segunda-feira, 9 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
19º Festival Internacional de Balões e Ar Quente
Por favor consulte as informações gerais de voo aqui:https://goo.gl/MQiv07
Informamos desde já que não é possível fazer reservas e marcações de voo.
Informamos desde já que não é possível fazer reservas e marcações de voo.
Diário do Alentejo Edição nº 1750
Editorial
Albufeira
Paulo Barriga
Quem é vivo, mesmo quando
aparentemente morto e enterrado,
sempre aparece.
Há muito que não era visto nem achado
o sr. Polis. Lembra-se dele? Daquele
monstrinho que António Guterres
criou em 2000 e que José Sócrates
gostava de trazer à trela? Recorda-se
daquele mastim que tudo abocanhava
em nome da suposta regeneração
urbanística e ambiental das cidades?
Pois ele aí está de novo e em todo
o seu esplendor nas enxurradas de
Albufeira. Já lá iremos. O Programa
Polis, cruzes credo, é um marco para
o País. É a linha de partida na corrida
desenfreada de Portugal rumo ao
precipício financeiro e moral. A ideia
fundadora do Polis era muito simples:
alimentar a máquina das obras
públicas que tinha sido engendrada
por volta de 1993/1994 para a Expo
de Lisboa. Não é por acaso que coube
à própria Parque Expo, finda a festa,
a gestão centralizada dos diferentes
Polis. Era necessário nutrir a insaciável
fornalha do despesismo. Sem
olhar a meios. A mama, pensava-se
na altura, era grande e dava para todos.
As dívidas contraídas, dizia-se,
não eram para pagar, eram para ser
geridas. E assim se formaram empresas
diferenciadas em todas as zonas
de intervenção Polis. Com os devidos
conselhos de administração, assessorias
e demais cortesias. Entidades
onde a incompetência, os interesses
pessoais e as negociatas duvidosas
grassavam com despudor. Do mal
o menos, dirá a esta distância o amável
leitor. Desde que as coisas tenham
ficado bem-feitas e as cidades melhoradas
na sua atratividade e competitividade
urbana… Pois aí é que está.
O Polis não apenas desvirtuou o coração
das cidades, uniformizando-
-as a poder de lajedos de fraco calibre,
roubando-lhes o seu cunho próprio e
diferenciador, como fez aninhar nos
centros históricos projetos de inquestionável
mau-gosto, desgarrados, sem
articulação entre si e implementados
com recurso a materiais débeis, perecíveis
e sem dignidade, embora grandes,
no que toca à fatura. Os exemplos
da desdita do Polis são tantos e a sua
geografia tão vasta que seria penoso
enumerá-los. Mas podemos olhar
para Beja. Para os crimes de lesa-património
que foram cometidos na
praça da República, no largo de Santo
Amaro, no jardim do Bacalhau ou na
avenida Miguel Fernandes. O Polis
tolheu a cidade bem no seu âmago.
Feriu-a no seu íntimo. E não se pode
dizer que tenha sido apenas uma
oportunidade perdida. Não, são três
oportunidades perdidas. Primeiro,
a destruição irreparável do bom que
estava feito. Depois, a implementação
de verdadeiros tumores urbanos.
Por fim, e para lá caminhamos, a necessária
e onerosa remoção desses inchaços
malignos. Em Albufeira, no
último fim de semana, revoltando-
-se contra as asneiras ali cometidas, a
natureza deu uma ajuda. Esperemos
que os gestores e empreiteiros do
Polis Albufeira se cheguem à frente…
para pagar a fatura.
Albufeira
Paulo Barriga
Quem é vivo, mesmo quando
aparentemente morto e enterrado,
sempre aparece.
Há muito que não era visto nem achado
o sr. Polis. Lembra-se dele? Daquele
monstrinho que António Guterres
criou em 2000 e que José Sócrates
gostava de trazer à trela? Recorda-se
daquele mastim que tudo abocanhava
em nome da suposta regeneração
urbanística e ambiental das cidades?
Pois ele aí está de novo e em todo
o seu esplendor nas enxurradas de
Albufeira. Já lá iremos. O Programa
Polis, cruzes credo, é um marco para
o País. É a linha de partida na corrida
desenfreada de Portugal rumo ao
precipício financeiro e moral. A ideia
fundadora do Polis era muito simples:
alimentar a máquina das obras
públicas que tinha sido engendrada
por volta de 1993/1994 para a Expo
de Lisboa. Não é por acaso que coube
à própria Parque Expo, finda a festa,
a gestão centralizada dos diferentes
Polis. Era necessário nutrir a insaciável
fornalha do despesismo. Sem
olhar a meios. A mama, pensava-se
na altura, era grande e dava para todos.
As dívidas contraídas, dizia-se,
não eram para pagar, eram para ser
geridas. E assim se formaram empresas
diferenciadas em todas as zonas
de intervenção Polis. Com os devidos
conselhos de administração, assessorias
e demais cortesias. Entidades
onde a incompetência, os interesses
pessoais e as negociatas duvidosas
grassavam com despudor. Do mal
o menos, dirá a esta distância o amável
leitor. Desde que as coisas tenham
ficado bem-feitas e as cidades melhoradas
na sua atratividade e competitividade
urbana… Pois aí é que está.
O Polis não apenas desvirtuou o coração
das cidades, uniformizando-
-as a poder de lajedos de fraco calibre,
roubando-lhes o seu cunho próprio e
diferenciador, como fez aninhar nos
centros históricos projetos de inquestionável
mau-gosto, desgarrados, sem
articulação entre si e implementados
com recurso a materiais débeis, perecíveis
e sem dignidade, embora grandes,
no que toca à fatura. Os exemplos
da desdita do Polis são tantos e a sua
geografia tão vasta que seria penoso
enumerá-los. Mas podemos olhar
para Beja. Para os crimes de lesa-património
que foram cometidos na
praça da República, no largo de Santo
Amaro, no jardim do Bacalhau ou na
avenida Miguel Fernandes. O Polis
tolheu a cidade bem no seu âmago.
Feriu-a no seu íntimo. E não se pode
dizer que tenha sido apenas uma
oportunidade perdida. Não, são três
oportunidades perdidas. Primeiro,
a destruição irreparável do bom que
estava feito. Depois, a implementação
de verdadeiros tumores urbanos.
Por fim, e para lá caminhamos, a necessária
e onerosa remoção desses inchaços
malignos. Em Albufeira, no
último fim de semana, revoltando-
-se contra as asneiras ali cometidas, a
natureza deu uma ajuda. Esperemos
que os gestores e empreiteiros do
Polis Albufeira se cheguem à frente…
para pagar a fatura.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Feira da Caça, Pesca e do Mundo Rural | 13,14,15 Novembro | Faro do Alentejo
A Feira da Caça, Pesca e Mundo Rural é uma iniciativa organizada pela junta de Freguesia de Faro do Alentejo que visa promover os recursos cinegéticos, as potencialidades para a pesca desportiva de água doce e o património natural do concelho de Cuba e em particular da freguesia de Faro do Alentejo, associada à divulgação das diversas componentes turísticas do território (atividades culturais, gastronómicas e económicas).
Exposições de espécies cinegéticas, demonstrações de pesca, caça e falcoaria, entre outras, caçadas, torneios de tiro virtual, palestras e uma série de espetáculos musicais são algumas das propostas em cartaz, para os dias 13,14 e 15 de novembro em Faro do Alentejo.
Exposições de espécies cinegéticas, demonstrações de pesca, caça e falcoaria, entre outras, caçadas, torneios de tiro virtual, palestras e uma série de espetáculos musicais são algumas das propostas em cartaz, para os dias 13,14 e 15 de novembro em Faro do Alentejo.
domingo, 1 de novembro de 2015
RETRATOS DO CANTE NA SEDE DA EMAS
Em homenagem ao Cante Alentejano, Património Imaterial da Humanidade, está patente no espaço de atendimento da sede da EMAS, uma mostra da exposição fotográfica “Retratos do Cante”.
Neste sentido, todas as pessoas que se desloquem ao espaço de atendimento, terão a oportunidade de apreciar, parte de um projeto coletivo que muito sucesso tem feito em várias salas do país.
Uma mostra que ficará exposta até ao final do ano de 2015, de forma a assinalar e a ultimar o “Ano Municipal do Cante”, declarado pelo Município de Beja.
Novas Perspectivas do Caminho de Santiago em Portugal e Espanha | 6 e 7 NOV- Beja
As jornadas “Novas perspetivas do Caminho de Santiago em Portugal e Espanha” têm como objetivo estabelecer um espaço de diálogo entre ambos os países, que permitirá a troca de conhecimentos, de experiências e de boas práticas em torno da realidade patrimonial e turística que é o Caminho de Santiago. Para tal, os conteúdos organizaram-se ao redor de quatro blocos fundamentais (património cultural, património natural, turismo e projetos em cooperação), onde se alternam as intervenções sobre o Caminho de Santiago em Portugal e Espanha. Este encontro oferece-nos a possibilidade de ter uma visão mais completa das iniciativas que se estão a realizar sobre o Caminho na Península Ibérica, bem como a oportunidade de partilhá-las para contribuir no sentido de um enriquecimento comum.
Gala 30 anos da Rádio Voz da Planície 5|nov|15
O Pax Julia – Teatro Municipal de Beja recebe a 5 de novembro, a Gala Comemorativa dos 30 anos da Voz da Planície. Trata-se da realização de um grande espetáculo que celebra três décadas de emissões, homenageando, na figura de Fernanda Mestre e de Carlos Cavaco, todos aqueles que ao longo destes anos fizeram da Voz da Planície a rádio da sua terra.
O bilhete pode ser adquirido na bilheteira do Pax Julia e tem um custo de 5 euros
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Diário do Alentejo Edição 1749
Editorial
Parvos
Paulo Barriga
“Ou és parvo ou és de
Beja”. É com esta depreciação
popular
que em Évora se costumam rotular
os habitantes da cidade vizinha
mais a Sul. Já em Beja, o trato que de
forma maliciosa se dá aos eborenses
passa pela alcunha de “fecha a
roda”. Não é de hoje, e nem sempre
foi tão mansa, a rivalidade entre as
duas principais cidades do Alentejo.
Embora o motivo que leva ao desagrado
de Beja em relação a Évora tenha
barbas de tão velho que é e seja,
em regra, um e apenas um: a deslocação
de bens e de serviços de sul
para norte. Recorrência que, nos últimos
tempos, voltou a ganhar peso
e largura com a questão, imagine-
-se, da aeronáutica e assuntos afins.
Nesta matéria Beja leva bons anos
de avanço em relação a Évora. Quer
pela criação da BA11, em 1964, quer
pela inauguração do terminal civil,
em 2011. Com sustento nesta “tradição”
e nas infraestruturas entretanto
criadas, torna-se absolutamente
impossível explicar a um
bejense que as indústrias e os polos
de investigação do setor aeronáutico
estejam a ser canalizadas na totalidade
para Évora, onde apenas existe
um pequeno aeródromo municipal
(como, aliás, também existe em
Beja, embora o estado de abandono
e de degradação a que chegou roce a
vergonha). Esta semana caiu a notícia
que parece ter feito transvazar o
copo. Novamente. O helicóptero do
Instituto Nacional de Emergência
Médica estacionado em Beja, na
BA11, voou em definitivo para o aeródromo
de Évora. Justificação do
INEM: Indisponibilidade de manutenção
e de acolhimento na base de
Beja, em função do exercício militar
da NATO que aí decorre. Então
e quando terminarem os jogos de
guerra, o helicóptero regressa a
Beja? Resposta do INEM: não, a colocação
do helicóptero em Évora é
a que melhor serve as necessidades
da população. Através de mapas
comparativos da área de intervenção
do helicóptero, o “Diário do
Alentejo” demonstra como é falso
este argumento do INEM e como,
uma vez mais, por meros motivos
político-administrativos ou o diabo
que o valha, o maior distrito do País
perde um equipamento fundamental,
deixando uma fração considerável
do território sem assistência
médica de emergência. Já boa
parte do mapa mais a norte (isto
não é para rir, é para chorar) pode
optar pelos meios aéreos existentes
em Ponte de Sor e em Évora. São estes
jogos de bastidores, avelhacados
e nada transparentes, que, de forma
lamentável, deitam por terra a ideia
de uma só região Alentejo. E que
atiram para as calendas a pacificação
dos ânimos entre Beja e Évora.
Assim sendo, lá vão uns prosseguindo
o fecho da roda. E outros a
serem comidos como parvos.
Parvos
Paulo Barriga
“Ou és parvo ou és de
Beja”. É com esta depreciação
popular
que em Évora se costumam rotular
os habitantes da cidade vizinha
mais a Sul. Já em Beja, o trato que de
forma maliciosa se dá aos eborenses
passa pela alcunha de “fecha a
roda”. Não é de hoje, e nem sempre
foi tão mansa, a rivalidade entre as
duas principais cidades do Alentejo.
Embora o motivo que leva ao desagrado
de Beja em relação a Évora tenha
barbas de tão velho que é e seja,
em regra, um e apenas um: a deslocação
de bens e de serviços de sul
para norte. Recorrência que, nos últimos
tempos, voltou a ganhar peso
e largura com a questão, imagine-
-se, da aeronáutica e assuntos afins.
Nesta matéria Beja leva bons anos
de avanço em relação a Évora. Quer
pela criação da BA11, em 1964, quer
pela inauguração do terminal civil,
em 2011. Com sustento nesta “tradição”
e nas infraestruturas entretanto
criadas, torna-se absolutamente
impossível explicar a um
bejense que as indústrias e os polos
de investigação do setor aeronáutico
estejam a ser canalizadas na totalidade
para Évora, onde apenas existe
um pequeno aeródromo municipal
(como, aliás, também existe em
Beja, embora o estado de abandono
e de degradação a que chegou roce a
vergonha). Esta semana caiu a notícia
que parece ter feito transvazar o
copo. Novamente. O helicóptero do
Instituto Nacional de Emergência
Médica estacionado em Beja, na
BA11, voou em definitivo para o aeródromo
de Évora. Justificação do
INEM: Indisponibilidade de manutenção
e de acolhimento na base de
Beja, em função do exercício militar
da NATO que aí decorre. Então
e quando terminarem os jogos de
guerra, o helicóptero regressa a
Beja? Resposta do INEM: não, a colocação
do helicóptero em Évora é
a que melhor serve as necessidades
da população. Através de mapas
comparativos da área de intervenção
do helicóptero, o “Diário do
Alentejo” demonstra como é falso
este argumento do INEM e como,
uma vez mais, por meros motivos
político-administrativos ou o diabo
que o valha, o maior distrito do País
perde um equipamento fundamental,
deixando uma fração considerável
do território sem assistência
médica de emergência. Já boa
parte do mapa mais a norte (isto
não é para rir, é para chorar) pode
optar pelos meios aéreos existentes
em Ponte de Sor e em Évora. São estes
jogos de bastidores, avelhacados
e nada transparentes, que, de forma
lamentável, deitam por terra a ideia
de uma só região Alentejo. E que
atiram para as calendas a pacificação
dos ânimos entre Beja e Évora.
Assim sendo, lá vão uns prosseguindo
o fecho da roda. E outros a
serem comidos como parvos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Single de apresentação dos Tais Quais chega hoje às rádios nacionais
O grupo português lança esta quarta-feira nas rádios nacionais o seu single de apresentação.
O single de apresentação dos Tais Quais - grupo composto por Tim, João Gil, Celina da Piedade, Paulo Ribeiro, Sebastião Santos, Vitorino, Serafim e Jorge Palma – chama-se ‘Algibeira’ e chega hoje às rádios nacionais, sendo que já se encontra disponível digitalmente.
“Os Tais Quais prometem espalhar a sua música pelo país. E fazer novos amigos pelo caminho. Eles que se juntem. A mesa está posta. Há petiscos, há vinho, há cadeiras onde sentar e uma, duas violas à mão. Sobretudo, há gente unida pelo prazer de se encontrar e trocar histórias”, é desta forma que o grupo se descreve e quer ser conhecido no país.
Caso pretenda ouvir o primeiro single, poderá fazê-lo aqui:
CULTURA MÚSICA13:21 - 16/09/15POR NOTÍCIAS AO MINUTO
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Diário do Alentejo Edição nº 1748
Editorial
A baixo
Paulo Barriga
Em outubro de 2010, um incêndio
de grandes proporções
consumiu o Gabinete Técnico
da Câmara Municipal de Beja. Foram
irreparáveis os danos causados num
edifício que se situava bem no coração
da cidade, na confluência da rua
da Moeda com a praça da República.
Mas como uma verdadeira Fénix
que renasce da sua própria combustão,
sob os escombros vieram à
luz do dia peças fundamentais para
completar o puzzle da mais importante
cidade romana do sudoeste peninsular:
Pax Julia. Trabalhos arqueológicos
trouxeram desde logo à
superfície vestígios de um templo dedicado
ao imperador Tibério (14-37
d.C.). Uma construção muito semelhante
ao templo de Diana, em Évora,
mas de maiores dimensões, e que é o
único do género em toda a extensão
do antigo império romano por conservar
na integralidade o tanque de
água circundante. Esta edificação foi
parcialmente identificada por Abel
Viana em 1942, aquando da construção
do depósito de água de Beja. Mas
o que o arqueólogo então não constatou
foi que esse mesmo equipamento
estava a ser levantado nas fundações
de um outro templo ainda mais antigo,
dedicado a Augusto (25-15 a.C.,)
e que remonta ao tempo da fundação
da própria cidade. Assim como não
vislumbrou o pórtico do fórum de
Pax Julia, estrutura que se estende até
à rua dos Infantes e que testemunha
a imponência da cidade desaparecida
e hoje reencontrada. Os textos antigos
bem nos falavam da importância
desta cidade ao tempo da expansão
do império de Roma. Diferentes vestígios
aparecidos aqui e ali, por norma
fora do local de origem, também foram
ajudando a confirmar essa ideia.
Mas, para o bejense (ou pacense) comum,
a ideia de Pax Julia, por ausência
de prova substancial, monumental,
nunca deixou de ser uma lenda.
Uma história de encantar cuja veracidade
pecava por defeito, por falta de
prova firmada no terreno. Por fim, alguns
dos mais importantes edifícios
de Pax Julia estão ali, bem à mão de
semear, embora ainda não à vista de
todos. Isto porque naquele preciso
local persiste um depósito de água
construído vai para setenta anos.
Edificação sem relevante interesse
estético ou arquitetónico, acometida
por deficiências estruturais assinaláveis,
e que hoje, segundo os especialistas
na matéria, não tem qualquer
utilidade para os fins que presidiram
ao seu levantamento. Bem sei que
este é um assunto que está a encarniçar
muita gente, principalmente pessoas
que têm interesses ou posições
a defender ao nível da política local.
Mas a demolição do depósito de água
para dar espaço a estruturas únicas
datadas do tempo em que esta cidade
foi, de facto, relevante, não me parece
coisa que deva ser colocada no campo
do clubismo político. Para mim, o depósito
de água de Beja não é para ir
mais para a esquerda ou mais para a
direita. É mesmo para ir a baixo.
A baixo
Paulo Barriga
Em outubro de 2010, um incêndio
de grandes proporções
consumiu o Gabinete Técnico
da Câmara Municipal de Beja. Foram
irreparáveis os danos causados num
edifício que se situava bem no coração
da cidade, na confluência da rua
da Moeda com a praça da República.
Mas como uma verdadeira Fénix
que renasce da sua própria combustão,
sob os escombros vieram à
luz do dia peças fundamentais para
completar o puzzle da mais importante
cidade romana do sudoeste peninsular:
Pax Julia. Trabalhos arqueológicos
trouxeram desde logo à
superfície vestígios de um templo dedicado
ao imperador Tibério (14-37
d.C.). Uma construção muito semelhante
ao templo de Diana, em Évora,
mas de maiores dimensões, e que é o
único do género em toda a extensão
do antigo império romano por conservar
na integralidade o tanque de
água circundante. Esta edificação foi
parcialmente identificada por Abel
Viana em 1942, aquando da construção
do depósito de água de Beja. Mas
o que o arqueólogo então não constatou
foi que esse mesmo equipamento
estava a ser levantado nas fundações
de um outro templo ainda mais antigo,
dedicado a Augusto (25-15 a.C.,)
e que remonta ao tempo da fundação
da própria cidade. Assim como não
vislumbrou o pórtico do fórum de
Pax Julia, estrutura que se estende até
à rua dos Infantes e que testemunha
a imponência da cidade desaparecida
e hoje reencontrada. Os textos antigos
bem nos falavam da importância
desta cidade ao tempo da expansão
do império de Roma. Diferentes vestígios
aparecidos aqui e ali, por norma
fora do local de origem, também foram
ajudando a confirmar essa ideia.
Mas, para o bejense (ou pacense) comum,
a ideia de Pax Julia, por ausência
de prova substancial, monumental,
nunca deixou de ser uma lenda.
Uma história de encantar cuja veracidade
pecava por defeito, por falta de
prova firmada no terreno. Por fim, alguns
dos mais importantes edifícios
de Pax Julia estão ali, bem à mão de
semear, embora ainda não à vista de
todos. Isto porque naquele preciso
local persiste um depósito de água
construído vai para setenta anos.
Edificação sem relevante interesse
estético ou arquitetónico, acometida
por deficiências estruturais assinaláveis,
e que hoje, segundo os especialistas
na matéria, não tem qualquer
utilidade para os fins que presidiram
ao seu levantamento. Bem sei que
este é um assunto que está a encarniçar
muita gente, principalmente pessoas
que têm interesses ou posições
a defender ao nível da política local.
Mas a demolição do depósito de água
para dar espaço a estruturas únicas
datadas do tempo em que esta cidade
foi, de facto, relevante, não me parece
coisa que deva ser colocada no campo
do clubismo político. Para mim, o depósito
de água de Beja não é para ir
mais para a esquerda ou mais para a
direita. É mesmo para ir a baixo.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
VI Passeio Demónios Sobre Rodas 31|out|15
Inclui:
Brindes, Reforço, Almoço
E muito divertimento!!!
CONCENTRAÇÃO: 08.00H - PARTIDA: 09.00H
LOCAL DA CONCENTRAÇÃO:
Sede Demónios Sobre Rodas - Escolas de Cima
Inscrições:
SÓCIOS 15 Capacetes
NÃO SÓCIOS 20 Capacetes
Tlm. 963 790 715
Mail. demoniossobrerodas@ hotmail.com
Brindes, Reforço, Almoço
E muito divertimento!!!
CONCENTRAÇÃO: 08.00H - PARTIDA: 09.00H
LOCAL DA CONCENTRAÇÃO:
Sede Demónios Sobre Rodas - Escolas de Cima
Inscrições:
SÓCIOS 15 Capacetes
NÃO SÓCIOS 20 Capacetes
Tlm. 963 790 715
Mail. demoniossobrerodas@ hotmail.com
Noite de Fados 23|out|15 - Beja
Noite de Fados abrilhantada com a actuação de artistas consagrados e apresentação de novos talentos do nosso Distrito.
Bilhetes à venda no quiosque do Hospital de Beja (no átrio central) e contactos através dos telemóveis 961 353 829 e 961 353 843.
6 sorrisos dão, para além do espetáculo, direito a caldo verde, pão, linguiça e bebida (sangria, sumo, água).
Mudança da Hora – 25 Outubro 2015
No dia 25 de Outubro de 2015, tem início o período de “Hora de Inverno”.
Os relógios irão ser atrasados 60 minutos às 2h00 da madrugada de Domingo em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, passando para a 1h00.
Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à 1h00 da madrugada de Domingo, dia 25 de Outubro, passando para a meia-noite (00h00).
Pode consultar mais informação e a legislação aplicável na página:
Baleizão, Um Povo Duas Aldeias
Em memória as que já partiram... e com respeito aos que ainda teimam em testemunhar o passado, preservando o presente e perspetivando o futuro!
Obrigado
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