quinta-feira, 24 de novembro de 2016
domingo, 20 de novembro de 2016
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Diário do Alentejo Edição 1804
Editorial
Bolha
Paulo Barriga
Em linha de crescimento, tal
como acontece no resto do
País, mas não com tanta vitalidade,
tal como acontece em Lisboa
e no Porto, o mercado do imobiliário
começa a reemitir sinais de vitalidade
no Alentejo. É sempre assinalável,
ou de assinalar, algum incremento
nos negócios em todo e qualquer setor
da economia, principalmente
numa região onde essa economia é
pouco sustentada e quase nada variada,
dependendo em grande parte
de um comércio de consumo primário,
que é alimentado pelo funcionalismo
público e pelos serviços em geral.
A agricultura, pelo menos o ramo
transformador, que é aquele que gera
emprego, que produz valor e que, necessariamente,
mete dinheiro na economia,
ainda não propicia grandes
sorrisos. Por outro lado, embora se notem
maiores fluxos, ainda não há turismo
em quantidade para se assinalar
um crescimento em desmedida escala
do setor hoteleiro. Obras públicas
não se veem. No entanto, o mercado
do imobiliário começa a arrebitar.
Novamente. O que é, já se disse, uma
notícia entusiasmante. E preocupante,
ao mesmo tempo. Não é de esquecer
que foram os mercados especulativos,
o financeiro/bancário e o imobiliário,
juntos, que provocaram o terramoto
sobre a economia mundial, há coisa
de uma década atrás. As ondas de choque
desse abalo e as sucessivas réplicas
ainda hoje se fazem sentir, em concreto
nas economias estruturalmente
mais débeis, como é o caso da portuguesa.
Posto isto, importa saber quem
é que está a alimentar o novo disparo
do imobiliário, com que dinheiro e de
que forma. Segundo a Associação dos
Profissionais e Empresas de Mediação
Imobiliária em Portugal, a retoma no
Alentejo está a ser feita de duas maneiras.
Por um lado, através de investidores
estrangeiros que querem ter uma
segunda habitação em regiões de sossego
ou que espreitam negócios ao nível
do turismo residencial. Por outro
lado, e em simultâneo, verifica-se um
acréscimo na transação de alojamentos
familiares. O que não deixa de levantar
algumas dúvidas, em especial
depois de tudo o que a “crise do subprime”
originou e de onde, pelos vistos,
não se estão a retirar as devidas
lições. É certo que os bancos, aos poucos,
por uma questão de sobrevivência,
estão a aligeirar os créditos à habitação.
Não apenas com o intuito de gerar
fluxos financeiros que equilibrem
as suas próprias contas, mas também
para “despachar” os milhares de casas
de habitação que lhes foram “devolvidas”
em processos de incumprimento
no pico da crise. A construção civil na
região está parada, os imóveis que estão
a ser transacionadas para venda,
e raramente para arrendamento, não
são novos e, em boa parte, são pertença
dos próprios avaliadores e financiadores,
os bancos. E como, pelo que se vê e
sabe, não há mais dinheiro na economia
do que havia no verão de 2007…
Não tarda, rebenta a bolha. Outra vez.
Bolha
Paulo Barriga
Em linha de crescimento, tal
como acontece no resto do
País, mas não com tanta vitalidade,
tal como acontece em Lisboa
e no Porto, o mercado do imobiliário
começa a reemitir sinais de vitalidade
no Alentejo. É sempre assinalável,
ou de assinalar, algum incremento
nos negócios em todo e qualquer setor
da economia, principalmente
numa região onde essa economia é
pouco sustentada e quase nada variada,
dependendo em grande parte
de um comércio de consumo primário,
que é alimentado pelo funcionalismo
público e pelos serviços em geral.
A agricultura, pelo menos o ramo
transformador, que é aquele que gera
emprego, que produz valor e que, necessariamente,
mete dinheiro na economia,
ainda não propicia grandes
sorrisos. Por outro lado, embora se notem
maiores fluxos, ainda não há turismo
em quantidade para se assinalar
um crescimento em desmedida escala
do setor hoteleiro. Obras públicas
não se veem. No entanto, o mercado
do imobiliário começa a arrebitar.
Novamente. O que é, já se disse, uma
notícia entusiasmante. E preocupante,
ao mesmo tempo. Não é de esquecer
que foram os mercados especulativos,
o financeiro/bancário e o imobiliário,
juntos, que provocaram o terramoto
sobre a economia mundial, há coisa
de uma década atrás. As ondas de choque
desse abalo e as sucessivas réplicas
ainda hoje se fazem sentir, em concreto
nas economias estruturalmente
mais débeis, como é o caso da portuguesa.
Posto isto, importa saber quem
é que está a alimentar o novo disparo
do imobiliário, com que dinheiro e de
que forma. Segundo a Associação dos
Profissionais e Empresas de Mediação
Imobiliária em Portugal, a retoma no
Alentejo está a ser feita de duas maneiras.
Por um lado, através de investidores
estrangeiros que querem ter uma
segunda habitação em regiões de sossego
ou que espreitam negócios ao nível
do turismo residencial. Por outro
lado, e em simultâneo, verifica-se um
acréscimo na transação de alojamentos
familiares. O que não deixa de levantar
algumas dúvidas, em especial
depois de tudo o que a “crise do subprime”
originou e de onde, pelos vistos,
não se estão a retirar as devidas
lições. É certo que os bancos, aos poucos,
por uma questão de sobrevivência,
estão a aligeirar os créditos à habitação.
Não apenas com o intuito de gerar
fluxos financeiros que equilibrem
as suas próprias contas, mas também
para “despachar” os milhares de casas
de habitação que lhes foram “devolvidas”
em processos de incumprimento
no pico da crise. A construção civil na
região está parada, os imóveis que estão
a ser transacionadas para venda,
e raramente para arrendamento, não
são novos e, em boa parte, são pertença
dos próprios avaliadores e financiadores,
os bancos. E como, pelo que se vê e
sabe, não há mais dinheiro na economia
do que havia no verão de 2007…
Não tarda, rebenta a bolha. Outra vez.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
CPB recebe Sporting Clube de Portugal
HÓQUEI EM PATINS
"CPB recebe Sporting Clube de Portugal”
É já no próximo fim de semana que o Pavilhão Municipal de Beja “João Serra Magalhães” irá ser palco de mais uma grande Jornada para o Clube de Patinagem de Beja em Hóquei em Patins.
Na próxima Sexta_Feira dia 18 de Novembro, pelas 21:00h, em Séniores:
“CP Beja – Sporting Clube de Portugal”
No próximo Domingo dia 20 de Novembro, pelas 16:30h, em Séniores:
“CP Beja – GD Sesimbra”
no escalão de sub-15, Sábado, pelas 16:00h:
"CP Beja - Criar T"
A iniciativa é uma organização do Clube de Patinagem de Beja, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Beja e do Crédito Agrícola.
O CPB tem o maior prazer em convidar todas as pessoas que queiram assistir a estes jogos.
Vem apoiar o CPBeja…
"CPB recebe Sporting Clube de Portugal”
É já no próximo fim de semana que o Pavilhão Municipal de Beja “João Serra Magalhães” irá ser palco de mais uma grande Jornada para o Clube de Patinagem de Beja em Hóquei em Patins.
Na próxima Sexta_Feira dia 18 de Novembro, pelas 21:00h, em Séniores:
“CP Beja – Sporting Clube de Portugal”
No próximo Domingo dia 20 de Novembro, pelas 16:30h, em Séniores:
“CP Beja – GD Sesimbra”
no escalão de sub-15, Sábado, pelas 16:00h:
"CP Beja - Criar T"
A iniciativa é uma organização do Clube de Patinagem de Beja, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Beja e do Crédito Agrícola.
O CPB tem o maior prazer em convidar todas as pessoas que queiram assistir a estes jogos.
Vem apoiar o CPBeja…
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Leonard Cohen morre aos 82 anos
A morte de Leonard Cohen foi anunciada na página de Facebook oficial do músico canadiano. "É com um profundo pesar que comunicamos que o lendário poeta, compositor e artista Leonard Cohen faleceu", diz a página do músico. "Perdemos um dos visionários mais respeitados e prolíficos da música", lê-se na mensagem. Leonard Cohen tinha 82 anos
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
48 Horas Automóveis Antigos Alentejo começam já amanhã - Já pode ver algumas Fotos
F O T O S - Click na imagem
Considerada como uma
das provas de regularidade histórica mais antigas realizadas em Portugal, as 48
Horas Automóveis Antigos Alentejo, organizada pelo Clube Português de
Automóveis Antigos, irão levar 80 veículos a percorrer as mais mediáticas
estradas do Alentejo num fim-de-semana que promete emoções várias.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
sábado, 14 de maio de 2016
Diário do Alentejo edição 1777
Editorial
Ideologia
Paulo Barriga
Isto não tem nada de conjugal
ou de doméstico, mas a verdade
é que os políticos defendem
as… políticas. Aliás, não há
políticos sem políticas e a única
grande certeza que norteia este
enlace é que serão as políticas
que, mais tarde ou mais cedo, poderão
tramar os políticos, produzir
desgaste, obrigar ao divórcio
ou até mesmo à desgraça. Outra
questão fundamental entre nubentes:
existem políticas mais
marafadas do que outras, mais
daninhas, mais tramadas de aturar.
A reavaliação do financiamento
do Estado aos colégios privados
está a revelar-se uma dessas
políticas verdadeiramente travessas.
Na aparência, não há quem
lhe aponte um dedo: nos locais
onde chega a rede de serviço público
de ensino, o Estado não deve
comparticipar financeiramente o
funcionamento de escolas privadas.
Por mais desatento que ande
nesta vida, qualquer ser dotado de
sensatez dirá que se trata de uma
política justa, democratizante, integradora.
Mas como as aparências
costumam iludir, é preciso ir
com mais calma, com mais moderação,
no que respeita à avaliação
do carácter desta política. Até porque
há outros políticos que acham
que a livre escolha entre o ensino
público e privado e as espectativas
que alguns pais tinham em relação
ao percurso escolar dos seus
filhos não devem ser atraiçoadas
por este tipo de políticas cegas e
meramente economicistas. Este
é o típico caso de uma só política
que é batalhada por dois pretendentes
que não se topam, nem por
nada deste mundo, nem do outro.
E, de facto, esta é uma guerra de
mundos, como há muito se não
via no território político português.
Por um lado, os políticos que
defendem um Estado maior, mais
abrangente e funcional. Por outro,
aqueles que sustentam políticas
facilitadoras da economia de mercado
pura e dura e a primazia dos
agentes privados sobre o Estado.
Bem vistos e melhor compreendidos
os interesses em jogo, a guerra
que está reavivada em torno do financiamento
dos colégios é tão-somente
a peleja fundamental entre
as duas linhagens fundadoras do
parlamentarismo político: a esquerda
e a direita e as visões mais
ou menos conservadoras que cada
uma tem sobre a função e a qualidade
do Estado. Ou seja, mesmo
sem talvez se aperceberem, os políticos
portugueses parecem estar
a regressar ao fundamental
da sua existência, à ideologia, que
é a única maneira de tornar verdadeiramente
às pessoas e evitar
que estas virem as costas às políticas
dos políticos. E nem é necessário
ser grande político nem ter
frequentado um colégio privado
para perceber o alcance da coisa,
pois não?
Clube Desportivo de Beja em ano do Centenário
Dia 14 de Maio de 2016, 18H00
Complexo Desportivo Fernando Mamede (Relvado)
FUTEBOL - VETERANOS
Clube Desportivo de Beja - Sporting Clube de Portugal
Entradas GRÁTIS!!!
Antes, às 17h00 vai realizar-se um jogo do escalão de Benjamins, CD Beja "A" - NS Beja
Uma demonstração de Muay Thai e ainda com a presença da Banda da Capricho Bejense que irá tocar o hino do CD Beja.
Diário do Alentejo Edição 1776
Editorial
A Europa no seu labirinto
Paulo Barriga
A Europa está em transe e
não é preciso auscultá-la
muito profundamente para
confirmar a sua agonia. A incapacidade
para resolver e para lidar com
as crises financeiras que estalaram
nos países da periferia foi apenas
o primeiro sintoma, o primeiro sinal
de alerta, de uma enfermidade
que se julgava leve e localizada, mas
que, afinal, tinha metástases espalhadas
por boa parte do seu organismo.
Maleita que a crise dos refugiados
veio evidenciar ainda mais,
deitando por terra a maior realização
política e económica da história
da Europa no pós-guerra: a livre circulação
de pessoas, bens, serviços
e capitais num território comum.
Mas se o reerguer de fronteiras já
de si é um péssimo indício da gravidade
da doença que tolhe a União
Europeia, ainda mais aterrorizador
é a retomada de muros cautelares
que, nalguns casos, envergonhariam
as próprias SS. Ou talvez não,
uma vez que os populismos, os nacionalismos,
os segregacionismos
e a intolerância fazem hoje parte
do cardápio de vários governos europeus
e alastram como uma epidemia
descontrolada entre largas
franjas da população do velho continente,
numa onda contagiosa que
se alimenta essencialmente da austeridade,
da precaridade, da instabilidade
e do medo. Sim, do medo.
Do medo em todos os seus diferentes
valimentos. Mas especialmente
do medo de proximidade. O terror
instalou-se no coração da Europa e,
por muitas narrativas que se produzam
a este respeito, trata-se de uma
produção caseira e não de uma importação.
Não perceber esse detalhe,
ou melhor, não estudar em profundidade
as razões que levam alguns
cidadãos europeus à radicalização e
ao extremismo, é continuar a manter
a cabeça enterrada na areia dos
desertos da Babilónia. O que, mais
tarde ou mais cedo, episódio após
episódio, levará a Europa, também
ela, à radicalização, ao desespero e,
até, à desagregação. Na realidade, a
Grã-Bretanha, ao promover um arriscado
referendo sobre a sua continuidade
no projeto europeu, o
chamado “brexit”, está a dar o primeiro
passo, o primeiro empurrão
nas costas da Europa, rumo
ao precipício. Faz por estes dias 20
anos que estive pela primeira vez
em Bruxelas. Era a altura das vacas
gordas, dos alargamentos e do otimismo
europeísta. Passadas duas
décadas e muitos milhões de euros
depois, Bruxelas é uma cidade acabrunhada,
triste e numa perigosa
deriva. É o espelho da atual Europa,
no seu labirinto. O problema é que
aparenta não encontrar a ponta do
novelo que a conduza à saída. E parece
que, em vez de um, são muitos
os minotauros que lhe estão a sair
ao caminho.
A Europa no seu labirinto
Paulo Barriga
A Europa está em transe e
não é preciso auscultá-la
muito profundamente para
confirmar a sua agonia. A incapacidade
para resolver e para lidar com
as crises financeiras que estalaram
nos países da periferia foi apenas
o primeiro sintoma, o primeiro sinal
de alerta, de uma enfermidade
que se julgava leve e localizada, mas
que, afinal, tinha metástases espalhadas
por boa parte do seu organismo.
Maleita que a crise dos refugiados
veio evidenciar ainda mais,
deitando por terra a maior realização
política e económica da história
da Europa no pós-guerra: a livre circulação
de pessoas, bens, serviços
e capitais num território comum.
Mas se o reerguer de fronteiras já
de si é um péssimo indício da gravidade
da doença que tolhe a União
Europeia, ainda mais aterrorizador
é a retomada de muros cautelares
que, nalguns casos, envergonhariam
as próprias SS. Ou talvez não,
uma vez que os populismos, os nacionalismos,
os segregacionismos
e a intolerância fazem hoje parte
do cardápio de vários governos europeus
e alastram como uma epidemia
descontrolada entre largas
franjas da população do velho continente,
numa onda contagiosa que
se alimenta essencialmente da austeridade,
da precaridade, da instabilidade
e do medo. Sim, do medo.
Do medo em todos os seus diferentes
valimentos. Mas especialmente
do medo de proximidade. O terror
instalou-se no coração da Europa e,
por muitas narrativas que se produzam
a este respeito, trata-se de uma
produção caseira e não de uma importação.
Não perceber esse detalhe,
ou melhor, não estudar em profundidade
as razões que levam alguns
cidadãos europeus à radicalização e
ao extremismo, é continuar a manter
a cabeça enterrada na areia dos
desertos da Babilónia. O que, mais
tarde ou mais cedo, episódio após
episódio, levará a Europa, também
ela, à radicalização, ao desespero e,
até, à desagregação. Na realidade, a
Grã-Bretanha, ao promover um arriscado
referendo sobre a sua continuidade
no projeto europeu, o
chamado “brexit”, está a dar o primeiro
passo, o primeiro empurrão
nas costas da Europa, rumo
ao precipício. Faz por estes dias 20
anos que estive pela primeira vez
em Bruxelas. Era a altura das vacas
gordas, dos alargamentos e do otimismo
europeísta. Passadas duas
décadas e muitos milhões de euros
depois, Bruxelas é uma cidade acabrunhada,
triste e numa perigosa
deriva. É o espelho da atual Europa,
no seu labirinto. O problema é que
aparenta não encontrar a ponta do
novelo que a conduza à saída. E parece
que, em vez de um, são muitos
os minotauros que lhe estão a sair
ao caminho.
terça-feira, 3 de maio de 2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Diário do Alentejo Edição 1775
Editorial
Costistão
Paulo Barriga
Não restam dúvidas que António Costa é um político completo. Humilde nas cedências, mas imodesto no momento das colheitas. Calculista e pragmático como poucos, embora suficientemente delicodoce no trato. Perspicaz, ainda que não contemplativo. Enfim, o atual primeiro-ministro de Portugal, quer pela forma como chegou, quer pela maneira como se vai aguentando, tem-se revelado um verdeiro todo-o-terreno, capaz de descer à mais ingreme das escarpas e de superar os penedos mais inóspitos da política pátria. António Costa dá o corpo ao manifesto, é um duro, mas não deixa de ser um menino de coro à beira de Marcelo. Costa consegue fazer milagres à esquerda, mas é o Professor que abre os telejornais. Costa inverte o ciclo da austeridade, mas é com o Presidente que o pessoal pretende tirar a selfie. Costa carrega o piano às costas, mas é Marcelo que toca a marcha. E a música é sempre a mesma, inclusivamente no Alentejo, região que, nos tempos que correm, bem podia levar o epíteto de “costistão”. É que nunca, em nenhuma outra votação para a Assembleia da República, uma coligação parlamentar obteve tamanha vitória nas urnas, como esta que Costa conseguiu nas eleições do ano passado. Mais de 76 por cento dos eleitores de Beja, Évora, Portalegre e Setúbal que votaram em outubro último, fizeram-no nos partidos que suportam o Governo, o que é inaudito em Portugal. E o mais curioso, depois de observar os investimentos que o executivo tem planificados até 2020 para o País e para o Alentejo, é que parece que Costa ainda não se deu conta desse “pequeno” detalhe. Mas se Costa ainda não reparou que existe um “costistão”, Marcelo mancou-o ao longe. Vai daí, na sua primeira presidência fora de Portas, rumou ao Alentejo, a região que lhe foi eleitoralmente mais adversa, e deu um banho de política a Costa. Ao ponto de tudo o que de positivo este Governo vier a fazer pelo Alentejo se ficar a dever aos pinotes de Marcelo, ao ponto de tudo o que Costa deixar de fazer pelo Alentejo lhe poder vir a ficar marcado no cadastro como um ferrete em brasa. Como é o exemplo acabado da eletrificação da ferrovia entre Casa Branca e Beja, ligação hoje servida por uma automotora inqualificável que Marcelo quis mostrar e mostrou a Costa, num gesto que fez mais pelo futuro dos comboios na capital do Baixo Alentejo do que todas as berrarias que até aqui se tinham ouvido. António Costa é um duro, mas ainda não suficientemente duro para apanhar o comboio de Marcelo.
Jogos Tradicionais no Castelo de Beja no Dia da Cidade
A Comissão de Festas da Cidade promove no dia 5 de maio, a partir das 10h30, no Castelo de Beja, Jogos Tradicionais. Neste dia em que se celebra o Dia da Cidade, a animação musical estará a cargo das Vozes do Sul.
Festa do Azulejo - Beja - 2016
A Associação de Defesa do Património de Beja (ADPB) vai promover no dia 4 de maio mais uma edição da Festa do Azulejo.
Com o objetivo de mostrar e alertar a população para a importância e riqueza do património azulejar do concelho, a Associação de Defesa do Património de Beja promove também os prémios SOS Azulejo.
O projeto SOS Azulejo conta com o apoio de vários parceiros como a Direção Geral do Património Cultural, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, a GNR e a PSP, bem como a comunidade escolar bejense.
Com o objetivo de mostrar e alertar a população para a importância e riqueza do património azulejar do concelho, a Associação de Defesa do Património de Beja promove também os prémios SOS Azulejo.
O projeto SOS Azulejo conta com o apoio de vários parceiros como a Direção Geral do Património Cultural, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, a GNR e a PSP, bem como a comunidade escolar bejense.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Diário do Alentejo Edição 1774
Editorial
Um caso
Paulo Barriga
É, para não dizer outra
coisa, muito esquisito imaginar
a Ovibeja, excluindo
de tal pensamento a figura de
Manuel Castro e Brito. Não esteve
sozinho nesta caminha de
trinta e tal anos, mas não deixou
de ser ele, e penso que isto é consensual,
o principal instigador, o
grande mentor, deste fenómeno
altamente bizarro que é a Ovibeja.
Por isso mesmo é tão difícil desfazer
o binómio Ovibeja/Castro e
Brito, sem temer pela primeira e
sem recordar com nostalgia o segundo.
Este é o tempo do elogio
generalizado ao Manuel Castro e
Brito e de ovação à sua obra. Mas
este também deverá ser o tempo
de parar para pensar sobre o homem
e sobre a sua criação, para
garantir que ela, a criação, possa
sobreviver ao seu criador. Hoje
em dia as pessoas olham para a
Ovibeja como uma feira banal,
igual a tantas outras que acontecem
por esse país fora. É verdade.
Mas o que a maioria das pessoas
talvez não saiba é que as feiras que
por aí existem são cópias, mais ou
menos fiéis, da Ovibeja, cujo modelo
tem sido abundantemente replicado
desde meados de 1980.
Mas se o modelo da feira, que está
bem à vista de todos e que hoje já
não guarda grandes segredos, tem
sido reproduzido com eficácia, o
mesmo não acontece no que respeita
ao sucesso e à visibilidade
que cada evento, por si, consegue
granjear. Neste ponto, a Ovibeja
é inimitável. Imbatível. E é precisamente
e também aqui que entra
o dedinho de Castro e Brito. Que,
desde a primeira hora, percebeu
que o êxito de uma feira, qualquer
que fosse a sua temática ou
motivo, passava de forma inevitável
pela sua eficiência comunicativa.
Muito antes de as agências de
comunicação e imagem começaram
a fazer dinheiro em Portugal,
já a Ovibeja trabalhava ao pormenor
a sua marca, produzia publicações
próprias, campanhas publicitárias,
instituía gabinetes de
imprensa que eram verdadeiras
escolas de jornalismo e enchia autocarros
com repórteres das publicações
de Lisboa que se juntavam
na feira, ou na festa, aos profissionais
dos órgãos de comunicação
locais. A Ovibeja foi, durante
muitos anos, dos acontecimentos
neste país com mais jornalistas
por metro quadrado, dos eventos
mais mediatizados e, por consequência,
aquele que os políticos
pátrios e os demais emplastros
de serviço jamais dispensaram.
A Ovibeja, pelas mãos de Castro
e Brito, obteve um alcance mediático
incomparável, o que faz dela,
inquestionavelmente, um “caso de
estudo” no campo dos media. Um
caso singular e valioso que é necessário
estudar a fundo para que
quem vier de novo não se esqueça
do fundamental da matéria.
Um caso
Paulo Barriga
É, para não dizer outra
coisa, muito esquisito imaginar
a Ovibeja, excluindo
de tal pensamento a figura de
Manuel Castro e Brito. Não esteve
sozinho nesta caminha de
trinta e tal anos, mas não deixou
de ser ele, e penso que isto é consensual,
o principal instigador, o
grande mentor, deste fenómeno
altamente bizarro que é a Ovibeja.
Por isso mesmo é tão difícil desfazer
o binómio Ovibeja/Castro e
Brito, sem temer pela primeira e
sem recordar com nostalgia o segundo.
Este é o tempo do elogio
generalizado ao Manuel Castro e
Brito e de ovação à sua obra. Mas
este também deverá ser o tempo
de parar para pensar sobre o homem
e sobre a sua criação, para
garantir que ela, a criação, possa
sobreviver ao seu criador. Hoje
em dia as pessoas olham para a
Ovibeja como uma feira banal,
igual a tantas outras que acontecem
por esse país fora. É verdade.
Mas o que a maioria das pessoas
talvez não saiba é que as feiras que
por aí existem são cópias, mais ou
menos fiéis, da Ovibeja, cujo modelo
tem sido abundantemente replicado
desde meados de 1980.
Mas se o modelo da feira, que está
bem à vista de todos e que hoje já
não guarda grandes segredos, tem
sido reproduzido com eficácia, o
mesmo não acontece no que respeita
ao sucesso e à visibilidade
que cada evento, por si, consegue
granjear. Neste ponto, a Ovibeja
é inimitável. Imbatível. E é precisamente
e também aqui que entra
o dedinho de Castro e Brito. Que,
desde a primeira hora, percebeu
que o êxito de uma feira, qualquer
que fosse a sua temática ou
motivo, passava de forma inevitável
pela sua eficiência comunicativa.
Muito antes de as agências de
comunicação e imagem começaram
a fazer dinheiro em Portugal,
já a Ovibeja trabalhava ao pormenor
a sua marca, produzia publicações
próprias, campanhas publicitárias,
instituía gabinetes de
imprensa que eram verdadeiras
escolas de jornalismo e enchia autocarros
com repórteres das publicações
de Lisboa que se juntavam
na feira, ou na festa, aos profissionais
dos órgãos de comunicação
locais. A Ovibeja foi, durante
muitos anos, dos acontecimentos
neste país com mais jornalistas
por metro quadrado, dos eventos
mais mediatizados e, por consequência,
aquele que os políticos
pátrios e os demais emplastros
de serviço jamais dispensaram.
A Ovibeja, pelas mãos de Castro
e Brito, obteve um alcance mediático
incomparável, o que faz dela,
inquestionavelmente, um “caso de
estudo” no campo dos media. Um
caso singular e valioso que é necessário
estudar a fundo para que
quem vier de novo não se esqueça
do fundamental da matéria.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Presidente da República homenageia Castro e Brito na 33ª Ovibeja
A 33ª Ovibeja abre portas ao público já esta quinta-feira, 21 de Abril, a partir das 11h00. A sessão de abertura está agendada para as 16h00 na presença do Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos.
Esta edição da Ovibeja é marcada pela ausência física do seu mentor, Manuel de Castro e Brito, falecido recentemente, que vai ser evocado em dois momentos. O primeiro decorre durante a sessão inaugural, no Auditório do NERBE.
O segundo momento de homenagem a Manuel de Castro e Brito, a que se associa o Presidente da República, acontece no sábado, dia 23 de Abril, numa acção repleta de simbolismo que vai acontecer, a partir das 15h30, na Alameda Principal da Ovibeja.
terça-feira, 19 de abril de 2016
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