domingo, 25 de janeiro de 2015

Porque as pessoas ressonam

Existem muitas pessoas que simplesmente não conseguem dormir com os sons da pessoa a ressonar. Mas ao ressonar pode acarretar problemas físicos para a pessoa que ressona como também psicológicos pois, passa a ser o culpado/a das insónias dentro da sua casa. Mas afinal porque as pessoas ressonam? Vamos tentar perceber.
Bem, a causa é a dificuldade em passar o ar pelo nariz e orofaringe, criando assim vibrações dentro do corpo e produzindo o ronco. A maioria das pessoas ressona por problemas relacionados com o nariz. Estes problemas podem ser diversos, podem ser genéticos, podem ser causados por alergias, constipações ou até mesmo obstrução das vias respiratórias por causa de drogas ou outros elementos químicos. Pessoas com excesso de peso são também mais propícias a ressonar, isto porque as suas vias respiratórias estão mais tapadas e o ar tem de fazer mais pressão para entrar, fazendo barulho ao mesmo tempo.
Porque as pessoas ressonam

PARÁBOLA DA TÁBUA E DOS PREGOS


"Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo. Um dia, o pai deu-lhe um
saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.

Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.

No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.

Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua…

Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma única vez.

Falou com o pai sobre o seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.

O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.

O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.

Este disse-lhe:

– Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Ela nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física. Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti."

In "FONTES DE SABER" da presente edição daRevista Progredir.

Leia a edição completa em http://issuu.com/progredir/docs/revista_progredir_036/68

www.revistaprogredir.com

Identificações: Revista Progredir

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1709

Editorial
Peixes
Paulo Barriga

Habemus Costa. Finalmente.
Um primeiro sinal
de que já contamina
os ares da política o defumo das
eleições. Do incensório que o prelado
do Partido Socialista oscila
há vários meses, em vão, sobre
o País defunto saiu finalmente
uma nesga de vapor. Agora já sabemos
que António Costa existe
e que, amém, tem pelo menos
uma ideia: regionalizar Portugal.
Diga-se de passagem, e passe o sacrilégio,
que é uma boa nova ideia
velha. A Regionalização está inscrita
na Constituição da República
Portuguesa desde 1976. E há quase
quatro décadas que tem sido por
sistema varrida para debaixo do
tapete pelos sucessivos governos
da nação. A esta distância consegue-
se perceber com maior facilidade
as voltas e as reviravoltas
deste perfeito golpe de sacristia. O
poder centralizado no Terreiro do
Paço, bafiento, concentrou em si
não apenas as desvirtudes da política,
mas acima de tudo um impudico
panteão com os sete pecados
capitais. Com a avareza e
a luxúria bem no cimo do altar.
Ao mesmo tempo que o País profundo,
que o País real, se foi esfrangalhando,
a cidade-estado foi
engordando como um bacorinho
em lesmas. Mas tal como aconteceu
com Sodoma e Gomorra, os
atos imorais dos nossos governantes
espicaçaram a ira divina. O que
resta hoje do Portugal centralizado
são cinzas e escombros e um poço
negro cujo fundo ainda não se vislumbra.
E por isso mesmo se recebe
como bom augúrio a profecia
de António Costa: é urgente
regionalizar o País. Aliás, nós, os
alentejanos, que no adúltero referendo
de 1998 votámos esmagadoramente
a favor da implementação
da Regionalização, temos
a santíssima legitimidade de exigir
a sua imediata implementação.
Como devemos ser ressarcidos pelos
danos insanáveis no desenvolvimento
deste território, causados
pela sua perversa ausência. Sempre
se argumentou, em banda contrária,
que a descentralização do poder
político e administrativo iria
conduzir à multiplicação dos piores
vícios conhecidos e bem identificados
no poder centralizado. Que
a regionalização levaria à reprodução
de clientelas, de amiguismos,
de facilitismos e de favorecimentos
obscuros, da corrupção em
geral. Quando, em boa verdade, o
poder de proximidade impõe um
maior escrutínio por parte do eleitorado
da vizinhança. E, acima
de tudo, está mais em linha com
as aspirações e com as reais necessidades
das pessoas. O que se
aguarda agora é que o missionário
António Costa leve o evangelho da
Regionalização por esse País a fora.
E que se não detenha a pregá-lo aos
peixes. Como é costume nos novos
profetas da política caseira.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ALENTEJO


Alentejo 

A luz que te ilumina,
Terra da cor dos olhos de quem olha!
A paz que se adivinha
Na tua solidão
Que nenhuma mesquinha
Condição
Pode compreender e povoar!
O mistério da tua imensidão
Onde o tempo caminha
Sem chegar!... 


 Miguel Torga

O Campo

O campo é onde não estamos...
Ali,só ali, 
há sombras verdadeiras...
...e verdadeiro arvoredo.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pharrell Williams - Happy

Trânsito. Lisboa tem novas restrições a carros poluentes

A partir desta quinta-feira, dia 15, os carros com matrícula anterior a 1996 deixaram de poder circular em grande parte de Lisboa (ou com data de 2000, no caso do centro da cidade). Foi a entrada em vigor da terceira fase da Zona de Emissões Reduzidas.







Ler mais: http://expresso.sapo.pt/transito-lisboa-tem-novas-restricoes-a-carros-poluentes=f906351#ixzz3PJIHsITw

Francisco Paixão Expõe na Cruz Vermelha em Beja

No dia 27 de Janeiro de 2015 pelas 15h, o Espaço Humanitário Global da Cruz Vermelha Portuguesa, irá contar com a inauguração da exposição de fotografia de Francisco Paixão. Esta exposição irá conter fotos da cidade de Beja, fotos essas que estarão relacionadas a vinhetas de Banda Desenhada de vários autores.
Esta mostra irá estar patente até meados de Março do corrente ano.

Sábado há baile na Boavista


Não faltes a mais um baile com Ricardo Gloria! No próximo sábado aparece no centro de convívio de Santa Clara de Louredo (Boavista) pelas 22horas.

Organização:-  Associação Animus Jovem 

2ª Edição do "Sabores do Barro" já tem data - 27 a 29 março 2015 - Beringel

A Junta de Freguesia de Beringel, em parceria com as associações locais, vai a promover a
realização da 2.ª edição do “Sabores do Barro”, nos próximos dias 27, 28 e 29 de março de
2015.
Esta iniciativa, com entrada livre, serve para a promoção do nosso território, aliando a fileira
do barro, à gastronomia e ao cante alentejano (património cultural imaterial da humanidade –
UNESCO).
No decurso do “Sabores do Barro”, irá decorrer o 1.º Congresso de Oleiros do Sul – Encontro
de oleiros, ceramistas, artesãos, estudantes, técnicos da área e demais interessados na olaria e
trabalhos com barro, composto por um conjunto de seminários e workshops.
António Zambujo continuará a ser o nosso Embaixador e responsável pela programação
musical da “Embaixada das Modas”, espaço dedicado ao cante nos “Sabores do Barro”,
contribuindo para a divulgação e promoção do certame.
O Povo de Beringel fica-lhe extremamente grato pela ajuda imprescindível que tem fornecido,
realçando a humildade que caracteriza este artista de renome mundial, com a sua participação
ativa no evento.
A organização disponibilizará o espaço “Terras de Barro” aos artesãos e comerciantes dos
artigos relacionados com o barro, a olaria e os seus derivados.
Ao longo do fim-de-semana, estará em funcionamento a Tenda dos Sabores, espaço dedicado
à gastronomia, com diversas tasquinhas para refeições e petiscos, valorizando os “comeres do
barro”.
Haverá muita animação, com especial destaque para o cante alentejano, com a apresentação
de vários grupos.
Oportunamente será divulgado o programa definitivo.

Êstase - Miguel Torga

Terra, minha medida!
Com que ternura te encontro
Sempre inteira nos sentidos!
Sempre redonda nos olhos,
Sempre segura nos pés,
Sempre a cheirar a fermento!
Terra amada!
Em qualquer sítio e momento,
Enrugada ou descampada,
Nunca te desconheci!
Berço do meu sofrimento,
Cabes em mim e eu em ti!

Miguel Torga

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1708

Editorial

Torquemada

Paulo Barriga

Sobre o atentado de Paris já
tudo foi dito. Ou quase tudo.
Um vil ataque contra a liberdade
de expressão e de imprensa.
Sem qualquer tipo de consideração
pela vida humana. Bárbaro e
inexplicável. Em nome de uma suposta
guerra santa contra a iconoclastia
ocidental. Enfim, um ato hediondo,
desprezível e anacrónico (se
é que a violência religiosa em algum
tempo fosse justificável). Já sobre as
lágrimas que correram após o golpe
terrorista e sobre quem as verteu
ainda há muito que se lhe diga. De
um dia para o outro todos acordámos
Charlie. Todos nos arreliámos
muito com a estocada traiçoeira
que pretendeu vitimar o mais intocável
e supostamente bem-amado
dos valores ocidentais: a liberdade
de expressão. Mas será que estaremos
todos, mesmo todos, de facto,
interessados em manter uma imprensa
livre? Plural? Sem preconceitos?
Interventiva? Acutilante? Muito
sinceramente, não me parece! Não é
necessário recorrer ao exemplo extremo
do “Charlie Hebdo”, que tem
aquela capacidade de nos desafiar
a nós próprios, os nossos preconceitos,
muitas vezes roçando o
mau-gosto, outras galgando a cerca
do bom senso, para perceber isso.
Mesmo o mais pequeno jornal de
província, ou principalmente esse,
sofre diariamente as mais vis sevícias
contra a sua autonomia editorial.
Não nos iludamos do contrário.
A dependência crónica dos meios
de comunicação social face aos poderes
económicos e políticos cria
um tipo de terrorismo invisível e
indizível que chega a ser sufocante.
Confrangedor. Manhoso. É triste
constatá-lo, mas a liberdade de imprensa
não tombou a 7 de janeiro de
2015, em Paris. Como agora a choramos.
A liberdade de imprensa, se
é que alguma vez tenha existido em
toda a sua plenitude, há muito que
estava enterrada. E agora, pela violência
dos factos, apenas foi feito
um elogio póstumo à sua memória.
Mais nada. Desde o dia em que
as notícias passaram a ser simples
produtos de mercearia. Desde a altura
em que os jornalistas mais “incómodos”
foram afastados e as redações
se encheram de estagiários e
de trabalhadores precários. Desde o
preciso instante em que as direções
dos meios de comunicação passaram
a ser meros fantoches nos dedos
das administrações, a liberdade
de imprensa sucumbiu. E esse instante,
esse dia e essa altura aconteceu
há muito tempo atrás. Sem ser
necessário disparar um único tiro
de metralhadora. Hoje impera no
jornalismo a teoria do “respeitinho”.
Da dependência. Do medo. Do terror.
Da autocensura. Impera no jornalismo
a narrativa dos terroristas
de Paris. Que é, na visão inversa dos
atores, a narrativa de Torquemada.
Em pleno século XXI.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Noites Decantadas Ervidel 2015


Não somos todos Charlie


Confesso-me um pouco admirado com a quantidade de Charlies que há neste país e que eu desconhecia.


"Muitas pessoas perdem o humor, meramente, por perceberem que você não perdeu o seu."
Frank Moore Colby

Confesso-me um pouco admirado com a quantidade de Charlies que há neste país e que eu desconhecia. Na sequência do miserável ataque contra a sede do jornal satírico Charlie Hebdo, foram vários os jornais e jornalistas que apareceram a empunhar cartazes com a frase - Nós Somos Charlie Hebdo. Subitamente, só faltou ver o Jornal da Madeira ser também Charlie.

Não me levem a mal, ou levem, mas vou ser Charlie: por favor, jornalistas portugueses a dizer que são o Charlie quando nem coisos (tomates) têm para não fazer favores ao Governo etc., tenham dó. Não, não são todos Charlie. Pelo contrário, há meia dúzia que são e ainda bem que há. Agora não se façam passar por eles. Hoje somos todos Charlie Hebdo, mas amanhã voltamos ao que éramos. Aos jornais, televisões, etc., que aparecem a dizer-se Charlie, pergunto: quantas semanas durava o Charlie Hebdo em Portugal antes de ser cancelado por causa de chatices com a Igreja, Angola ou o Governo? Força, Charlie. Quantos jornais portugueses teriam coragem ou vontade de publicar os "cartoons" do Charlie? Espero que estes jornais que se dizem Charlie, durante a semana toda publiquem os "cartoons" na capa.

Ligo a televisão e vejo a Assembleia da República que não deixou falar os "capitães de Abril" e que está tão chocada com esta falta de respeito pelo direito de expressão. Julgava que, para a presidente da Assembleia da República, "os carrascos" eram os que faziam barulho nas bancadas para o povo. O mesmo Telmo que está na Assembleia da República chocado, estaria a pedir para acabar com aquele "cartoon" que ofende católicos. Já assisti a isso e não foi assim há tanto tempo. "Embora fazer um referendo sobre co-adopção de casais homo" - porque respeitamos muito a liberdade dos outros. Uma Europa que vive um discurso de honestos do Norte contra preguiçosos do Sul está de boca aberta com extremistas. Somos todos Charlie. É só grandes defensores da liberdade de expressão e dos direitos individuais e das conquistas da democracia, no mesmo local onde se apoia que a Merkel possa fazer chantagem eleitoral sobre os gregos.

Vivemos num país em que o Presidente da República, como representante de todos os portugueses, não vai ao enterro de um escritor (Nobel) porque não gosta dele, ou que não dá os parabéns a outro que canta fado porque não canta o que ele gosta, e que deve estar a deitar cá para fora um comunicado sobre a importância de aceitar a liberdade de expressão e a diferença.

Não, não somos todos Charlie. Eu, felizmente, nem sei desenhar.
 João Quadros - Jornal de Negócios

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Diário do Alentejo Edição 1707

Editorial
Limbo
Paulo Barriga

O título deste artigo foi retirado
do discurso da presidente
da direção do
Centro de Paralisia Cerebral de Beja
(CPCB). Diz esta responsável que
há dois utentes do centro que ficaram
numa espécie de limbo, após
o Centro Distrital de Segurança
Social de Beja ter dado o dito pelo
não dito em relação à celebração de
um acordo de cooperação que levaria
à ativação em Beja de um lar residencial
com 22 camas, destinadas
a utentes com doenças profundas,
muitos deles sem autonomia para
realizar a sua própria higiene pessoal.
A história, que tem tanto de
sórdido como de desumano, vai
mais longe, abrange uma dezena de
doentes, e está grandemente contada
no tema de capa da presente
edição do “DA”. Pelo que não carece
aqui de mais pormenorização.
Já o processo de cativação de verbas
para a abertura do lar do CPCB tem
mais alguma coisa que se lhe diga.
Deste o início de dezembro último
e até bem perto do Natal, o Centro
Distrital de Segurança Social de
Beja encetou um processo premente
para a abertura de 22 camas num
lar residencial no CPCB, onde já
existiam 14 utentes em lar de apoio.
Pediram urgência a esta instituição
no sentido de contratar pessoal e
de ultimar todos os contornos técnicos
e logísticos para a abertura
do equipamento até final do ano.
Fizeram-se investimentos, contratações
e melhoramentos até que, a
12 de dezembro, a Segurança Social
de Beja veio dizer que “afinal” tudo
tinha sido um mal entendido e que
não havia verba para qualquer cama
em regime residencial. Para além
da aparente falácia, das supostas
mentiras, há aqui a reter a postura
da diretora da Segurança Social de
Beja. Helena Branquinho Barreto,
que foi ali colocada pelo CDS-PP
sem qualquer tipo de valência curricular
que o justificasse, conduziu
o processo de forma escorregadia,
sem nunca deixar uma única letra
escrita sobre o mesmo, ao bom jeito
de outros tempos, sempre com base
na palavra e na boa-fé (dos outros),
e acabou por roer a corda, transferindo
o dinheiro que estava destinado
a Beja para Odemira, para um
lar ainda sem a totalidade dos utentes
selecionados. Era importante
saber porquê Odemira (a resposta
deve ser interessante). Era importante
saber por que anda a diretora
da Segurança Social desaparecida.
Era importante saber por que
carga de água é impossível contactar
com os serviços. Era bom ouvir o
que têm a dizer os responsáveis distritais
do PSD e do CDS-PP sobre o
assunto. Era bom que a Segurança
Social não fosse este limbo à margem
da sociedade.