domingo, 5 de julho de 2015

Contraluz


sábado, 4 de julho de 2015

Facal 2015 - Almodôvar


Feira da Terra 10 a 12 jul 15 - Beja


Sabores na Aldeia 4 e 5 jul 15 - Salvada


Olé Summer Party


Diário do Alentejo Edição 1732



Editorial
Estrume
Paulo Barriga


Aqui há um bom par de anos vi
um daqueles filmes de cobóis
tão rasqueirosos, tão miserável
que nem do nome me consigo lembrar.
Americano, com certeza, tecnicolor
primitivo, cenário a pincel, acho. A
única coisa que retive de entre os grunhidos
que com dificuldade poderei recordar
como diálogos foi o seguinte, ou
algo parecido: “o dinheiro é como o estrume,
apenas tem valor quando é bem
estrambalhado”. Nem mais, o dinheiro
é como o estrume. Amontoado, ganha
cheiro e mosquedo. Espalhado, fertiliza
a plantação. A questão fundamental
que se coloca às sociedades contemporâneas
tem precisamente a ver com a
falta de trabalho de forquilha e de encinho.
O dinheiro existe e em considerável
abundância. Mas está todo ajuntado
em medas, a fermentar em meia-dúzia
de estábulos doirados. Amontoado.
Gananciosamente amontoado. Boa
parte dos problemas que hoje tolhem a
Humanidade, desde a ecologia aos conflitos
armados, passando pelos radicalismos,
pela escassez de água e de alimentos
ou pelas derivas migratórias,
teriam, por certo, pronta resolução caso
o dinheiro que hoje apenas existe em
tulhas fosse espalhado por esse mundo
fora. É certo que a minha conversa à cobói
filosófico pode cheirar, salvo seja, a
tanga. A utopia. A ilusão. Está hoje em
voga na baixa cultura ocidental a ideia
do fatalismo, ao mesmo tempo que se
desenterrou o tão bafiento e católico
sentimento de culpa. E de punição. Um
cocktail mental, aparentemente sem
tratamento, que nos impele a encolher
os ombros perante os males que achamos
serem sempre dos outros. Veja-se
o caso da Grécia, olhando para a nossa
própria figura. É um facto, ninguém o
negará, que até 2010 os gregos viveram
“a cima das suas possibilidades”, para
utilizar uma expressão cara aos enfabuladores
de serviço. Para inverter essa
tendência, há cinco anos a esta parte, os
sucessivos governos postos em Atenas
foram obrigados a acolher medidas de
austeridade que conduziram o País não
à tona, mas antes ao fundo do pântano.
Sendo que todo o dinheiro proveniente
dos supostos apoios internacionais depressa
se foi convertendo em pagamentos
usurários desse mesmo dinheiro. A
dívida da Grécia, tal como a nossa, é impagável
e ingerível e injusta. Disso todos
sabem. Mas disso ninguém quer falar.
A pendência grega não tem a ver com
acordos financeiros, mais ou menos
austeros, que conduzam ao pagamento
progressivo da dívida. Tem a ver com a
própria dívida e com a sua reformulação.
Tem a ver com a máfia financeira
internacional. Tem a ver com a Europa
atomizada e egocêntrica e germanófila…
O que vai a votos no domingo na
Grécia não são os termos de um acordo
que, fosse ele qual fosse, traria mais do
mesmo. O que vai a votos é o próprio
modelo europeu num mundo refém do
capital. O que vai a votos no domingo,
afinal, é o estrume. Espero que os gregos
saibam votar a favor de o estrambalhar
por toda esta terra, fertilizando-a

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vou ali e já venho...!

Up Alentejo

Diário do Alentejo Edição 1731

Editorial
Abalar
Paulo Barriga

A falta de solidariedade territorial
deste Governo é confrangedora.
Quando passar esta
maré má, este tumultuoso tsunami, o
que restará de Portugal será um país
absolutamente litoralizado, enfraquecido
e destroçado quanto à sua diversidade
e pluralidade. A suposta reforma
dos mapas escolar, judicial e
administrativo, onde imperou apenas
a cega aritmética da austeridade,
são o exemplo acabado da indiferença
governativa face às regiões periféricas,
já de si acossadas pela fragilidade dos
seus tecidos económicos e empresariais.
Desinteressando-se o Estado de
parte significativa do seu território,
da sua integralidade, nas zonas mais
afastadas dos grandes centros restam
dois verbos por articular: empobrecer
ou abalar. Sendo que cada um que
abala acaba sempre por sair mais pobre
do que os pobres que insistem em
ficar. Esta semana há mais uma notícia
de abalar, no duplo sentido do
termo. O Ministério da Saúde decidiu
encerrar quatro dos 12 laboratórios de
saúde pública que até agora existiam
no País. Escusado será dizer que um
destes equipamentos está sediado em
Beja (os restantes estão em Portalegre,
Coimbra e Viana do Castelo). As razões
para o fecho são, aparentemente,
economicistas. Mas só aparentemente.
Os laboratórios de saúde pública foram
criados há coisa de 40 anos com
o intuito de promover a vigilância da
água para consumo humano, das piscinas
e das zonas balneares, o diagnóstico
da tuberculose, a análise de
alimentos e o estudo das infeções tóxicas
coletivas, como é lição de má-memória
o surto da bactéria legionella.
Com o encerramento das equipagens
de Beja e de Portalegre, o Alentejo, que
ocupa uma terça parte do território nacional,
fica adstrito a um único laboratório
sediado em Évora. E só quem
não conhece a geografia da região, só
quem vislumbra que Évora é já ali, é
que pode sustentar uma ideia tão peregrina
e tão perigosa quanto esta. São
os próprios médicos de saúde pública
que alertam para os perigos que estão
associados a mais este abandono territorial.
Esta turva medida, diz quem
sabe, pode comprometer a segurança
da água para consumo e a rápida eficácia
na resposta a surtos de infeções
com origem alimentar. Isto para nem
falar no risco efetivo que existe de as
amostras para análise se deteriorarem
durante o transporte. E se a intenção
era poupar uns cobres com o fecho
destas instalações, contrapõem os profissionais
de saúde que, afinal, os custos
de operação vão aumentar, uma
vez que as amostras em trânsito têm
sempre de ser acompanhadas por médicos
e que todos os dias poderão vir a
circular milhares de colheitas. Ou seja,
estamos perante uma, mais uma, operação
de duvidoso alcance, que pode
comprometer seriamente a saúde pública
na mais vasta e envelhecida região
do País, e cujo objetivo é repetidamente
o mesmo: fazer as contas por
forma a que no final, colocando os novos
de fora, o que sobre seja nada.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Festas da Vila - 26 a 28 jun 2015 - Castro Verde


Feira Nacional da Água e do Regadio 2015, dia 26, 27 e 28 de junho, no Parque de Exposições e Feiras em Ferreira do Alentejo



 P R O G R A M A

VIII Raid BTT Cidade de Beja 28 jun 2015


Organizado pela Secção de BTT do Despertar Sporting Clube, realiza-se em Beja no dia 28 de Junho de 2015 o VIII Raid BTT Cidade de Beja. Em semana de aniversário do quase secular clube da Cidade, o evento terá 3 percursos à escolha: 25 kms Guiados, 45 e 75 Kms de Andamento Livre. Mantendo a qualidade reconhecida ao nível das marcações, abastecimentos, e da magnífica chegada ao Parque da Cidade - das mais belas do BTT nacional- , este ano, como grande novidade, temos a classificação a ser dividida por escalões etários, como forma de premiar ainda mais Bttistas e amigos que nos visitam. O almoço voltará a ser servido na Mata de Beja, ao ar livre, como cereja em cima do bolo da prova mais emblemática de BTT da cidade de Beja. Contamos consigo!

Arraial do Patronato de Santo António 26 jun 2015


Jantar Verão Colorido 2015 . Beja


Reserve já o seu lugar pelo 961382711 e ajude-nos a construir felicidade! Contamos consigo!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Diário do Alentejo Edição 1730

Editorial
Jornais
Paulo Barriga

A realidade é esta: o consumo de
jornais impressos em papel está
pelas ruas da amargura. Em termos
genéricos, as vendas em banca baixaram
drasticamente, as subscrições de
fidelização pura e simplesmente desapareceram,
a publicidade disseminou-se
por uma verdadeira plêiade de novos suportes
e plataformas. Em Portugal, com
uma ou duas exceções, as publicações
de abrangência nacional são deficitárias
tanto em receitas, como em audiências.
E o mais grave é que as previsões não auguram
um futuro nada animador para o
setor. As causas para esta quebra de consumo
de jornais são múltiplas. Desde as
profundas mudanças culturais e sociais
ao nível do consumo de conteúdos informativos,
provocadas pela revolução tecnológica
mundial, até à crise económica
e financeira global. Mas existem outras
razões, porventura menos evidentes,
que estão igualmente a comprimir a imprensa
escrita no torno da falência. E essas
têm mais a ver com motivos internos
aos próprios jornais do que propriamente
com os públicos. Em primeiro lugar, os
jornais tradicionais reagiram tarde e da
pior forma à deslocação de públicos para
as plataformas digitais. E quando quiseram
correr atrás do prejuízo, abriram
as portas à maior das aberrações: a disponibilização
gratuita de conteúdos na
Internet. Esta medida, precipitada pela
tentativa tardia de cativar o maior número
possível de “seguidores”, criou hábitos
de “consumo livre” de informação
que dificilmente serão reversíveis. Já na
infância costumamos dizer que quem dá
e depois tira vai parar ao inferno. Para lá
do mau princípio da gratuitidade da informação
no mundo virtual, esta prática
generalizada está a ter um efeito bastante
pernicioso ao nível das redações. O jornalista
ético, em quem o leitor depositava a
sua confiança na mediação entre o acontecimento
e a notícia, passou ele próprio a
ser um produtor de conteúdos de leitura
rápida e muitas vezes imediata, pouco
ponderada, ligeira. Logo, as salas de redação
especializaram-se na superficialidade,
desagregaram-se e começaram a
ser compostas por mão-de-obra barata e
mal preparada. As consequências desta
quebra do acordo ancestral de confiança
entre o jornalista e o recetor da notícia estão
à vista. A franca qualidade do material
impresso, que imediatamente é disponibilizado
à borla na Internet, está a
dissuadir cada vez mais os leitores do jornal/
papel e a transformar os periódicos
numa mera pasta de árvores mortas, ao
mesmo tempo que a diversidade de olhares,
a análise, a investigação e a profundidade
se vão perdendo. Como se vai deteriorando
também a qualidade da vida em
sociedade e a própria democracia. Talvez
esta até seja uma visão pessimista da atualidade
jornalística. Mas não fatalista.
Penso que o futuro dos jornais impressos
passa essencialmente pelo regresso à
qualidade, às pessoas e especialmente aos
territórios culturais e sociais. Hoje, a imprensa
local e regional, no seu todo, tem
muito mais audiências e receitas do que
o conjunto dos jornais de tiragem nacional.
O que nos indica que, afinal, os jornais
até têm futuro. E que o futuro poderá
e deverá passar por aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

29ª Escalada do Mendro - 21 de junho 2015


Concerto Encerramento Terras sem Sombra 2015 - 20 junho 2015 - Beja


Beja | Igreja de Santa Maria da Feira | 21H30


Concerto Encerramento Terras sem Sombra 2015

A Força da Serenidade: Música para o Fim dos Tempos (Fragoso e Verdi)


Orquestra do Norte 
Coro do Teatro Nacional de São Carlos 

Soprano Cristiana Oliveira 
Meio-soprano Ana Ferro
Tenor Vicente Ombuena
Baixo Rui Silva

Direcção Musical José Ferreira Lobo



Entrada gratuita, sujeita à lotação da sala.

III Maratona de Futsal J.C. Chícharo & Filho


III Moto Convívio 1/4 Prás 7 - de 19 a 21 junho 2015 Beja