terça-feira, 14 de março de 2017
sexta-feira, 10 de março de 2017
Diário do Alentejo Edição 1820
Editorial
Bestiais
Paulo Barriga
O cantor bejense Jorge Benvinda
terminou em quarto lugar a sua
participação na fase de apuramento
da canção portuguesa a apresentar
ao Festival da Eurovisão da Canção,
que este ano vai decorrer na Ucrânia.
Nuno Figueiredo, que com Benvinda faz
dupla na banda Virgem Suta, compôs o
tema e escreveu aquela que foi a mais iluminada
e, ao mesmo tempo, a mais desempoeirada
das letras que foram dadas
a escutar ao bom povo. “Gente bestial”
é um retrato leve, embora alegremente
perfeito, deste país e da fauna que nele
habita. Pelo que, sem desprimor para as
restantes canções finalistas, ou pelo menos
para um par delas, poderia muito
bem ter ido dar uma volta a Kiev. Jorge
Benvinda também mostrou (como se tal
fosse necessário…) que é um dos grandes
cantores portugueses da atualidade.
O seu timbre inconfundível, que sobrevive
ao mesmo tempo a uma açorda de
coentros e à filmografia completa de
Emir Kusturica, é qualquer coisa de revitalizante,
de festivo, de animoso. Não ganharam,
estes dois rapazes, mas não deixaram
de exibir ao vivo e a cores como
são bestiais. Conforme, aliás, é bestial,
teimosamente bestial, a carreira musical
e discográfica dos Virgem Suta. Em definitivo,
não se sabe ao certo se será das
águas, ou assim, mas há qualquer coisa
que está a atingir em forte a música que
se faz e que se pratica em Beja. Se alguém
houvesse que ainda andasse distraído
em relação à deles, o Jorge Benvinda e o
Nuno Figueiredo tiraram todas as teimas
quando no passado domingo entraram
embonecados pela casa das pessoas
a dentro. Já no dia anterior, António
Zambujo veio ao cineteatro da sua terra
para cantar Chico Buarque. A casa estava
pelas costuras, pois claro que estava,
e tivesse ele, Zambujo, disponibilidade
de agenda e por cá levaria um
valente par de semanas a rebentar bilheteiras.
Paulo Ribeiro também foi ao Pax
Julia, mas isto para dar conta do belíssimo
e recente disco onde canta em exclusivo
poemas de Manuel da Fonseca.
O “Coro dos empregados da câmara” se
não nos esmaga, pelo menos esmurra-
-nos. E um murro, no bom sentido do
sopapo, é o mínimo que se leva para casa
depois de ouvir “Shout it out”, o novíssimo
EP onde os Ho-Chi-Minh guardam
a mais poderosa das versões de
“Enjoy the silence”, tema que os Depeche
Mode mundializaram, alguma vez concebida.
Os Tango Paris também se chegaram
à frente com um novo videoclipe
e os Marvel Lima não param de curtir na
rádio a sua “Primavera”, que não tarda
a chegar, como não tardará o primeiro
single de Bernardo Espinho. É pau para
muita obra…
António Inácio Um homem bestial,
tipógrafo da velha guarda, camarada
de trabalho de longa data, com uma
dedicação e uma inteligência e um humor
a toda a prova, deixou-nos aos 63
anos, no último domingo. O “Diário
do Alentejo” está de luto, perdeu um
dos seus melhores. Nesta hora, em que
elas não saem nem nunca são suficientes,
uma sentida palavra para a família
enlutada: jamais esqueceremos!
Bestiais
Paulo Barriga
O cantor bejense Jorge Benvinda
terminou em quarto lugar a sua
participação na fase de apuramento
da canção portuguesa a apresentar
ao Festival da Eurovisão da Canção,
que este ano vai decorrer na Ucrânia.
Nuno Figueiredo, que com Benvinda faz
dupla na banda Virgem Suta, compôs o
tema e escreveu aquela que foi a mais iluminada
e, ao mesmo tempo, a mais desempoeirada
das letras que foram dadas
a escutar ao bom povo. “Gente bestial”
é um retrato leve, embora alegremente
perfeito, deste país e da fauna que nele
habita. Pelo que, sem desprimor para as
restantes canções finalistas, ou pelo menos
para um par delas, poderia muito
bem ter ido dar uma volta a Kiev. Jorge
Benvinda também mostrou (como se tal
fosse necessário…) que é um dos grandes
cantores portugueses da atualidade.
O seu timbre inconfundível, que sobrevive
ao mesmo tempo a uma açorda de
coentros e à filmografia completa de
Emir Kusturica, é qualquer coisa de revitalizante,
de festivo, de animoso. Não ganharam,
estes dois rapazes, mas não deixaram
de exibir ao vivo e a cores como
são bestiais. Conforme, aliás, é bestial,
teimosamente bestial, a carreira musical
e discográfica dos Virgem Suta. Em definitivo,
não se sabe ao certo se será das
águas, ou assim, mas há qualquer coisa
que está a atingir em forte a música que
se faz e que se pratica em Beja. Se alguém
houvesse que ainda andasse distraído
em relação à deles, o Jorge Benvinda e o
Nuno Figueiredo tiraram todas as teimas
quando no passado domingo entraram
embonecados pela casa das pessoas
a dentro. Já no dia anterior, António
Zambujo veio ao cineteatro da sua terra
para cantar Chico Buarque. A casa estava
pelas costuras, pois claro que estava,
e tivesse ele, Zambujo, disponibilidade
de agenda e por cá levaria um
valente par de semanas a rebentar bilheteiras.
Paulo Ribeiro também foi ao Pax
Julia, mas isto para dar conta do belíssimo
e recente disco onde canta em exclusivo
poemas de Manuel da Fonseca.
O “Coro dos empregados da câmara” se
não nos esmaga, pelo menos esmurra-
-nos. E um murro, no bom sentido do
sopapo, é o mínimo que se leva para casa
depois de ouvir “Shout it out”, o novíssimo
EP onde os Ho-Chi-Minh guardam
a mais poderosa das versões de
“Enjoy the silence”, tema que os Depeche
Mode mundializaram, alguma vez concebida.
Os Tango Paris também se chegaram
à frente com um novo videoclipe
e os Marvel Lima não param de curtir na
rádio a sua “Primavera”, que não tarda
a chegar, como não tardará o primeiro
single de Bernardo Espinho. É pau para
muita obra…
António Inácio Um homem bestial,
tipógrafo da velha guarda, camarada
de trabalho de longa data, com uma
dedicação e uma inteligência e um humor
a toda a prova, deixou-nos aos 63
anos, no último domingo. O “Diário
do Alentejo” está de luto, perdeu um
dos seus melhores. Nesta hora, em que
elas não saem nem nunca são suficientes,
uma sentida palavra para a família
enlutada: jamais esqueceremos!
sexta-feira, 3 de março de 2017
Diário do Alentejo Edição 1819
Editorial
Abraços
Paulo Barriga
Há coisa de 15 dias atrás
veio a lume uma notícia
local que, de tão mau
trato que levou na comunicação
social, “Diário do Alentejo” incluído,
por certo passou despercebida.
A Câmara Municipal de
Moura promoveu, a 17 e 18 de fevereiro,
uma espécie de “câmara
aberta” junto da diáspora mourense
que, ao longo dos anos, se
foi fixando na Suíça. Não é propriamente
novo este modelo de
“presidencialismo aberto”, que
Mário Soares inaugurou durante
a sua estada em Belém, e, talvez
por isso mesmo, a notícia fundamental
desta iniciativa autárquica
tenha passado envolta na
espuma dos dias: a criação de um
gabinete de apoio ao emigrante.
O executivo municipal de Moura
foi à Suíça ter com os seus que estão
longe para os abraçar, naturalmente,
mas também para lhes
dizer para não se preocuparem
com as pequenas pendências que
possam existir cá na santa terrinha,
a câmara tratará desses assuntos,
e para promover as coisas
boas que por cá vão acontecendo.
A aparente simplicidade do gesto
não encobre o alcance da iniciativa.
Ao dizer-lhes que podem
contar com a sua câmara municipal,
o que a equipa de vereadores
de Moura está a propor aos seus
emigrantes é uma efetiva “política
de retorno”. Está a relembrar-lhes
o quão importantes são e a
falta que fazem para o desenvolvimento
da sua terra. Isto, num
país onde todas as políticas para
fazer retornar emigrantes têm
falhado e que, nem por acaso, é o
segundo na Europa com a maior
taxa de emigração. De acordo
com o Relatório do Observatório
da Emigração da ONU, publicado
a 24 de fevereiro último, 22
por cento dos portugueses vivem
no estrangeiro. Há mais de 2,3
milhões de cidadãos nacionais a
viver lá fora e o mais grave é que
o êxodo não estancou com a saída
da Troika nem com o propalado
“fim da crise”. Só no ano de
2015 largaram de Portugal mais
de 110 mil pessoas, boa parte delas
jovens com elevada qualificação
académica. Muito se fala da
sangria demográfica ocorrida
nos anos 1960 e início dos anos
1970 mas, neste momento, estamos
a bater todos os recordes
ao nível da balança migratória.
Com a agravante para o futuro de
estarmos a exportar a custo zero
aqueles que mais poderiam ajudar
o País a sair do lodaçal económico
em que ele se atascou. É
por isso que quando a Câmara de
Moura propõe facilitar a vida aos
seus que estão longe está, afinal,
a incitar a uma nova política de
retorno: a política do abraço. Não
é tudo, mas vale por quase tudo.
Abraços
Paulo Barriga
Há coisa de 15 dias atrás
veio a lume uma notícia
local que, de tão mau
trato que levou na comunicação
social, “Diário do Alentejo” incluído,
por certo passou despercebida.
A Câmara Municipal de
Moura promoveu, a 17 e 18 de fevereiro,
uma espécie de “câmara
aberta” junto da diáspora mourense
que, ao longo dos anos, se
foi fixando na Suíça. Não é propriamente
novo este modelo de
“presidencialismo aberto”, que
Mário Soares inaugurou durante
a sua estada em Belém, e, talvez
por isso mesmo, a notícia fundamental
desta iniciativa autárquica
tenha passado envolta na
espuma dos dias: a criação de um
gabinete de apoio ao emigrante.
O executivo municipal de Moura
foi à Suíça ter com os seus que estão
longe para os abraçar, naturalmente,
mas também para lhes
dizer para não se preocuparem
com as pequenas pendências que
possam existir cá na santa terrinha,
a câmara tratará desses assuntos,
e para promover as coisas
boas que por cá vão acontecendo.
A aparente simplicidade do gesto
não encobre o alcance da iniciativa.
Ao dizer-lhes que podem
contar com a sua câmara municipal,
o que a equipa de vereadores
de Moura está a propor aos seus
emigrantes é uma efetiva “política
de retorno”. Está a relembrar-lhes
o quão importantes são e a
falta que fazem para o desenvolvimento
da sua terra. Isto, num
país onde todas as políticas para
fazer retornar emigrantes têm
falhado e que, nem por acaso, é o
segundo na Europa com a maior
taxa de emigração. De acordo
com o Relatório do Observatório
da Emigração da ONU, publicado
a 24 de fevereiro último, 22
por cento dos portugueses vivem
no estrangeiro. Há mais de 2,3
milhões de cidadãos nacionais a
viver lá fora e o mais grave é que
o êxodo não estancou com a saída
da Troika nem com o propalado
“fim da crise”. Só no ano de
2015 largaram de Portugal mais
de 110 mil pessoas, boa parte delas
jovens com elevada qualificação
académica. Muito se fala da
sangria demográfica ocorrida
nos anos 1960 e início dos anos
1970 mas, neste momento, estamos
a bater todos os recordes
ao nível da balança migratória.
Com a agravante para o futuro de
estarmos a exportar a custo zero
aqueles que mais poderiam ajudar
o País a sair do lodaçal económico
em que ele se atascou. É
por isso que quando a Câmara de
Moura propõe facilitar a vida aos
seus que estão longe está, afinal,
a incitar a uma nova política de
retorno: a política do abraço. Não
é tudo, mas vale por quase tudo.
quarta-feira, 1 de março de 2017
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Diário do Alentejo Edição nº 1818
Editorial
Carne e osso
Paulo Barriga
Por não ter sido assim há
tanto tempo quanto isso,
lembro-me como se hoje
mesmo fosse. A 5 de dezembro, o
Governo pátrio, de uma penada,
mandou a Beja dois ministros de
carne e osso para relembrar aos
indígenas que estes, os indígenas,
e as suas terras nunca seriam esquecidos
pelo presente executivo
governamental. Prova de tão sentido
envolvimento e de tão abnegado
compromisso estava na leitura,
em primeira mão, de um
Programa Nacional para a Coesão
Territorial que havia sido redigido
com base nas auscultações feitas
durante os seis meses anteriores
por uma Unidade de Missão para
a Valorização do Interior. “Coesão
territorial” e “valorização do interior”.
Numa região onde a vara
da demografia já não pode dobrar
mais se não quebra e onde os índices
de desenvolvimento estão mais
em sintonia com África do que
propriamente com a Europa, ministros
(no plural) a falarem com
despudor em “coesão territorial”
e em “valorização do interior” foi
obra. Mas quando os trolhas de
serviço à talocha dos ministérios
começaram a jogar a massa à parede,
depressa se percebeu que a
obra era macaca. Tão macaca ou
tão pouco que nenhuma das iniciativas
setoriais desenvolvidas
ao abrigo deste plano salvador do
interior contemplou, até hoje, o
Baixo Alentejo. Nenhuma e o que
é zero, é mesmo zero. Ainda nos
últimos dias veio a público uma
notícia proveniente do Ministério
do Planeamento e Infraestruturas,
com direito a mapa e tudo, onde
o responsável da dita pasta fazia
anúncio de 102 milhões de euros
(capazes de gerar 180 milhões)
para investimentos em acessos e
melhorias nos parques de negócios,
parques industriais ou parques
empresariais, como se lhes
queira chamar. A este respeito
disse o ministro o seguinte: “É
um investimento muito objetivado
e focado, de proximidade
e de fomento da coesão territorial”.
A este respeito não disse o
ministro o seguinte: apenas uma
das 12 intervenções previstas no
Programa de Valorização das
Áreas Empresariais está localizada
a Sul do Tejo (melhoria de
acessibilidades à zona industrial
de Campo Maior). Todos os parques
empresarias na área de influência
de Alqueva foram, uma
vez mais, esquecidos assim como
preterido foi o parque de indústrias
afeto ao aeroporto de Beja.
Bem sei que começa a ser aborrecido
estar sempre a bater no ceguinho,
mas por não ter sido assim
há tanto tempo quanto isso, ainda
me lembro como se hoje mesmo
fosse que vieram a Beja dois ministros
de carne osso (dois) pregar
sobre a valorização do interior.
Carne e osso
Paulo Barriga
Por não ter sido assim há
tanto tempo quanto isso,
lembro-me como se hoje
mesmo fosse. A 5 de dezembro, o
Governo pátrio, de uma penada,
mandou a Beja dois ministros de
carne e osso para relembrar aos
indígenas que estes, os indígenas,
e as suas terras nunca seriam esquecidos
pelo presente executivo
governamental. Prova de tão sentido
envolvimento e de tão abnegado
compromisso estava na leitura,
em primeira mão, de um
Programa Nacional para a Coesão
Territorial que havia sido redigido
com base nas auscultações feitas
durante os seis meses anteriores
por uma Unidade de Missão para
a Valorização do Interior. “Coesão
territorial” e “valorização do interior”.
Numa região onde a vara
da demografia já não pode dobrar
mais se não quebra e onde os índices
de desenvolvimento estão mais
em sintonia com África do que
propriamente com a Europa, ministros
(no plural) a falarem com
despudor em “coesão territorial”
e em “valorização do interior” foi
obra. Mas quando os trolhas de
serviço à talocha dos ministérios
começaram a jogar a massa à parede,
depressa se percebeu que a
obra era macaca. Tão macaca ou
tão pouco que nenhuma das iniciativas
setoriais desenvolvidas
ao abrigo deste plano salvador do
interior contemplou, até hoje, o
Baixo Alentejo. Nenhuma e o que
é zero, é mesmo zero. Ainda nos
últimos dias veio a público uma
notícia proveniente do Ministério
do Planeamento e Infraestruturas,
com direito a mapa e tudo, onde
o responsável da dita pasta fazia
anúncio de 102 milhões de euros
(capazes de gerar 180 milhões)
para investimentos em acessos e
melhorias nos parques de negócios,
parques industriais ou parques
empresariais, como se lhes
queira chamar. A este respeito
disse o ministro o seguinte: “É
um investimento muito objetivado
e focado, de proximidade
e de fomento da coesão territorial”.
A este respeito não disse o
ministro o seguinte: apenas uma
das 12 intervenções previstas no
Programa de Valorização das
Áreas Empresariais está localizada
a Sul do Tejo (melhoria de
acessibilidades à zona industrial
de Campo Maior). Todos os parques
empresarias na área de influência
de Alqueva foram, uma
vez mais, esquecidos assim como
preterido foi o parque de indústrias
afeto ao aeroporto de Beja.
Bem sei que começa a ser aborrecido
estar sempre a bater no ceguinho,
mas por não ter sido assim
há tanto tempo quanto isso, ainda
me lembro como se hoje mesmo
fosse que vieram a Beja dois ministros
de carne osso (dois) pregar
sobre a valorização do interior.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Se vir o céu amarelado, não se admire. São poeiras do norte de África
O sotavento algarvio, o interior do Baixo Alentejo e o arquipélago da Madeira vão ser afetados até sexta-feira por poeiras provenientes do norte de África, segundo informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA
De acordo com o Instituto, a situação deve-se a uma depressão centrada na região de Marrocos, que transporta na sua circulação poeiras em suspensão provenientes do norte de África.
O Instituto realça em comunicado publicado na sua página da Internet, que esta situação, que começou na terça-feira, se tem traduzido, "num tom amarelado do céu" e que "deverá diminuir gradualmente ao longo dos próximos dias".
"Prevê-se que as poeiras continuem a afetar a região Sul e parte da região Centro, do continente, e a Madeira, até sexta-feira", acrescenta.
O IPMA indica que para hoje está prevista a "possibilidade de ocorrência de aguaceiros no sotavento algarvio e no interior do Baixo Alentejo que, a ocorrerem, terão como consequência a deposição das poeiras à superfície (normalmente bem visível sobre os automóveis)".
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Diário do Alentejo Edição 1817
Editorial
Beato
Paulo Barriga
O que o povo ria com eles.
No tempo em que o
Portugal remendado tinha
de se pôr em bicos dos pés para
xeretar para dentro da Europa,
vulgo CEE, a mulher de um taxista
falido descobria a solução para os
problemas financeiros da família,
do bairro e até do País. Ao colher
uma alface que havia disposto
no saguão do prédio, a extremosa
dona de casa depara-se com um
acontecimento invulgar: um jorro
de petróleo. Raul Solnado, como
só e apenas ele conseguia, expunha
ao ridículo, mais uma vez, as
misérias do bom povo numa paródia
televisiva que viria a marcar
não apenas a sua carreira, como
todo uma época política e social
em Portugal. “Há petróleo no
Beato” assinalava, ou era suposto,
o começo da era das vacas gordas
no País dos “magriços”. O tempo
da milagrosa e inesgotável jazida
de Bruxelas que supostamente jamais
cessaria de brotar divisas e
abastanças. O tempo da ilusão. Eis
se não quando, passadas mais de
três décadas, volta a jorrar petróleo
no Beato. Que é como quem diz,
em tudo quanto é recanto de areia
neste jardim à beira-mar plantado.
A grande diferença entre os novos
prospetores de hidrocarbonetos e
a mulher do taxista Solnado é esta
e apenas uma: ela tinha mesmo
muita piada. Eles, piada nenhuma.
Quanto ao resto, não se podem deixar
de observar assinaláveis semelhanças
quanto ao argumento e,
acima de tudo, quanto à fantasia
que se pretende criar em torno das
risíveis potencialidades petrolíferas
do País. Ao todo, foram já autorizadas
e efetivamente realizadas
174 prospeções de ouro negro
em Portugal. Junto ao litoral, claro.
Em nenhuma delas, escusado será
dizer, se encontraram concentrações
de petróleo que dessem sequer
para mandar cantar um cego
à porta da igreja do Beato. Assim
mesmo, a corrida continua ao rubro.
Tentou-se o Algarve na certeza
de que a grande indústria do
turismo já ali instalada iria rechaçar
com veemência tamanha ousadia.
Mas a encenação estava
montada e era fundamental para
atacar a costa alentejana à grande
e à francesa. Fazer aprovar concessões
para a pesquisa e exploração
de petróleo ao largo do Parque
Natural do Sudoeste Alentejano
e Costa Vicentina não é propriamente
inteligente do ponto de vista
restrito da indústria extrativa. Mas
abrir exceções ao nível do licenciamento
pesado numa área protegida
e de grande sensibilidade
natural é algo que aguça o apetite
a muita gente, há tanto tempo. E
é este chico-espertismo nacional
que Raul Solnado tão bem caricaturava,
mas que, nesta encenação
particular e com estes comediantes
em concreto, não dá mesmo nenhuma
vontadinha de rir.
Beato
Paulo Barriga
O que o povo ria com eles.
No tempo em que o
Portugal remendado tinha
de se pôr em bicos dos pés para
xeretar para dentro da Europa,
vulgo CEE, a mulher de um taxista
falido descobria a solução para os
problemas financeiros da família,
do bairro e até do País. Ao colher
uma alface que havia disposto
no saguão do prédio, a extremosa
dona de casa depara-se com um
acontecimento invulgar: um jorro
de petróleo. Raul Solnado, como
só e apenas ele conseguia, expunha
ao ridículo, mais uma vez, as
misérias do bom povo numa paródia
televisiva que viria a marcar
não apenas a sua carreira, como
todo uma época política e social
em Portugal. “Há petróleo no
Beato” assinalava, ou era suposto,
o começo da era das vacas gordas
no País dos “magriços”. O tempo
da milagrosa e inesgotável jazida
de Bruxelas que supostamente jamais
cessaria de brotar divisas e
abastanças. O tempo da ilusão. Eis
se não quando, passadas mais de
três décadas, volta a jorrar petróleo
no Beato. Que é como quem diz,
em tudo quanto é recanto de areia
neste jardim à beira-mar plantado.
A grande diferença entre os novos
prospetores de hidrocarbonetos e
a mulher do taxista Solnado é esta
e apenas uma: ela tinha mesmo
muita piada. Eles, piada nenhuma.
Quanto ao resto, não se podem deixar
de observar assinaláveis semelhanças
quanto ao argumento e,
acima de tudo, quanto à fantasia
que se pretende criar em torno das
risíveis potencialidades petrolíferas
do País. Ao todo, foram já autorizadas
e efetivamente realizadas
174 prospeções de ouro negro
em Portugal. Junto ao litoral, claro.
Em nenhuma delas, escusado será
dizer, se encontraram concentrações
de petróleo que dessem sequer
para mandar cantar um cego
à porta da igreja do Beato. Assim
mesmo, a corrida continua ao rubro.
Tentou-se o Algarve na certeza
de que a grande indústria do
turismo já ali instalada iria rechaçar
com veemência tamanha ousadia.
Mas a encenação estava
montada e era fundamental para
atacar a costa alentejana à grande
e à francesa. Fazer aprovar concessões
para a pesquisa e exploração
de petróleo ao largo do Parque
Natural do Sudoeste Alentejano
e Costa Vicentina não é propriamente
inteligente do ponto de vista
restrito da indústria extrativa. Mas
abrir exceções ao nível do licenciamento
pesado numa área protegida
e de grande sensibilidade
natural é algo que aguça o apetite
a muita gente, há tanto tempo. E
é este chico-espertismo nacional
que Raul Solnado tão bem caricaturava,
mas que, nesta encenação
particular e com estes comediantes
em concreto, não dá mesmo nenhuma
vontadinha de rir.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Diário do Alentejo Edição nº 1815
Editorial
Semanário
Paulo Barriga
É provável que a esmagadora
maioria dos leitores
do “Diário do Alentejo”
disso já não tenha memória ou
que, ainda mais provável, nunca
se tenha apercebido sequer dessa
pequena, embora grande, iniciativa.
Em janeiro de 2011, com direito
a nota editorial e tudo, tomámos
a liberdade de retirar do
cabeçalho do nosso jornal a legenda
“Semanário Regionalista
Independente”, que lá esteve desde
os anos 1980. Na ocasião, algumas
pessoas, não muitas, classificaram
o ato de provocatório e até
houve quem o considerasse inadmissível,
porque em contradição
com o próprio código genético do
jornal. No entanto, foi nosso entendimento
que, àquela data, não
éramos merecedores dos títulos
que exibíamos na primeira página.
Achámos que era enganador
andarmos a autorrotular-nos
de “regionalistas”, quando o jornal
já pouco ou nada espreitava
para lá da praça central da cidade
de Beja. E que era muito pouco
ético, para não dizer herético, ostentar
o título de “independente”,
quando eram recorrentes e públicos
os combates políticos pelo
seu controlo e quando as tentativas
(algumas delas conseguidas)
de manipulação dos seus conteúdos
se sucediam. Mas abolir,
ainda que temporariamente, a legenda
“Semanário Regionalista
Independente”, não resultou apenas
numa ação repositória da decência
jornalística e da verdade
perante os nossos leitores. Foi, antes
de tudo, uma espécie de programa
ou de manifesto editorial
que assumimos nos seis anos que
se seguiram. Até hoje. Um caminho
considerável, ao longo do qual
estabelecemos o compromisso de
regressarmos para junto das pessoas,
de defendermos a nossa cultura
na sua multiplicidade, de
promovermos o mérito em vez
da desgraça, de darmos voz a este
território, na integra. Nesta caminhada,
movida nem sempre
em terrenos planos, somos chegados
à altura em que decidimos
republicar a legenda “Semanário
Regionalista Independente”. Não
apenas porque hoje nos achamos,
por fim, no pleno direito do seu
usufruto, mas também porque os
tempos assim o exigem. Numa altura
em que se avizinham eleições
para os órgãos locais e a tentação
se agudiza e num quadro político-
-governamental em que o dossiê
das regiões administrativas foi de
novo lançado para a valeta, nada
como reerguer as bandeiras da independência
e da regionalização.
Principalmente nas páginas deste
que é o dos poucos diários do
mundo que, afinal, é semanário.
Encontro de Jogos de Tabuleiro - Beja - Casa da Cultura
Este sábado dia 11 decorre na BDTeca da Casa da Cultura a partir das 14:30 um novo Encontro de Jogos de Tabuleiro aberto ao publico. Neste encontro serão jogados e ensinados inúmeros jogos de tabuleiro moderno, a nova geração de jogos de tabuleiro que está neste momento e cada vez mais a transformar-se numa sensação mundial. Por isso se têm curiosidade em experimentar este tipo de jogos apareçam já que a entrada é totalmente gratuita, não precisam de ter jogos nem de os saber jogar nós tratamos disso, apenas apareçam para se divertir e conviver.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
35ª Volta ao Alentejo - Passagem por Beja na 3ª Etapa dia 24, com Meta Volante
|
3ª Etapa Mourão / Mértola - 208 kms
|
24.02.2017 - Sexta-feira
Percurso dentro da cidade e Meta Volante
|
| 3ª Etapa Mourão / Mértola - 208 kms | ||||||||||||
| Percurso e Horários | ||||||||||||
|
| 40 km/h | 42 km/h | ||||||||||
| Concentração/Rassemblement: Mourão -
Praça da República |
09:30 | 09:30 | ||||||||||
| Partida Simbólica / Départ Fictif:
Mourão - Praça da República |
10:50 | 10:50 | ||||||||||
| Em frente p/ Rua General Humberto Delgado | ||||||||||||
| Em frente p/ Rua Dr. Libano Esquivel | ||||||||||||
| Rotunda
à dta. p/ Amareleja, R385 |
||||||||||||
| 179 | Partida Real / Départ Réel: N385 |
|
0 | 208 | 11:00 | 11:00 | ||||||
| 170 | Ponte s/ Ribeira de Alcarrache | 3 | 205 | 11:04 | 11:04 | |||||||
| 194 | Separadores à esq. p/ Granja - Adega | 5 | 203 | 11:07 | 11:07 | |||||||
| 171 | À dta. p/ Granja | 5,8 | 202,2 | 11:08 | 11:08 | |||||||
| 172 | À esq. p/ Rua Joaquim António de Castro | 7,6 | 200,4 | 11:11 | 11:10 | |||||||
| 173 | À dta. p/ Rua Direita | 8,3 | 199,7 | 11:12 | 11:11 | |||||||
| 180 | Em frente p/ Rua da Corredoura | 8,5 | 199,5 | 11:12 | 11:12 | |||||||
| 187 | À esq. p/ Amareleja - Moura, N385 | 8,9 | 199,1 | 11:13 | 11:12 | |||||||
| 230 | Concelho de Moura | 12,2 | 195,8 | 11:18 | 11:17 | |||||||
| 209 | Amareleja - rotunda à dta. p/ Ficalho - Moura, R386 | 18,7 | 189,3 | 11:28 | 11:26 | |||||||
| 213 | Póvoa de S. Miguel | 29,2 | 178,8 | 11:43 | 11:41 | |||||||
| 104 | Cruzamento à esq. p/ Moura, N255 | 40,6 | 167,4 | 12:00 | 11:58 | |||||||
| 127 | Moura | 43,9 | 164,1 | 12:05 | 12:02 | |||||||
| 169 | Cruzamento em frente p/ Rua de Sequeiro | 45,2 | 162,8 | 12:07 | 12:04 | |||||||
| 171 | À esq. p/ Rua do Matadouro | 45,3 | 162,7 | 12:07 | 12:04 | |||||||
| 177 | Cruzamento à esq. p/ Serpa - Av. dos Bombeiros Voluntários | 45,6 | 162,4 | 12:08 | 12:05 | |||||||
| 184 | Pela dta. (junto ao Tribunal), N255 | 46 | 162 | 12:09 | 12:05 | |||||||
| 186 | Meta Volante - Moura (Largo S. Francisco) | 46,1 | 161,9 | 12:09 | 12:05 | |||||||
| 201 | Rotunda em frente p/ Pias - Serpa - Beja, N255 | 46,7 | 161,3 | 12:10 | 12:06 | |||||||
| 208 | Concelho de Serpa | 51,7 | 156,3 | 12:17 | 12:13 | |||||||
| 192 | Ponte / Barragem, N255 | 56,7 | 151,3 | 12:25 | 12:21 | |||||||
| 209 | Pias | 59,9 | 148,1 | 12:29 | 12:25 | |||||||
| 212 | À dta. p/ Serpa, N255 | 60,9 | 147,1 | 12:31 | 12:27 | |||||||
| 218 | Passagem de nível desativada / Passage à niveau désactive | 61,3 | 146,7 | 12:31 | 12:27 | |||||||
| 165 | Ponte s/ Ribeira de Morgadinha | 71 | 137 | 12:46 | 12:41 | |||||||
| 175 | Cruzamento à esq. p/ Ficalho - Mértola, N260 | 74,7 | 133,3 | 12:52 | 12:46 | |||||||
| 220 | À dta. p/ Serpa - Serpa (placa) | 76,6 | 131,4 | 12:54 | 12:49 | |||||||
| 225 | Rotunda em frente - Av. N. Sra. de Guadalupe | 77,2 | 130,8 | 12:55 | 12:50 | |||||||
| 225 | Rotunda à esq. p/ Circular Interna de Serpa | 77,6 | 130,4 | 12:56 | 12:50 | |||||||
| 219 | Rotunda (Ovelhas) em frente p/ Av. Capitães de Abril | 78,1 | 129,9 | 12:57 | 12:51 | |||||||
| 212 | Rotunda em frente p/ Circular Interna de Serpa | 78,5 | 129,5 | 12:57 | 12:52 | |||||||
| 212 | Rotunda em frente p/ Circular Interna de Serpa | 78,8 | 129,2 | 12:58 | 12:52 | |||||||
| 210 | Rotunda em frente p/ Circular Interna de Serpa | 79,2 | 128,8 | 12:58 | 12:53 | |||||||
| 189 | Rotunda à esq. p/ Beja - Lisboa | 79,8 | 128,2 | 12:59 | 12:54 | |||||||
| 170 | Cruzamento à esq. p/ Beja - Lisboa, N260 | 80,6 | 127,4 | 13:00 | 12:55 | |||||||
| 108 | Ponte s/ Rio Guadiana | 85,9 | 122,1 | 13:08 | 13:02 | |||||||
| 208 | Rotunda (Bairro da Boa Esperança) à esq. p/ Beja - Rua D. Afonso III | 104,9 | 103,1 | 13:37 | 13:29 | |||||||
| 214 | Rotunda (BP) em frente p/ centro - Rua D. Afonso III | 105,4 | 102,6 | 13:38 | 13:30 | |||||||
| 236 | Ponte s/ Lina Férrea - à dta. Rua D. Afonso III | 106 | 102 | 13:39 | 13:31 | |||||||
| 242 | Rotunda à esq. p/ Rua Pedro Vitor | 106,1 | 101,9 | 13:39 | 13:31 | |||||||
| 242 | Rotunda à esq. p/ Rua Pedro Vitor | 106,2 | 101,8 | 13:39 | 13:31 | |||||||
| 274 | Meta Volante - Beja (Rua Dom Frei Manuel do Cenáculo) | 106,4 | 101,6 | 13:39 | 13:32 | |||||||
| 275 | À esq. p/ Rua D. Afonso Henriques | 106,5 | 101,5 | 13:39 | 13:32 | |||||||
| 269 | Rotunda em frente p/ Rua D. Francisco Lobo | 106,7 | 101,3 | 13:40 | 13:32 | |||||||
| 263 | Rotunda (Pingo Doce) em frente p/ Rua Escritor Ferreira de Castro | 107 | 101 | 13:40 | 13:32 | |||||||
| 263 | Cruzamento em frente p/ Rua Bernardo Santareno | 107,3 | 100,7 | 13:40 | 13:33 | |||||||
| 261 | Rua Manuel Joaquim Delgado - Rua T. Cor. Salgueiro Maia Inicio de Abastecimento / Ouverture du Ravitaillement | 107,7 | 100,3 | 13:41 | 13:33 | |||||||
| 269 | Rotunda (Galp) à esq. p/ Av. Fialho de Almeida | 108,3 | 99,7 | 13:42 | 13:34 | |||||||
| 259 | Rotunda em frente p/ Évora - IP2 | 108,8 | 99,2 | 13:43 | 13:35 | |||||||
| 243 | Rotunda à esq. p/ Aljustrel, N18 | 109,9 | 98,1 | 13:44 | 13:37 | |||||||
| 216 | Penedo Gordo | 114,1 | 93,9 | 13:51 | 13:43 | |||||||
| 166 | Santa Vitória | 124,6 | 83,4 | 14:06 | 13:58 | |||||||
| 161 | Concelho de Aljustrel | 127,3 | 80,7 | 14:10 | 14:01 | |||||||
| 168 | Cruzamento à esq. p/ Aljustrel, N2 (Ervidel) | 130 | 78 | 14:15 | 14:05 | |||||||
| 124 | Ponte | 140,4 | 67,6 | 14:30 | 14:20 | |||||||
| 162 | À dta. p/ Aljustrel (centro) - Rua de Beja | 142,3 | 65,7 | 14:33 | 14:23 | |||||||
| 186 | À esq. p/ Rua de Olivença | 143,5 | 64,5 | 14:35 | 14:25 | |||||||
| 171 | Rotunda em frente p/ Rua de Olivença | 143,8 | 64,2 | 14:35 | 14:25 | |||||||
| 165 | Rotunda (da Locomotiva) em frente p/ Castro Verde, N2 | 144,5 | 63,5 | 14:36 | 14:26 | |||||||
| 179 | Separadores (Terminal Ferroviário) em frente p/ Castro Verde | 151,5 | 56,5 | 14:47 | 14:36 | |||||||
| 209 | Concelho de Castro Verde | 155,4 | 52,6 | 14:53 | 14:42 | |||||||
| 238 | Separadores em frente - Castro Verde (placa) | 164,9 | 43,1 | 15:07 | 14:55 | |||||||
| 248 | Rotunda em frente - Rua da Seara Nova | 165,1 | 42,9 | 15:07 | 14:55 | |||||||
| 250 | Meta Volante - Castro Verde (junto BV Castro Verde) | 165,5 | 42,5 | 15:08 | 14:56 | |||||||
| 250 | Rotunda à esq. p/ Mértola - Rua das Orquídeas | 165,6 | 42,4 | 15:08 | 14:56 | |||||||
| 247 | Rotunda em frente p/ Mértola, N123 | 165,8 | 42,2 | 15:08 | 14:56 | |||||||
| 242 | Rotunda em frente p/ Mértola, N123 | 166,1 | 41,9 | 15:09 | 14:57 | |||||||
| 212 | Separadores (Geraldos) em frente p/ Mértola | 168,1 | 39,9 | 15:12 | 15:00 | |||||||
| 205 | Separadores (Sta. Bárbara) em frente p/ Mértola, N123 | 175,3 | 32,7 | 15:22 | 15:10 | |||||||
| 183 | Separadores (S. Marcos) em frente p/ Mértola, N123 | 178,6 | 29,4 | 15:27 | 15:15 | |||||||
| 214 | Concelho de Mértola | 183,9 | 24,1 | 15:35 | 15:22 | |||||||
| 193 | Separadores (S. João) em frente p/ Mértola | 186 | 22 | 15:39 | 15:25 | |||||||
| 172 | Separadores (Alcaria Ruiva) em frente p/ Mértola | 193 | 15 | 15:49 | 15:35 | |||||||
| 181 | Cruzamento à dta. p/ Mértola, N122 | 196,5 | 11,5 | 15:54 | 15:40 | |||||||
| 78 | Mértola (placa) | 206,6 | 1,4 | 16:09 | 15:55 | |||||||
| 58 | Em frente p/ rotunda (contra mão!) p/ Av. Aureliano Fernandes (contra mão!) | 207,4 | 0,6 | 16:11 | 15:56 | |||||||
| 59 | À esq. p/ Rua José carlos Ary dos Santos | 207,8 | 0,2 | 16:11 | 15:56 | |||||||
| 75 | Meta Final / Arrivée: Mértola - Rua José Carlos Ary dos Santos | 208 | 0 | 16:12 | 15:57 | |||||||
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