sábado, 30 de Agosto de 2014

Verão Total - Beja 2014

Alguns momentos captados pelo aldeagar, antes, durante e depois...!

O Castelo de Beja foi o Anfitrião!



Fotoreportagem

Diário do Alentejo Edição 1688


Castelo de Beja vai ter nova iluminação


domingo, 24 de Agosto de 2014

Diário do Alentejo Edição 1687

Editorial 

Baleizão 

Paulo Barriga 

O corpo de investigação criminal da GNR deteve na passada semana um indivíduo que assaltou uma octogenária. Deu-se o caso em Baleizão. E dá-se o caso que este não terá sido o primeiro delito do género cometido pelo fulano. Aliás, as pessoas sabem, a GNR sabe, a Polícia Judiciária sabe, os juízes também sabem que de há cerca de dois anos a esta parte, este e outros artistas residentes na localidade, assaltaram largas dezenas de habitações, coagiram violentamente vários idosos e acabaram por matar três deles. Como foi o caso presente. A população, as polícias e os magistrados sabem igualmente que este tipório não agiu sozinho, sabem quem são os restantes membros da quadrilha, sabem como eram planeados os crimes, sabem como eram receptados, conduzidos e transacionados os valores roubados. Concluindo, toda a gente sabe há demasiado tempo o que se passa em Baleizão, e certamente noutras aldeias do Alentejo, mas nunca ninguém fez nada para evitar estes três supostos homicídios. O povo de Baleizão, que é conhecido pelo seu arrebatamento e sangue quente, deixou a coisa andar. As polícias, cada vez mais minguadas em meios técnicos e operacionais, foram encolhendo os ombros. Os juízes foram colecionando queixas, denúncias e evidências nas secretárias... e os crimes foram--se sucedendo a um ritmo vertiginoso e intolerável. Porquê? Não será simples encontrar uma única e boa razão para este longo e, de alguma forma cúmplice, silêncio. Mas não restam dúvidas que todos, sem exceção, teremos alguma mácula neste filme negro. Que não é ainda mais dramático porque, por fim, os meios de comunicação social, nomeadamente a chamada informação tabloide, tomou para si o assunto. Chegámos a um impasse civilizacional onde o que conta é o que vem a letras garrafais nos jornais populares ou é gritado com espuma nos cantos da boca nas televisões de entretenimento. A justiça, como tudo nesta sociedade individualista e imóvel, tarda e a maior parte das vezes apenas chega quando é notícia nas parangonas. O que desvirtua por completo o próprio conceito de justiça. E pode levar, como quase agora aconteceu em Baleizão, a que a própria justiça caia nas mãos do povo. Coisa que ninguém, no seu perfeito juízo, desejará. Como por certo ninguém desejará comprar o jornal da manhã com a notícia de um novo homicídio em Baleizão. Ou noutra qualquer Baleizão deste interior envelhecido, amedrontado e imóvel.

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Diário do Alentejo Edição 1686

Editorial
Demência
Paulo Barriga

Até ao final do mês está em
discussão pública o relatório
que um grupo de trabalho
na área da psiquiatria preparou
para o Ministério da Saúde. Não
entendo muito bem o que se pretende
quando se diz “discussão pública”.
Mas os governos de Portugal
gostam muito de discutir publicamente.
Principalmente os estudos,
as avaliações, as propostas, as encomendas
bem remuneradas que fazem
aos amigos, nas mais diversas
áreas. A questão é que apenas se promove
discussão pública em matérias
onde alegadamente se pretende
que tudo mude, para que tudo torne
a ficar igual. É este o caso. Ora o que
traz o grupo de trabalho para discussão
pública? Nada que não saibamos
há muito, que não denunciemos
há muito, que não lamentemos
há muito. O Alentejo é a região do
País com o maior número de suicídios
e com os mais vastos e graves
problemas na área da saúde mental.
O Alentejo é a parcela do território
nacional onde existem menos psiquiatras
por habitante (um médico
para cada 50 mil pessoas, em Lisboa
existem cinco clínicos para o mesmo
universo populacional). E, mais inquietante,
no campo da psiquiatria
da infância e da adolescência apenas
há um especialista para cada 80 mil
habitantes. A mesma míngua acontece
com os enfermeiros especialistas,
com os técnicos de serviço social
e com os terapeutas ocupacionais.
As conclusões deste relatório nacional
dão conta, afinal, da lástima a que
chegaram os cuidados de saúde mental
no Alentejo e também no Algarve.
“Preocupante”, é o termo utilizado
pelos relatores. Importa saber, então,
o que se pretende agora discutir publicamente.
A doença? Ou a cura? A
doença está bem identificada, para
mal dos nossos pecados. O Alentejo
tem uma população envelhecida, empobrecida,
sem qualquer tipo de assistência,
isolada. Cujos sintomas, naturalmente,
se manifestam sobre a
forma de depressão ou de outras patologias
do foro psiquiátrico que, em
casos extremos de desespero, levam
a dependurar o pescoço numa corda.
Já a cura tem que se lhe diga. O mais
eficaz dos remédios carece de ser ministrado
a longo prazo: Inverter por
completo as políticas que levam à desertificação
humana no território e às
assimetrias regionais. É caro, em dinheiro,
este tratamento, mas nada
caro, em inclinação, para o poder central.
Já a curto prazo, e se a conclusão
do estudo é tão óbvia, o curativo que
tem de ser ministrado tem a ver com
a vinda de médicos, destas e de outras
áreas, para o Alentejo. Urgentemente.
O Hospital de Beja tem uma unidade
de psiquiatria novinha em folha que
não consegue inaugurar há anos por
carência de pessoal especializado.
Enquanto em Lisboa andam médicos
às cavalitas uns dos outros a brincar
aos relatórios. Afinal quem é que padece
de demência

domingo, 10 de Agosto de 2014

A Maior e mais brilhante Lua do Ano é hoje


Anselmo Ralph - Beja 14AGT14



Festas Santa Maria 14 a 17 agosto Beja


FOTO REPORTAGEM

Vila Ruiva Festas de 14 a 17 de agosto 2014


Cazbeça Gorda em Festa de 14 a 17 de agosto


Noites de Guadalupe - 15 a 23 agosto 1014 - Vila de Frades

Vila de Frades volta a receber mais uma iniciativa, "Noites de Guadalupe". Concertos, música ao vivo, exposições, biblioteca e museu aberto marcam mais um evento organizado pela Junta de Freguesia, numa clara demonstração de que trabalhar em parceria permite oferecer à comunidade local momentos culturais diferentes.