quarta-feira, 29 de julho de 2015

Festas de Brinches de 31 jul a agt 2015


Fator - 31 jul a 2 agt 2015 - Ficalho



domingo, 26 de julho de 2015

Santana - Samba Pa Ti (Live at Montreux 2011)

Ora toma Rita - Grupo Coral de Baleizão

Já está na forja...!



Após a classificação pela UNESCO no dia 27 de novembro de 2014,  e no ano em que o Município de Beja deliberou que 2015 seria o Ano Municipal do Cante, o Grupo Coral de Baleizão subiu ao palco do Pax Júlia para gravar mais um CD de cante às vozes.

Durante o dia de ontem e a manhã de hoje, o estúdio "Toste" recolheu mais de uma dúzia de modas que irão, brevemente dar corpo a este novo álbum.

A saber este trabalho do produtora Açor, pretende recolher por todo o território nacional o maior numero possível de registo de polifonias, que irão fazer parte da coletânea "Folclore Português".

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Diário do Alentejo Edição 1735

Editorial
Economês
Paulo Barriga

Já poucos se recordam do tempo
em que o economês ainda não
era a primeira língua oficiosa
das pessoas comuns. Do tempo em
que o PIB e a divida pública não entravam
nas conversas de balcão. Em que
o resultado do futebol se discutia em
golos e nem tanto em fundos financeiros.
Em que havia superavit comunicativo
e deficit de incumprimentos. Já
poucos se recordam do tempo em que
o dinheiro se dizia e media em função
das centenas que havia na algibeira e
não dos milhares de milhões que hoje
se escapolem para as offshores “sem
deixar rasto”. Em que as notícias do estado
do tempo ou o anúncio da chave
do Totobola estavam sempre em alta
face ao resumo dos índices bolsistas.
Nessa época pré-economês, quando
se dava o caso, alguma malta do norte
gostava já de exibir alguns tiques esquisitos.
Diziam que lá eles é que trabalhavam,
que produziam, que criavam
riqueza, que levavam o país para
diante. Enquanto nós, os mouros, éramos
uns malandros, uns preguiçosos,
que vivíamos à custa do orçamento e
tal. Não me recordo nem como, nem
quando, nem por que razão se deixou
de escutar esse tipo de argumentação.
Certo é que há já alguns anos a esta
parte que não vai à televisão (ou assim)
nenhum cavador de enxada com sotaque
abimbalhado cantar tal cantiga.
Por muita pena minha e talvez por
preguiça, reconheço, não consegui encontrar
dados concretos sobre a criação
de riqueza no Alentejo em 2014.
Ano em que o Produto Interno Bruto
Nacional rondou os 173 mil milhões
de euros. O que, para uma população
de cerca de 10 milhões, representará
qualquer coisa como 17 mil euros por
pessoa no referido período. No Censos
de 2011, a região Alentejo, um terço
do território do País, contava com 757
302 almas. Dessas, apenas 224 617 tinham
escolhido a antiga província do
Baixo Alentejo para residir. Não consigo
afirmar, lamento novamente,
quanta riqueza poderá ter produzido
cada um destes habitantes ao longo
do último ano. Embora não estranhe
que, neste momento, esta seja a região
mais rica de Portugal, tendo em
conta a ocupação populacional. Assim
por alto, basta olhar para o boom agrícola
que está a acontecer na zona de intervenção
de Alqueva e a ele juntar as
produções de enorme valor acrescentado
que se verificam no perímetro do
Mira. Sem esquecer o contributo da
indústria extrativa em Aljustrel e em
Castro Verde, o turismo que começa a
ganhar asas em toda a extensão territorial,
e, claro, as industrias petrolíferas
e de transportes marítimos afetadas
ao complexo portuário de Sines. O
Baixo Alentejo está a consolidar estruturas
produtivas muito relevantes que
auspiciam um futuro de sucesso ao nível
do emprego e da criação de valor. E
talvez seja por isso mesmo que os galegos
nos deixaram de chamar malandros.
E que a melhor palavra do
economês que nos defina seja “sustentabilidade”.

XI Semana Cultural Carpe Diem - 01 a 08 agt 2015 - Cabeça Gorda


quinta-feira, 23 de julho de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

Feira de Vila Nova de São Bento - 24 a 25 de julho 2015


Noites de Santiago - 24 a 26 de julho - Entradas

Durante três dias, Entradas volta celebrar o seu padroeiro, em mais uma edição das Noites em Santiago!
De 24 a 26 de julho, a Avenida de Nossa Senhora da Esperança vai estar em festa, com um programa composto por música popular, gastronomia, artesanato, bailes, encontros de corais, corrida de touros e animação de rua.

Destaque, neste programa, para o Aniversário do Pólo de Entradas da Biblioteca, que celebra sete anos ao serviço da comunidade.

Para os mais novos estão reservados momentos bem divertidos nos insufláveis, pinturas faciais e outras animações.

Sabores do Rio - 24 a 28 julho - Pedrógão do Alentejo



A Junta de Freguesia de Pedrógão Alentejo, com o apoio do Município de Vidigueira, vai organizar o Festival Gastronómico Sabores do Rio, a decorrer nos dias 24, 25 e 26 de julho, com tasquinhas, espetáculos, artesanato e pesca.



PROGRAMA
24 JULHO (sexta-feira)
20h30
ABERTURA DO FESTIVAL
Inauguração:
- STANDS E TASQUINHAS
- EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS
“O RIO DE ANTIGAMENTE” no Jardim
21h00
OS JOVENS E O CANTE ALENTEJANO
- OS MOÇOS DA ALDÊA
- OS MAINANTES DAS PIAS
22h30
Atuação de “AS VOZES D'ALQUEVA”
00h00
BAILE com “LOS PATARATAS”

25 JULHO (sábado)
6h30
CONCURSO DE PESCA DESPORTIVA
PISTA DE PESCA, BARRAGEM DE PEDRÓGÃO
*Para mais informações, consultar cartaz da prova
07h30
CAMINHADA AO RIO
INSCRIÇÕES: Junta de Freguesia ou 284 455 044
10h30
REABERTURA STANDS E TASQUINHAS
12h30
GRANDE CALDEIRADA COM
OS AMIGOS “VILAFRADENSES”
INSCRIÇÕES: Junta de Freguesia ou 284 455 044
As inscrições terminam a 23 de Julho
17h30
ENTREGA DOS PRÉMIOS do CONCURSO DE PESCA DESPORTIVA
20h00
APRECIAR A DANÇA COM O GRUPO
“VIZ-A-VIZ”, DE SÃO TEOTÓNIO, ODEMIRA
21h00
ATUAÇÃO DE FRANCISCO MONTEIRO,
O ACORDEONISTA QUE SE DESTACOU NO
PROGRAMA GOT TALENT PORTUGAL
22h00
BAILE COM “SONS DO SUL”
01h00
DJ XINHA

26 JULHO (domingo)
10h00
RECRIAR A FAINA DO RIO COMO OUTRORA
(participação de crianças e jovens)
10h30
REABERTURA STANDS E TASQUINHAS
18h00
CONFRONTO DE LAVADEIRAS E LANÇAMENTO DA REDE
21h00
EM TOM DE FADO
COM CARLOS FILIPE E ANA TARECO
ACOMPANHADOS À GUITARRA PORTUGUESA POR
JOÃO NÚNCIO E À VIOLA POR CARLOS SILVA
22h30
BAILE COM FÁBIO LAGARTO

sábado, 4 de julho de 2015

Facal 2015 - Almodôvar


Feira da Terra 10 a 12 jul 15 - Beja


Sabores na Aldeia 4 e 5 jul 15 - Salvada


Olé Summer Party


Diário do Alentejo Edição 1732



Editorial
Estrume
Paulo Barriga


Aqui há um bom par de anos vi
um daqueles filmes de cobóis
tão rasqueirosos, tão miserável
que nem do nome me consigo lembrar.
Americano, com certeza, tecnicolor
primitivo, cenário a pincel, acho. A
única coisa que retive de entre os grunhidos
que com dificuldade poderei recordar
como diálogos foi o seguinte, ou
algo parecido: “o dinheiro é como o estrume,
apenas tem valor quando é bem
estrambalhado”. Nem mais, o dinheiro
é como o estrume. Amontoado, ganha
cheiro e mosquedo. Espalhado, fertiliza
a plantação. A questão fundamental
que se coloca às sociedades contemporâneas
tem precisamente a ver com a
falta de trabalho de forquilha e de encinho.
O dinheiro existe e em considerável
abundância. Mas está todo ajuntado
em medas, a fermentar em meia-dúzia
de estábulos doirados. Amontoado.
Gananciosamente amontoado. Boa
parte dos problemas que hoje tolhem a
Humanidade, desde a ecologia aos conflitos
armados, passando pelos radicalismos,
pela escassez de água e de alimentos
ou pelas derivas migratórias,
teriam, por certo, pronta resolução caso
o dinheiro que hoje apenas existe em
tulhas fosse espalhado por esse mundo
fora. É certo que a minha conversa à cobói
filosófico pode cheirar, salvo seja, a
tanga. A utopia. A ilusão. Está hoje em
voga na baixa cultura ocidental a ideia
do fatalismo, ao mesmo tempo que se
desenterrou o tão bafiento e católico
sentimento de culpa. E de punição. Um
cocktail mental, aparentemente sem
tratamento, que nos impele a encolher
os ombros perante os males que achamos
serem sempre dos outros. Veja-se
o caso da Grécia, olhando para a nossa
própria figura. É um facto, ninguém o
negará, que até 2010 os gregos viveram
“a cima das suas possibilidades”, para
utilizar uma expressão cara aos enfabuladores
de serviço. Para inverter essa
tendência, há cinco anos a esta parte, os
sucessivos governos postos em Atenas
foram obrigados a acolher medidas de
austeridade que conduziram o País não
à tona, mas antes ao fundo do pântano.
Sendo que todo o dinheiro proveniente
dos supostos apoios internacionais depressa
se foi convertendo em pagamentos
usurários desse mesmo dinheiro. A
dívida da Grécia, tal como a nossa, é impagável
e ingerível e injusta. Disso todos
sabem. Mas disso ninguém quer falar.
A pendência grega não tem a ver com
acordos financeiros, mais ou menos
austeros, que conduzam ao pagamento
progressivo da dívida. Tem a ver com a
própria dívida e com a sua reformulação.
Tem a ver com a máfia financeira
internacional. Tem a ver com a Europa
atomizada e egocêntrica e germanófila…
O que vai a votos no domingo na
Grécia não são os termos de um acordo
que, fosse ele qual fosse, traria mais do
mesmo. O que vai a votos é o próprio
modelo europeu num mundo refém do
capital. O que vai a votos no domingo,
afinal, é o estrume. Espero que os gregos
saibam votar a favor de o estrambalhar
por toda esta terra, fertilizando-a

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vou ali e já venho...!

Up Alentejo

Diário do Alentejo Edição 1731

Editorial
Abalar
Paulo Barriga

A falta de solidariedade territorial
deste Governo é confrangedora.
Quando passar esta
maré má, este tumultuoso tsunami, o
que restará de Portugal será um país
absolutamente litoralizado, enfraquecido
e destroçado quanto à sua diversidade
e pluralidade. A suposta reforma
dos mapas escolar, judicial e
administrativo, onde imperou apenas
a cega aritmética da austeridade,
são o exemplo acabado da indiferença
governativa face às regiões periféricas,
já de si acossadas pela fragilidade dos
seus tecidos económicos e empresariais.
Desinteressando-se o Estado de
parte significativa do seu território,
da sua integralidade, nas zonas mais
afastadas dos grandes centros restam
dois verbos por articular: empobrecer
ou abalar. Sendo que cada um que
abala acaba sempre por sair mais pobre
do que os pobres que insistem em
ficar. Esta semana há mais uma notícia
de abalar, no duplo sentido do
termo. O Ministério da Saúde decidiu
encerrar quatro dos 12 laboratórios de
saúde pública que até agora existiam
no País. Escusado será dizer que um
destes equipamentos está sediado em
Beja (os restantes estão em Portalegre,
Coimbra e Viana do Castelo). As razões
para o fecho são, aparentemente,
economicistas. Mas só aparentemente.
Os laboratórios de saúde pública foram
criados há coisa de 40 anos com
o intuito de promover a vigilância da
água para consumo humano, das piscinas
e das zonas balneares, o diagnóstico
da tuberculose, a análise de
alimentos e o estudo das infeções tóxicas
coletivas, como é lição de má-memória
o surto da bactéria legionella.
Com o encerramento das equipagens
de Beja e de Portalegre, o Alentejo, que
ocupa uma terça parte do território nacional,
fica adstrito a um único laboratório
sediado em Évora. E só quem
não conhece a geografia da região, só
quem vislumbra que Évora é já ali, é
que pode sustentar uma ideia tão peregrina
e tão perigosa quanto esta. São
os próprios médicos de saúde pública
que alertam para os perigos que estão
associados a mais este abandono territorial.
Esta turva medida, diz quem
sabe, pode comprometer a segurança
da água para consumo e a rápida eficácia
na resposta a surtos de infeções
com origem alimentar. Isto para nem
falar no risco efetivo que existe de as
amostras para análise se deteriorarem
durante o transporte. E se a intenção
era poupar uns cobres com o fecho
destas instalações, contrapõem os profissionais
de saúde que, afinal, os custos
de operação vão aumentar, uma
vez que as amostras em trânsito têm
sempre de ser acompanhadas por médicos
e que todos os dias poderão vir a
circular milhares de colheitas. Ou seja,
estamos perante uma, mais uma, operação
de duvidoso alcance, que pode
comprometer seriamente a saúde pública
na mais vasta e envelhecida região
do País, e cujo objetivo é repetidamente
o mesmo: fazer as contas por
forma a que no final, colocando os novos
de fora, o que sobre seja nada.