domingo, 6 de dezembro de 2015

1º ANIVERSÁRIO GRUPO CORAL BAFOS DE BACO

1º ANIVERSÁRIO
GRUPO CORAL BAFOS DE BACO
Convidados:
-Grupo Coral Ceifeiros de Cuba
-Grupo Coral Amigos do Cante
-Pedro Mestre 
-FF



Centro Cultural de Cuba| 11 Dezembro| 22H00
Bilhetes: 3MODAS (bilhetes à venda no dia do espetaculo)

NÃO FICAMOS POR AQUI!!
ESPEREM POR MAIS SURPRESAS...

II Feira de Doçaria Conventual e Regional - Beja 11 e 12|dez|2015


Tais Quais - Algibeira

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Diário do Alentejo Edição nº 1754


Editorial

Bichos

Paulo Barriga
A ignorância é uma verdadeira bombada de DDT sobre o bicho da inteligência. É verdade que há quem diga, como disse a escritora brasileira Clarice Lispector, que “felizes são os ignorantes”. O que me deixa um pedacinho mais descansado. Mas pouco. A minha ignorância em relação aos lagartos pintados era assustadora e assinalável. Já não é. Sempre achei que a figura e a decência do bicho lagarto era ridicularizada na lengalenga que ensina as cores às crianças. Que era despropositado e até deselegante o lagarto aparecer pintado e cantado na saia da Carolina. Que os chineses e outros vendedores de pechisbeques eram irrealistas quando no Carnaval enganavam as crianças com lagartos coloridos, nada assustadores, por sinal. Lagartos pintados? Mas que raio de parvoíce. Estava um destes dias sentado numa esplanada muito senhor da minha ignorância quando me viro para trás e deparo com uma parede pintada com... lagartos pintados. Vermelhos, azuis, amarelos às pintinhas, arroxeados, laranja- -florescente. Tal e qual como os que se vendem nas lojas orientais, tal e qual como os que a Carolina traz na saia. Tal e qual... Muito pior do que viver alegremente na ignorância é a chegada abrupta da razão. Violenta. Avassaladora. Lagartos pintados. Aos magotes. Nas paredes e nos jardins da capital da Namíbia. Esse país, também ele a roçar o irreal, onde os bichos não se importam de partilhar o território com os homens. A Namíbia é um dos maiores países africanos e um dos menos populosos do mundo. Desértico, em boa parte. E com uma cidade plantada no meio dos sertões e da savana. Onde nos outros sítios há jardins de bichos no meio das cidades dos homens, aqui há um jardim com homens no meio do zoológico global. A Namíbia é uma espécie de reserva natural da esperança humana. O único local do mundo onde o homem não é uma praga, é apenas mais um bicho, tal como os lagartos pintados o são. Talvez tenha sido por isso mesmo que a Unesco levou para lá este ano a sessão sobre o Património Imaterial. Os cientistas sociais do mundo andam à procura, no pó dos desertos da civilização, dos caminhos que façam regressar o homem à sua elementaridade. A candidatura dos chocalhos revela essa preocupação. Reconhecendo essa prática humana quase morta, pode salvar-se o que ainda resta de um mundo em acelerado processo de extinção: o mundo em que entre os bichos também existiam alguns que eram humanos. Numa altura em que o homem caça e dizima o próprio homem, na Namíbia, por estes dias, o homem quis apenas compreender-se a si próprio enquanto bicho, dando simplesmente caça à ignorância. Para que os lagartos não deixem de aparecer pintados na saia da Carolina, ó-i-ó-ai.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

12º Passeio TT - Entre Vinhas e Montados Albernoa 5|12|15


Salvada em Festa de 5 a 8 de Dezembro


XXI Concentração Motard 4,5 e 6|Dez|15 - Beja


Vitifrades 2015 de 4 a 6|dez|15 - Vila de Frades




X Passeio TT - 5|dez|15 - Ervidel


Noite Colorida 2015 - 3|Dez - Beja


domingo, 29 de novembro de 2015

ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA DA CASA DA MOEDA DE BEJA

A InediTradição, em conjunto com o projecto Arqueologia das Cidades de Beja, realizou escavações arqueológicas na Rua da Moeda, com o objectivo de confirmar e avaliar os contextos arqueológicos do século XVI, que revelaram a existência de uma casa da moeda, concessionada a um privado por D. João III.








sábado, 28 de novembro de 2015

Ai Romana ai Romana ai Romana...!

Uma gasosa, por favor


Paulo Barriga


O meu pai era um homem de tabernas. Um
homem do tempo em que as tabernas eram
a casa dos homens. Pelo menos dos homens
assalariados, tal como o meu pai o era. Dos homens
que pela tardinha exaltavam esse raro oferecimento
de ainda terem trabalho. Engolindo de uma só vez
minúsculos copos de vinho. O vinho do trabalho.
Havia qualquer coisa de digno e de solene naquele ritual
ao sol-pôr.
As tabernas que os homens como o meu pai frequentavam
eram uma espécie de abadias. Locais de
culto cuja espessa atmosfera, toldada pelos odores próprios
ao sarro e ao mosto, quase dava para retalhar com
o aço das navalhas que os homens como o meu pai
guardavam no fundo das algibeiras. As tabernas cheiravam
aos homens e os homens cheiravam a taberna.
Um novo riscar de botas na soleira. Vêm cardadas,
as botas. Para durarem. Um grito metálico que vai diminuindo
ao longo do caminho. Breve. Apenas alguns passos
sobre o soalho coberto de inúteis aparas de madeira.
Chegou mais um. E um outro. E outro depois deste e daquele.
Seres cuja singularidade se dilui imediatamente na
coletiva e indomável vozearia que os homens costumam
produzir quando se juntam assim, desta forma, encostados
a um balcão de pedra mármore.
Dedais de vidro cheios de gasosa eram dados aos
rapazes que, como eu, iam agarrados às calças dos
pais para as tabernas. Acho que era uma espécie de
rito iniciático, este. A laranjada também poderia servir
ao batismo, mas a sua cor denunciava a farsa de
forma mais efetiva.
Ainda hoje não consigo perceber como é que a
“coisa” acontecia. Não consigo perceber como, nem
exatamente quando. Esforço-me, mas nada me
ocorre. A não ser um silêncio de sepulcro, íntegro e repentino.
Apenas importunado pelo puxar de uma ou
de outra catarreira. Nada mais.
Se fechar os olhos com firmeza ainda ouço esse
silêncio tão profundo, como precário. Que se desfaz
no instante seguinte, subjugado por uma voz
funda, cheia, toante. Delicada e autoritária, ao mesmo
tempo. É a voz de um só homem que agora se impõe
à consentida mudez de todos os outros. É a voz de um
só homem, mas não é uma voz solitária. Nela parece
que cabe um povo por inteiro.
Dentro da minha cabeça permanece até hoje a
dolência desse impulso. Como se as palavras cantadas
fossem ondas e espuma e o arrastar da moda maresia.
As palavras. Mas as palavras ateimam e insistem em
falar de outro mar. Do mar de dentro. Da terra. E de
dívidas por saldar entre ambos. Entre o homem e a
terra. Durante a vida e até para lá da morte.
Como um silvo de uma locomotiva a irromper
pela imensa solidão, outra voz. Mais fina, esta, mais
atrevida. Insolente, quase. E mesmo antes que ela se
imponha, apoteótica, todas as outras, de fundo grave
e poderoso, se lhe juntam. Numa espécie de abraço
apertado. De reconciliação. A terra paga-me em vida,
eu pago à terra em morrendo.
Foi a poder de copos de gasosa que me dei conta
da religiosidade destes homens. Praticantes de um
culto tão profundo, tão genuíno, tão verdadeiro, tão
longínquo e tão identitário como a sombra de uma
azinheira. Ou como a calma no estio. Ou como uma
fonte de água fresca. Ou como uma pedra, apenas.
Não, os homens não cantavam na taberna para matar
o dia. Aquilo era um recomeço sempre inacabado de
qualquer coisa muito importante. Grande e transcendente.
Ainda hoje não sei dizer o quê. Desconfio, mas
não sei ao certo.
Ou talvez saiba. Faz agora precisamente um ano
que estive em Paris numa conferência da Unesco, enquanto
jornalista. Numa daquelas reuniões onde peritos
das sete partidas do mundo decidem quais os
“bens” que merecem constar numa lista que representa
as singularidades da Humanidade. E, entra elas,
estavam os cantares que o meu pai, e que os homens
como ele, entoavam nas tabernas, para se sentirem
verdadeiramente homens. Ao final do dia.
Percebi, afinal, que o cantar, que este nosso cantar,
detinha algo que nos excedia e ultrapassava. Que era
nosso, muito nosso, com certeza que sim, mas que não
nos pertencia em rigor. O cante estava, na verdadeira
razão da metáfora, nas mãos do mundo e o mundo
tomava-o como seu. Como se fosse uma gema muito
rara e preciosa.
A nós, que nos julgávamos proprietários unos e
indivisos do cante, restáva-nos assistir àquela examinação.
E aguardar. Em silêncio. Com aquele nó na
garganta, tão comum nas antecâmaras anexas às salas
de parto. Enquanto o mundo olhava para todas as
superfícies lapidadas que o cante tem, com um misto
de deslumbramento e de espanto. Uma sensibilidade
muito parecida àquela que nos toma quando reencontramos
alguém muito querido que não vemos há
demasiado tempo. Ou quando encalhamos no nosso
brinquedo predileto, uma vida inteira negligenciadamente
desaparecido.
Por fim, a sentença: Sim, aquilo que esta gente nos
canta, também nos pertence! Não foi bem assim, mas foi
assim mesmo que as palavras do porta-voz do mundo me
soaram, enquanto fazia embater contra o tampo da mesa
o martelo da razão. Não consegui conter as lágrimas.
Bem sei que à minha função se exige desprendimento
e sangue-frio. Confesso, nunca como no dia 27
de novembro de 2014 me senti tão comprometido. Não
apenas porque o cante acabava de ser inscrito e reconhecido
como expressão universal. Mas também porque
a sala onde o mundo inteiro se junta uma vez por
ano mergulhou, naquele preciso instante, num cavado
emudecimento perante a fortaleza intransponível das
vozes dos cantadores do rancho de Serpa.
Digo-o com sinceridade, naquele momento não
estava em Paris no auditório central da Unesco, nem
aqueles eram os cantadores da Casa do Povo de Serpa.
Estava numa qualquer taberna do Alentejo e quem se
ouvia era o meu pai e todos os homens que, como ele,
cantavam e ainda hoje cantam porque apenas dessa
forma se sentem inteiros.

Apeteceu-me beber uma gasosa.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

I Grande Encontro do Cante - 32ª Ovibeja



Faz hoje um ano que o Cante foi reconhecido como Património Imaterial da Humanidade!

Diário do Alentejo Edição 1753

Editorial
Azeites
Paulo Barriga

O Alentejo está diferente. Em pouco
mais de uma década, os searões de cereal
deram lugar às florestas de oliveiras. De
celeiro da nação, o Alentejo, em especial o
território onde chega a água do Alqueva,
passou a lagar da Europa. O verde impôsse
ao amarelo doirado. Ao deserto sucedeu
o oásis. O Alentejo está diferente.
Mas será que o Alentejo da azeitona é assim
tão diferente do Alentejo do bago de
trigo? Nalgumas aspetos, sim, noutros…
É evidente que o incremento do olival
propiciou uma amável euforia ao nível
das empresas agrícolas. Obrigou a investimentos
como nunca até aqui se tinham
visto nem imaginado. E, se nalguns casos
ainda não está a ser, promete ser generoso
no retorno do empreendimento
feito. Isto em termos financeiros, claro.
Pela primeira vez Portugal é autossuficiente
nalguma coisa de real valor e essa
coisa é o azeite. O clima, a água e a qualidade
dos solos ajudam. Até os mercados
têm dado uma mãozinha. Na cor com
que se pinta, o Alentejo está realmente
diferente. A monocultura da oliveira
trouxe tonalidades pouco vistas nestes
campos ao nível da confiança, do atrevimento,
do risco, da esperança, quase da
euforia. Mas esta toada entusiástica pode
esconder, está a esconder, algumas zonas
de sombra. Uma delas é sem dúvida
a posse e o uso da terra. A quantidade e
sobretudo a qualidade extraordinária
do azeite aqui produzido têm proporcionado
boas e modernas práticas agrícolas,
mas também têm sido chamariz
para muitos aventureiros cujo objetivo
único é o lucro fácil e apressado. Em
Espanha existem exemplos pouco dignificantes
de como a soberba e o aventureirismo
podem matar em poucos anos
a galinha dos ovos de ouro. Se, por um
lado, a pressão agrícola desregrada nos
olivais pode ferir de morte o ambiente,
por outro, a pressão financeira e económica
pode abalar de forma empenhada
o tecido social. Não vale a pena continuar
a encobrir o que está à vista de todos. As
campanhas da azeitona estão a transformar-
se em autênticos mercados de escravos.
Por muito que as polícias redobrem
a atenção e intensifiquem as suas
atuações, multiplicam-se os casos de tráfico
humano nos olivais do Sul. Por esta
altura há gente aos magotes a viver em
condições desumanas, amontoada em
cubículos insalubres, subnutrida, explorada
até ao tutano. Gente que sobrevive
do rabisco não das oliveiras, mas dos
contentores do lixo dos supermercados
e das aldeias. Como é óbvio, nem todos
os produtores têm as mãos sujas. E cabe
precisamente a estes, aos que respeitam
as boas práticas ambientais e laborais,
o dever da denúncia. A subcontratação
de mão-de-obra não prova nem justifica
o desconhecimento e muito menos
o silêncio. Neste momento, podemos ter,
do ponto de vista organolético, o melhor
azeite do mundo. Mas está maculado
com trabalho escravo. Mesmo tratando-
-se de azeite, neste ponto, parece não haver
virgens e muito menos virgens-extra
quando o que escorre do aperto das
azeitonas é o néctar da desumanidade.
O Alentejo está diferente, mas se calhar
nem tanto quanto isso.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

1º aniversário da classificação do cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade - BEJA

A Câmara Municipal de Beja comemora o primeiro ano da classificação do cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade nesta sexta-feira, dia 27.



A Câmara Municipal de Beja preparou para o primeiro aniversário da classificação do cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade, que se assinala nesta sexta-feira, um conjunto de iniciativas que pretendem recordar esta data emblemática para a cultura alentejana.
Levar o cante às pessoas e constituir um incentivo de promoção turística são os objetivos da autarquia que preparou para este dia algumas surpresas. Estão previstas atuações inesperadas nas escolas, mas também em alguns espaços comerciais no centro histórico da cidade e uma instalação artística de fotografia “Retratos do Cante”, que estará patente na Praça da República, bem como exposições espalhadas pelos restaurantes do Centro Histórico.
Recorde-se que o cante alentejano, canto coletivo sem recurso a instrumentos, foi classificado a 27 de novembro de 2014, como Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Fonte :- RVP

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Festival da Batata-Doce de Aljezur 27, 28 e 29 de Novembro


Aljezur celebra, durante 3 dias, a melhor batata-doce do mundo, variedade lira, com indicação geográfica protegida.

A animação, o artesanato, a doçaria, a restauração, as combinações mais improváveis deste nobre produto, receitas únicas, elaboradas por conceituados chefes, confeções ao vivo, entre outros, são motivo bastante para visitar Aljezur, o Coração da Costa Vicentina, nos próximos dias 27, 28 e 29.

X MARATONA BTT TERRAS DO MONTADO - PORTEL 2015


A X MARATONA BTT TERRAS DO MONTADO - PORTEL 2015, já tem data marcada: 

29 DE NOVEMBRO DE 2015 (Domingo)


As inscrições podem ser efectuadas na nossa página: http://www.terrasdomontado.com/ até ao dia 27 de Novembro 2015.

Informação útil:

Meia-Maratona - aproximadamente 45 Kms dificuldade Média
Maratona - aproximadamente 65 kms dificuldade Média-Alta

Valores da Inscrição :
Homens - 20,00€ com almoço (inclui Seguro, Peq. Almoço, Abastecimentos, Almoço, Lavagem de bicicletas, Banhos, Lembranças )
Senhoras - 15,00€ com almoço (inclui Seguro, Peq. Almoço, Abastecimentos, Almoço, Lavagem de bicicletas, Banhos, Lembranças )
Homens e Senhoras - 10,00€ sem almoço (inclui Seguro, Peq. Almoço, Abastecimentos, Lavagem de bicicletas, Banhos, Lembranças )
Acompanhantes (Almoço) - 10,00 €

Inscrições limitadas a 300 atletas

Secretariado - À semelhança dos anos anteriores, o Secretariado funcionará no Pavilhão da escola E.B. 2, 3 D. João de Portel.

Contactos:
966622259 - Carlos Esturra
925898939 – Joaquim Alegria
Toda a informação útil, será colocada, logo que disponivel, no nosso site.
Sem mais assunto
Boas Pedaladas

Modelshow 2015 - Beja 28 e 29|nov|15




Vinum Fest - 28 e 29|nov|15 - Trindade



Patinagem artística - Beja 28|nov|15