quinta-feira, 19 de novembro de 2015
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Moços da Aldêa - Inauguram sede dia 22|nov|15
Dia 22 Iremos ter a inauguração da nossa sede e Rota das tabernas com os nossos companheiros de Cante - Grupo Coral Os Boinas - Grupo Coral Os Mainantes - Grupo Coral Cantadores de Beringel - Grupo Coral Bafos de Baco....
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Diário do Alentejo Edição 1751
Editorial
Namíbia
Paulo Barriga
Esta semana caiu mais uma
boa notícia para o Alentejo
no que toca ao reconhecimento
dos seus valores culturais
por parte da Unesco. Os peritos
do Comité Intergovernamental
para a Salvaguarda do Património
Cultural Imaterial, cuja décima
sessão se realiza no final do mês
na capital da Namíbia, recomendaram
a inscrição da “arte chocalheira”,
cujo epicentro é a vila de
Alcáçovas, na lista representativa
dos “bens” com necessidade de salvaguarda
urgente. Embora não seja
um parecer vinculativo, sempre
que tal acontece, o Comité acaba
por acatar a opinião dos expertos
na matéria. Tudo indica, por conseguinte,
que daqui a duas semanas,
Portugal e o Alentejo, venham
a ter mais uma expressão artística
reconhecida como Património da
Humanidade. O que faz desta região
um verdadeiro caso de estudo
no que toca à sua herança imaterial.
Para se ter uma ideia da real dimensão
deste fenómeno basta lembrar
que, incluindo antecipadamente
o fabrico de chocalhos, Portugal
tem quatro expressões reconhecidas
pela Unesco: o fado, o cante e
a dieta mediterrânica, esta última
em conjunto com outros seis países.
Destas, duas apontam imediatamente
para o Alentejo e outra, a
dieta mediterrânica, não lhe é de
forma alguma indiferente. E não se
pense que se trata de uma incidência
recorrente. Em toda a Europa
apenas existem 21 “bens” reconhecidos
e, para fechar o foco de comparação,
em Espanha somente dois.
O mais curioso é que, no território
histórico do Alentejo, existe ainda
uma boa mancheia de expressões
culturais que podem, nos próximos
tempos, vir a ser inscritas na lista
representativa do património universal
e coletivo. É o caso das tapeçarias
de Arraiolos e de Portalegre,
das Festas do Povo de Campo Maior
ou das jangadas de canas de São
Torpes. Por cá, há quem sustente
que se está a banalizar esta importante
ferramenta internacional.
Argumentam os detratores que a
proliferação de candidaturas vulgariza
a verdadeira essência da lista da
Unesco: a excelência. Não é impróprio
reconhecer alguma razão nesta
crítica. Nem todo o bicho careto
tem espessura para ser patrimoniável.
Mas, aí, cabe aos detentores e às
instituições de proximidade, nomeadamente
as autarquias, promover
a autocrítica. Agora, o que parece
importante realçar é que o Alentejo,
na sua diversidade, é possuidor de
um conjunto de manifestações, de
artes e de práticas culturais que são
manifestamente diferenciadoras. E
é dessa variedade e da sacralização
desses mesmos bens, que emana
esta coisa tão própria, tão vincada
e tão difícil de definir que é o “ser
alentejano”. O Alentejo não tem
“patrimónios” a mais. O Alentejo é
em si património da humanidade.
Namíbia
Paulo Barriga
Esta semana caiu mais uma
boa notícia para o Alentejo
no que toca ao reconhecimento
dos seus valores culturais
por parte da Unesco. Os peritos
do Comité Intergovernamental
para a Salvaguarda do Património
Cultural Imaterial, cuja décima
sessão se realiza no final do mês
na capital da Namíbia, recomendaram
a inscrição da “arte chocalheira”,
cujo epicentro é a vila de
Alcáçovas, na lista representativa
dos “bens” com necessidade de salvaguarda
urgente. Embora não seja
um parecer vinculativo, sempre
que tal acontece, o Comité acaba
por acatar a opinião dos expertos
na matéria. Tudo indica, por conseguinte,
que daqui a duas semanas,
Portugal e o Alentejo, venham
a ter mais uma expressão artística
reconhecida como Património da
Humanidade. O que faz desta região
um verdadeiro caso de estudo
no que toca à sua herança imaterial.
Para se ter uma ideia da real dimensão
deste fenómeno basta lembrar
que, incluindo antecipadamente
o fabrico de chocalhos, Portugal
tem quatro expressões reconhecidas
pela Unesco: o fado, o cante e
a dieta mediterrânica, esta última
em conjunto com outros seis países.
Destas, duas apontam imediatamente
para o Alentejo e outra, a
dieta mediterrânica, não lhe é de
forma alguma indiferente. E não se
pense que se trata de uma incidência
recorrente. Em toda a Europa
apenas existem 21 “bens” reconhecidos
e, para fechar o foco de comparação,
em Espanha somente dois.
O mais curioso é que, no território
histórico do Alentejo, existe ainda
uma boa mancheia de expressões
culturais que podem, nos próximos
tempos, vir a ser inscritas na lista
representativa do património universal
e coletivo. É o caso das tapeçarias
de Arraiolos e de Portalegre,
das Festas do Povo de Campo Maior
ou das jangadas de canas de São
Torpes. Por cá, há quem sustente
que se está a banalizar esta importante
ferramenta internacional.
Argumentam os detratores que a
proliferação de candidaturas vulgariza
a verdadeira essência da lista da
Unesco: a excelência. Não é impróprio
reconhecer alguma razão nesta
crítica. Nem todo o bicho careto
tem espessura para ser patrimoniável.
Mas, aí, cabe aos detentores e às
instituições de proximidade, nomeadamente
as autarquias, promover
a autocrítica. Agora, o que parece
importante realçar é que o Alentejo,
na sua diversidade, é possuidor de
um conjunto de manifestações, de
artes e de práticas culturais que são
manifestamente diferenciadoras. E
é dessa variedade e da sacralização
desses mesmos bens, que emana
esta coisa tão própria, tão vincada
e tão difícil de definir que é o “ser
alentejano”. O Alentejo não tem
“patrimónios” a mais. O Alentejo é
em si património da humanidade.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
19º Festival Internacional de Balões e Ar Quente
Por favor consulte as informações gerais de voo aqui:https://goo.gl/MQiv07
Informamos desde já que não é possível fazer reservas e marcações de voo.
Informamos desde já que não é possível fazer reservas e marcações de voo.
Diário do Alentejo Edição nº 1750
Editorial
Albufeira
Paulo Barriga
Quem é vivo, mesmo quando
aparentemente morto e enterrado,
sempre aparece.
Há muito que não era visto nem achado
o sr. Polis. Lembra-se dele? Daquele
monstrinho que António Guterres
criou em 2000 e que José Sócrates
gostava de trazer à trela? Recorda-se
daquele mastim que tudo abocanhava
em nome da suposta regeneração
urbanística e ambiental das cidades?
Pois ele aí está de novo e em todo
o seu esplendor nas enxurradas de
Albufeira. Já lá iremos. O Programa
Polis, cruzes credo, é um marco para
o País. É a linha de partida na corrida
desenfreada de Portugal rumo ao
precipício financeiro e moral. A ideia
fundadora do Polis era muito simples:
alimentar a máquina das obras
públicas que tinha sido engendrada
por volta de 1993/1994 para a Expo
de Lisboa. Não é por acaso que coube
à própria Parque Expo, finda a festa,
a gestão centralizada dos diferentes
Polis. Era necessário nutrir a insaciável
fornalha do despesismo. Sem
olhar a meios. A mama, pensava-se
na altura, era grande e dava para todos.
As dívidas contraídas, dizia-se,
não eram para pagar, eram para ser
geridas. E assim se formaram empresas
diferenciadas em todas as zonas
de intervenção Polis. Com os devidos
conselhos de administração, assessorias
e demais cortesias. Entidades
onde a incompetência, os interesses
pessoais e as negociatas duvidosas
grassavam com despudor. Do mal
o menos, dirá a esta distância o amável
leitor. Desde que as coisas tenham
ficado bem-feitas e as cidades melhoradas
na sua atratividade e competitividade
urbana… Pois aí é que está.
O Polis não apenas desvirtuou o coração
das cidades, uniformizando-
-as a poder de lajedos de fraco calibre,
roubando-lhes o seu cunho próprio e
diferenciador, como fez aninhar nos
centros históricos projetos de inquestionável
mau-gosto, desgarrados, sem
articulação entre si e implementados
com recurso a materiais débeis, perecíveis
e sem dignidade, embora grandes,
no que toca à fatura. Os exemplos
da desdita do Polis são tantos e a sua
geografia tão vasta que seria penoso
enumerá-los. Mas podemos olhar
para Beja. Para os crimes de lesa-património
que foram cometidos na
praça da República, no largo de Santo
Amaro, no jardim do Bacalhau ou na
avenida Miguel Fernandes. O Polis
tolheu a cidade bem no seu âmago.
Feriu-a no seu íntimo. E não se pode
dizer que tenha sido apenas uma
oportunidade perdida. Não, são três
oportunidades perdidas. Primeiro,
a destruição irreparável do bom que
estava feito. Depois, a implementação
de verdadeiros tumores urbanos.
Por fim, e para lá caminhamos, a necessária
e onerosa remoção desses inchaços
malignos. Em Albufeira, no
último fim de semana, revoltando-
-se contra as asneiras ali cometidas, a
natureza deu uma ajuda. Esperemos
que os gestores e empreiteiros do
Polis Albufeira se cheguem à frente…
para pagar a fatura.
Albufeira
Paulo Barriga
Quem é vivo, mesmo quando
aparentemente morto e enterrado,
sempre aparece.
Há muito que não era visto nem achado
o sr. Polis. Lembra-se dele? Daquele
monstrinho que António Guterres
criou em 2000 e que José Sócrates
gostava de trazer à trela? Recorda-se
daquele mastim que tudo abocanhava
em nome da suposta regeneração
urbanística e ambiental das cidades?
Pois ele aí está de novo e em todo
o seu esplendor nas enxurradas de
Albufeira. Já lá iremos. O Programa
Polis, cruzes credo, é um marco para
o País. É a linha de partida na corrida
desenfreada de Portugal rumo ao
precipício financeiro e moral. A ideia
fundadora do Polis era muito simples:
alimentar a máquina das obras
públicas que tinha sido engendrada
por volta de 1993/1994 para a Expo
de Lisboa. Não é por acaso que coube
à própria Parque Expo, finda a festa,
a gestão centralizada dos diferentes
Polis. Era necessário nutrir a insaciável
fornalha do despesismo. Sem
olhar a meios. A mama, pensava-se
na altura, era grande e dava para todos.
As dívidas contraídas, dizia-se,
não eram para pagar, eram para ser
geridas. E assim se formaram empresas
diferenciadas em todas as zonas
de intervenção Polis. Com os devidos
conselhos de administração, assessorias
e demais cortesias. Entidades
onde a incompetência, os interesses
pessoais e as negociatas duvidosas
grassavam com despudor. Do mal
o menos, dirá a esta distância o amável
leitor. Desde que as coisas tenham
ficado bem-feitas e as cidades melhoradas
na sua atratividade e competitividade
urbana… Pois aí é que está.
O Polis não apenas desvirtuou o coração
das cidades, uniformizando-
-as a poder de lajedos de fraco calibre,
roubando-lhes o seu cunho próprio e
diferenciador, como fez aninhar nos
centros históricos projetos de inquestionável
mau-gosto, desgarrados, sem
articulação entre si e implementados
com recurso a materiais débeis, perecíveis
e sem dignidade, embora grandes,
no que toca à fatura. Os exemplos
da desdita do Polis são tantos e a sua
geografia tão vasta que seria penoso
enumerá-los. Mas podemos olhar
para Beja. Para os crimes de lesa-património
que foram cometidos na
praça da República, no largo de Santo
Amaro, no jardim do Bacalhau ou na
avenida Miguel Fernandes. O Polis
tolheu a cidade bem no seu âmago.
Feriu-a no seu íntimo. E não se pode
dizer que tenha sido apenas uma
oportunidade perdida. Não, são três
oportunidades perdidas. Primeiro,
a destruição irreparável do bom que
estava feito. Depois, a implementação
de verdadeiros tumores urbanos.
Por fim, e para lá caminhamos, a necessária
e onerosa remoção desses inchaços
malignos. Em Albufeira, no
último fim de semana, revoltando-
-se contra as asneiras ali cometidas, a
natureza deu uma ajuda. Esperemos
que os gestores e empreiteiros do
Polis Albufeira se cheguem à frente…
para pagar a fatura.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Feira da Caça, Pesca e do Mundo Rural | 13,14,15 Novembro | Faro do Alentejo
A Feira da Caça, Pesca e Mundo Rural é uma iniciativa organizada pela junta de Freguesia de Faro do Alentejo que visa promover os recursos cinegéticos, as potencialidades para a pesca desportiva de água doce e o património natural do concelho de Cuba e em particular da freguesia de Faro do Alentejo, associada à divulgação das diversas componentes turísticas do território (atividades culturais, gastronómicas e económicas).
Exposições de espécies cinegéticas, demonstrações de pesca, caça e falcoaria, entre outras, caçadas, torneios de tiro virtual, palestras e uma série de espetáculos musicais são algumas das propostas em cartaz, para os dias 13,14 e 15 de novembro em Faro do Alentejo.
Exposições de espécies cinegéticas, demonstrações de pesca, caça e falcoaria, entre outras, caçadas, torneios de tiro virtual, palestras e uma série de espetáculos musicais são algumas das propostas em cartaz, para os dias 13,14 e 15 de novembro em Faro do Alentejo.
domingo, 1 de novembro de 2015
RETRATOS DO CANTE NA SEDE DA EMAS
Em homenagem ao Cante Alentejano, Património Imaterial da Humanidade, está patente no espaço de atendimento da sede da EMAS, uma mostra da exposição fotográfica “Retratos do Cante”.
Neste sentido, todas as pessoas que se desloquem ao espaço de atendimento, terão a oportunidade de apreciar, parte de um projeto coletivo que muito sucesso tem feito em várias salas do país.
Uma mostra que ficará exposta até ao final do ano de 2015, de forma a assinalar e a ultimar o “Ano Municipal do Cante”, declarado pelo Município de Beja.
Novas Perspectivas do Caminho de Santiago em Portugal e Espanha | 6 e 7 NOV- Beja
As jornadas “Novas perspetivas do Caminho de Santiago em Portugal e Espanha” têm como objetivo estabelecer um espaço de diálogo entre ambos os países, que permitirá a troca de conhecimentos, de experiências e de boas práticas em torno da realidade patrimonial e turística que é o Caminho de Santiago. Para tal, os conteúdos organizaram-se ao redor de quatro blocos fundamentais (património cultural, património natural, turismo e projetos em cooperação), onde se alternam as intervenções sobre o Caminho de Santiago em Portugal e Espanha. Este encontro oferece-nos a possibilidade de ter uma visão mais completa das iniciativas que se estão a realizar sobre o Caminho na Península Ibérica, bem como a oportunidade de partilhá-las para contribuir no sentido de um enriquecimento comum.
Gala 30 anos da Rádio Voz da Planície 5|nov|15
O Pax Julia – Teatro Municipal de Beja recebe a 5 de novembro, a Gala Comemorativa dos 30 anos da Voz da Planície. Trata-se da realização de um grande espetáculo que celebra três décadas de emissões, homenageando, na figura de Fernanda Mestre e de Carlos Cavaco, todos aqueles que ao longo destes anos fizeram da Voz da Planície a rádio da sua terra.
O bilhete pode ser adquirido na bilheteira do Pax Julia e tem um custo de 5 euros
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Diário do Alentejo Edição 1749
Editorial
Parvos
Paulo Barriga
“Ou és parvo ou és de
Beja”. É com esta depreciação
popular
que em Évora se costumam rotular
os habitantes da cidade vizinha
mais a Sul. Já em Beja, o trato que de
forma maliciosa se dá aos eborenses
passa pela alcunha de “fecha a
roda”. Não é de hoje, e nem sempre
foi tão mansa, a rivalidade entre as
duas principais cidades do Alentejo.
Embora o motivo que leva ao desagrado
de Beja em relação a Évora tenha
barbas de tão velho que é e seja,
em regra, um e apenas um: a deslocação
de bens e de serviços de sul
para norte. Recorrência que, nos últimos
tempos, voltou a ganhar peso
e largura com a questão, imagine-
-se, da aeronáutica e assuntos afins.
Nesta matéria Beja leva bons anos
de avanço em relação a Évora. Quer
pela criação da BA11, em 1964, quer
pela inauguração do terminal civil,
em 2011. Com sustento nesta “tradição”
e nas infraestruturas entretanto
criadas, torna-se absolutamente
impossível explicar a um
bejense que as indústrias e os polos
de investigação do setor aeronáutico
estejam a ser canalizadas na totalidade
para Évora, onde apenas existe
um pequeno aeródromo municipal
(como, aliás, também existe em
Beja, embora o estado de abandono
e de degradação a que chegou roce a
vergonha). Esta semana caiu a notícia
que parece ter feito transvazar o
copo. Novamente. O helicóptero do
Instituto Nacional de Emergência
Médica estacionado em Beja, na
BA11, voou em definitivo para o aeródromo
de Évora. Justificação do
INEM: Indisponibilidade de manutenção
e de acolhimento na base de
Beja, em função do exercício militar
da NATO que aí decorre. Então
e quando terminarem os jogos de
guerra, o helicóptero regressa a
Beja? Resposta do INEM: não, a colocação
do helicóptero em Évora é
a que melhor serve as necessidades
da população. Através de mapas
comparativos da área de intervenção
do helicóptero, o “Diário do
Alentejo” demonstra como é falso
este argumento do INEM e como,
uma vez mais, por meros motivos
político-administrativos ou o diabo
que o valha, o maior distrito do País
perde um equipamento fundamental,
deixando uma fração considerável
do território sem assistência
médica de emergência. Já boa
parte do mapa mais a norte (isto
não é para rir, é para chorar) pode
optar pelos meios aéreos existentes
em Ponte de Sor e em Évora. São estes
jogos de bastidores, avelhacados
e nada transparentes, que, de forma
lamentável, deitam por terra a ideia
de uma só região Alentejo. E que
atiram para as calendas a pacificação
dos ânimos entre Beja e Évora.
Assim sendo, lá vão uns prosseguindo
o fecho da roda. E outros a
serem comidos como parvos.
Parvos
Paulo Barriga
“Ou és parvo ou és de
Beja”. É com esta depreciação
popular
que em Évora se costumam rotular
os habitantes da cidade vizinha
mais a Sul. Já em Beja, o trato que de
forma maliciosa se dá aos eborenses
passa pela alcunha de “fecha a
roda”. Não é de hoje, e nem sempre
foi tão mansa, a rivalidade entre as
duas principais cidades do Alentejo.
Embora o motivo que leva ao desagrado
de Beja em relação a Évora tenha
barbas de tão velho que é e seja,
em regra, um e apenas um: a deslocação
de bens e de serviços de sul
para norte. Recorrência que, nos últimos
tempos, voltou a ganhar peso
e largura com a questão, imagine-
-se, da aeronáutica e assuntos afins.
Nesta matéria Beja leva bons anos
de avanço em relação a Évora. Quer
pela criação da BA11, em 1964, quer
pela inauguração do terminal civil,
em 2011. Com sustento nesta “tradição”
e nas infraestruturas entretanto
criadas, torna-se absolutamente
impossível explicar a um
bejense que as indústrias e os polos
de investigação do setor aeronáutico
estejam a ser canalizadas na totalidade
para Évora, onde apenas existe
um pequeno aeródromo municipal
(como, aliás, também existe em
Beja, embora o estado de abandono
e de degradação a que chegou roce a
vergonha). Esta semana caiu a notícia
que parece ter feito transvazar o
copo. Novamente. O helicóptero do
Instituto Nacional de Emergência
Médica estacionado em Beja, na
BA11, voou em definitivo para o aeródromo
de Évora. Justificação do
INEM: Indisponibilidade de manutenção
e de acolhimento na base de
Beja, em função do exercício militar
da NATO que aí decorre. Então
e quando terminarem os jogos de
guerra, o helicóptero regressa a
Beja? Resposta do INEM: não, a colocação
do helicóptero em Évora é
a que melhor serve as necessidades
da população. Através de mapas
comparativos da área de intervenção
do helicóptero, o “Diário do
Alentejo” demonstra como é falso
este argumento do INEM e como,
uma vez mais, por meros motivos
político-administrativos ou o diabo
que o valha, o maior distrito do País
perde um equipamento fundamental,
deixando uma fração considerável
do território sem assistência
médica de emergência. Já boa
parte do mapa mais a norte (isto
não é para rir, é para chorar) pode
optar pelos meios aéreos existentes
em Ponte de Sor e em Évora. São estes
jogos de bastidores, avelhacados
e nada transparentes, que, de forma
lamentável, deitam por terra a ideia
de uma só região Alentejo. E que
atiram para as calendas a pacificação
dos ânimos entre Beja e Évora.
Assim sendo, lá vão uns prosseguindo
o fecho da roda. E outros a
serem comidos como parvos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Single de apresentação dos Tais Quais chega hoje às rádios nacionais
O grupo português lança esta quarta-feira nas rádios nacionais o seu single de apresentação.
O single de apresentação dos Tais Quais - grupo composto por Tim, João Gil, Celina da Piedade, Paulo Ribeiro, Sebastião Santos, Vitorino, Serafim e Jorge Palma – chama-se ‘Algibeira’ e chega hoje às rádios nacionais, sendo que já se encontra disponível digitalmente.
“Os Tais Quais prometem espalhar a sua música pelo país. E fazer novos amigos pelo caminho. Eles que se juntem. A mesa está posta. Há petiscos, há vinho, há cadeiras onde sentar e uma, duas violas à mão. Sobretudo, há gente unida pelo prazer de se encontrar e trocar histórias”, é desta forma que o grupo se descreve e quer ser conhecido no país.
Caso pretenda ouvir o primeiro single, poderá fazê-lo aqui:
CULTURA MÚSICA13:21 - 16/09/15POR NOTÍCIAS AO MINUTO
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
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