que presidiram
ao seu levantamento. Bem sei que
este é um assunto que está a encarniçar
muita gente, principalmente pessoas
que têm interesses ou posições
a defender ao nível da política local.
Mas a demolição do depósito de água
para dar espaço a estruturas únicas
datadas do tempo em que esta cidade
foi, de facto, relevante, não me parece
coisa que deva ser colocada no campo
do clubismo político. Para mim, o depósito
de água de Beja não é para ir
mais para a esquerda ou mais para a
direita. É mesmo para ir a baixo.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
VI Passeio Demónios Sobre Rodas 31|out|15
Inclui:
Brindes, Reforço, Almoço
E muito divertimento!!!
CONCENTRAÇÃO: 08.00H - PARTIDA: 09.00H
LOCAL DA CONCENTRAÇÃO:
Sede Demónios Sobre Rodas - Escolas de Cima
Inscrições:
SÓCIOS 15 Capacetes
NÃO SÓCIOS 20 Capacetes
Tlm. 963 790 715
Mail. demoniossobrerodas@ hotmail.com
Brindes, Reforço, Almoço
E muito divertimento!!!
CONCENTRAÇÃO: 08.00H - PARTIDA: 09.00H
LOCAL DA CONCENTRAÇÃO:
Sede Demónios Sobre Rodas - Escolas de Cima
Inscrições:
SÓCIOS 15 Capacetes
NÃO SÓCIOS 20 Capacetes
Tlm. 963 790 715
Mail. demoniossobrerodas@ hotmail.com
Noite de Fados 23|out|15 - Beja
Noite de Fados abrilhantada com a actuação de artistas consagrados e apresentação de novos talentos do nosso Distrito.
Bilhetes à venda no quiosque do Hospital de Beja (no átrio central) e contactos através dos telemóveis 961 353 829 e 961 353 843.
6 sorrisos dão, para além do espetáculo, direito a caldo verde, pão, linguiça e bebida (sangria, sumo, água).
Mudança da Hora – 25 Outubro 2015
No dia 25 de Outubro de 2015, tem início o período de “Hora de Inverno”.
Os relógios irão ser atrasados 60 minutos às 2h00 da madrugada de Domingo em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, passando para a 1h00.
Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à 1h00 da madrugada de Domingo, dia 25 de Outubro, passando para a meia-noite (00h00).
Pode consultar mais informação e a legislação aplicável na página:
Baleizão, Um Povo Duas Aldeias
Em memória as que já partiram... e com respeito aos que ainda teimam em testemunhar o passado, preservando o presente e perspetivando o futuro!
Obrigado
XII edição "Terras de Cante" 23 e 24 de Outubro 2015 - BEJA
A XII edição do "Terras de Cante" acontece nos dias 23 e 24 de Outubro e conta com a participação de 4 Tunas convidadas, sendo 3 portuguesas e 1 porto riquenha.
No dia 23, sexta feira, pelas 22h30 realiza-se na Igreja de Misericórdia (Praça da República) a Noite de Serenatas.
No dia 24, sábado, as tunas sobem ao palco do Auditório do Instituto Politécnico de Beja a partir das 21h30.
Tunas participantes:
- TDUP Tuna do Distrito Universitário do PORTO
- BRUNA Tuna Universitária da FIGUEIRA DA FOZ
- TUALLE Tuna Universitária Afonsina de LOULÉ
- TUNAMÉRICA Universitária de PUERTO RICO
Bilhete adquirido no local a partir das 17h00 (preço único): 3,50
Organização - Tuna Universitária de Beja / Associação Trovadores de Beja
Apoios institucionais e à divulgação:
- Câmara Municipal de Beja
- Instituto Politécnico de Beja
- Agrupamento de Escolas Nº1 de Beja
- Diário do Alentejo
- Rádio Voz da Planície
- Rádio Pax
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Retratos do Cante na FNAC de Almada
No Sábado fui ver a exposição Retratos do Cante na Galeria da FNAC de Almada, gostei... se passarem por lá não deixem de visitar, é um espaço muito agradável,
Obrigado a todos o que tornaram possível este projeto.
Obrigado a todos o que tornaram possível este projeto.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Diário do Alentejo Edição 1747
Editorial
Refugado
Paulo Barriga
Durante os últimos quatro
anos o povo português andou
a dançar com a fulana
mais feia. Mas, afinal, havia outra.
Ou melhor, havia outras tipas para
bailar. Se ainda não se sabia, pelo
menos desconfiava-se com profundidade
que o último Governo andava
a impor porções de austeridade
muito para além da dose de remédio
que era conveniente ministrar
ao enfermo. “Não morres da doença,
morres da cura”. Também se sabia
que os partidos mais à esquerda, o
Bloco e o PC, tinham um diagnóstico
muito menos reservado e que,
para estas forças políticas, o doente
sairia de convalescença sem necessidade
de qualquer zaragatoa austeritária.
“Levanta-te e anda”. Já da parte
dos socialistas se sabia que “nem sim
nem não, antes pelo contrário”. Este
era o cenário mais ou menos conhecido
até ao sol-pôr do dia 4 de outubro.
Mas, logo depois, vieram as projeções
eleitorais. E, depois delas, os
resultados oficiais das Eleições. E,
com estes, a balbúrdia que ainda hoje
permanece. Sarapatel que se resume
em duas palavras: “triunfo” e “austeridade”.
Afinal quem é que saiu vencedor
do último ato eleitoral? O PSD
e o CDS que, juntos, tiveram mais votos?
O PS que ficou com a bainha das
calças à meia-canela? Ou a esquerda
mais à esquerda que agora também
diz que quer fazer parte do mando?
As perguntas parecem de fácil resposta,
mas “as aparências iludem”.
Reserve-se a questão do “triunfo”
em lume brando e descasquem-se
agora os véus da “austeridade”. Nos
últimos dias houve grandes avanços
ou, para utilizar um termo caro aos
políticos, grandes evoluções nesta
matéria. O PCP, o BE, Os Verdes e
até o PAN estão dispostos a viabilizar
um governo de esquerdas, nem
que para tanto tenham que engolir
não um sapo, mas antes um sapinho
de austeridade. Por seu turno, o
PSD e o CDS pretendem que se viabilize
um governo de direitas, nem
que para isso tenham de emagrecer
não o sapinho, mas antes o sapo da
austeridade. Quanto ao PS, “nim”.
Ou seja, ao inverso daquilo que foi
dito aos portugueses durante a campanha
pela coligação que esteve no
Governo, a austeridade é necessária,
sim, mas pouco. Ao contrário
daquilo que o BE e o PCP andam a
dizer desde o tempo do Sócrates, se
calhar a coisa apenas lá vai com austeridade,
mas pouca. Quanto ao PS,
o seu líder tem falado muito. Tem falado
muito bem. Mas ainda não falou
nada que jeito tenha. Vertamos então
a “austeridade” já descascada para o
tacho onde repousa o “triunfo” nas
eleições. Cada qual pode mexer o refugado
da forma que mais agrado
lhe causar. E o que temos no final
da fritura? Um cardápio de enganos
e uma profunda derrota da democracia
portuguesa, prontinhos a servir
nos pratos sujos do logro político.
Então, siga o bailo para diante…
Refugado
Paulo Barriga
Durante os últimos quatro
anos o povo português andou
a dançar com a fulana
mais feia. Mas, afinal, havia outra.
Ou melhor, havia outras tipas para
bailar. Se ainda não se sabia, pelo
menos desconfiava-se com profundidade
que o último Governo andava
a impor porções de austeridade
muito para além da dose de remédio
que era conveniente ministrar
ao enfermo. “Não morres da doença,
morres da cura”. Também se sabia
que os partidos mais à esquerda, o
Bloco e o PC, tinham um diagnóstico
muito menos reservado e que,
para estas forças políticas, o doente
sairia de convalescença sem necessidade
de qualquer zaragatoa austeritária.
“Levanta-te e anda”. Já da parte
dos socialistas se sabia que “nem sim
nem não, antes pelo contrário”. Este
era o cenário mais ou menos conhecido
até ao sol-pôr do dia 4 de outubro.
Mas, logo depois, vieram as projeções
eleitorais. E, depois delas, os
resultados oficiais das Eleições. E,
com estes, a balbúrdia que ainda hoje
permanece. Sarapatel que se resume
em duas palavras: “triunfo” e “austeridade”.
Afinal quem é que saiu vencedor
do último ato eleitoral? O PSD
e o CDS que, juntos, tiveram mais votos?
O PS que ficou com a bainha das
calças à meia-canela? Ou a esquerda
mais à esquerda que agora também
diz que quer fazer parte do mando?
As perguntas parecem de fácil resposta,
mas “as aparências iludem”.
Reserve-se a questão do “triunfo”
em lume brando e descasquem-se
agora os véus da “austeridade”. Nos
últimos dias houve grandes avanços
ou, para utilizar um termo caro aos
políticos, grandes evoluções nesta
matéria. O PCP, o BE, Os Verdes e
até o PAN estão dispostos a viabilizar
um governo de esquerdas, nem
que para tanto tenham que engolir
não um sapo, mas antes um sapinho
de austeridade. Por seu turno, o
PSD e o CDS pretendem que se viabilize
um governo de direitas, nem
que para isso tenham de emagrecer
não o sapinho, mas antes o sapo da
austeridade. Quanto ao PS, “nim”.
Ou seja, ao inverso daquilo que foi
dito aos portugueses durante a campanha
pela coligação que esteve no
Governo, a austeridade é necessária,
sim, mas pouco. Ao contrário
daquilo que o BE e o PCP andam a
dizer desde o tempo do Sócrates, se
calhar a coisa apenas lá vai com austeridade,
mas pouca. Quanto ao PS,
o seu líder tem falado muito. Tem falado
muito bem. Mas ainda não falou
nada que jeito tenha. Vertamos então
a “austeridade” já descascada para o
tacho onde repousa o “triunfo” nas
eleições. Cada qual pode mexer o refugado
da forma que mais agrado
lhe causar. E o que temos no final
da fritura? Um cardápio de enganos
e uma profunda derrota da democracia
portuguesa, prontinhos a servir
nos pratos sujos do logro político.
Então, siga o bailo para diante…
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Feira de Castro 17 e 18 outubro 2015
PROGRAMA CULTURAL DA FEIRA DE CASTRO
16 E 17 DE OUTUBRO
ESPETÁCULO DA FEIRA
MOÇOS D’UMA CANA
Apresentação do Disco “Nos Bancos da Minha Escola”
ENTRADA LIVRE
Na sexta-feira à noite, 16 de outubro, terá lugar no Cineteatro Municipal o Espetáculo da Feira de Castro que tem, este ano, como convidados o grupo de violas campaniças “Moços D’uma Cana” que aqui apresentarão o seu primeiro disco “Nos Bancos da Minha Escola”. Um trabalho que representa o início de uma nova etapa para o jovem grupo de tocadores e que é apresentado numa altura simbólica para a viola campaniça: a Feira de Castro. Nele há cante a vozes e viola campaniça a partilhar sonoridades com outros instrumentos. Um espetáculo a não perder!
DESFILE DE BANDAS | FOLCLORE ALGARVIO | DESFILE DE CORAIS ALENTEJANOS
DESPIQUE E BALDÃO | MOSTRA DE AVES | EXPOSIÇÃO E CONCURSO CANINO
No sábado, dia 17 de outubro, há Desfile de Bandas Filarmónicas pelas principais artérias de Castro Verde e ruas da Feira, e a partir das 15h00, há Folclore Algarvio com o Rancho Folclórico de S. Bartolomeu de Messines, na Praça da República.
O tradicional desfile de corais - Planície a Cantar - está agendado para as 16h00 de sábado, e decorrerá da Rua D. Afonso I até à Praça da Liberdade. Aqui desfilam onze grupos corais numa homenagem ao cante e ao Alentejo.
À noite, a partir das 21h00, a Cortiçol, em colaboração com a Câmara Municipal de Castro Verde, promove, no Fórum Municipal, o XXV Encontro de Tocadores de Viola Campaniça e Cantadores de Despique e Baldão, dinamizando um dos traços culturais mais genuínos da história da Feira - o cante ao desafio.
A Exposição Canina de Raças Portuguesas, (11h00) e o Concurso Canino (15h00), agendados para o Parque Infantil, voltam a marcar presença neste programa da Feira de Castro, numa organização da autarquia e do Clube Português de Canicultura.
Durante estes dias poderá ainda visitar a III Mostra de Aves de Castro Verde, no Pavilhão de Mostras do Largo da Feira, numa iniciativa promovida pelo Clube Ornitológico de Castro Verde, com o apoio da Câmara Municipal de Castro Verde. A Mostra pode ser visitada a partir das 10h00, no dia 17 de outubro.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Diário do Alentejo Edição 1746
Editorial
… República
Paulo Barriga
O P re s ident e da…
República faltou às comemorações
da implantação
da… República, cerimónia
simbólica que decorreu
no preciso local onde há 105 anos
foi proclamada a… República,
porque não queria falar em público
sobre os resultados das
eleições para a Assembleia da…
República. Que o partido de
Cavaco não passe grande cavaco
à… República, a extinção
do feriado de 5 de outubro é boa
prova disso, é uma coisa. Outra,
bem diferente, é que o próprio
morador do palácio que tem o
estandarte nacional dependurado
à porta o faça. Para tudo na
vida há desculpas. Umas mais
esfarrapadas do que outras. A
que Cavaco Silva apresentou foi,
mais ou menos, esta: o momento
político exige absoluta reflexão,
profundo recolhimento e nenhuma
imprudência por parte
da primeira figura do Estado.
Sou tentado a concordar em profundidade
com o Presidente que
faltou à festa da… República.
Bem vistas as coisas, o Portugal
político e económico de há cento
e poucos anos atrás não era assim
tão diferente daquilo que é
hoje. Tal como agora, coisa crónica,
o País andava com uma
mão atrás e outra à frente. Tal
como agora, a Casa Real e a corte
gastavam mais do que aquilo
que tinham e lhes era permitido.
Tal como agora, Portugal vivia
sob um enxovalhante “memorando”
imposto por potências
estrangeiras. Tal como agora
“austeridade” era a palavra de
ordem, mas apenas para os mais
desprotegidos. Tal como agora
havia dois partidos que arregimentavam
clientela e se perpetuavam
no poder, servindo-
-se rotativamente do banquete
que os dinheiros públicos ainda
conseguiam gerar. Cavaco Silva,
talvez por ainda ser Presidente
da… República, deve ter-se
apercebido destas semelhanças.
E daí a necessidade inadiável
de refletir sobre o estado da
política no dia da… República.
É que ao barril de pólvora atrás
reproduzido faltou ainda incluir
o rastilho e chegar-lhe o fósforo:
ditadura, perseguições, prisões,
atentados, revolução armada,
mudança de regime. É evidente
que o clima que conduziu à implantação
da… República, apesar
das similitudes, vai longe
e está longe de ser replicado no
século XXI. Mas se não foi pelas
parecenças, por que razão
terá o Presidente da… República
faltado às comemorações da…
República? Os resultados do futebol
no fim de semana não me
parecem uma boa desculpa…
… República
Paulo Barriga
O P re s ident e da…
República faltou às comemorações
da implantação
da… República, cerimónia
simbólica que decorreu
no preciso local onde há 105 anos
foi proclamada a… República,
porque não queria falar em público
sobre os resultados das
eleições para a Assembleia da…
República. Que o partido de
Cavaco não passe grande cavaco
à… República, a extinção
do feriado de 5 de outubro é boa
prova disso, é uma coisa. Outra,
bem diferente, é que o próprio
morador do palácio que tem o
estandarte nacional dependurado
à porta o faça. Para tudo na
vida há desculpas. Umas mais
esfarrapadas do que outras. A
que Cavaco Silva apresentou foi,
mais ou menos, esta: o momento
político exige absoluta reflexão,
profundo recolhimento e nenhuma
imprudência por parte
da primeira figura do Estado.
Sou tentado a concordar em profundidade
com o Presidente que
faltou à festa da… República.
Bem vistas as coisas, o Portugal
político e económico de há cento
e poucos anos atrás não era assim
tão diferente daquilo que é
hoje. Tal como agora, coisa crónica,
o País andava com uma
mão atrás e outra à frente. Tal
como agora, a Casa Real e a corte
gastavam mais do que aquilo
que tinham e lhes era permitido.
Tal como agora, Portugal vivia
sob um enxovalhante “memorando”
imposto por potências
estrangeiras. Tal como agora
“austeridade” era a palavra de
ordem, mas apenas para os mais
desprotegidos. Tal como agora
havia dois partidos que arregimentavam
clientela e se perpetuavam
no poder, servindo-
-se rotativamente do banquete
que os dinheiros públicos ainda
conseguiam gerar. Cavaco Silva,
talvez por ainda ser Presidente
da… República, deve ter-se
apercebido destas semelhanças.
E daí a necessidade inadiável
de refletir sobre o estado da
política no dia da… República.
É que ao barril de pólvora atrás
reproduzido faltou ainda incluir
o rastilho e chegar-lhe o fósforo:
ditadura, perseguições, prisões,
atentados, revolução armada,
mudança de regime. É evidente
que o clima que conduziu à implantação
da… República, apesar
das similitudes, vai longe
e está longe de ser replicado no
século XXI. Mas se não foi pelas
parecenças, por que razão
terá o Presidente da… República
faltado às comemorações da…
República? Os resultados do futebol
no fim de semana não me
parecem uma boa desculpa…
terça-feira, 6 de outubro de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
sábado, 3 de outubro de 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















