segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Diário do Alentejo Edição nº 1756
Editorial
Paixão
Paulo Barriga
O jornalismo apenas se aparenta à literatura quando é apaixonado. Estas palavras pertencem à escritora francesa Marguerite Duras. E, embora velhas com mais de 30 anos, fazemos hoje delas uso para abordar o iminente estado de colapso a que chegou a imprensa escrita portuguesa, em particular os títulos de expressão dita “nacional”. Esta semana deixaram de se publicar dois jornais. Um diário, o “I”, e um semanário, o “Sol”. Há igualmente fortes indícios de que o “Diário Económico” não se aguentará por muito tempo. E o “Público” tem em marcha um programa de rescisões que o conduzirá da sua atual pobreza a qualquer coisa muito próximo da insignificância. Sobre esta matéria, o debate está rijo, ativo, embora centrado nas “consequências”. Quando são as “causas” que deveriam estar a preocupar os agentes do setor, em particular os jornalistas. É evidente que sempre que desaparece um jornal há um vazio que se instala. Um vazio a dois tempos: cultural e social. Cultural pelo silenciar das vozes que habitavam as suas páginas. Social pelas questões laborais que a situação acarreta. Mas este vazio bipartido espelha apenas e tão só as “consequências”. São as lágrimas a escorrer sobre o leite derramado. O que interessa saber e discutir e perceber é por que razão fecham os jornais? Por que razão perdem leitores? Por que razão não cativam anunciantes e não geram valor? Muitas serão as justificações para o descalabro. Umas estruturais, outras mais particulares. Mas há uma que, a olhos vistos, se destaca. As pessoas deixaram de ir ao quiosque porque os jornais “nacionais” não lhes oferecem nada de novo. São apenas um repositório, organizado em secções, de notícias remastigadas. De assuntos se não mortos, pelo menos moribundos, em função da trituração que até à sua publicação em página sofreram nos canais de divulgação imediata. A principal tarefa do jornalismo é contar histórias. E as histórias não são como a maçã de Newton. Não caem de maduras sobre as secretárias dos jornalistas. Estão na rua, misturadas com a multidão, carecem de serem lapidadas, examinadas, refletidas, investigadas, aprofundadas. Carecem de tudo aquilo que hoje os jornalistas portugueses não praticam e que Marguerite Duras resumiria numa só palavra: paixão. As pessoas não compram jornais porque neles nada de apaixonante encontram. Os jornais deixaram de ter “literatura”, que é a mais romântica das maneiras de dizer sedução e graça. Seria absurdo não admitir razões empresariais e organizacionais a implicar também em todo este desamor, mas é no seio da profissão que ele se revela com maior exuberância. E o amor, como se sabe e agora se constata, é f…
Um “monumento mártir”

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Santuário mariano de Messejana é uma obra
fundamental do Barroco
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Ermida de Nossa Senhora da Assunção
foi alvo de arrombamento e furto |
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Quando realizavam uma
tarefa de rotina nos arredores, em 20 de Novembro passado, funcionários da
Câmara Municipal de Aljustrel depararam com as portas abertas da igreja.
Desde que há registo de furtos, é a sexta vez que o edifício, classificado
como Monumento de Interesse Público, mas em deficiente estado de conservação,
sofre a investida dos ladrões. Uma situação que o Departamento do Património
Histórico e Artístico da Diocese de Beja classifica como “preocupante”. Além
das perdas patrimoniais a lamentar, o assunto semeia a inquietação entre a
população.
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sábado, 19 de dezembro de 2015
Monumento ao 25 de Abril no Parque Eduardo VII
Este monumento comemorativo dos 25 anos da Revolução de Abril fica situado no cimo do bonito Parque Eduardo VII, perto do Marquês de Pombal, em Lisboa. Concebido a partir do pedestal destinado à estátua equestre do Santo Condestável, este conjunto escultórico é constituído por fragmentos de pedra, por vezes em bruto. Quer a partir do núcleo vertical, quer sobre as traves corre a água de uma fonte aí instalada. O núcleo desdobra-se por outros pedaços de pedra que se dispersam pelo espelho de água, onde a obra se localiza. Em frente a este núcleo, sobre um plinto em dois patamares, encontra-se um outro elemento cuja coloração e discurso formal o aproxima da estilização de um cravo. No conjunto das peças de arte existentes no Parque Eduardo VII, o polémico monumento da autoria de João Cutileiro surge como obra de um novo tempo político e cultural.
"In guia da cidade"
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
SARAU "Patinagem Artística” - Beja
No próximo dia 19 de Dezembro (amanhã), o Pavilhão Municipal de Beja “João Serra Magalhães” irá ser palco de mais um grande evento do Clube de Patinagem de Beja.
O Sarau do CPB tem início a partir das 21:00h, e reúne num só espetáculo diversos atletas de todas as disciplinas existentes no Clube, e de todos os seus escalões.
Este espetáculo irá contar com a presença e participação especial do Campeão da Europa 2013 em Dança e Solo Dance Júnior, Emanuel Salvadinho, que recentemente participou com grande sucesso no programa televisivo “Got Talent Portugal – 2015”.
A iniciativa é uma organização do Clube de Patinagem de Beja, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Beja e do Crédito Agrícola.
O CPB tem o maior prazer em convidar todas as pessoas que queiram assistir a este evento, e informa que se trata de um evento de entrada livre.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
MODA DO CHAPÉU
Se passares à minha
aldeia
não vás de de cabeça ao léu,
quando o sol mais almareia,
podes pôr o meu chapéu
não vás de de cabeça ao léu,
quando o sol mais almareia,
podes pôr o meu chapéu
Podes pôr o meu
chapéu
a mais valiosa herança
já foi de quem está no céu
e não me sai da lembrança
a mais valiosa herança
já foi de quem está no céu
e não me sai da lembrança
Quando nos faltar a
voz,
há-de haver uma mão cheia,
a cantar por todos nós,
tenho cá na minha ideia
há-de haver uma mão cheia,
a cantar por todos nós,
tenho cá na minha ideia
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
domingo, 13 de dezembro de 2015
A vida de um marinheiro
Ontem decidi mudar de vida por uns tempos!
Aproveitei o facto deste paquete estar em Lisboa e embarquei.
Não sei se vou gostar... mas até ao final do Ano por lá ficarei, com passagem pelo Funchal... reveillon 2015/2016 !
No final faço o balanço.
Abeijos para topos e até um dia.
sábado, 12 de dezembro de 2015
Espelho meu!
Em plena Rua Augusta a artista dá os últimos retoques, antes de dar início a mais uma tarde de trabalho.
Se para a maioria isso pode significar uma corrida desenfreada contra o tempo, para as estátuas humanas a questão é mexer ou não mexer.
Neste caso concreto consegui captar parte do ritual da preparação para essa tão árdua tarefa de ficar imóvel durante algum tempo, muitos vezes muito tempo!
Se para a maioria isso pode significar uma corrida desenfreada contra o tempo, para as estátuas humanas a questão é mexer ou não mexer.
Neste caso concreto consegui captar parte do ritual da preparação para essa tão árdua tarefa de ficar imóvel durante algum tempo, muitos vezes muito tempo!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Diário do Alentejo Edição nº 1755
Editorial
Embrulho
Paulo Barriga
O Natal está transformado
num caso
sério. Muito sério
mesmo. Está ao nível das
mais desenfreadas neuroses
coletivas. Daquelas mais
agudas. Convulsas e intratá-
veis. Ao fim de dois mil e tal
anos, vingou em toda a linha
a tendência pastoril que defende
o Natal como um acontecimento
para recriação di-
ária e não apenas para uso
no aniversário do Menino.
Porreiro, pá! Mas, ao invés
da generalização da palavra
bendita e da ação de graças,
da benevolência e do afeto,
aquilo que este Natal a cada
instante oferece é um embrulho.
Apenas. E só. Um invólucro
tanto maior, quanto
mais espessa for a expiação
do ofertante. E o peso da sua
carteira. Como se do presé-
pio jamais tivesse constado
vaca ou burro. E apenas possuíssem
valor e validade não
os reis do Oriente, mas um
quarto mago proveniente das
estepes geladas. Mãos largas.
Ostentativo. Pândego. Um
intruso no palheiro capaz de
aligeirar o peso que a ausência,
a carência de afetos e o
desapego continuado produzem
sobre a consciência. É
verdade, e as grandes superfícies
comerciais bem o fazem
relembrar: nos tempos
que correm, o Natal é sempre
que o homem quiser. Sempre
que homem e sempre que a
máquina que consegue ler
os preços das coisas através
dos códigos de barras o quiserem.
Não são brinquedos,
nem perfumes, nem aparelhos
eletrónicos o que hoje se
coloca dentro do embrulho
natalício. É antes o infindá-
vel sentimento de culpa que
se abate sobre as sociedades
contemporâneas. É a tal patologia
neurótica que a todos
afeta e cujos efeitos, segundo
a propaganda oficial,
podem ser aligeirados pelo
consumo massivo. Vivemos
sob o signo do evangelho segundo
o Pai Natal. Onde a
palavra conta menos que a
posse. Onde o tempo para
estar não tem valor face ao
tempo de dar. Onde a felicidade
e a alegria se medem
em função do sorriso exposto
diante do embrulho. O
santo embrulho. O consolo
da consoada mede-se em calorias,
em desperdício e, essencialmente,
nos despojos
que cada um consegue amontoar
junto ao contentor do
lixo. Anunciado nas vitrinas
todos os dias do ano, o Natal
está transformado num caso
sério. Num caso muito sério e
de difícil desembrulho.
A bolota mostra o seu poder
Andamos há décadas a achar que a bolota é alimento para porcos e a desperdiçar mais de metade da que existe em Portugal. Mas novos estudos mostram que aquela que no passado foi considerada o “alimento dos homens invencíveis” tem um enorme potencial: sem glúten, com alto poder antioxidante, uma gordura semelhante à do azeite e até compostos que podem ajudar ao combate de doenças como o cancro e o Alzheimer.
Mais informação aqui
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Neves recebe pela 1ª vez o cantor JAY OLIVER - no próximo sábado
Reserva já a tua pulseira para a última Grande Festa de 2015, em Nossa Senhora da Neves, SÁBADO 12 de Dezembro!
Podes adquiri-la junto dos elementos da Comissão de Festas:
E ainda
Rosa Fucsia - Beja
Kantos de Casa - Beja
Room Fashion Store - Beja
Café Granzote - Neves
Rosa Fucsia - Beja
Kantos de Casa - Beja
Room Fashion Store - Beja
Café Granzote - Neves
III Mostra de Doçaria de A-do-Pinto
Dias 12 e 13 de dezembro.
Org: União das Freguesias de Vila Nova de São Bento e Vale de Vargo.
Apoio: Câmara Municipal de Serpa; Friserpa - Equipamentos de Hotelaria, Lda.
Dia 12, sábado
09h00 – III Passeio Pedestre “Rota do Azinho”
(organização Associação de Jovens de A-do-Pinto)
14h30 – Animação Circulante pelo Grupo “Os Caprichosos”
16h00 – Abertura Oficial da Feira
21h30 – Atuação do Grupo Domingos e Amigos
- Baile com José Santos
- DJ Shock
Dia 13, domingo
10h00 – Abertura de Stands
10h00 – Colóquio sobre o Figo da Índia
» Aproveitamento para forragens
» Aproveitamento para consumo humano
15h00 – Showcooking com o Chefe Rogério Bento
17h30 – Atuação do Grupo Coral de A-do-Pinto
- Grupo Coral Feminino “Papoilas do Enxoé”
20h00 – Atuação do Grupo Rockustico
22h00 – Encerramento da III Mostra de Doçaria
domingo, 6 de dezembro de 2015
1º ANIVERSÁRIO GRUPO CORAL BAFOS DE BACO
1º ANIVERSÁRIO
GRUPO CORAL BAFOS DE BACO
Convidados:
-Grupo Coral Ceifeiros de Cuba
-Grupo Coral Amigos do Cante
-Pedro Mestre
-FF
Centro Cultural de Cuba| 11 Dezembro| 22H00
Bilhetes: 3MODAS (bilhetes à venda no dia do espetaculo)
NÃO FICAMOS POR AQUI!!
ESPEREM POR MAIS SURPRESAS...
GRUPO CORAL BAFOS DE BACO
Convidados:
-Grupo Coral Ceifeiros de Cuba
-Grupo Coral Amigos do Cante
-Pedro Mestre
-FF
Centro Cultural de Cuba| 11 Dezembro| 22H00
Bilhetes: 3MODAS (bilhetes à venda no dia do espetaculo)
NÃO FICAMOS POR AQUI!!
ESPEREM POR MAIS SURPRESAS...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Diário do Alentejo Edição nº 1754
Editorial
Bichos
Paulo Barriga
A ignorância é uma verdadeira bombada de DDT sobre o bicho da inteligência. É verdade que há quem diga, como disse a escritora brasileira Clarice Lispector, que “felizes são os ignorantes”. O que me deixa um pedacinho mais descansado. Mas pouco. A minha ignorância em relação aos lagartos pintados era assustadora e assinalável. Já não é. Sempre achei que a figura e a decência do bicho lagarto era ridicularizada na lengalenga que ensina as cores às crianças. Que era despropositado e até deselegante o lagarto aparecer pintado e cantado na saia da Carolina. Que os chineses e outros vendedores de pechisbeques eram irrealistas quando no Carnaval enganavam as crianças com lagartos coloridos, nada assustadores, por sinal. Lagartos pintados? Mas que raio de parvoíce. Estava um destes dias sentado numa esplanada muito senhor da minha ignorância quando me viro para trás e deparo com uma parede pintada com... lagartos pintados. Vermelhos, azuis, amarelos às pintinhas, arroxeados, laranja- -florescente. Tal e qual como os que se vendem nas lojas orientais, tal e qual como os que a Carolina traz na saia. Tal e qual... Muito pior do que viver alegremente na ignorância é a chegada abrupta da razão. Violenta. Avassaladora. Lagartos pintados. Aos magotes. Nas paredes e nos jardins da capital da Namíbia. Esse país, também ele a roçar o irreal, onde os bichos não se importam de partilhar o território com os homens. A Namíbia é um dos maiores países africanos e um dos menos populosos do mundo. Desértico, em boa parte. E com uma cidade plantada no meio dos sertões e da savana. Onde nos outros sítios há jardins de bichos no meio das cidades dos homens, aqui há um jardim com homens no meio do zoológico global. A Namíbia é uma espécie de reserva natural da esperança humana. O único local do mundo onde o homem não é uma praga, é apenas mais um bicho, tal como os lagartos pintados o são. Talvez tenha sido por isso mesmo que a Unesco levou para lá este ano a sessão sobre o Património Imaterial. Os cientistas sociais do mundo andam à procura, no pó dos desertos da civilização, dos caminhos que façam regressar o homem à sua elementaridade. A candidatura dos chocalhos revela essa preocupação. Reconhecendo essa prática humana quase morta, pode salvar-se o que ainda resta de um mundo em acelerado processo de extinção: o mundo em que entre os bichos também existiam alguns que eram humanos. Numa altura em que o homem caça e dizima o próprio homem, na Namíbia, por estes dias, o homem quis apenas compreender-se a si próprio enquanto bicho, dando simplesmente caça à ignorância. Para que os lagartos não deixem de aparecer pintados na saia da Carolina, ó-i-ó-ai.
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