quarta-feira, 30 de março de 2016
Este Fim de Semana Todos os Sabores Estão em Beringel
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SABORES NO BARRO 2016
-
O Evento
Os
SABORES NO BARRO pretende ser uma iniciativa, com
entrada livre, que serve para a promoção do nosso território,
aliando a fileira do barro, à gastronomia e
ao cante alentejano (património cultural imaterial da
humanidade – UNESCO).
No
decurso do “Sabores no Barro”, irá decorrer o 2.º
Congresso de Oleiros do Sul – Encontro de oleiros, ceramistas,
artesãos, estudantes, técnicos da área e demais interessados na
olaria e trabalhos com barro, composto por um conjunto de seminários
e workshops.
A
organização disponibilizará o espaço “Terras de Barro” aos
artesãos e comerciantes dos artigos relacionados com o barro, a
olaria e os seus derivados.
Haverá
muita animação, com especial destaque para o cante alentejano, com
a apresentação de vários grupos.
Quem
visitar Beringel poderá também passar pelo Centro Cultural de
Beringel e percorrer a exposição de fotografia “Olhar com Vagar”
da autoria de Ricardo Zambujo e a exposição “Cantarinhas de
Beringel”, onde as antigas cantarinhas surgem agora recriadas.
-
O Embaixador
António
Zambujo continuará
a ser o nosso Embaixador e responsável pela programação
musical da “Embaixada
das Modas”,
espaço dedicado ao cante nos “Sabores do Barro”, contribuindo
para a divulgação e promoção do certame.
-
Gastronomia
Ao
longo do fim-de-semana, estará em funcionamento a Tenda
dos Sabores,
espaço dedicado à gastronomia, com diversas tasquinhas para
refeições e petiscos, valorizando os “comeres do barro” e
servidos pelas associações locais
-
II Congresso Oleiros do Sul
Este
segundo congresso que se realiza logo na sexta-feira, pretende ser um
encontro com conversas sobre o barro nas artes antigas, no
artesanato, na arte contemporânea, na história e como fator de
desenvolvimento local. Este ano conta com uma oficina de
cerâmica lecionada pelo mestre Ricardo Lopes. As conversas terão
como temas este ano: "A Olaria Utilitária na História do
Homem", "A Terra, o Barro e a Arte", "As Artes
Antigas: Olaria e Tijolo de Burro", "A Olaria e
Desenvolvimento Trás di munti- Cabo Verde", com a presença dos
mais destacados mestres nacionais. O público-alvo serão os oleiros,
ceramistas, artesãos, estudantes, educadores animadores,
professores, técnicos de turismo, arqueólogos, técnicos de
património e público em geral interessado por esta arte.
-
PROGRAMA
Sexta,
01 de Abril
10H00 – Início do II Congresso de Oleiros do Sul (ver programa específico)
18H00 - Abertura Oficial – Centro Cultural de Beringel
18H15 – Grupo Coral “Bafos de Baco” de Cuba
18H30 - Inauguração da Exposição "Cantarinha de Beringel 2016"
20H30 – Café Concerto “LOR”
22H00 - JON LUZ - Mornas e Coladeiras
23H30 – DJ “Ankjay” feat “Ozz Percurssion”
10H00 – Início do II Congresso de Oleiros do Sul (ver programa específico)
18H00 - Abertura Oficial – Centro Cultural de Beringel
18H15 – Grupo Coral “Bafos de Baco” de Cuba
18H30 - Inauguração da Exposição "Cantarinha de Beringel 2016"
20H30 – Café Concerto “LOR”
22H00 - JON LUZ - Mornas e Coladeiras
23H30 – DJ “Ankjay” feat “Ozz Percurssion”
Sábado,
02 de Abril
08H00 - Passeio TT
09H00 – Caminhada / Corrida - "Terras de Barro"
16H00 – Grupo de Cantares “Pedrinhas das Calçada” de Trancoso
17H00 - Grupo de Pequenos Cantadores de Beringel
17H30 - Grupo de Coral “Os Discípulos” de Beja
18H00 - Grupo Coral do Torrão
18H30 - Grupo de Cantadores de Beringel
19H00 – BERNARDO ESPINHO e Amigos
21H00 - Café Concerto - “Real Aliança Velha”
23H30 - DJ Porta Nova
08H00 - Passeio TT
09H00 – Caminhada / Corrida - "Terras de Barro"
16H00 – Grupo de Cantares “Pedrinhas das Calçada” de Trancoso
17H00 - Grupo de Pequenos Cantadores de Beringel
17H30 - Grupo de Coral “Os Discípulos” de Beja
18H00 - Grupo Coral do Torrão
18H30 - Grupo de Cantadores de Beringel
19H00 – BERNARDO ESPINHO e Amigos
21H00 - Café Concerto - “Real Aliança Velha”
23H30 - DJ Porta Nova
Domingo,
03 de Abril
09H00 - Prova de BTT
10H00 - Largada de Perdizes
16H00 – Grupo Instrumental “AlmaSul” de Beringel
17H00 - Grupo de Pequenos Cantadores de Beringel
17H30 - Grupo de Coral “Os Boinas” de Ferreira do Alentejo
18H00 - Grupo Coral Externato António Sérgio de Beringel
18H30 – D’EMPREITADA – Música Tradicional Alentejana
09H00 - Prova de BTT
10H00 - Largada de Perdizes
16H00 – Grupo Instrumental “AlmaSul” de Beringel
17H00 - Grupo de Pequenos Cantadores de Beringel
17H30 - Grupo de Coral “Os Boinas” de Ferreira do Alentejo
18H00 - Grupo Coral Externato António Sérgio de Beringel
18H30 – D’EMPREITADA – Música Tradicional Alentejana
terça-feira, 29 de março de 2016
Faleceu Castro e Brito
Manuel Efigénio de Castro e Brito nascido a 25 de Setembro de 1950, faleceu ontem à noite, na sua casa, em Baleizão
Tendo em atenção o facto, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa marcar presença no adeus a Castro e Brito, o serviço religioso é realizado na Igreja Paroquial do Carmo às 11.30 horas e o funeral sai, para o cemitério de Beja, às 12.15 horas.
O blog aldeagar apresenta sentidas condolências à família.
Diário do Alentejo Edição 1770
Editorial
Isto
Paulo Barriga
Perante o horror, perante
a barbárie e a intolerância
e o ódio sem limites,
há quem baixe os braços. Mesmo
sabendo que é na desistência que
reside a ignorância e a incapacidade
de compreender o problema
nas suas extensões mais profundas
e fundamentais. Também há
quem hoje mesmo clame por vingança.
Mesmo sabendo que a regra
do “olho por olho” é a tentação
que habita na beirinha do precipício.
Não é fácil conviver com “isto”.
E mais difícil se torna a convivência
quando “isto” se repete a cada dia
que passa. A banalização do terror
não pode conduzir à indiferença
e, muito menos, à resposta por estímulo
ao próprio terror. Esse é o
principal objetivo de quem “isto”
anda a provocar. Alterar a nossa
maneira de ser, as nossas vivências,
as nossas dinâmicas em sociedade,
radicalizar o nosso pensamento é
aceitar a vitória do terror. Ou melhor,
é reconhecer que o medo tomou
conta de nós. E essa é a mais
poderosas das bombas, o mais cruel
e suicida dos atentados, porque coletivo.
O chamado mundo ocidental
está confrontado com uma espécie
de fim de ciclo e a mola que
o fecha, embora possa parecer, não
são os miúdos dos subúrbios das
grandes cidades europeias. É a ignorância.
É o desconhecimento face
ao outro, a desconfiança, tantas vezes
a desconsideração e a insensibilidade.
E também aquela postura
tão arrogante e ao mesmo tempo
tão ingénua de acharmos que tudo
o que se passa para lá da soleira da
nossa porta não nos diz respeito.
Foi “nisto” que deu a nossa incultura.
E “nisto” iremos permanecer
até que nos mantenhamos inscientes
do mundo que nos rodeia.
Esta semana recebi um convite de
um importante arabista e poeta
com origens em Beja, Adalberto
Alves, para assistir a uma mesa-redonda
que decorrerá a 14 de abril,
em Florença, sob o lema “Encontro
entre culturas: as literaturas portuguesa
e árabe em diálogo”. No
dia anterior, na mesma cidade italiana,
Elena Chiarini, defenderá a
tese “A cultura árabe na obra literária
de Adalberto Alves”. Na última
sexta-feira, em Mértola, um grupo
de investigadores liderados pelo arquiteto
Miguel Reimão Costa, apresentou
em livro e em filme o resultado
de um aprofundado trabalho
de levantamento da arquitetura
tradicional daquela vila onde se
inclui, quase como molde ou modelo,
o bairro islâmico da alcáçova.
Na ocasião lembro-me de Cláudio
Torres, o suspeito do costume, afirmar
qualquer coisa como: “Para
os compreendermos, temos de os
conhecer melhor”. Há anos que
o Adalberto e o Cláudio nos vêm
lembrando deste pequeno detalhe.
Se algum dia os tivéssemos escutado,
talvez “isto” não tivesse agora
acontecido.
Isto
Paulo Barriga
Perante o horror, perante
a barbárie e a intolerância
e o ódio sem limites,
há quem baixe os braços. Mesmo
sabendo que é na desistência que
reside a ignorância e a incapacidade
de compreender o problema
nas suas extensões mais profundas
e fundamentais. Também há
quem hoje mesmo clame por vingança.
Mesmo sabendo que a regra
do “olho por olho” é a tentação
que habita na beirinha do precipício.
Não é fácil conviver com “isto”.
E mais difícil se torna a convivência
quando “isto” se repete a cada dia
que passa. A banalização do terror
não pode conduzir à indiferença
e, muito menos, à resposta por estímulo
ao próprio terror. Esse é o
principal objetivo de quem “isto”
anda a provocar. Alterar a nossa
maneira de ser, as nossas vivências,
as nossas dinâmicas em sociedade,
radicalizar o nosso pensamento é
aceitar a vitória do terror. Ou melhor,
é reconhecer que o medo tomou
conta de nós. E essa é a mais
poderosas das bombas, o mais cruel
e suicida dos atentados, porque coletivo.
O chamado mundo ocidental
está confrontado com uma espécie
de fim de ciclo e a mola que
o fecha, embora possa parecer, não
são os miúdos dos subúrbios das
grandes cidades europeias. É a ignorância.
É o desconhecimento face
ao outro, a desconfiança, tantas vezes
a desconsideração e a insensibilidade.
E também aquela postura
tão arrogante e ao mesmo tempo
tão ingénua de acharmos que tudo
o que se passa para lá da soleira da
nossa porta não nos diz respeito.
Foi “nisto” que deu a nossa incultura.
E “nisto” iremos permanecer
até que nos mantenhamos inscientes
do mundo que nos rodeia.
Esta semana recebi um convite de
um importante arabista e poeta
com origens em Beja, Adalberto
Alves, para assistir a uma mesa-redonda
que decorrerá a 14 de abril,
em Florença, sob o lema “Encontro
entre culturas: as literaturas portuguesa
e árabe em diálogo”. No
dia anterior, na mesma cidade italiana,
Elena Chiarini, defenderá a
tese “A cultura árabe na obra literária
de Adalberto Alves”. Na última
sexta-feira, em Mértola, um grupo
de investigadores liderados pelo arquiteto
Miguel Reimão Costa, apresentou
em livro e em filme o resultado
de um aprofundado trabalho
de levantamento da arquitetura
tradicional daquela vila onde se
inclui, quase como molde ou modelo,
o bairro islâmico da alcáçova.
Na ocasião lembro-me de Cláudio
Torres, o suspeito do costume, afirmar
qualquer coisa como: “Para
os compreendermos, temos de os
conhecer melhor”. Há anos que
o Adalberto e o Cláudio nos vêm
lembrando deste pequeno detalhe.
Se algum dia os tivéssemos escutado,
talvez “isto” não tivesse agora
acontecido.
terça-feira, 22 de março de 2016
XIV Festival do Peixe do Rio - 2 e 3|abr|2016
A localidade ribeirinha do Pomarão, recebe nos dias 2 e 3 de Abril 2016, mais uma edição do Festival do Peixe do Rio.
domingo, 20 de março de 2016
Diário do Alentejo Edição 1769
Editorial
Labregos
Paulo Barriga
O problema é comum a
todo o interior. No entanto,
o Alentejo continua
a ser a região do País
com maior falta de médicos.
Em agosto do ano passado, o
Governo decidiu estabelecer incentivos
extrassalariais para aliciar
os jovens médicos, a fixarem-
se fora dos grandes centros.
A medida não obteve sucesso. Os
médicos recém-especializados
preferem emigrar ou até mesmo
cair nas redes mafiosas da medicina
tarefeira do que cuidar da
saúde dos concidadãos que vivem
na campónia. Esquecendo,
os médicos assim como o
Estado, que somos também nós,
os labregos, que lhes pagamos
o cursinho. Assim, de repente,
não me ocorre de alguma vez
ter sido beneficiado com qualquer
medida fiscal ou outra por
morar na província. Sou freguês
de uma aldeia ao redor de Beja,
mas pago impostos como paga o
patrício da freguesia do Parque
das Nações. Pelo que não me parece
nada equitativo, fundado e
até legítimo que o companheiro
de Lisboa desfrute de meia-dúzia
de hospitais à escolha carregadinhos
de médicos até aos
sótãos e, às minhas filhas, nem
sequer lhes seja distribuído
um simples médico de família.
Alabregado, como já o disse,
pensava eu que havia falta de
médicos em Portugal. Mas não.
Não há. Há é falta de médicos no
Serviço Nacional de Saúde. O setor
privado está muito bem e recomenda-
se. E até estamos a exportar
boa matéria-prima para
os países ricos do norte europeu.
A abundância de médicos em
Portugal é de tal ordem que, esta
semana, a Associação Nacional
de Estudantes de Medicina, veio
reclamar ao Governo uma redução
no número de alunos que
anualmente tem acesso à universidade.
Dizem que os estudantes
e os médicos nas grandes
cidades são tantos que até encalham
uns nos outros em certas
aulas práticas. A imagem até seria
cómica, não fosse tão triste o
cenário. Há gente neste País que
morre por falta de assistência
médica e estes lorpas a quem pagamos
o curso (meio milhão de
euros entre formação básica e
especialidade), que estudam nas
universidades públicas e que se
formam em hospitais do Serviço
Nacional de Saúde, sempre às
nossas tenças, ainda têm a lata e
o despudor de vir fazer exigências
cretinas. Quando a única
coisa que se lhes exige, em nome
da moral e em abono do decoro,
é que devolvam às pessoas um
nadinha daquilo que elas, com
muito esforço, lhes proporcionaram.
Mesmo os labregos, como
nós.
Labregos
Paulo Barriga
O problema é comum a
todo o interior. No entanto,
o Alentejo continua
a ser a região do País
com maior falta de médicos.
Em agosto do ano passado, o
Governo decidiu estabelecer incentivos
extrassalariais para aliciar
os jovens médicos, a fixarem-
se fora dos grandes centros.
A medida não obteve sucesso. Os
médicos recém-especializados
preferem emigrar ou até mesmo
cair nas redes mafiosas da medicina
tarefeira do que cuidar da
saúde dos concidadãos que vivem
na campónia. Esquecendo,
os médicos assim como o
Estado, que somos também nós,
os labregos, que lhes pagamos
o cursinho. Assim, de repente,
não me ocorre de alguma vez
ter sido beneficiado com qualquer
medida fiscal ou outra por
morar na província. Sou freguês
de uma aldeia ao redor de Beja,
mas pago impostos como paga o
patrício da freguesia do Parque
das Nações. Pelo que não me parece
nada equitativo, fundado e
até legítimo que o companheiro
de Lisboa desfrute de meia-dúzia
de hospitais à escolha carregadinhos
de médicos até aos
sótãos e, às minhas filhas, nem
sequer lhes seja distribuído
um simples médico de família.
Alabregado, como já o disse,
pensava eu que havia falta de
médicos em Portugal. Mas não.
Não há. Há é falta de médicos no
Serviço Nacional de Saúde. O setor
privado está muito bem e recomenda-
se. E até estamos a exportar
boa matéria-prima para
os países ricos do norte europeu.
A abundância de médicos em
Portugal é de tal ordem que, esta
semana, a Associação Nacional
de Estudantes de Medicina, veio
reclamar ao Governo uma redução
no número de alunos que
anualmente tem acesso à universidade.
Dizem que os estudantes
e os médicos nas grandes
cidades são tantos que até encalham
uns nos outros em certas
aulas práticas. A imagem até seria
cómica, não fosse tão triste o
cenário. Há gente neste País que
morre por falta de assistência
médica e estes lorpas a quem pagamos
o curso (meio milhão de
euros entre formação básica e
especialidade), que estudam nas
universidades públicas e que se
formam em hospitais do Serviço
Nacional de Saúde, sempre às
nossas tenças, ainda têm a lata e
o despudor de vir fazer exigências
cretinas. Quando a única
coisa que se lhes exige, em nome
da moral e em abono do decoro,
é que devolvam às pessoas um
nadinha daquilo que elas, com
muito esforço, lhes proporcionaram.
Mesmo os labregos, como
nós.
terça-feira, 15 de março de 2016
Judo Clube de Beja campeão Ibérico no Ju-no-kata
Os 1ºs classificados no Ju-no-kata são do Judo Clube de Beja, nomeadamente Vítor Costa, no Tori e Veríssimo Segurado, no Uke.
A mesma dupla sagrou-se ainda vice campeã Ibérica no kodokan katame no kata e obteve um honroso terceiro lugar nas restantes duas modalidades, ou seja no Kime e no Kata.
Fonte:- Rádio Voz da Planície
segunda-feira, 14 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
II Congresso Oleiros do Sul - 1 Abril | Beringel
Um encontro com conversas sobre o barro nas artes antigas, no artesanato, na arte contemporânea, na história e como factor de desenvolvimento local. Este ano com uma oficina de cerâmica.
Público: Oleiros, ceramistas, artesãos, estudantes, educadores animadores, professores, técnicos de turismo, arqueólogos, técnicos de património e publico em geral.
Iniciativa inserida nos SABORES NO BARRO 1,2 e 3 Abril
P R O G R A M A
1ª Taça de Maratonas BTT CPC (Centro de Paralisia Cerebral de Beja)
1ª taça de Maratonas BTT CPC (Centro de paralisia Cerebral de Beja) está no ar!!!
10 Maratonas 1 vencedor por escalão M/F; classificados por escalões em cada maratona M/F; Troféus em todas as provas e geral na última prova.
10 Maratonas 1 vencedor por escalão M/F; classificados por escalões em cada maratona M/F; Troféus em todas as provas e geral na última prova.
10 Abril – Maratona BTT Salvada
17 Abril – Maratona BTTFigueirense
1 Maio – Maratona Trigaches Sempre´Abrir
22 Maio – Maratona BTTFerrobico
12 Junho – Maratona VeloClube Os leões Ferreira do Alentejo
19 Junho – Maratona Cuba Aventura
26 Junho – Maratona BTT Despertar
2 Julho – Maratona Nócturna Geração Radical do Penedo Gordo
4 Setembro – Maratona BT Mombeja
11 Setembro – Maratona BTTBaleizão
...
quinta-feira, 10 de março de 2016
Diário do Alentejo Edição 1768
Editorial
O ovo estrelado
Paulo Barriga
Sim, é verdade, acabei por
não resistir. Foi mais forte
do que eu, o impulso.
Estive esta terça no lançamento
do livro do momento: Alentejo
Prometido, de Henrique Raposo.
Entrei na livraria na qualidade de
jornalista. E saí lá de dentro enquanto
ativista ou intervencionista
ou indignado ou algo que
o valha. É que os Cantadores do
Desassossego, como forma de protesto
contra o teor desta obra, decidiram
interromper momentaneamente
a sessão, cantando a moda
“Alentejo, Alentejo” (é pena os nervos
terem traído a afinação, mas
pronto). Finda a qual viraram as
costas ao autor e abandonaram a
sala de forma pacífica e ordeira. E
eu cantei e saí com eles. E de outra
maneira não poderia ter sido.
Porquê? Porque também a mim o
livro de Henrique Raposo incomodou.
Ofendeu. Tirou do sério. Não
tanto pelos temas que lá são retratados,
mas antes pela reutilização
rancorosa, preconceituosa, generalista,
anacrónica e quase sempre
delirante que Henrique Raposo
faz dos mesmos. Mas pronto, o rapaz
já mostrou o que é e ao que
vem e, acima de tudo, com quem
se dá. E a minha indignação não é
tanto com ele, nem com o livrinho
dele, nem com as suas parvoíces,
as quais tem todo o direito de publicar,
mas com alguns tipos com
quem se dá. Aquilo que mais me
irrita nesses gajos é a encenação, a
dramaturgia e a narrativa puritana
que criaram em torno desta espécie
de happening de baixo teor intelectual.
As pessoas com quem
Henrique Raposo se dá, essencialmente
jornalistas, foram rápidas
e perspicazes em reconhecer
uma intifada nas reações enérgicas
ao livro. Foram lestas a exibir
um maluquinho que queima listas
telefónicas como exemplo dos novos
Torquemadas. Foram taxativas
em observar que este é um momento
de verdadeiro perigo para a
liberdade de expressão e, em consequência,
para o próprio jornalismo.
Mas nenhuma delas se deu
ao trabalho de questionar ou de
confrontar ou de investigar as
“verdades absolutas” que Henrique
Raposo diz ter reunido em livro. A
não ser que não tenha qualquer interesse
jornalístico o facto de, segundo
Henrique Raposo, existir
uma região de Portugal que convive
alegremente com o suicídio,
uma cultura onde as mulheres são
repetidamente violadas, um tecido
social que nem conhece a palavra
criança ou um território em estado
de pré-guerra. E onde historicamente
se servem ovos estrelados ao
pequeno-almoço, esse ritual negro
que vem do fim dos tempos e que
só demonstra como o alentejano
consegue ser perverso até na sua
dieta. Só para chatear ainda mais o
Henrique Raposo. Chiça.
O ovo estrelado
Paulo Barriga
Sim, é verdade, acabei por
não resistir. Foi mais forte
do que eu, o impulso.
Estive esta terça no lançamento
do livro do momento: Alentejo
Prometido, de Henrique Raposo.
Entrei na livraria na qualidade de
jornalista. E saí lá de dentro enquanto
ativista ou intervencionista
ou indignado ou algo que
o valha. É que os Cantadores do
Desassossego, como forma de protesto
contra o teor desta obra, decidiram
interromper momentaneamente
a sessão, cantando a moda
“Alentejo, Alentejo” (é pena os nervos
terem traído a afinação, mas
pronto). Finda a qual viraram as
costas ao autor e abandonaram a
sala de forma pacífica e ordeira. E
eu cantei e saí com eles. E de outra
maneira não poderia ter sido.
Porquê? Porque também a mim o
livro de Henrique Raposo incomodou.
Ofendeu. Tirou do sério. Não
tanto pelos temas que lá são retratados,
mas antes pela reutilização
rancorosa, preconceituosa, generalista,
anacrónica e quase sempre
delirante que Henrique Raposo
faz dos mesmos. Mas pronto, o rapaz
já mostrou o que é e ao que
vem e, acima de tudo, com quem
se dá. E a minha indignação não é
tanto com ele, nem com o livrinho
dele, nem com as suas parvoíces,
as quais tem todo o direito de publicar,
mas com alguns tipos com
quem se dá. Aquilo que mais me
irrita nesses gajos é a encenação, a
dramaturgia e a narrativa puritana
que criaram em torno desta espécie
de happening de baixo teor intelectual.
As pessoas com quem
Henrique Raposo se dá, essencialmente
jornalistas, foram rápidas
e perspicazes em reconhecer
uma intifada nas reações enérgicas
ao livro. Foram lestas a exibir
um maluquinho que queima listas
telefónicas como exemplo dos novos
Torquemadas. Foram taxativas
em observar que este é um momento
de verdadeiro perigo para a
liberdade de expressão e, em consequência,
para o próprio jornalismo.
Mas nenhuma delas se deu
ao trabalho de questionar ou de
confrontar ou de investigar as
“verdades absolutas” que Henrique
Raposo diz ter reunido em livro. A
não ser que não tenha qualquer interesse
jornalístico o facto de, segundo
Henrique Raposo, existir
uma região de Portugal que convive
alegremente com o suicídio,
uma cultura onde as mulheres são
repetidamente violadas, um tecido
social que nem conhece a palavra
criança ou um território em estado
de pré-guerra. E onde historicamente
se servem ovos estrelados ao
pequeno-almoço, esse ritual negro
que vem do fim dos tempos e que
só demonstra como o alentejano
consegue ser perverso até na sua
dieta. Só para chatear ainda mais o
Henrique Raposo. Chiça.
terça-feira, 8 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
Beja lança plano para valorizar e transmitir às novas gerações o cante alentejano
A Câmara de Beja aprovou um plano que prevê medidas para salvaguardar, valorizar e transmitir às novas gerações o cante alentejano, como o apoio ao ensino do cante nas escolas e aos grupos corais do concelho.
O Plano Municipal para Dinamização e Promoção do Cante Alentejano, visa "construir uma estratégia municipal global com medidas de salvaguarda" para "valorizar o cante e assegurar a sua transmissão às gerações mais novas, como meio de proteção" daquele património.
A estratégia do plano visa "fomentar o envolvimento de todos os agentes e atores do cante, unidos em torno de um mesmo objetivo", ou seja, a salvaguarda do cante alentejano, um canto coletivo sem recurso a instrumentos, que foi classificado em 2014 como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
"A importância da preservação e da salvaguarda do cante para o município está patente na sua estratégia de desenvolvimento e teve expressão nas ações dinamizadas em 2015", como a declaração do Ano Municipal do Cante e a sua classificação como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal, frisa a autarquia.
A continuação do processo, através do plano, visa "o aprofundamento do trabalho já concretizado e promover dinâmicas de futuro que potenciem e promovam" o cante, "apostando na sua projeção local, nacional e internacional, valorizando todos os momentos e contextos em que o cante acontece", explica a autarquia.
Através do plano, a Câmara de Beja "compromete-se "a envidar os melhores esforços" para promover a salvaguarda do património imaterial do cante alentejano, "facultando o apoio institucional que estiver ao seu alcance e considerar adequado e oportuno no quadro das suas atividades e competências".
Neste sentido, a autarquia compromete-se a apoiar a transmissão do cante alentejano em todas as escolas do concelho, "como o ensino do cante integrado nos planos de atividades e na componente letiva regular".
"O objetivo é que as crianças aprendam a cantar e interpretar as modas, mas também a compreender a história e a cultura da região, reforçando o sentimento de pertença à terra e ao Alentejo", explica o município.
A autarquia compromete-se também a disponibilizar "apoio financeiro ou de recursos humanos" a projetos de ensino do cante e a apoiar a dinamização de projetos educativos e atividades de grupos corais infantis nascidos do projeto de ensino do cante nas escolas.
O município compromete-se também a apoiar os grupos corais do concelho na melhoria de equipamentos e trajes tradicionais "distintivos e caracterizadores da etnografia de cada grupo", na disponibilização de transportes e na promoção da participação dos grupos em eventos locais, nacionais e internacionais.
A autarquia compromete-se ainda a patrocinar a gravação de CD e a produção de elementos de "merchandise" que "sustentem a divulgação e a promoção turística do cante" e a analisar outro tipo de apoios para promover a salvaguarda, a dinamização e a promoção do cante.
Para "assegurar a sustentabilidade" da estratégia do plano, o município refere que irá afetar verbas do orçamento municipal para as medidas e envidar "todos os esforços" para obter financiamentos através de candidaturas a fundos disponíveis no âmbito de políticas nacionais e comunitárias.
Segundo o município, o plano vai ser colocado à discussão de "todos os que nele se vejam, de forma direta ou indireta, envolvidos" e está aberto a "contributos que o reforcem e melhorem" para "alcançar o propósito de afirmar Beja como território do cante".
Fonte:-
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