Editorial
Orçamento
Paulo Barriga
O Português é um especialista
nato. E variado.
É um bom entendedor
das coisas que o rodeiam, das
coisas que o afetam e, de forma
ainda mais profunda, das coisas
que nem o rodeiem ou afetem. O
Português é um perito encartado
em matérias tão díspares que podem
ir desde o mais complexo
processo de direito penal às boas
práticas digitais na condução automóvel.
Da alta finança à baixa
política, passando a meio pelo futebol.
Das grandes questões que
acometem o mundo e a humanidade
à evidente falta de jeito conjugal
do vizinho do 6.º B. À sua
vastíssima galeria de virtudes e de
aptidões naturais para o comentário
e para o botar de opinião, juntou
agora o Português uma nova
disciplina: o “orçamento”. Corrijo,
o enamoramento do Português
face ao “orçamento” não é bem de
agora. Suponho que o Português
se tenha dado conta da existência
de um “orçamento” para governar
o País, no exato instante em
que deixou de haver “orçamento”.
Restarão, por certo, poucas exultações
para memória futura sobre
a passagem da troika por
Portugal. Mas ninguém poderá
negar que, com ela, o Português
ficou muito mais versado no que
toca ao “orçamento”. E toda essa
instrução está a vir agora ao de
cima, neste tempo de novo “orçamento”
e, claro, de grande entusiasmo
para os especialistas.
Que é como quem diz, para o
Português. Na verdade, ainda não
deu para perceber lá muito bem
se o “orçamento”, este, puxa mais
para cá se para lá, se é mais amigo
ou mais torcido, se é mais austero
ou se prima pela brandura, se traz
mais dinheiro para a economia
ou se exige mais economia de dinheiro.
Mas o Português, provenha
ele da mais épica canhota ou
da mais alta direita, já tem a sua
opinião formada e bem formada
e ao detalhe da argumentação. O
que não deixa de ser algo incomodativo.
Principalmente para
quem tiver necessidade de abastecer
em bombas de gasolina self-
-service. E tiver o azar de o fazer
em determinadas alturas do dia.
Aquelas em que o Português especialista
em “orçamento” gosta de
ir tomar a bica e discorrer sobre
as notícias dos jornais que lá estão
expostos para venda, mas que
o Português não compra nem lê.
Sim, dizem que os impostos sobre
os combustíveis vão crescer com o
presente “orçamento”. Mas o que
deveria mesmo ficar pela hora da
morte era a venda de cafezinhos
nas bombas de gasolina. Esse tique
estranhíssimo, contranatura,
que é tão irritante como qualquer
outra das múltiplas especialidades
do Português. As orçamentais,
por exemplo.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
As Ervas da Baronia - Alvito 11 a 14 fev 2016
Pratos à base de catacuzes, espargos e carrasquinhas, ervas típicas e usadas na cozinha do Alentejo, "abrem o apetite", desde hoje e até domingo, nos restaurantes do concelho de Alvito, no distrito de Beja.
A iniciativa faz parte do ciclo "As Ervas da Baronia", que visa promover a gastronomia alentejana à base de ervas típicas da região e dinamizar o setor da restauração e a economia do concelho e este ano "convoca as memórias dos sabores da infância", explicou o município.
Migas de espargos com carne de alguidar, açorda de catacuzes com queijo de cabra, feijão com carrasquinhas e carne de porco ou catacuzes e carapaus fritos, puré de espargos com bochechas e rissóis de espargos com farinheira e arroz de catacuzes são alguns dos pratos que vão poder ser degustados nos restaurantes aderentes.
Promovido pelo município, o evento, a decorrer em restaurantes de Alvito e da freguesia de Vila Nova de Baronia, inclui a palestra "As Ervas de Comer na Dieta Mediterrânica", que vai decorrer na sexta-feira, a partir das 10:00, no Centro Cultural Raul de Carvalho.
A palestra vai incluir intervenções sobre a importância das ervas de comer na saúde e na cozinha tradicional alentejana e o valor turístico da gastronomia regional e evocar memórias e tradições locais relativas à confeção de catacuzes, espargos e carrasquinhas, através de "testemunhos e partilha de conhecimentos de outros tempos".
O ciclo "As Ervas da Baronia" é composto por três eventos gastronómicos ao longo do ano, o primeiro em fevereiro, dedicado a catacuzes, espargos e carrasquinhas, o segundo em junho, destacando as beldroegas, e o terceiro em outubro, dedicado a poejos, coentros e hortelãs.
A iniciativa faz parte do ciclo "As Ervas da Baronia", que visa promover a gastronomia alentejana à base de ervas típicas da região e dinamizar o setor da restauração e a economia do concelho e este ano "convoca as memórias dos sabores da infância", explicou o município.
Migas de espargos com carne de alguidar, açorda de catacuzes com queijo de cabra, feijão com carrasquinhas e carne de porco ou catacuzes e carapaus fritos, puré de espargos com bochechas e rissóis de espargos com farinheira e arroz de catacuzes são alguns dos pratos que vão poder ser degustados nos restaurantes aderentes.
Promovido pelo município, o evento, a decorrer em restaurantes de Alvito e da freguesia de Vila Nova de Baronia, inclui a palestra "As Ervas de Comer na Dieta Mediterrânica", que vai decorrer na sexta-feira, a partir das 10:00, no Centro Cultural Raul de Carvalho.
A palestra vai incluir intervenções sobre a importância das ervas de comer na saúde e na cozinha tradicional alentejana e o valor turístico da gastronomia regional e evocar memórias e tradições locais relativas à confeção de catacuzes, espargos e carrasquinhas, através de "testemunhos e partilha de conhecimentos de outros tempos".
O ciclo "As Ervas da Baronia" é composto por três eventos gastronómicos ao longo do ano, o primeiro em fevereiro, dedicado a catacuzes, espargos e carrasquinhas, o segundo em junho, destacando as beldroegas, e o terceiro em outubro, dedicado a poejos, coentros e hortelãs.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
XII CAMPEONATO NACIONAL DE JOGOS MATEMÁTICOS - Beja - 4 março 2016
A Associação Ludus, a Associação de Professores de Matemática, a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Ciência Viva, promovem anualmente, desde 2004, o CAMPEONATO NACIONAL DE JOGOS MATEMÁTICOS.
Neste ano letivo, decorre a 12º Edição do campeonato nacional de Jogos Matemáticos (CNJN12) e a final terá lugar no dia 04 de março de 2016,na Arena Multiusos do Parque de Feiras e Exposições, em Beja.
Neste ano letivo, decorre a 12º Edição do campeonato nacional de Jogos Matemáticos (CNJN12) e a final terá lugar no dia 04 de março de 2016,na Arena Multiusos do Parque de Feiras e Exposições, em Beja.
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Retratos do Cante Ruma a Norte
Até 1 de Maio de 2016, o Cante Alentejano fica com a pronuncia do Norte. No Fórum FNAC do Norteshopping.
Visite-nos.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Diário do Alentejo Edição 1763
Editorial
Livros
Paulo Barriga
No final de janeiro foi apresentada
em Beja, na biblioteca
pública, uma nova associação
dedicada aos escritores do
Alentejo. Chama-se Assesta. A ideia
primordial da coletividade passa
pela promoção e divulgação dos autores
locais e das suas obras, não
apenas no seu território de origem,
como para além dele. É boa e valiosa
a ideia. Que lhe não falte sucesso
e uma longa existência. Durante a
sessão de apresentação pública da
Assesta, entre variados intervenientes,
falou o Professor Galopim
de Carvalho. Sim, esse mesmo a
quem com carinho o povo ofereceu
a alcunha de “avô dos dinossauros”.
Galopim de Carvalho é, por certo,
um dos mais conceituados cientistas
portugueses vivos. Geólogo de
formação, paleontólogo de coração,
divulgador e defensor do património
natural, cultural e científico
por convicção.Galopim de
Carvalho, sobretudo na década de
1990, também se dedicou à ficção
literária. E por isso mesmo terá sido
convidado para dizer algumas palavras
no lançamento da Associação
dos Escritores do Alentejo. Aos 84
anos de idade, o que anima verdadeiramente
Galopim de Carvalho?
Os computadores, a Internet, o
Facebook e, acima de tudo, a possibilidade
de escrever a cada instante
e de, nesse preciso instante,
poder contar com algum leitor ocasional
algures achado no ciberespaço.
“Quando estou ao pé do computador
as horas passam de outra
forma, fico mais animado, mais feliz”.
Se não foi bem com estas palavras,
foi pelo menos esta a lição de
sabedoria que Galopim de Carvalho
deixou para justificar o facto de não
achar nada importante nem necessário
editar hoje livros em papel.
Coisa que, no que toca à literatura,
o próprio deixou de fazer há mais
de 10 anos. O que levanta uma série
de questões interessantes. Por que
razão proliferam com sucesso as
editoras “alsa drink” no tempo em
que a escrita está democratizada
nos meios eletrónicos? Qual a necessidade
de um qualquer novo autor
associar o seu nome a editoras
que por si são sinónimo de chungaria?
Para quê editar tantos preparados
instantâneos quando o mercado
livreiro está saturado e em
crise? E quando os leitores são cada
vez mais uma exótica e esquisita
minoria? Antes, pela raridade do
momento, quando alguém editava
um livro, caso já tivesse um filho,
dizia-se que só lhe faltava plantar
uma árvore para atingir a realização
total. Hoje, a parte difícil do teorema
está mesmo ao nível de conceber
criancinhas.
Lebrinha Uma familiar de um dos
antigos sócios-gerentes do Lebrinha
informou-nos que esta mítica cervejaria
de Serpa não está falida,
mas antes em processo de venda,
e que abrirá com nova gerência no
mais breve espaço de tempo.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Geração à Rasca - A Nossa Culpa

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma!
Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
ENTRUDO VIDIGUEIRA 2016
No próximo dia 7 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Vidigueira vai organizar o já tradicional desfile de Carnaval com a participação de escolas, clubes, associações, outros grupos organizados e foliões individuais.
Consulte o programa, o regulamento, a ficha de inscrição e outras informações relativas ao Entrudo16 Vidigueira AQUI.
Carnaval Cuba 2016
O Tema central para o Corso de 2016 é a "Música"
Constitui uma das apostas mais fortes do Município, com o intuito de promover turisticamente o concelho e dinamizar a economia local. A pouco mais de um mês do Carnaval, a Câmara Municipal de Cuba encontra-se agora a receber inscrições - até dia 02 de fevereiro - para o Corso Carnavalesco que se realiza no dia 09 de fevereiro, pelas 14h30, e que este ano tem a “Música” como tema central.
Como já vem sendo hábito, o corso percorrerá as principais artérias da vila e finaliza com um Baile de Máscaras, pelas 17h30.
Corso volta a ter "Convidada Especial"Tal como na edição anterior, para 2016 também já temos confirmada a participação especial do Corso Carnavalesco de Cuba, que este ano será a cantora portuguesa Micaela.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Diário do Alentejo Edição 1762
Editorial
Lebrinha
Paulo Barriga
Em Portugal, marcas como
“Cervejaria Lebrinha” haverá
poucas. E no Alentejo,
por muitas voltas que dê à cachola,
não encontro outra que se
lhe compare em pujança, eficiência,
reconhecimento. A eficácia
da marca ganhou tal dimensão
e notoriedade que “Lebrinha”
chegou a ser a única forma de nos
referirmos a Serpa, sem ter a necessidade
de dizer Serpa. O mais
curioso é que por detrás do segredo
desta marca de leitura geral
e imediata está um produto
que pouco tem a ver com Serpa ou
com o Alentejo: cerveja à pressão.
É verdade. Durante anos se apurou
nas catacumbas do Lebrinha
a “receita” de uma imperial que,
segundo os especialistas encartados
e todo o tipo de empiristas,
era imbatível. A melhor do
País, atestavam os diplomas que
estavam dependurados nas paredes
da cervejaria. Estava fechado
a sete chaves, o tratamento cabalístico
que levava a imperial do
Lebrinha. Era um dos mais reservados
e enigmáticos segredos
da indústria da restauração e similares
de Portugal. Um milagre
da multiplicação do gás a brotar
do fundo de um copo de cerveja.
O queijo tipo Serpa é famoso, as
queijadinhas de requeijão da senhora
Paixão também o são, são
muito apreciados aqueles cantares
à maneira de Serpa e as festas
da Senhora de Guadalupe, igualmente.
Mas Serpa, na viragem
do século XX para o século XXI,
não teve embaixador nem propaganda
externa que chegasse sequer
aos calcanhares da imperial
do Lebrinha. Ainda hoje, na
Internet, existem fóruns de debate
em torno daquele borbulhar
milagroso: ou era dos copos especiais
e mal lavados, ou era do
comprimento do cabo que leva a
cerveja do barril até à torneira, ou
era da pressão… Talvez fosse da
pressão. Mas não da mesma pressão
que levou à falência, dizem-me
que há pouco tempo, a Cervejaria
Lebrinha, esse ícone aloirado de
Serpa e do Alentejo. Reconheça-se
que os tempos mudaram. Que a
tecnologia democratizou a boa
imperial. Que nem só de cerveja
de manivela vive o homem. Que
quem vai a Serpa também o faz por
um bom petisco que encontrará
com facilidade no Manel Gato, no
Alentejano, no Chico Engrola, no
Molhó Bico, no Pedra de Sal, na
Tradição e em quase todas as tascas
e restaurantes de Serpa que tenham
um fogão escondido por detrás
do balcão. Coisa que faltava
exatamente ao Lebrinha nos últimos
anos. Não sei se alguém ou alguma
instituição ainda pode fazer
alguma coisa pelo Lebrinha.
Se nada se fizer é certo que não se
perde tudo, mas perde-se a oura
maneira de dizer Serpa, sem falar
em Serpa. O que é muito, não é?
Lebrinha
Paulo Barriga
Em Portugal, marcas como
“Cervejaria Lebrinha” haverá
poucas. E no Alentejo,
por muitas voltas que dê à cachola,
não encontro outra que se
lhe compare em pujança, eficiência,
reconhecimento. A eficácia
da marca ganhou tal dimensão
e notoriedade que “Lebrinha”
chegou a ser a única forma de nos
referirmos a Serpa, sem ter a necessidade
de dizer Serpa. O mais
curioso é que por detrás do segredo
desta marca de leitura geral
e imediata está um produto
que pouco tem a ver com Serpa ou
com o Alentejo: cerveja à pressão.
É verdade. Durante anos se apurou
nas catacumbas do Lebrinha
a “receita” de uma imperial que,
segundo os especialistas encartados
e todo o tipo de empiristas,
era imbatível. A melhor do
País, atestavam os diplomas que
estavam dependurados nas paredes
da cervejaria. Estava fechado
a sete chaves, o tratamento cabalístico
que levava a imperial do
Lebrinha. Era um dos mais reservados
e enigmáticos segredos
da indústria da restauração e similares
de Portugal. Um milagre
da multiplicação do gás a brotar
do fundo de um copo de cerveja.
O queijo tipo Serpa é famoso, as
queijadinhas de requeijão da senhora
Paixão também o são, são
muito apreciados aqueles cantares
à maneira de Serpa e as festas
da Senhora de Guadalupe, igualmente.
Mas Serpa, na viragem
do século XX para o século XXI,
não teve embaixador nem propaganda
externa que chegasse sequer
aos calcanhares da imperial
do Lebrinha. Ainda hoje, na
Internet, existem fóruns de debate
em torno daquele borbulhar
milagroso: ou era dos copos especiais
e mal lavados, ou era do
comprimento do cabo que leva a
cerveja do barril até à torneira, ou
era da pressão… Talvez fosse da
pressão. Mas não da mesma pressão
que levou à falência, dizem-me
que há pouco tempo, a Cervejaria
Lebrinha, esse ícone aloirado de
Serpa e do Alentejo. Reconheça-se
que os tempos mudaram. Que a
tecnologia democratizou a boa
imperial. Que nem só de cerveja
de manivela vive o homem. Que
quem vai a Serpa também o faz por
um bom petisco que encontrará
com facilidade no Manel Gato, no
Alentejano, no Chico Engrola, no
Molhó Bico, no Pedra de Sal, na
Tradição e em quase todas as tascas
e restaurantes de Serpa que tenham
um fogão escondido por detrás
do balcão. Coisa que faltava
exatamente ao Lebrinha nos últimos
anos. Não sei se alguém ou alguma
instituição ainda pode fazer
alguma coisa pelo Lebrinha.
Se nada se fizer é certo que não se
perde tudo, mas perde-se a oura
maneira de dizer Serpa, sem falar
em Serpa. O que é muito, não é?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Retratos do Cante em Beringel a partir de 30 de janeiro
Novo Ano, novas datas!
Começamos 2016 em cheio com uma mostra na localidade de Beringel.
De 30 de Janeiro a 23 de Fevereiro no Centro Cultural de Beringel.
Apareçam dia 30 às 17 horas para ver e ouvir o Cante Alentejano.
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