quinta-feira, 7 de abril de 2016
Taça de maratonas BTT CPC Beja
Arranca este fim de semana, a primeira prova integrada na Taça de Maratonas BTT do CPC Beja.
Salvada será o palco da primeira de dez maratonas da Taça BTT CPCB, que culminará dia 11 de setembro em Baleizão.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Clube Taurino Beringelense visita Sevilha
O Clube Taurino Beringelense organiza no próximo sábado, dia 16 de Abril, uma excursão à Feira de Abril em Sevilha. As inscrições foram abertas no passado fim-de-semana, durante os Sabores no Barro, em Beringel, onde o Clube Taurino marcou presença com um espaço expositivo, e onde ficou bem patente o interesse que a visita despertou nos visitantes, pois os cinquenta lugares foram rapidamente adquiridos, pelo que o Clube já reservou um segundo autocarro.
O custo da viagem será de 12,5€ para sócios do Clube e 17,5€ para os restantes. A partida está agendada para as 7H00, da paragem dos autocarros em Beringel. Neste dia os visitantes que queiram adquirir bilhete para a corrida de toiros por sua conta, poderão ver em ação os matadores de toiros Finito de Córdoba, Juan José Padilla e “El Fandi”.
Clube de Patinagem de Beja recebe Sporting Clube de Portugal
É já no próximo fim de semana que o Pavilhão Municipal de Beja “João Serra Magalhães” irá ser palco de mais uma grande Jornada para o Clube de Patinagem de Beja em Hóquei em Patins.
No próximo Sábado dia 09 de Março,
“CP Beja – Sporting Clube de Portugal” - sub-13, relativo ao Campeonato Nacional Zona Sul D, pelas 12:00h no Pavilhão Municipal “João Serra Magalhães” em Beja.
No próximo Sábado dia 09 de Março,
“CP Beja – Sporting Clube de Portugal” - sub-13, relativo ao Campeonato Nacional Zona Sul D, pelas 12:00h no Pavilhão Municipal “João Serra Magalhães” em Beja.
sábado, 2 de abril de 2016
Diário do Alentejo Edição 1771
Editorial
Castro
Paulo Barriga
O povo tem a mania de dizer
que “apenas faz falta
quem cá está”. Também
diz que de insubstituíveis está o cemitério
cheio. Ou: “quem está, está!
Quem vai, vai!”. Não me atrevo a
dizer que o povo mente com todos
os dentes que tem na boca quando
passa estas locuções de geração em
geração. Digo apenas que, por vezes,
o povo é como o Diabo, gosta
de escrever o direito por linhas que
são tortas. Por várias vezes já aqui
o escrevi e repeti-lo-ei quantas outras
forem necessárias: somos demasiadamente
poucos e poucos
demasiadamente bons para aceitar
de ânimo leve certas partidas.
Como esta que nos pregou
agora o Manuel de Castro e Brito.
Assim, de repente. Na minha terra,
o Alentejo, que era a sua terra, em
toda a minha vida, nunca conheci,
e por certo não virei a conhecer,
homem mais criticado, mais escrutinado,
mais desdenhado, mais
vilipendiado, mais invejado do que
este. Era o alvo mais próximo, mas
apenas aparentemente mais fácil
de atingir, para a mesquinhez
e para a tacanhez local. Pela indiferença
que lhe causava as setas da
má-língua, o admirei. E muito. E
ainda mais o prezei pelo que, ainda
assim, fez pela sua terra, pelas pessoas
da sua terra, pelas instituições
da sua terra, pelo desenvolvimento
da sua terra, pelo bom-nome da
sua terra. Sim, o nome de Manuel
de Castro e Brito confunde-se com
o próprio nome da sua terra. Beja.
Essa cidade esquecida no fundo
do mapa de Portugal que, durante
tantos anos, apenas emergia
pela primavera sob a designação
de Ovibeja. Faz agora 33 anos
que Manuel de Castro e Brito, com
a ajuda de um bom punhado de
amigos, implementou o moderno
e ainda hoje atual e imensamente
replicado conceito de feira agrícola.
Uma feira total, direcionada
na essência para as pessoas, para
todas as pessoas, de todas as gerações,
de todas as proveniências sociais
e culturais. É isso mesmo que
a Ovibeja é: a Feira. Tão só, a nossa
Feira. Mas Castro e Brito não era
apenas o ideólogo da Ovibeja, enquanto
momento de recreação e de
reencontro e de elevação da autoestima
de todo este povo. Castro e
Brito era o político da política à sério.
Da política sem partidos nem
quarteis nem panos-quentes. Da
política do concreto. Era a nossa
voz, ainda que o fosse apenas uma
vez por ano, que se fazia ouvir lá
em cima. Lá nos ministérios e nos
corredores parlamentares e nos
jardins de Belém e nos telejornais e
onde calhasse. O povo tem a mania
de dizer que “apenas faz falta quem
cá está”. Eu, na morte do Manuel
de Castro e Brito, na sua falta que
é tão grande e tão pesada e tão espessa,
apenas me apetece dizer que
não, que isso não é verdade, apenas
isso… neste instante!
Castro
Paulo Barriga
O povo tem a mania de dizer
que “apenas faz falta
quem cá está”. Também
diz que de insubstituíveis está o cemitério
cheio. Ou: “quem está, está!
Quem vai, vai!”. Não me atrevo a
dizer que o povo mente com todos
os dentes que tem na boca quando
passa estas locuções de geração em
geração. Digo apenas que, por vezes,
o povo é como o Diabo, gosta
de escrever o direito por linhas que
são tortas. Por várias vezes já aqui
o escrevi e repeti-lo-ei quantas outras
forem necessárias: somos demasiadamente
poucos e poucos
demasiadamente bons para aceitar
de ânimo leve certas partidas.
Como esta que nos pregou
agora o Manuel de Castro e Brito.
Assim, de repente. Na minha terra,
o Alentejo, que era a sua terra, em
toda a minha vida, nunca conheci,
e por certo não virei a conhecer,
homem mais criticado, mais escrutinado,
mais desdenhado, mais
vilipendiado, mais invejado do que
este. Era o alvo mais próximo, mas
apenas aparentemente mais fácil
de atingir, para a mesquinhez
e para a tacanhez local. Pela indiferença
que lhe causava as setas da
má-língua, o admirei. E muito. E
ainda mais o prezei pelo que, ainda
assim, fez pela sua terra, pelas pessoas
da sua terra, pelas instituições
da sua terra, pelo desenvolvimento
da sua terra, pelo bom-nome da
sua terra. Sim, o nome de Manuel
de Castro e Brito confunde-se com
o próprio nome da sua terra. Beja.
Essa cidade esquecida no fundo
do mapa de Portugal que, durante
tantos anos, apenas emergia
pela primavera sob a designação
de Ovibeja. Faz agora 33 anos
que Manuel de Castro e Brito, com
a ajuda de um bom punhado de
amigos, implementou o moderno
e ainda hoje atual e imensamente
replicado conceito de feira agrícola.
Uma feira total, direcionada
na essência para as pessoas, para
todas as pessoas, de todas as gerações,
de todas as proveniências sociais
e culturais. É isso mesmo que
a Ovibeja é: a Feira. Tão só, a nossa
Feira. Mas Castro e Brito não era
apenas o ideólogo da Ovibeja, enquanto
momento de recreação e de
reencontro e de elevação da autoestima
de todo este povo. Castro e
Brito era o político da política à sério.
Da política sem partidos nem
quarteis nem panos-quentes. Da
política do concreto. Era a nossa
voz, ainda que o fosse apenas uma
vez por ano, que se fazia ouvir lá
em cima. Lá nos ministérios e nos
corredores parlamentares e nos
jardins de Belém e nos telejornais e
onde calhasse. O povo tem a mania
de dizer que “apenas faz falta quem
cá está”. Eu, na morte do Manuel
de Castro e Brito, na sua falta que
é tão grande e tão pesada e tão espessa,
apenas me apetece dizer que
não, que isso não é verdade, apenas
isso… neste instante!
sexta-feira, 1 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
Este Fim de Semana Todos os Sabores Estão em Beringel
-
SABORES NO BARRO 2016
-
O Evento
Os
SABORES NO BARRO pretende ser uma iniciativa, com
entrada livre, que serve para a promoção do nosso território,
aliando a fileira do barro, à gastronomia e
ao cante alentejano (património cultural imaterial da
humanidade – UNESCO).
No
decurso do “Sabores no Barro”, irá decorrer o 2.º
Congresso de Oleiros do Sul – Encontro de oleiros, ceramistas,
artesãos, estudantes, técnicos da área e demais interessados na
olaria e trabalhos com barro, composto por um conjunto de seminários
e workshops.
A
organização disponibilizará o espaço “Terras de Barro” aos
artesãos e comerciantes dos artigos relacionados com o barro, a
olaria e os seus derivados.
Haverá
muita animação, com especial destaque para o cante alentejano, com
a apresentação de vários grupos.
Quem
visitar Beringel poderá também passar pelo Centro Cultural de
Beringel e percorrer a exposição de fotografia “Olhar com Vagar”
da autoria de Ricardo Zambujo e a exposição “Cantarinhas de
Beringel”, onde as antigas cantarinhas surgem agora recriadas.
-
O Embaixador
António
Zambujo continuará
a ser o nosso Embaixador e responsável pela programação
musical da “Embaixada
das Modas”,
espaço dedicado ao cante nos “Sabores do Barro”, contribuindo
para a divulgação e promoção do certame.
-
Gastronomia
Ao
longo do fim-de-semana, estará em funcionamento a Tenda
dos Sabores,
espaço dedicado à gastronomia, com diversas tasquinhas para
refeições e petiscos, valorizando os “comeres do barro” e
servidos pelas associações locais
-
II Congresso Oleiros do Sul
Este
segundo congresso que se realiza logo na sexta-feira, pretende ser um
encontro com conversas sobre o barro nas artes antigas, no
artesanato, na arte contemporânea, na história e como fator de
desenvolvimento local. Este ano conta com uma oficina de
cerâmica lecionada pelo mestre Ricardo Lopes. As conversas terão
como temas este ano: "A Olaria Utilitária na História do
Homem", "A Terra, o Barro e a Arte", "As Artes
Antigas: Olaria e Tijolo de Burro", "A Olaria e
Desenvolvimento Trás di munti- Cabo Verde", com a presença dos
mais destacados mestres nacionais. O público-alvo serão os oleiros,
ceramistas, artesãos, estudantes, educadores animadores,
professores, técnicos de turismo, arqueólogos, técnicos de
património e público em geral interessado por esta arte.
-
PROGRAMA
Sexta,
01 de Abril
10H00 – Início do II Congresso de Oleiros do Sul (ver programa específico)
18H00 - Abertura Oficial – Centro Cultural de Beringel
18H15 – Grupo Coral “Bafos de Baco” de Cuba
18H30 - Inauguração da Exposição "Cantarinha de Beringel 2016"
20H30 – Café Concerto “LOR”
22H00 - JON LUZ - Mornas e Coladeiras
23H30 – DJ “Ankjay” feat “Ozz Percurssion”
10H00 – Início do II Congresso de Oleiros do Sul (ver programa específico)
18H00 - Abertura Oficial – Centro Cultural de Beringel
18H15 – Grupo Coral “Bafos de Baco” de Cuba
18H30 - Inauguração da Exposição "Cantarinha de Beringel 2016"
20H30 – Café Concerto “LOR”
22H00 - JON LUZ - Mornas e Coladeiras
23H30 – DJ “Ankjay” feat “Ozz Percurssion”
Sábado,
02 de Abril
08H00 - Passeio TT
09H00 – Caminhada / Corrida - "Terras de Barro"
16H00 – Grupo de Cantares “Pedrinhas das Calçada” de Trancoso
17H00 - Grupo de Pequenos Cantadores de Beringel
17H30 - Grupo de Coral “Os Discípulos” de Beja
18H00 - Grupo Coral do Torrão
18H30 - Grupo de Cantadores de Beringel
19H00 – BERNARDO ESPINHO e Amigos
21H00 - Café Concerto - “Real Aliança Velha”
23H30 - DJ Porta Nova
08H00 - Passeio TT
09H00 – Caminhada / Corrida - "Terras de Barro"
16H00 – Grupo de Cantares “Pedrinhas das Calçada” de Trancoso
17H00 - Grupo de Pequenos Cantadores de Beringel
17H30 - Grupo de Coral “Os Discípulos” de Beja
18H00 - Grupo Coral do Torrão
18H30 - Grupo de Cantadores de Beringel
19H00 – BERNARDO ESPINHO e Amigos
21H00 - Café Concerto - “Real Aliança Velha”
23H30 - DJ Porta Nova
Domingo,
03 de Abril
09H00 - Prova de BTT
10H00 - Largada de Perdizes
16H00 – Grupo Instrumental “AlmaSul” de Beringel
17H00 - Grupo de Pequenos Cantadores de Beringel
17H30 - Grupo de Coral “Os Boinas” de Ferreira do Alentejo
18H00 - Grupo Coral Externato António Sérgio de Beringel
18H30 – D’EMPREITADA – Música Tradicional Alentejana
09H00 - Prova de BTT
10H00 - Largada de Perdizes
16H00 – Grupo Instrumental “AlmaSul” de Beringel
17H00 - Grupo de Pequenos Cantadores de Beringel
17H30 - Grupo de Coral “Os Boinas” de Ferreira do Alentejo
18H00 - Grupo Coral Externato António Sérgio de Beringel
18H30 – D’EMPREITADA – Música Tradicional Alentejana
terça-feira, 29 de março de 2016
Faleceu Castro e Brito
Manuel Efigénio de Castro e Brito nascido a 25 de Setembro de 1950, faleceu ontem à noite, na sua casa, em Baleizão
Tendo em atenção o facto, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa marcar presença no adeus a Castro e Brito, o serviço religioso é realizado na Igreja Paroquial do Carmo às 11.30 horas e o funeral sai, para o cemitério de Beja, às 12.15 horas.
O blog aldeagar apresenta sentidas condolências à família.
Diário do Alentejo Edição 1770
Editorial
Isto
Paulo Barriga
Perante o horror, perante
a barbárie e a intolerância
e o ódio sem limites,
há quem baixe os braços. Mesmo
sabendo que é na desistência que
reside a ignorância e a incapacidade
de compreender o problema
nas suas extensões mais profundas
e fundamentais. Também há
quem hoje mesmo clame por vingança.
Mesmo sabendo que a regra
do “olho por olho” é a tentação
que habita na beirinha do precipício.
Não é fácil conviver com “isto”.
E mais difícil se torna a convivência
quando “isto” se repete a cada dia
que passa. A banalização do terror
não pode conduzir à indiferença
e, muito menos, à resposta por estímulo
ao próprio terror. Esse é o
principal objetivo de quem “isto”
anda a provocar. Alterar a nossa
maneira de ser, as nossas vivências,
as nossas dinâmicas em sociedade,
radicalizar o nosso pensamento é
aceitar a vitória do terror. Ou melhor,
é reconhecer que o medo tomou
conta de nós. E essa é a mais
poderosas das bombas, o mais cruel
e suicida dos atentados, porque coletivo.
O chamado mundo ocidental
está confrontado com uma espécie
de fim de ciclo e a mola que
o fecha, embora possa parecer, não
são os miúdos dos subúrbios das
grandes cidades europeias. É a ignorância.
É o desconhecimento face
ao outro, a desconfiança, tantas vezes
a desconsideração e a insensibilidade.
E também aquela postura
tão arrogante e ao mesmo tempo
tão ingénua de acharmos que tudo
o que se passa para lá da soleira da
nossa porta não nos diz respeito.
Foi “nisto” que deu a nossa incultura.
E “nisto” iremos permanecer
até que nos mantenhamos inscientes
do mundo que nos rodeia.
Esta semana recebi um convite de
um importante arabista e poeta
com origens em Beja, Adalberto
Alves, para assistir a uma mesa-redonda
que decorrerá a 14 de abril,
em Florença, sob o lema “Encontro
entre culturas: as literaturas portuguesa
e árabe em diálogo”. No
dia anterior, na mesma cidade italiana,
Elena Chiarini, defenderá a
tese “A cultura árabe na obra literária
de Adalberto Alves”. Na última
sexta-feira, em Mértola, um grupo
de investigadores liderados pelo arquiteto
Miguel Reimão Costa, apresentou
em livro e em filme o resultado
de um aprofundado trabalho
de levantamento da arquitetura
tradicional daquela vila onde se
inclui, quase como molde ou modelo,
o bairro islâmico da alcáçova.
Na ocasião lembro-me de Cláudio
Torres, o suspeito do costume, afirmar
qualquer coisa como: “Para
os compreendermos, temos de os
conhecer melhor”. Há anos que
o Adalberto e o Cláudio nos vêm
lembrando deste pequeno detalhe.
Se algum dia os tivéssemos escutado,
talvez “isto” não tivesse agora
acontecido.
Isto
Paulo Barriga
Perante o horror, perante
a barbárie e a intolerância
e o ódio sem limites,
há quem baixe os braços. Mesmo
sabendo que é na desistência que
reside a ignorância e a incapacidade
de compreender o problema
nas suas extensões mais profundas
e fundamentais. Também há
quem hoje mesmo clame por vingança.
Mesmo sabendo que a regra
do “olho por olho” é a tentação
que habita na beirinha do precipício.
Não é fácil conviver com “isto”.
E mais difícil se torna a convivência
quando “isto” se repete a cada dia
que passa. A banalização do terror
não pode conduzir à indiferença
e, muito menos, à resposta por estímulo
ao próprio terror. Esse é o
principal objetivo de quem “isto”
anda a provocar. Alterar a nossa
maneira de ser, as nossas vivências,
as nossas dinâmicas em sociedade,
radicalizar o nosso pensamento é
aceitar a vitória do terror. Ou melhor,
é reconhecer que o medo tomou
conta de nós. E essa é a mais
poderosas das bombas, o mais cruel
e suicida dos atentados, porque coletivo.
O chamado mundo ocidental
está confrontado com uma espécie
de fim de ciclo e a mola que
o fecha, embora possa parecer, não
são os miúdos dos subúrbios das
grandes cidades europeias. É a ignorância.
É o desconhecimento face
ao outro, a desconfiança, tantas vezes
a desconsideração e a insensibilidade.
E também aquela postura
tão arrogante e ao mesmo tempo
tão ingénua de acharmos que tudo
o que se passa para lá da soleira da
nossa porta não nos diz respeito.
Foi “nisto” que deu a nossa incultura.
E “nisto” iremos permanecer
até que nos mantenhamos inscientes
do mundo que nos rodeia.
Esta semana recebi um convite de
um importante arabista e poeta
com origens em Beja, Adalberto
Alves, para assistir a uma mesa-redonda
que decorrerá a 14 de abril,
em Florença, sob o lema “Encontro
entre culturas: as literaturas portuguesa
e árabe em diálogo”. No
dia anterior, na mesma cidade italiana,
Elena Chiarini, defenderá a
tese “A cultura árabe na obra literária
de Adalberto Alves”. Na última
sexta-feira, em Mértola, um grupo
de investigadores liderados pelo arquiteto
Miguel Reimão Costa, apresentou
em livro e em filme o resultado
de um aprofundado trabalho
de levantamento da arquitetura
tradicional daquela vila onde se
inclui, quase como molde ou modelo,
o bairro islâmico da alcáçova.
Na ocasião lembro-me de Cláudio
Torres, o suspeito do costume, afirmar
qualquer coisa como: “Para
os compreendermos, temos de os
conhecer melhor”. Há anos que
o Adalberto e o Cláudio nos vêm
lembrando deste pequeno detalhe.
Se algum dia os tivéssemos escutado,
talvez “isto” não tivesse agora
acontecido.
terça-feira, 22 de março de 2016
XIV Festival do Peixe do Rio - 2 e 3|abr|2016
A localidade ribeirinha do Pomarão, recebe nos dias 2 e 3 de Abril 2016, mais uma edição do Festival do Peixe do Rio.
domingo, 20 de março de 2016
Diário do Alentejo Edição 1769
Editorial
Labregos
Paulo Barriga
O problema é comum a
todo o interior. No entanto,
o Alentejo continua
a ser a região do País
com maior falta de médicos.
Em agosto do ano passado, o
Governo decidiu estabelecer incentivos
extrassalariais para aliciar
os jovens médicos, a fixarem-
se fora dos grandes centros.
A medida não obteve sucesso. Os
médicos recém-especializados
preferem emigrar ou até mesmo
cair nas redes mafiosas da medicina
tarefeira do que cuidar da
saúde dos concidadãos que vivem
na campónia. Esquecendo,
os médicos assim como o
Estado, que somos também nós,
os labregos, que lhes pagamos
o cursinho. Assim, de repente,
não me ocorre de alguma vez
ter sido beneficiado com qualquer
medida fiscal ou outra por
morar na província. Sou freguês
de uma aldeia ao redor de Beja,
mas pago impostos como paga o
patrício da freguesia do Parque
das Nações. Pelo que não me parece
nada equitativo, fundado e
até legítimo que o companheiro
de Lisboa desfrute de meia-dúzia
de hospitais à escolha carregadinhos
de médicos até aos
sótãos e, às minhas filhas, nem
sequer lhes seja distribuído
um simples médico de família.
Alabregado, como já o disse,
pensava eu que havia falta de
médicos em Portugal. Mas não.
Não há. Há é falta de médicos no
Serviço Nacional de Saúde. O setor
privado está muito bem e recomenda-
se. E até estamos a exportar
boa matéria-prima para
os países ricos do norte europeu.
A abundância de médicos em
Portugal é de tal ordem que, esta
semana, a Associação Nacional
de Estudantes de Medicina, veio
reclamar ao Governo uma redução
no número de alunos que
anualmente tem acesso à universidade.
Dizem que os estudantes
e os médicos nas grandes
cidades são tantos que até encalham
uns nos outros em certas
aulas práticas. A imagem até seria
cómica, não fosse tão triste o
cenário. Há gente neste País que
morre por falta de assistência
médica e estes lorpas a quem pagamos
o curso (meio milhão de
euros entre formação básica e
especialidade), que estudam nas
universidades públicas e que se
formam em hospitais do Serviço
Nacional de Saúde, sempre às
nossas tenças, ainda têm a lata e
o despudor de vir fazer exigências
cretinas. Quando a única
coisa que se lhes exige, em nome
da moral e em abono do decoro,
é que devolvam às pessoas um
nadinha daquilo que elas, com
muito esforço, lhes proporcionaram.
Mesmo os labregos, como
nós.
Labregos
Paulo Barriga
O problema é comum a
todo o interior. No entanto,
o Alentejo continua
a ser a região do País
com maior falta de médicos.
Em agosto do ano passado, o
Governo decidiu estabelecer incentivos
extrassalariais para aliciar
os jovens médicos, a fixarem-
se fora dos grandes centros.
A medida não obteve sucesso. Os
médicos recém-especializados
preferem emigrar ou até mesmo
cair nas redes mafiosas da medicina
tarefeira do que cuidar da
saúde dos concidadãos que vivem
na campónia. Esquecendo,
os médicos assim como o
Estado, que somos também nós,
os labregos, que lhes pagamos
o cursinho. Assim, de repente,
não me ocorre de alguma vez
ter sido beneficiado com qualquer
medida fiscal ou outra por
morar na província. Sou freguês
de uma aldeia ao redor de Beja,
mas pago impostos como paga o
patrício da freguesia do Parque
das Nações. Pelo que não me parece
nada equitativo, fundado e
até legítimo que o companheiro
de Lisboa desfrute de meia-dúzia
de hospitais à escolha carregadinhos
de médicos até aos
sótãos e, às minhas filhas, nem
sequer lhes seja distribuído
um simples médico de família.
Alabregado, como já o disse,
pensava eu que havia falta de
médicos em Portugal. Mas não.
Não há. Há é falta de médicos no
Serviço Nacional de Saúde. O setor
privado está muito bem e recomenda-
se. E até estamos a exportar
boa matéria-prima para
os países ricos do norte europeu.
A abundância de médicos em
Portugal é de tal ordem que, esta
semana, a Associação Nacional
de Estudantes de Medicina, veio
reclamar ao Governo uma redução
no número de alunos que
anualmente tem acesso à universidade.
Dizem que os estudantes
e os médicos nas grandes
cidades são tantos que até encalham
uns nos outros em certas
aulas práticas. A imagem até seria
cómica, não fosse tão triste o
cenário. Há gente neste País que
morre por falta de assistência
médica e estes lorpas a quem pagamos
o curso (meio milhão de
euros entre formação básica e
especialidade), que estudam nas
universidades públicas e que se
formam em hospitais do Serviço
Nacional de Saúde, sempre às
nossas tenças, ainda têm a lata e
o despudor de vir fazer exigências
cretinas. Quando a única
coisa que se lhes exige, em nome
da moral e em abono do decoro,
é que devolvam às pessoas um
nadinha daquilo que elas, com
muito esforço, lhes proporcionaram.
Mesmo os labregos, como
nós.
terça-feira, 15 de março de 2016
Judo Clube de Beja campeão Ibérico no Ju-no-kata
Os 1ºs classificados no Ju-no-kata são do Judo Clube de Beja, nomeadamente Vítor Costa, no Tori e Veríssimo Segurado, no Uke.
A mesma dupla sagrou-se ainda vice campeã Ibérica no kodokan katame no kata e obteve um honroso terceiro lugar nas restantes duas modalidades, ou seja no Kime e no Kata.
Fonte:- Rádio Voz da Planície
segunda-feira, 14 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
II Congresso Oleiros do Sul - 1 Abril | Beringel
Um encontro com conversas sobre o barro nas artes antigas, no artesanato, na arte contemporânea, na história e como factor de desenvolvimento local. Este ano com uma oficina de cerâmica.
Público: Oleiros, ceramistas, artesãos, estudantes, educadores animadores, professores, técnicos de turismo, arqueólogos, técnicos de património e publico em geral.
Iniciativa inserida nos SABORES NO BARRO 1,2 e 3 Abril
P R O G R A M A
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