quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Feira da Música 26 a 28 set 2014 - BEJA


Nota de imprensa - I Feira da Música de Beja
A Zarcos - Associação de Músicos de Beja é uma associação sem fins lucrativos
sedeada na Casa da Cultura de Beja que surgiu em meados de 2011, tendo como
principais objetivos desenvolver meios e condições que incentivem à criação artística e
à proximidade com a música, bem como proporcionar iniciativas de âmbito artístico e
cultural à comunidade em geral.
É atribuído à associação o nome de Zarcos em homenagem a Emídio Zarcos, um grande
músico bejense destacado pela sua aptidão a tocar bateria e percussão.
A Feira da Música de Beja tem a sua 1ª edição nos dias 26, 27 e 28 de Setembro de
2014 na Casa da Cultura de Beja. Os principais objetivos deste evento são a
divulgação, dinamização e aprendizagem de várias áreas artísticas e culturais ligadas ao
sector musical, contando para isso com uma variada programação que incluí
workshops, palestras, exposições, sessões de cinema e muitos concertos. A Feira da
Música contará ainda com a presença de várias entidades ligadas ao sector musical, bem
como uma feira do disco e intrumentos usados.
Inseridos na programação de espetáculos, iremos contar com a presença de alguns
nomes promissores e outros já bem estabelecidos no meio artístico português como o de
Anamar, cantora e atriz portuguesa ligada ao pop e à música tradicional, Vítor Rua,
membro fundador de Telectu e do Grupo Novo Rock (GNR), Rafael Toral, músico
com formação em jazz ligado ao eletrónico experimental, que na década de 80 tocou
nos Pop Dell’Arte e que conta com várias colaborações de nomes internacionalmente
conhecidos, como Jim O’ Rourke, Sonic Youth, John Zorn, Lee Ranaldo, entre outros.
Durante a tarde iremos também contar com showcases com músicos locais e não só.

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Diário do Alentejo Edição 1690

Editorial
Jihad
Paulo Barriga

O Al Andaluz, que equivale,
mais coisa menos coisa,
ao território da Península
Ibérica, faz parte dos planos estratégicos
da jihad global. Parece uma
brincadeira de mau gosto. Mas não
é. A ameaça é recente. É real. E tem
cada vez mais apoiantes nas extensões
magrebinas do autodenominado
Estado Islâmico (EI). O próprio
ministro espanhol do Interior
já reconheceu publicamente que
as intimações que circulam na
Internet são para levar a sério.
Muito a sério. É certo que ninguém
esperará um desembarque jihadista
nas praias de Espanha ou do
Algarve. Mas alguns especialistas
citados pela imprensa internacional
acreditam que o EI está em condições
de atentar contra a Europa e
os Estados Unidos nos próximos
meses. Sendo que “a terra dos nossos
avós”, como eles a prenunciam,
consta na carta de intenções dos
terroristas. O que não deixa de ser
patético. É certo que o grande objetivo
militar e político do “califa”
Aboubakr el Bagdadi é içar a bandeira
negra em Damasco e Bagdad.
O problema é que no próximo
oriente existem hordas dos chamados
“lobos solitários”. Jovens radicais,
em autogestão, que estão dispostos
a fomentar a “guerra” por
conta própria. Não uma guerra
qualquer. Convencional. Mas uma
guerra em nome do mito do paraíso
perdido. O Al Andaluz, enquanto
espaço geográfico, não lhes
interessa propriamente. Interessa-
-lhes, outrossim, a lenda de uma
grande civilização muçulmana,
unitária e alternativa ao culto do
Ocidente. De facto, os tempos áureos
do Al Andaluz representam,
de alguma forma, isso mesmo.
O multiculturalismo. A tolerância.
O livre pensamento. A descoberta.
A ciência e as artes. E é precisamente
esse legado formidável e
tão formidavelmente recuperado
pelo professor António Borges
Coelho. Tão intenso e tão intensamente
escavado pela equipa de arqueólogos
de Cláudio Torres. Tão
vibrante como os poemas de Al
Mutamid que Adalberto Alves juntou
no seu árabe coração, é esse legado
que não condiz com a pilantragem
que se propõe reconquistar
o Al Andaluz com bombas atadas
ao peito. O bom caminho, aliás, é
o da Destruição da Destruição.
Que é um título de um livro do médico
e filósofo Averróis, nascido em
Córdoba no século XII. Um pensador
que acreditava na coexistência
de mais do que uma verdade para
uma mesma leitura. Em suma, será
que é desta liberdade interpretativa
e intelectual que falam os “lobos
solitários” quando se propõem
libertar o Al Andaluz? Ou preferirão
apenas servir em bandejas berberes
mais algumas cabeças decepadas?
Esta gente não é digna do
seu próprio passado. E muito menos
da terra dos seus avós.

DIA EUROPEU SEM CARROS - 22 SET 2014 - BEJA


9:30h – Passeio "Circuito urbano - A Bicicleta na Cidade" - concentração no parque da cidade, passagem pelo Pax-Julia - agrupamentos escolares


Campanha do estacionamento abusivo - sessões para grupos escolares 3º e 4º anos do 1º ciclo - inscrições até ao dia 18 Setembro através do email – transito@cm-beja.pt
Nas diversas escolas - divulgação das novas regras de trânsito - PSP- Escola Segura


18:00h – Passeio de bicicleta "As nossas ruas, a nossa escolha" - concentração no Largo de S.João – população em geral

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

BUDA IMPEDE UMA GUERRA



Certa vez, Buda impediu uma guerra iminente entre os Shakyas e os Kolis.
No rio Rohini, que separava as cidades de Kapilavastu e Koli, tinha sido construída uma barragem que permitia àqueles dois povos irrigarem os seus campos. Acontece que houve uma grande seca e que os agricultores de ambos os lados do rio reclamaram como seu o direito de utilizarem a pouca água que restava. Insultaram-se da pior maneira. O litígio, em muito exagerado pelos rumores que circulavam de ambos os lados, chegou aos ouvidos dos monarcas reinantes e levou a uma declaração de guerra. Os exércitos dos Shakyas e dos Kolis acamparam face a face em margens opostas do rio.
 Nesta altura, apercebendo-se do que se estava a passar, Buda deslocou-se até ao campo de batalha. Os Shakyas baixaram as armas, em sinal de respeito por aquele a quem consideravam a joia da sua raça, e os Kolis fizeram o mesmo. Buda perguntou se estavam ali reunidos para celebrar um festival da água. Quando lhe disseram que se tratava de uma guerra, Buda quis saber a causa do conflito. Os príncipes disseram que não sabiam e foram perguntar aos generais. Estes, por sua vez, perguntaram aos oficiais subalternos. As perguntas continuaram até chegar aos agricultores que tinham dado origem ao conflito.
 Quando finalmente soube a causa da disputa, Buda perguntou qual era o valor da água. Disseram-lhe que era pequeno. Buda perguntou, então, qual era o valor dos homens. Foi-lhe respondido que era enorme.
 Porque querem esbanjar o que é de tão grande valor, por causa do que é de tão pouco?
Este argumento foi o suficiente para convencer as fações a desistirem da guerra.

 
Margaret Read MacDonald 
Peace Tales
Arkansas, August House Publishers, Inc., 2005
(Tradução e adaptação)

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Curso de Fotografia inicia a 15 de set 2014 - Beja


XXII Festival Sete Sóis Sete Luas de 11 a 14 set 2014 Castro Verde



PROGRAMA

XXXIV Feira do Artesanato de Moura V Mostra de Aromas e Sabores 11 a 14 Setembro 2014


SUMMER END - 12 E 13 SET 2014 - ALMODÔVAR


BTT em Castro Verde 21 set 2014

A 21 de setembro, a Associação 100 Trilhos – Clube de BTT volta a organizar, à semelhança de anos anteriores, mais uma Maratona de BTT e a reunir em Castro Verde centenas de amantes da modalidade. Com percursos de 30km (mini-maratona), 50 km (meia-maratona) e 80 km (maratona), a prova decorre integrada na 5ª Prova Taça Algarve de XCM e conta com a colaboração da Câmara Municipal de Castro Verde.

Vale do Poço - XII Feira Agropecuária Transfronteiriça 12 a 14 set 2014


Programa
Sexta-feira, dia 12
16h00 – Abertura do certame
18h30 – Inauguração oficial/Animação com o grupo Amigos da Pinguinha
21h30 – Espetáculo com o grupo musical Terra Bela
22h30 – Baile com Cristiano Martins
Sábado, dia 13
08h00 – Caminhada ao Pulo do Lobo
10h30 – Colóquio “Apoio à agricultura no âmbito do no quadro comunitário”
11h00 – Abertura do certame
14h00 – Animação com o grupo Amigos da Pinguinha
18h00 – Oficina de Danças de Roda
19h00 – Vacada
22h00 – Espetáculo de variedades com Broa de Mel
23h30 – Baile com o Duo Cafécreme
Domingo, dia 14
08h30 – Passeio de BTT
11h00 – Abertura do certame
14h00 – Animação com o grupo Quarteto Maravilha
18h30 – Jogos Transfronteiriços
20h30 – Espetáculo musical com o grupo Real Aliança Velha
22h00 – Baile com o Duo Kontraste/Encerramento dos stands

ZUMBA NIGHT PARTY 13 SET 2014 BEJA

Inscrições Limitadas
3 Zumbas até dia 6 de Setembro
5 Zumbas no Dia 

Organização: 
Zumba Beja Eventos
Contactos:
938544872
zumba.beja.eventos@gmail.com

Informação:
Inscrições directamente com os Instrutores ou organização
Pulseiras estão disponíveis para entrega depois de dia 6 de Setembro.
São entregues pelos instrutores
ou no local do Evento 30 minutos antes

domingo, 7 de Setembro de 2014

Diário do Alentejo Edição 1689

Editorial
Reformas
Paulo Barriga

Reforma. De entre o escasso
léxico governativo, este é o
vocábulo que mais está na
berra. Tudo neste País é reformável,
a começar pelas próprias pensões
de reforma. O território carece de
reforma. O ensino também carece.
A saúde, os transportes, a justiça…
O próprio Estado. Reformar é o
verbo do tempo presente. Predicado
de feição regular que apenas parece
não ajustável ao sistema bancário,
às grandes fortunas e ao próprio
Governo da Nação. Esta segunda-
-feira avançou a reforma do sistema
judiciário português. Quem
não estará de acordo com a introdução
de mudanças, profundas e
eficazes, que melhorem o funcionamento
dos tribunais? Mudanças
que tornem a justiça mais célere,
alargada, mais próxima de todos os
cidadãos? Mais justa, passe o pleonasmo?
Aliás, o próprio conceito de
“reforma”, na sua boa significação,
obriga a remodelações, mas também
a melhoramentos. O que, de
facto, não se verificou nas mudas
que o Ministério da Justiça aplicou à
reorganização dos tribunais. A barafunda
é de tal forma invulgar que
a própria Ordem dos Advogados
decidiu apresentar uma queixa-
-crime contra os governantes que
assinaram a dita reforma, por atentado
contra o Estado de Direito. Em
boa verdade, são os próprios magistrados
que, de ombros encolhidos,
alertam para o facto de existirem
processos espalhados por todo
o lado. Escassez de funcionários.
Problemas na plataforma informática
da justiça. Falta de privacidade
e de resguardo para o exercício
da profissão. No distrito de Beja,
a “reforma” liquidou todas as comarcas
até aqui existentes, transformando
esses tribunais em extensões
da super comarca de Beja (o de
Mértola passou a mera secção para
consulta de papelada). Com a agravante
de todos os processos-crime
cuja moldura penal exceda os cinco
anos se concentrem igualmente na
capital de distrito. O mesmo acontecendo
com as iniciativas cíveis em
que os pedidos de indemnização ascendam
aos 50 mil euros. Isto para
nem falar do facto de ainda não
ter sido encontrado um local apropriado
para instalar o Tribunal de
Família e Menores, que começará a
laborar precária e provisoriamente
em Ferreira do Alentejo. O que vai
acontecer, em bom rigor, é que a
grande maioria dos processos vão
afunilar em Beja, tornando a sua resolução
mais lenta, alargando ainda
mais as distâncias entre as pessoas
e os tribunais (que o digam os munícipes
de Odemira ou Barrancos),
cavando mais uns bons palmos na
cova funda que afasta cada vez mais
as populações da periferia dos grandes
centros. Quando ouvir algum
ministro falar em “reforma” tenha
medo, muito medo.