Editorial
Lebrinha
Paulo Barriga
Em Portugal, marcas como
“Cervejaria Lebrinha” haverá
poucas. E no Alentejo,
por muitas voltas que dê à cachola,
não encontro outra que se
lhe compare em pujança, eficiência,
reconhecimento. A eficácia
da marca ganhou tal dimensão
e notoriedade que “Lebrinha”
chegou a ser a única forma de nos
referirmos a Serpa, sem ter a necessidade
de dizer Serpa. O mais
curioso é que por detrás do segredo
desta marca de leitura geral
e imediata está um produto
que pouco tem a ver com Serpa ou
com o Alentejo: cerveja à pressão.
É verdade. Durante anos se apurou
nas catacumbas do Lebrinha
a “receita” de uma imperial que,
segundo os especialistas encartados
e todo o tipo de empiristas,
era imbatível. A melhor do
País, atestavam os diplomas que
estavam dependurados nas paredes
da cervejaria. Estava fechado
a sete chaves, o tratamento cabalístico
que levava a imperial do
Lebrinha. Era um dos mais reservados
e enigmáticos segredos
da indústria da restauração e similares
de Portugal. Um milagre
da multiplicação do gás a brotar
do fundo de um copo de cerveja.
O queijo tipo Serpa é famoso, as
queijadinhas de requeijão da senhora
Paixão também o são, são
muito apreciados aqueles cantares
à maneira de Serpa e as festas
da Senhora de Guadalupe, igualmente.
Mas Serpa, na viragem
do século XX para o século XXI,
não teve embaixador nem propaganda
externa que chegasse sequer
aos calcanhares da imperial
do Lebrinha. Ainda hoje, na
Internet, existem fóruns de debate
em torno daquele borbulhar
milagroso: ou era dos copos especiais
e mal lavados, ou era do
comprimento do cabo que leva a
cerveja do barril até à torneira, ou
era da pressão… Talvez fosse da
pressão. Mas não da mesma pressão
que levou à falência, dizem-me
que há pouco tempo, a Cervejaria
Lebrinha, esse ícone aloirado de
Serpa e do Alentejo. Reconheça-se
que os tempos mudaram. Que a
tecnologia democratizou a boa
imperial. Que nem só de cerveja
de manivela vive o homem. Que
quem vai a Serpa também o faz por
um bom petisco que encontrará
com facilidade no Manel Gato, no
Alentejano, no Chico Engrola, no
Molhó Bico, no Pedra de Sal, na
Tradição e em quase todas as tascas
e restaurantes de Serpa que tenham
um fogão escondido por detrás
do balcão. Coisa que faltava
exatamente ao Lebrinha nos últimos
anos. Não sei se alguém ou alguma
instituição ainda pode fazer
alguma coisa pelo Lebrinha.
Se nada se fizer é certo que não se
perde tudo, mas perde-se a oura
maneira de dizer Serpa, sem falar
em Serpa. O que é muito, não é?
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Retratos do Cante em Beringel a partir de 30 de janeiro
Novo Ano, novas datas!
Começamos 2016 em cheio com uma mostra na localidade de Beringel.
De 30 de Janeiro a 23 de Fevereiro no Centro Cultural de Beringel.
Apareçam dia 30 às 17 horas para ver e ouvir o Cante Alentejano.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Diário do Alentejo Edição 1761
Editorial
Voltas
Paulo Barriga
Há muitas maneiras de dar a
volta à questão. A esta, deu-
-se-lhe a volta dando-lhe voltas.
O Baixo Alentejo tem dois eixos
viários que são fundamentais à sua integralidade
e desenvolvimento. O IP 2,
que liga o Algarve a Trás-os-Montes,
passando por Beja e Évora. E o IP 8, que
era suposto levar trânsito desde a fronteira
de Vila Verde de Ficalho até Sines.
No Plano Rodoviário Nacional de 1985,
cuja conversa, pelo menos boa parte
dela, nunca saiu do papel para o asfalto,
estes itinerários principais (IP), embora
sem perfil propriamente definido, deveriam
proporcionar condições de condução
mais rápida e mais segura nas ligações
entre as capitais de distrito e entre
estas e infraestruturas fundamentais
como portos e aeroportos. A ideia era,
de forma gradual, transformar as estradas
nacionais coincidentes com os
traçados dos IP em vias rápidas ou até
mesmo em autoestradas. Ao certo, ao
longo dos últimos 30 anos de dinheiro
europeu, não se sabe quantos projetos
foram contratados e pagos para redesenhar
de forma condigna o IP 2 e, principalmente,
o IP 8. Aliás, no governo de
José Sócrates a banda chegou mesmo a
sair à rua. Desenhou-se a autoestrada
entre Beja e Sines. As máquinas andaram
no terreno. Levantaram-se obras
de arte. Terraplanou-se. Expropriou-se.
Enfim, estoiraram-se alguns milhões
de euros. Que o governo subsequente,
o de Passos Coelho, aventou para o caixote
do lixo, deixando a estrada antiga
pior do que já estava, embora agora secundada
por uma soberba ruína dos
tempos correntes. Chamar itinerário
principal a isto é… uma boa forma de
dar a volta à questão. Já no IP 2 não se
foi tão longe. Em vez de uma autoestrada
pensou-se uma via rápida com
faixas de desaceleração, cruzamentos
desnivelados, viadutos. Muitos viadutos
e muitos deles nos locais mais exóticos.
Quando faltou o dinheiro, lá ficaram
os respetivos mamarrachos a
ganhar musgo. Há alguns meses atrás,
nos últimos suspiros do governo anterior,
os trabalhos voltaram ao IP 2. De
forma acanhada, pacata, sem dar muito
nas vistas, como acontece com aqueles
moços mais mariolas quando se preparam
para fazer das deles. E o que é que
estes moços, os da Estradas de Portugal
que agora se chama Infraestruturas de
Portugal, se preparavam para fazer?
Mariolices, precisamente. Ou melhor,
rotundas. Naquele que era suposto ser
o principal canal de comunicação rodoviário
do interior do País, prioritário,
com variantes às localidades que se lhe
atravessam no caminho, estão a crescer
rotundas. Algumas delas com grande
teor de perigosidade, mal assinaladas,
sem iluminação, onde os acidentes se
sucedem. Rotundas. Andando às voltas,
andando às voltas, lá acharam os
engenheiros do Estado uma maneira
milagrosa de espatifar automóveis (até
ver, apenas automóveis) e de acabar de
vez com a veleidade de um verdadeiro
IP no coração do Alentejo. Como se percebe,
há muitas maneiras de dar a volta
à questão.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Festa em Honra de São Sebastião - 21 a 24|jan|16 - Vale de Vargo
Dia 21 (quinta-feira)
10h30 – Inauguração da sonorização de rua
19h00 – Inauguração da iluminação
Dia 22 (sexta-feira)
10h30 – Música selecionada
22h00 – Noite jovem com DJ Xinha
Dia 23 (sábado)
08h00 – Alvorada com salva de morteiros
10h00 – Música selecionada
16hoo – Espetáculo de variedades com o grupo “De Moda em Moda”
22h00 – Fogo-de-artifício
22h30 – Baile com o artista Rúben Baião
Dia 24 (domingo)
08h00 – Alvorada com salva de morteiros
10h00 – Música selecionada
11h00 – Arruada pelas ruas da aldeia com os Bombos Alen`Ritmo
15h00 – Eucaristia em Honra de S. Sebastião
16h00 – Procissão em Honra do Padroeiro S. Sebastião, acompanhada pela Banda Filarmónica de Brinches
17h30 – Leilão de Ramos
22h00 – Espetáculo de variedades com Luísa Bastos, acompanhada à Guitarra por Manuel Gomes e à viola de fado por Fernando Gomes
Org: Comissão de Festas - Vale de Vargo
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Concurso de Azeites Prémio Ovibeja já atingiu o 1º lugar no “The World’s Best Olive Oils”
O Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio Ovibeja já atingiu o topo do “The World’s Best Olive Oils”, um ranking criado pelo alemão Heiko Schmidt, considerado um guru de renome mundial em matéria de azeite.
O Prémio Ovibeja obteve o 1º lugar, ex aequo, com o prestigiado “Mário Solinas”, organizado pelo Conselho Oleícola Internacional (COI), entre 16 concursos internacionais de vários países: Espanha, Itália, Chile, Japão, Estados Unidos, Suíça, China.
Este concurso cumpre as normas recomendadas pelo COI onde se destacam os requisitos para apresentação e selecção das amostras de azeite, a classificação através de uma análise química e análise organoléctica efectuada por um painel de provadores. Faz ainda parte das regras que os azeites virgem extra sejam provenientes de um lote homogéneo de um mínimo de 3.000 litros.
Já na sexta edição, o Concurso passará a designar-se Prémio CA Ovibeja tendo o Crédito Agrícola como patrocinador exclusivo. As inscrições e recepção de amostras de azeite estão abertas até 26 de Fevereiro. Os azeites selecionados – os melhores do mundo – vão ser provados, em primeira mão, pelos visitantes da 33ª Ovibeja que se realiza de 21 a 25 de Abril.
A organização do Concurso pertence à ACOS – Associação de Agricultores do Sul em parceria com a Casa doAzeite.
Noites de Lua Cheia 2016 - Beja
A primeira iniciativa Noites de Lua Cheia é já no próximo dia 23 de janeiro.
A partida está marcada para as 21 horas, do dia 23 de janeiro, na Casa da Cultura, local onde estará patente uma exposição fotográfica com os trabalhos do primeiro concurso "Noites ao Luar", entre 15 e 30 de janeiro.
Para esta caminhada onde o Azulejo será o mote, as inscrições podem ser feitas no facebook da União das Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista, por e-mail, ou diretamente na sede da Junta.
domingo, 17 de janeiro de 2016
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
12ª Edição do Festival Terras Sem Sombra apresentada em Madrid
O Festival Terras sem Sombra (FTSS) – Festival de música sacra do Baixo Alentejo, cuja 12.ª edição tem como título Torna-Viagem: o Brasil, a África e a Europa (Da Idade Média ao Século XX), realiza-se em Almodôvar, Sines, Santiago do Cacém, Ourique, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja, com início a 27 de Fevereiro, prolongando-se até 2 de Julho.
A programação do FTSS foi apresentada em Novembro no CCB, no âmbito da Mostra Espanha 2015, a convite do Governo espanhol, que tem vindo a mostrar um grande interesse e a colaborar activamente com o festival, estando, inclusivamente envolvido na apresentação do mesmo em Madrid.
Assim e em colaboração com a Agência de Promoção Turística do Alentejo, terá lugar no dia 11 de Fevereiro, pelas 12h00, uma conferência de imprensa, na Embaixada de Portugal em Madrid, com o propósito de promover o Festival e o Alentejo, levando à capital espanhola uma mostra do que existe na região.
Esta iniciativa, conta com o patrocínio do embaixador de Portugal em Espanha, Francisco Ribeiro de Meneses e será seguida de uma degustação de produtos regionais alentejanos. Estarão presentes os presidentes das câmaras municipais de todos os concelhos envolvidos no Festival e a equipa do FTSS.
Mas a promoção ao evento não irá ficar por aqui, no dia 13 de Fevereiro, e pela primeira vez, o Cante Alentejano poderá ser ouvido em Madrid. Num concerto que se realiza no Teatro do Círculo de Bellas Artes – um dos mais prestigiosos espaços culturais da capital espanhola – com os Cantadores de Vila Nova de São Bento (Serpa) e os Ganhões de Castro Verde. Estará igualmente presente um instrumento muito associado ao Cante, a viola campaniça, interpretada pelos Moços D`uma Cana.
Diário do Alentejo Edição 1760
Editorial
Acontecimentos
Paulo Barriga
As pessoas, a maior parte
delas, não sabem nem sonham
como é problemático
fazer um jornal. Em particular,
um jornal de proximidade.
Como este. Para a grande maioria
dos leitores, um jornal é uma espécie
de álbum de cromos. Uma
coleção de notícias, de artigos, de
fotos e de outros materiais editoriais
que, no final, dão no que dão.
Sendo que a prática jornalística se
situa e esgota nesse meio-termo
entre a caça e a coleta de acontecimentos
que possam vir a originar
notícias. Embora ótima, é redutora
e bastante simplista esta visão
que ainda hoje se tem dos jornais.
Logo à partida pela simples distinção
entre o que é “acontecimento”
e o que pode resultar em “notícia”.
Uma tragédia, qualquer que
ela seja, é um acontecimento. Um
acontecimento tanto mais pungente
quanto mais ele estiver próximo
de nós. Um atropelamento
ligeiro na passadeira frente ao
Liceu de Beja é um acontecimento
que dará notícia no “Diário do
Alentejo”. O ataque de um homem
bomba numa rua de Istambul,
nem por isso. A proximidade, seja
ela afetiva ou emocional, seja ela
geográfica ou temporal, é uma boa
chave, mas não a resolução definitiva
para o complexo enredo que se
esconde por detrás do desenho de
um jornal. Mesmo que a proximidade
em relação aos acontecimentos
se constitua como uma boa
ajuda na seleção de matéria-prima
para as notícias, a proximidade
face aos protagonistas, principalmente
em jornais regionais, como
é o caso, é uma espécie de ópio.
Ao jornalista não se exige apenas
que colecione acontecimentos/notícia,
pede-se-lhe que o faça com
ética, com independência, com
isenção… Pede-se-lhe, afinal, que
faça uma condução sem derrapagens,
embora se saiba que o poder
é inebriante e que ainda mais
embebeda quando mora na porta
ao lado. E que gosta de espreitar
para dentro dos jornais pelo buraco
da fechadura. Não é fácil. Não
é nada fácil fazer um jornal. Mas
é possível. Mesmo hoje que os jornais
estão a ultrapassar uma crise
sem precedentes. Mesmo quando
tudo aquilo que sempre se exigiu
com grande rigor e profissionalismo
aos jornalistas dos jornais
afinal esteja agora ao alcance
de qualquer um no mundo digital.
Este é o tempo em que tudo, mas
mesmo tudo, é notícia. É o tempo
em que todos, mas mesmo todos,
são jornalistas. É o tempo em que
o emissor é anónimo, a notícia é
anódina e o destinatário é anómalo.
É o tempo de regressar aos
jornais. Rapidamente e em força.
As pessoas, a maior parte delas,
não sabem nem sonham como é
importante continuarem a existir
jornais. Em particular, jornais de
proximidade.
Acontecimentos
Paulo Barriga
As pessoas, a maior parte
delas, não sabem nem sonham
como é problemático
fazer um jornal. Em particular,
um jornal de proximidade.
Como este. Para a grande maioria
dos leitores, um jornal é uma espécie
de álbum de cromos. Uma
coleção de notícias, de artigos, de
fotos e de outros materiais editoriais
que, no final, dão no que dão.
Sendo que a prática jornalística se
situa e esgota nesse meio-termo
entre a caça e a coleta de acontecimentos
que possam vir a originar
notícias. Embora ótima, é redutora
e bastante simplista esta visão
que ainda hoje se tem dos jornais.
Logo à partida pela simples distinção
entre o que é “acontecimento”
e o que pode resultar em “notícia”.
Uma tragédia, qualquer que
ela seja, é um acontecimento. Um
acontecimento tanto mais pungente
quanto mais ele estiver próximo
de nós. Um atropelamento
ligeiro na passadeira frente ao
Liceu de Beja é um acontecimento
que dará notícia no “Diário do
Alentejo”. O ataque de um homem
bomba numa rua de Istambul,
nem por isso. A proximidade, seja
ela afetiva ou emocional, seja ela
geográfica ou temporal, é uma boa
chave, mas não a resolução definitiva
para o complexo enredo que se
esconde por detrás do desenho de
um jornal. Mesmo que a proximidade
em relação aos acontecimentos
se constitua como uma boa
ajuda na seleção de matéria-prima
para as notícias, a proximidade
face aos protagonistas, principalmente
em jornais regionais, como
é o caso, é uma espécie de ópio.
Ao jornalista não se exige apenas
que colecione acontecimentos/notícia,
pede-se-lhe que o faça com
ética, com independência, com
isenção… Pede-se-lhe, afinal, que
faça uma condução sem derrapagens,
embora se saiba que o poder
é inebriante e que ainda mais
embebeda quando mora na porta
ao lado. E que gosta de espreitar
para dentro dos jornais pelo buraco
da fechadura. Não é fácil. Não
é nada fácil fazer um jornal. Mas
é possível. Mesmo hoje que os jornais
estão a ultrapassar uma crise
sem precedentes. Mesmo quando
tudo aquilo que sempre se exigiu
com grande rigor e profissionalismo
aos jornalistas dos jornais
afinal esteja agora ao alcance
de qualquer um no mundo digital.
Este é o tempo em que tudo, mas
mesmo tudo, é notícia. É o tempo
em que todos, mas mesmo todos,
são jornalistas. É o tempo em que
o emissor é anónimo, a notícia é
anódina e o destinatário é anómalo.
É o tempo de regressar aos
jornais. Rapidamente e em força.
As pessoas, a maior parte delas,
não sabem nem sonham como é
importante continuarem a existir
jornais. Em particular, jornais de
proximidade.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Airbus 340-500 estacionado na placa do Aeroporto de Beja
Chegou hoje o primeiro avião da transportadora Hi Fly para estacionamento no Aeroporto de Beja.
A aeronave, um Airbus 340-500, vindo de Helsínquia, já está estacionado na placa do da Capital do Baixo Alentejo.
O aldeagar registou o momento!
Passeio TT - Tomina 2016 - 24|jan
Mais um Evento Tomina, a realizar-se no dia 24 de Janeiro, passeio Offroad. Traga o seu veículo todo o terreno e venha divertir-se na companhia da Comissão de Festa da Tomina 2016.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Look, Listen & Feel - 14|jan|16 - Beja
O Look, Listen & Feel é um evento organizado para a Unidade Curricular de Marketing e Publicidade, pelos alunos do 3º ano da Licenciatura em Educação e Comunicação Multimédia do Instituto Politécnico de Beja.
Tema da 6ª Edição: Comunicação Audiovisual: Som e Imagem
Conta com uma mesa redonda com convidados especiais, um beberete com animação musical e uma exposição de fotografias.
Mais informações na página de facebook: https://www.facebook.com/ looklistenfeel.ecm
ou no site:
domingo, 10 de janeiro de 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Diário do Alentejo Edição 1759
Editorial
Belém
Paulo Barriga
Já tentei ver um debate a
dois ou a todos entre os
candidatos à Presidência
da República. Não consegui. São
momentos tortuosos e de difícil
ruminação. O assustador é que o
andor ainda vai no adro. Parece
que estão agendados mais de
vinte encontros televisivos entre
proponentes a Belém. Mas o
que se prevê são duas dezenas de
sessões de tortura com requintes
medievais. É dose. Em quarenta
e tal anos de eleições livres
em Portugal, esta que se
avizinha tem tudo para bater recordes
no que toca ao desinteresse
e ao aborrecimento. A começar
pela própria “figura” do
Presidente da República. Uma
personalidade/instituição que
joga na segunda divisão do campeonato
do aparelho do Estado.
Sem graça, nem chama. Que dizem
possuir uma bomba atómica,
mas que nem um estalinho
de Carnaval ousa rebentar.
A nossa história recente diz-nos
que o Presidente da República é
como aqueles rapazes que são os
donos da bola mas que, por imperícia
e desengonço, ou ficam
no banco ou passam ao lado do
jogo. Neste particular, o último
Presidente da República foi e
ainda continua a ser um verdadeiro
mestre da pateirice. Basta
relembrar as sucessivas fífias
que cometeu durante a última
jogatana para formar governo.
O povo ainda continua embaçado,
mas não são as rabanadas
do Natal, nem o espumante
rasca do ano novo que lhe provocam
azia: são os excessos da
política. É muita e muito má política
em tão pouco tempo. Uma
overdose que, também ela, está
a contribuir para o penadoiro
que está a ser esta pré-campanha
plasmada em debates televisivos.
Isto para nem falar,
obviamente, dos candidatos à
coisa. Dez. Duas mãos-cheias.
É a democracia a funcionar no
seu pleno, dirão os otimistas
do regime. Embora na maior
parte dos caos mais pareça que
é o oportunismo mediático que
está a funcionar em pleno. Deste
grupo ainda não sobreveio uma
ideia, uma luz, uma piada de
jeito, sequer. Não é que grandes
ideias, luminosas e giras,
possam surgir numa campanha
para um cargo que é cada mais
figurativo e cada vez menos fundamental.
Infelizmente. Cujas
principais tarefas são mandar
pintar um retrato para colocar
na parede da sala e enfiar colares
em pescoços de amigos. Até
ver, nesta desengonçada corrida
para Belém, cujo significado bíblico
é “casa do pão”, todos se
perfilam para mandar, mas nenhum
parece ter razão.
Belém
Paulo Barriga
Já tentei ver um debate a
dois ou a todos entre os
candidatos à Presidência
da República. Não consegui. São
momentos tortuosos e de difícil
ruminação. O assustador é que o
andor ainda vai no adro. Parece
que estão agendados mais de
vinte encontros televisivos entre
proponentes a Belém. Mas o
que se prevê são duas dezenas de
sessões de tortura com requintes
medievais. É dose. Em quarenta
e tal anos de eleições livres
em Portugal, esta que se
avizinha tem tudo para bater recordes
no que toca ao desinteresse
e ao aborrecimento. A começar
pela própria “figura” do
Presidente da República. Uma
personalidade/instituição que
joga na segunda divisão do campeonato
do aparelho do Estado.
Sem graça, nem chama. Que dizem
possuir uma bomba atómica,
mas que nem um estalinho
de Carnaval ousa rebentar.
A nossa história recente diz-nos
que o Presidente da República é
como aqueles rapazes que são os
donos da bola mas que, por imperícia
e desengonço, ou ficam
no banco ou passam ao lado do
jogo. Neste particular, o último
Presidente da República foi e
ainda continua a ser um verdadeiro
mestre da pateirice. Basta
relembrar as sucessivas fífias
que cometeu durante a última
jogatana para formar governo.
O povo ainda continua embaçado,
mas não são as rabanadas
do Natal, nem o espumante
rasca do ano novo que lhe provocam
azia: são os excessos da
política. É muita e muito má política
em tão pouco tempo. Uma
overdose que, também ela, está
a contribuir para o penadoiro
que está a ser esta pré-campanha
plasmada em debates televisivos.
Isto para nem falar,
obviamente, dos candidatos à
coisa. Dez. Duas mãos-cheias.
É a democracia a funcionar no
seu pleno, dirão os otimistas
do regime. Embora na maior
parte dos caos mais pareça que
é o oportunismo mediático que
está a funcionar em pleno. Deste
grupo ainda não sobreveio uma
ideia, uma luz, uma piada de
jeito, sequer. Não é que grandes
ideias, luminosas e giras,
possam surgir numa campanha
para um cargo que é cada mais
figurativo e cada vez menos fundamental.
Infelizmente. Cujas
principais tarefas são mandar
pintar um retrato para colocar
na parede da sala e enfiar colares
em pescoços de amigos. Até
ver, nesta desengonçada corrida
para Belém, cujo significado bíblico
é “casa do pão”, todos se
perfilam para mandar, mas nenhum
parece ter razão.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
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