terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Ana Moura dá as boas vindas a 2017 em Beja


sábado, 17 de dezembro de 2016

Diário do Alentejo nº 1808


Editorial
Ho-ho-ho-ho
Paulo Barriga

Há coisa de duas semanas estiveram
em Beja dois ministros
para mostrar às
instituições locais as virtudes do
Programa Nacional para a Coesão
Territorial. Um deles, o da Saúde,
de forma complementar ou marginal,
aproveitou a deixa para se reunir
com o conselho de administração
da unidade local de saúde e para
visitar alguma coisa do que dela,
da saúde, ainda resta em Beja. Não
se sabe como a terá arranjado, mas
Adalberto Campos Fernandes veio
cá a baixo com a saca do pai Natal às
costas. Chegou, sorriu e distribuiu
presentes em barda. Ele foram novos
centros de saúde para Ourique e
Vidigueira, ele foi a remodelação do
Centro de Saúde de Mértola, ele foi
a substituição dos equipamentos de
imagiologia do hospital e, surpresa
das surpresas, ele foi a compra de um
equipamento de ressonância magnética
novinho em folha. Tudo isto
para que não restem dúvidas de que
a construção de raiz de um hospital
central em Évora não prejudicará,
antes pelo contrário, a prestação dos
cuidados de saúde no Alentejo mais a
sul, como facilmente se comprovará
com tão generosa dádiva natalícia.
Mas diz o povo, e com a razão a que
o presente caso obriga, que quando
a esmola é muita o pobre desconfia.
Com ou sem novo hospital em Évora,
a construção das unidades de saúde
em Vidigueira e Ourique, prometidas
há décadas, algum dia teriam de
avançar. Tanto mais que estamos a
falar em concelhos onde o índice de
sinistralidade rodoviária é elevadíssimo
e onde só por desmazelo ou por
pura embirração não existem centros
de saúde. Já o centro de saúde de
Mértola teria duas soluções: Ou reerguer
ou deixar cair por terra. Que
foi o que há muito aconteceu com o
serviço de imagiologia do hospital
de Beja, onde TAC e RX rimam mais
facilmente com negócios cá fora do
que com soluções lá dentro. Ou seja,
até agora estamos a falar em investimentos
de urgência, alguns dos
quais com projetos adiantados e com
concursos de adjudicação em marcha.
Coisas necessárias, importantes,
devidas às populações, mas nada
de encher o olho, por conseguinte.
Restou então no saco do senhor ministro
uma máquina de ressonância
magnética para pôr no sapatinho do
hospital de Beja, como contrapartida
pelo novo hospital central de Évora e
como sedativo para superar o desânimo
em que os utentes e os profissionais
de saúde da região poderão
estar mergulhados, face ao abandono
de um verdadeiro plano para a
saúde do Alentejo, polinucleado, de
proximidade, equitativo e equidistante,
democrático, diversamente especializado
e verdadeiramente humanizado.
Não, Beja, que era a única
capital do País que não dispunha de
ressonância magnética, passará a têla.
Como prenda. Envenenada, mas
como prenda. Ho-ho-ho-ho!!!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Diário do Alentejo Edição 1807


Editorial
40
Paulo Barriga

Nesta segunda-feira passam
40 anos sobre as
eleições que pela primeira
vez deram ao povo a possibilidade
de escolher livremente
os seus representantes nas autarquias
locais. Com a derrogação
das instituições do Estado Novo
a 25 de Abril de 1974, o poder de
proximidade em Portugal foi então
entregue a comissões administrativas,
eleitas em plenários
populares, que, nesse ano e
meio, acabaram por lançar as bases
daquilo a que hoje se pode facilmente
identificar como o “primeiro
ciclo” do poder local: o
ciclo das redes de água para consumo,
do saneamento básico, da
salubridade e das mais elementares
necessidades das populações.
Um ciclo que foi continuado pelos
executivos autárquicos legitimamente
saídos da eleição de 12 de
dezembro de 1976 e por aqueles
que, em cada eleição, os sucederam.
Infelizmente, e por distintas
ordens de razão, ainda hoje persistem
populações onde a santa
trindade da dignidade humana
(água, esgotos e luz) não se estabeleceu
integralmente. Mas o papel
do poder local ao longo destas
últimas quatro décadas não
se resumiu, nem de perto nem de
longe, às infraestruturas básicas.
Em abono da verdade, não haverá,
hoje em dia, área da organização
em sociedade, da educação à cultura,
do desporto à saúde, da habitação
à solidariedade social, onde
as autarquias locais não tenham
um peso decisivo e determinante.
Isto apesar dos sistemáticos emagrecimentos
por parte do Estado
central das finanças municipais
e da abundante legislação que,
principalmente na última década,
foi produzida com o intuito exclusivo
de limitar a ação governativa
de proximidade. “O poder local
foi a maior das conquistas de
Abril”. Quem vive nas imediações
desta realidade sabe que sim, mas
quem nos grandes centros tem o
verdadeiro poder de decisão por
vezes cai na tentação de a transformar
numa mera frase batida.
Gasta pelo tempo. Vazia. Nesta segunda-
feira passam 40 anos sobre
as eleições que inauguraram uma
nova era na relação entre as populações
e o poder de vizinhança.
Mas é bom não esquecer que o poder
local saído precisamente da
Constituição de 1976 ainda está
incompleto. Às freguesias e aos
municípios falta juntar as regiões
administrativas que estão constitucionalmente
consagradas, mas
cuja instituição efetiva sempre
foi denegada pelos sucessivos governos
da República. E é precisamente
por isso que hoje assinalamos,
mas não celebramos, os 40
anos do poder local. Porque ainda
lhe falta esse pedaço inalienável.
Quatro décadas passadas.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Noite Colorida 7|dez|16 - Beja


Diário do Alentejo edição 1806

Editorial
Amigos,
amigos…
Paulo Barriga

O Governo prevê lançar
em 2017 o concurso para
a construção do novo
Hospital Central de Évora. Segundo
o presidente da câmara local, o investimento
deverá rondar os 170
milhões de euros. A ideia não é de
hoje. Foi em 2010, em pleno consolado
José Sócrates, que o lobby do
PS decidiu encomendar o projeto a
um consórcio liderado pelo arquiteto
Souto Moura. Coisa à grande
e à francesa, pois como não. Mais
de 70 mil metros quadrados de
área bruta, 170 mil metros quadrados
de espaços verdes, oito módulos
independentes embora interligados
entre si, uma sobranceira
torre de nove andares, mais de 1
600 lugares para parquear carros
sem ser em segunda fila. Et voilá: o
futuro da saúde para o Alentejo segundo
José Sócrates. Que é exatamente
o mesmo que dizer: a saúde
para o Alentejo segundo António
Costa. Quanto ao resto, tudo na
mesma. Formam-se médicos a
mais em Portugal, mas é raríssimo
encontrar um que se queira fixar,
por exemplo, em Beja. Cidade, região,
que tem um hospital onde
há já carências em quase uma dezena
de especialidades e onde muitas
outras deveriam existir e não
estão presentes (isto para nem falar
na medicina geral e familiar).
Num hospital onde os equipamentos
de diagnóstico, nomeadamente
na área da imagiologia, remontam
à pré-história. Num hospital
que já foi a joia da coroa dos serviços
de saúde em áreas periféricas,
mas que está plantado no meio de
um distrito que é o único do País
onde não se realizam ressonâncias
magnéticas. E é sobre este estado
de pré-falência ou de mendicidade
que o abastado Governo do PS, encoberto
por um manto de silêncio
ensurdecedor tecido pelos partidos
que parlamentarmente o viabilizam,
anuncia um novo Hospital
Central em Évora, comme il faut.
Para que fique bem claro, a partir
daqui, embora não leve aspas, o raciocínio
pertence ao bastonário da
Ordem dos Médicos e não a um
qualquer fundamentalista ou obcecado
propagandista pelo Baixo
Alentejo: Porquê em Évora? Existe
algum estudo técnico que o justifique?
Um novo hospital em Évora
implica que nos próximos 50 anos
não haja qualquer investimento relevante
na saúde em Beja. A haver
necessidade, fará todo o sentido
que esse equipamento se situe
em Beja, uma vez que Évora está a
apenas uma hora de Lisboa e na esfera
de intervenção dos hospitais
da capital. Esta é uma decisão puramente
política, tomada sem recorrer
a estudos que a sustentem
e que foi tomada para agradar a
quem mais poder regional detém e
a quem mais amigos influentes no
Governo possui.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

No Dia Em Que o Rei Fez Anos (30|11|1960)



Vieram tribos ciganas
Saltimbancos sem eira nem beira
Evitaram a estrada real
E passaram de noite a fronteira

E veio a gente da gleba
Mais a gente que vivia do mar
Para enfeitar a cidade
E abrir-lhe as portas de par em par
No dia em que o rei fez anos
Houve arraial e foguetes no ar
O vinho correu à farta
E a fanfarra não parou de tocar
E o povo saiu à rua
Com a alegria que costumava ter
Cantando se o rei faz anos
Que venha à praça, para nos conhecer
Mas nesse reino distante
Quem tinha um olho era rei
Lá vai rei morto rei posto
Levado em ombros p'la grei
E a festa continuou
Já que ninguém tinha nada a perder
Só ficou um trovador
P'ra contar o que acabava de ver.
No dia em que o rei fez anos
Houve arraial e foguetes no ar
O vinho correu à farta
E a fanfarra não parou de tocar
E o povo saiu à rua
Com a alegria que costumava ter
Cantando se o rei faz anos
Que venha à praça, para nos conhecer
No dia em que o rei fez anos
Houve arraial e foguetes no ar
O vinho correu à farta
E a fanfarra não parou de tocar
E o povo saiu à rua
Com a alegria que costumava ter
Cantando se o rei faz anos
que venha à praça, para nos conhecer

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Diário do Alentejo Edição 1805

Editorial
Encruzilhada
Paulo Barriga

Por estes dias passam dois
anos sobre a inclusão do
cante na galeria dos patrimónios
imateriais relevantes para
a Unesco. E lá para o final da semana
que vem corre o primeiro
aniversário sobre o reconhecimento
internacional do fabrico de
chocalhos como uma arte a necessitar
de salvaguarda urgente. Isto
para nem falar das variadíssimas
expressões “identitárias” que diferentes
municípios do Alentejo,
com toda a legitimidade, pretendem
mostrar ao comité de cientistas
do património imaterial.
A mais recente será o fabrico artesanal
do vinho de talha, numa
candidatura conjunta das autarquias
de Aljustrel, Cuba, Moura e
Vidigueira. Esta é a matéria noticiosa
que damos hoje em grande
destaque no “DA”. Embora na última
semana tenha corrido uma
outra notícia que, infelizmente,
este jornal não traz, ainda: a putativa
instalação em Portugal de uma
mega unidade industrial da Tesla
Motors, que é um fabricante norte-
-americano de baterias e de carros
elétricos. O periódico galego “Faro
de Vigo” dava como forte a possibilidade
deste investimento vir a
acontecer na Península Ibérica,
graças à “quantidade de horas de
sol anuais” que por cá acontecem.
A Tesla utiliza o telhado das suas
unidades fabris para instalar centrais
fotovoltaicas. Daí a suposta
preferência dos investidores por
este canto ocidental para assentar
arraiais na Europa. Embora de cariz
internacional, a notícia não deixou
de fazer furor nas redes sociais,
principalmente nas contas de
utilizadores com ligações ao Baixo
Alentejo e a Beja, mais em concreto.
Bem negociadas as coisas,
bem oleados os canais diplomáticos,
comentou-se, à Tesla poderia
ser oferecida a oportunidade de se
instalar, com assinaláveis vantagens,
no parque industrial que em
projeto está afetado ao aeroporto
de Beja. Embora não passe de uma
simples conjetura, como tantas outras
passadas e outras que virão, o
“caso Tesla” não deixa de ser interessante
para assinalar a perfeita
encruzilhada que se perspetiva
para o futuro desta região do País.
A urgência de desenvolvimento
económico e social clama pela industrialização.
Embora tenha sido
precisamente a ausência continuada
dessa mesma industrialização
que deixou o território, a sua cultura,
as suas tradições, a sua identidade,
o seu ambiente, o seu património
construído, neste estado
“pré-industrial” que tanto nos orgulha
e que tanto sucesso tem obtido
junto da Unesco. Costuma dizer-
se que é impossível arrecadar,
ao mesmo tempo, o melhor dos
dois mundos. Mas inverter essa fatalidade
será, sem dúvida, o grande
desafio do Alentejo para os tempos
mais próximos.

Vitifrades 2016 - A festa do Vinho de Talha




Nos dias 9, 10 e 11 de dezembro todos os caminhos vão dar a Vila de Frades para a Grande Festa de tributo ao vinho de talha.

Marque já na sua agenda e fique atento ao programa...

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Diário do Alentejo Edição 1804

Editorial
Bolha
Paulo Barriga

Em linha de crescimento, tal
como acontece no resto do
País, mas não com tanta vitalidade,
tal como acontece em Lisboa
e no Porto, o mercado do imobiliário
começa a reemitir sinais de vitalidade
no Alentejo. É sempre assinalável,
ou de assinalar, algum incremento
nos negócios em todo e qualquer setor
da economia, principalmente
numa região onde essa economia é
pouco sustentada e quase nada variada,
dependendo em grande parte
de um comércio de consumo primário,
que é alimentado pelo funcionalismo
público e pelos serviços em geral.
A agricultura, pelo menos o ramo
transformador, que é aquele que gera
emprego, que produz valor e que, necessariamente,
mete dinheiro na economia,
ainda não propicia grandes
sorrisos. Por outro lado, embora se notem
maiores fluxos, ainda não há turismo
em quantidade para se assinalar
um crescimento em desmedida escala
do setor hoteleiro. Obras públicas
não se veem. No entanto, o mercado
do imobiliário começa a arrebitar.
Novamente. O que é, já se disse, uma
notícia entusiasmante. E preocupante,
ao mesmo tempo. Não é de esquecer
que foram os mercados especulativos,
o financeiro/bancário e o imobiliário,
juntos, que provocaram o terramoto
sobre a economia mundial, há coisa
de uma década atrás. As ondas de choque
desse abalo e as sucessivas réplicas
ainda hoje se fazem sentir, em concreto
nas economias estruturalmente
mais débeis, como é o caso da portuguesa.
Posto isto, importa saber quem
é que está a alimentar o novo disparo
do imobiliário, com que dinheiro e de
que forma. Segundo a Associação dos
Profissionais e Empresas de Mediação
Imobiliária em Portugal, a retoma no
Alentejo está a ser feita de duas maneiras.
Por um lado, através de investidores
estrangeiros que querem ter uma
segunda habitação em regiões de sossego
ou que espreitam negócios ao nível
do turismo residencial. Por outro
lado, e em simultâneo, verifica-se um
acréscimo na transação de alojamentos
familiares. O que não deixa de levantar
algumas dúvidas, em especial
depois de tudo o que a “crise do subprime”
originou e de onde, pelos vistos,
não se estão a retirar as devidas
lições. É certo que os bancos, aos poucos,
por uma questão de sobrevivência,
estão a aligeirar os créditos à habitação.
Não apenas com o intuito de gerar
fluxos financeiros que equilibrem
as suas próprias contas, mas também
para “despachar” os milhares de casas
de habitação que lhes foram “devolvidas”
em processos de incumprimento
no pico da crise. A construção civil na
região está parada, os imóveis que estão
a ser transacionadas para venda,
e raramente para arrendamento, não
são novos e, em boa parte, são pertença
dos próprios avaliadores e financiadores,
os bancos. E como, pelo que se vê e
sabe, não há mais dinheiro na economia
do que havia no verão de 2007…
Não tarda, rebenta a bolha. Outra vez.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

CPB recebe Sporting Clube de Portugal

HÓQUEI EM PATINS
 
 
"CPB recebe Sporting Clube de Portugal”
 
É já no próximo fim de semana que o Pavilhão Municipal de Beja “João Serra Magalhães” irá ser palco de mais uma grande Jornada para o Clube de Patinagem de Beja em Hóquei em Patins.
 
Na próxima Sexta_Feira dia 18 de Novembro, pelas 21:00h, em Séniores:
 
      “CP Beja – Sporting Clube de Portugal”


No próximo Domingo dia 20 de Novembro, pelas 16:30h, em Séniores:

      “CP Beja – GD Sesimbra”

 
no escalão de sub-15, Sábado, pelas 16:00h:
       "CP Beja - Criar T"
  
A iniciativa é uma organização do Clube de Patinagem de Beja, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Beja e do Crédito Agrícola.
 
O CPB tem o maior prazer em convidar todas as pessoas que queiram assistir a estes jogos.

Vem apoiar o CPBeja…
 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Leonard Cohen morre aos 82 anos




A morte de Leonard Cohen foi anunciada na página de Facebook oficial do músico canadiano. "É com um profundo pesar que comunicamos que o lendário poeta, compositor e artista Leonard Cohen faleceu", diz a página do músico. "Perdemos um dos visionários mais respeitados e prolíficos da música", lê-se na mensagem. Leonard Cohen tinha 82 anos

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

48 Horas Automóveis Antigos Alentejo começam já amanhã - Já pode ver algumas Fotos








F O T O S - Click na imagem










Considerada como uma das provas de regularidade histórica mais antigas realizadas em Portugal, as 48 Horas Automóveis Antigos Alentejo, organizada pelo Clube Português de Automóveis Antigos, irão levar 80 veículos a percorrer as mais mediáticas estradas do Alentejo num fim-de-semana que promete emoções várias.