sexta-feira, 7 de abril de 2017

A partir de hoje em Beringel - Sabores no Barro


terça-feira, 21 de março de 2017

XI Feira do Porco Alentejano em Ourique


No fim de semana em que o porco é rei…
A XI edição da feira do porco alentejano tem data marcada para os dias 24, 25 e 26 de Março em Ourique…
A organização da feira está a cargo do município e da associação de Criadores do Porco Alentejano.
Será uma feira repleta de novidades e animação…
Poderemos assistir a demonstrações de gastronomia…
Sempre com o principal ingrediente o porco alentejano.
A feira conta já com um caminho de crescimento acentuado, sendo o principal objectivo a consolidação da marca “Ourique Capital do Porco Alentejano”.
A aposta na promoção do mundo rural e do melhor que se faz na região, são o foco do município de Ourique.
A Feira do Porco Alentejano, já é uma referência a nível nacional e internacional e com um grande crescimento de ano para ano…

34ª Ovibeja promete longas e intensas Ovinoites






CONCERTOS 34ª OVIBEJA


27 ABRIL | Orelha Negra + Dj Senõr Pelota (Frenzy)

28 ABRIL | Sangre Ibérico + Miguel Ângelo + Meninos da Vadiagem ( Live Act)

29 ABRIL | Agir + Dj Christian F

30 ABRIL | Anselmo Ralph + Dj CyberX


34ª Ovibeja promete longas e intensas Ovinoites

A Ovibeja abre, mais uma vez, os concertos de Primavera com um grande projeto da música nacional e internacional. Orelha Negra é o nome do quinteto constituído por João Gomes,Francisco Rebelo, Fred, Samuel Mira e Dj Cruzfader que dão vida a um dos projectos musicais mais empolgantes dos últimos anos.
Porque as noites de Ovibeja tendem a ser longas e intensas, a primeira noite da 34ªOvibeja encerra com Señor Pelota! Amante do vinil, dono de uma colecção impressionante – e invejável – que abrange territórios verdadeiramente ecléticos, do House ao Techno, do Funk ao Disco passando pelo Kraut.

A 28 de Abril, 2º dia da Ovibeja, os sons da noite cantam-se com Sangre Ibérico. Saídos da última edição do Got Talent Portugal, revelaram-se um dos mais interessantes projetos musicais surgidos nos últimos tempos.
A segunda noite da Ovibeja 2017, a 28 de Abril, conta ainda com o grande nome do panorama musical português, Miguel Ângelo. Depois de 25 anos de carreira com os Delfins, Miguel Ângelo inicia a sua carreira a solo. Com vários trabalhos lançados, o concerto ao vivo na Ovibeja resultará numa festa de convívio muito especial: a celebração de 33 anos de carreira.
Esta noite termina, madrugada dentro, com os Meninos da Vadiagem.

Na noite de 29 de Abril sobe aos palcos da Ovibeja um dos principais cantores da nova música portuguesa de expressão urbana: Agir.
A fechar a penúltima noite da Ovibeja 2017, 29 de Abril, CHRISTIAN F! Será o regresso a casa e às origens daquele que é considerado, por muitos, o melhor dj do sul e um dos melhores djs nacionais!

Na última noite da Ovibeja, 30 de Abril, o palco principal da grande feira do Sul volta a receber Anselmo Ralph! Com a tournée O Amor é cego, Anselmo Ralph regressa à Ovibeja para mais uma noite cheia de surpresas, em que se comemora a Amizade, o Amor e a Esperança!
A madrugada da última Noite da Ovibeja, vai ser entregue a CYBERX.

Os bilhetes já estão à venda e à distância de um clique. Através da Bilheteira Online os bilhetes de ingresso na Ovibeja podem ser adquiridos em qualquer local com acesso à Internet. Para tal basta aceder a um dos pontos de venda disponíveis, entre eles o site da Ovibeja em www.ovibeja.pt. O bilhete diário confere acesso a todas as iniciativas do dia.

Com as portas abertas entre 27 de Abril e 01 de Maio, a 34ª Ovibeja afirma-se pela pluralidade, num espaço de festa, de partilha e de negócio onde todos se sentem parte integrante. Esta edição aposta na internacionalização dos produtos agro-alimentares de excelência, ao mesmo tempo que promove o artesanato tradicional e o cante alentejano como identidade de uma Terra que é Fértil na criação de mais-valias para a região e para o País.

A organização do evento é da responsabilidade da ACOS – Associação de Agricultores do Sul.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Diário do Alentejo edição nº 1821

Editorial
Apenas
primavera
Paulo Barriga

No início do século XX,
o escritor britânico HG
Wells imaginou um folhetim
em cujo enredo o planeta
Terra estava a ser invadido por seres
inteligentes provenientes de
Marte. Dotadas de poderes excecionais,
as criaturas extraterrestres
não apenas se alimentavam
da raça humana, como tinham armas
poderosas capazes de a dizimar
massivamente. À sua estrambólica
construção chamou Wells A
Guerra dos Mundos, uma narrativa
visionária que mais tarde haveria
de ser reutilizada em abundância
na rádio e, em especial,
no cinema fantástico. Na passada
sexta-feira esteve em Castro Verde
o ministro do Ambiente para
apresentar uma estratégia nacional
para a educação ambiental. E
não foi por impulso do acaso que
João Pedro Matos Fernandes escolheu
aquela vila para propagandear
uma nova política de promoção
da literacia dos portugueses
em matérias ligadas ao ambiente e
à conservação da natureza. É que
em Castro Verde, para além da
batalha fundadora da nossa nação,
também ocorreu há alguns
anos a esta parte uma duríssima
contenda entre a preservação de
um habitat bastante sensível e importantíssimo
para a preservação
de espécies estepárias mundialmente
ameaçadas, como a
abetarda, o peneireiro-das-torres
ou o sisão e o avanço da cultura
da floresta de eucalipto, patrocinada
pelas grandes indústrias de
celulose. Tal como no romance de
HG Wells, também o mundo rural
antigo que se pratica na zona
do chamado Campo Branco esteve
sob ameaça de organismos
estranhos capazes de secar tudo
o que reivindicasse persistir em
seu redor. E também nesta guerra
entre dois mundos, acabou o homem,
não sem grande resistência,
por sair vencedor. Em maio próximo,
vai a Unesco pronunciar-se
sobre as virtudes que este triunfo
do bom senso sobre a avidez representou
e ainda representa não
apenas a nível local, como inclusivamente
a nível planetário. O reconhecimento
internacional da
cultura extensiva do trigo e do
pastoreio nas planícies de Castro
Verde, com absoluto respeito pela
sustentabilidade do território e da
biodiversidade, como Reserva da
Biosfera, é qualquer coisa de inspirador
num tempo em que a agricultura
intensiva e industrial faz
alastrar velozmente a sua pegada.
Foi por esta guerra que o ministro
quis vir a Castro Verde falar de
estratégias ambientais para o futuro.
Foi por este mundo que põe
o homem no centro da natureza
que HG Wells agitou os fantasmas
da Humanidade no passado.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Diário do Alentejo Edição 1820

Editorial
Bestiais
Paulo Barriga

O cantor bejense Jorge Benvinda
terminou em quarto lugar a sua
participação na fase de apuramento
da canção portuguesa a apresentar
ao Festival da Eurovisão da Canção,
que este ano vai decorrer na Ucrânia.
Nuno Figueiredo, que com Benvinda faz
dupla na banda Virgem Suta, compôs o
tema e escreveu aquela que foi a mais iluminada
e, ao mesmo tempo, a mais desempoeirada
das letras que foram dadas
a escutar ao bom povo. “Gente bestial”
é um retrato leve, embora alegremente
perfeito, deste país e da fauna que nele
habita. Pelo que, sem desprimor para as
restantes canções finalistas, ou pelo menos
para um par delas, poderia muito
bem ter ido dar uma volta a Kiev. Jorge
Benvinda também mostrou (como se tal
fosse necessário…) que é um dos grandes
cantores portugueses da atualidade.
O seu timbre inconfundível, que sobrevive
ao mesmo tempo a uma açorda de
coentros e à filmografia completa de
Emir Kusturica, é qualquer coisa de revitalizante,
de festivo, de animoso. Não ganharam,
estes dois rapazes, mas não deixaram
de exibir ao vivo e a cores como
são bestiais. Conforme, aliás, é bestial,
teimosamente bestial, a carreira musical
e discográfica dos Virgem Suta. Em definitivo,
não se sabe ao certo se será das
águas, ou assim, mas há qualquer coisa
que está a atingir em forte a música que
se faz e que se pratica em Beja. Se alguém
houvesse que ainda andasse distraído
em relação à deles, o Jorge Benvinda e o
Nuno Figueiredo tiraram todas as teimas
quando no passado domingo entraram
embonecados pela casa das pessoas
a dentro. Já no dia anterior, António
Zambujo veio ao cineteatro da sua terra
para cantar Chico Buarque. A casa estava
pelas costuras, pois claro que estava,
e tivesse ele, Zambujo, disponibilidade
de agenda e por cá levaria um
valente par de semanas a rebentar bilheteiras.
Paulo Ribeiro também foi ao Pax
Julia, mas isto para dar conta do belíssimo
e recente disco onde canta em exclusivo
poemas de Manuel da Fonseca.
O “Coro dos empregados da câmara” se
não nos esmaga, pelo menos esmurra-
-nos. E um murro, no bom sentido do
sopapo, é o mínimo que se leva para casa
depois de ouvir “Shout it out”, o novíssimo
EP onde os Ho-Chi-Minh guardam
a mais poderosa das versões de
“Enjoy the silence”, tema que os Depeche
Mode mundializaram, alguma vez concebida.
Os Tango Paris também se chegaram
à frente com um novo videoclipe
e os Marvel Lima não param de curtir na
rádio a sua “Primavera”, que não tarda
a chegar, como não tardará o primeiro
single de Bernardo Espinho. É pau para
muita obra…
António Inácio Um homem bestial,
tipógrafo da velha guarda, camarada
de trabalho de longa data, com uma
dedicação e uma inteligência e um humor
a toda a prova, deixou-nos aos 63
anos, no último domingo. O “Diário
do Alentejo” está de luto, perdeu um
dos seus melhores. Nesta hora, em que
elas não saem nem nunca são suficientes,
uma sentida palavra para a família
enlutada: jamais esqueceremos!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Diário do Alentejo Edição 1819

Editorial
Abraços
Paulo Barriga

Há coisa de 15 dias atrás
veio a lume uma notícia
local que, de tão mau
trato que levou na comunicação
social, “Diário do Alentejo” incluído,
por certo passou despercebida.
A Câmara Municipal de
Moura promoveu, a 17 e 18 de fevereiro,
uma espécie de “câmara
aberta” junto da diáspora mourense
que, ao longo dos anos, se
foi fixando na Suíça. Não é propriamente
novo este modelo de
“presidencialismo aberto”, que
Mário Soares inaugurou durante
a sua estada em Belém, e, talvez
por isso mesmo, a notícia fundamental
desta iniciativa autárquica
tenha passado envolta na
espuma dos dias: a criação de um
gabinete de apoio ao emigrante.
O executivo municipal de Moura
foi à Suíça ter com os seus que estão
longe para os abraçar, naturalmente,
mas também para lhes
dizer para não se preocuparem
com as pequenas pendências que
possam existir cá na santa terrinha,
a câmara tratará desses assuntos,
e para promover as coisas
boas que por cá vão acontecendo.
A aparente simplicidade do gesto
não encobre o alcance da iniciativa.
Ao dizer-lhes que podem
contar com a sua câmara municipal,
o que a equipa de vereadores
de Moura está a propor aos seus
emigrantes é uma efetiva “política
de retorno”. Está a relembrar-lhes
o quão importantes são e a
falta que fazem para o desenvolvimento
da sua terra. Isto, num
país onde todas as políticas para
fazer retornar emigrantes têm
falhado e que, nem por acaso, é o
segundo na Europa com a maior
taxa de emigração. De acordo
com o Relatório do Observatório
da Emigração da ONU, publicado
a 24 de fevereiro último, 22
por cento dos portugueses vivem
no estrangeiro. Há mais de 2,3
milhões de cidadãos nacionais a
viver lá fora e o mais grave é que
o êxodo não estancou com a saída
da Troika nem com o propalado
“fim da crise”. Só no ano de
2015 largaram de Portugal mais
de 110 mil pessoas, boa parte delas
jovens com elevada qualificação
académica. Muito se fala da
sangria demográfica ocorrida
nos anos 1960 e início dos anos
1970 mas, neste momento, estamos
a bater todos os recordes
ao nível da balança migratória.
Com a agravante para o futuro de
estarmos a exportar a custo zero
aqueles que mais poderiam ajudar
o País a sair do lodaçal económico
em que ele se atascou. É
por isso que quando a Câmara de
Moura propõe facilitar a vida aos
seus que estão longe está, afinal,
a incitar a uma nova política de
retorno: a política do abraço. Não
é tudo, mas vale por quase tudo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Diário do Alentejo Edição nº 1818

Editorial
Carne e osso
Paulo Barriga


Por não ter sido assim há
tanto tempo quanto isso,
lembro-me como se hoje
mesmo fosse. A 5 de dezembro, o
Governo pátrio, de uma penada,
mandou a Beja dois ministros de
carne e osso para relembrar aos
indígenas que estes, os indígenas,
e as suas terras nunca seriam esquecidos
pelo presente executivo
governamental. Prova de tão sentido
envolvimento e de tão abnegado
compromisso estava na leitura,
em primeira mão, de um
Programa Nacional para a Coesão
Territorial que havia sido redigido
com base nas auscultações feitas
durante os seis meses anteriores
por uma Unidade de Missão para
a Valorização do Interior. “Coesão
territorial” e “valorização do interior”.
Numa região onde a vara
da demografia já não pode dobrar
mais se não quebra e onde os índices
de desenvolvimento estão mais
em sintonia com África do que
propriamente com a Europa, ministros
(no plural) a falarem com
despudor em “coesão territorial”
e em “valorização do interior” foi
obra. Mas quando os trolhas de
serviço à talocha dos ministérios
começaram a jogar a massa à parede,
depressa se percebeu que a
obra era macaca. Tão macaca ou
tão pouco que nenhuma das iniciativas
setoriais desenvolvidas
ao abrigo deste plano salvador do
interior contemplou, até hoje, o
Baixo Alentejo. Nenhuma e o que
é zero, é mesmo zero. Ainda nos
últimos dias veio a público uma
notícia proveniente do Ministério
do Planeamento e Infraestruturas,
com direito a mapa e tudo, onde
o responsável da dita pasta fazia
anúncio de 102 milhões de euros
(capazes de gerar 180 milhões)
para investimentos em acessos e
melhorias nos parques de negócios,
parques industriais ou parques
empresariais, como se lhes
queira chamar. A este respeito
disse o ministro o seguinte: “É
um investimento muito objetivado
e focado, de proximidade
e de fomento da coesão territorial”.
A este respeito não disse o
ministro o seguinte: apenas uma
das 12 intervenções previstas no
Programa de Valorização das
Áreas Empresariais está localizada
a Sul do Tejo (melhoria de
acessibilidades à zona industrial
de Campo Maior). Todos os parques
empresarias na área de influência
de Alqueva foram, uma
vez mais, esquecidos assim como
preterido foi o parque de indústrias
afeto ao aeroporto de Beja.
Bem sei que começa a ser aborrecido
estar sempre a bater no ceguinho,
mas por não ter sido assim
há tanto tempo quanto isso, ainda
me lembro como se hoje mesmo
fosse que vieram a Beja dois ministros
de carne osso (dois) pregar
sobre a valorização do interior.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Se vir o céu amarelado, não se admire. São poeiras do norte de África

O sotavento algarvio, o interior do Baixo Alentejo e o arquipélago da Madeira vão ser afetados até sexta-feira por poeiras provenientes do norte de África, segundo informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA


De acordo com o Instituto, a situação deve-se a uma depressão centrada na região de Marrocos, que transporta na sua circulação poeiras em suspensão provenientes do norte de África.
O Instituto realça em comunicado publicado na sua página da Internet, que esta situação, que começou na terça-feira, se tem traduzido, "num tom amarelado do céu" e que "deverá diminuir gradualmente ao longo dos próximos dias".
"Prevê-se que as poeiras continuem a afetar a região Sul e parte da região Centro, do continente, e a Madeira, até sexta-feira", acrescenta.
O IPMA indica que para hoje está prevista a "possibilidade de ocorrência de aguaceiros no sotavento algarvio e no interior do Baixo Alentejo que, a ocorrerem, terão como consequência a deposição das poeiras à superfície (normalmente bem visível sobre os automóveis)".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Andebol - Sábado Z.Azul recebe o Benfica B às 18:00h do Pav. Stª. Maria


Diário do Alentejo Edição 1817

Editorial
Beato
Paulo Barriga

O que o povo ria com eles.
No tempo em que o
Portugal remendado tinha
de se pôr em bicos dos pés para
xeretar para dentro da Europa,
vulgo CEE, a mulher de um taxista
falido descobria a solução para os
problemas financeiros da família,
do bairro e até do País. Ao colher
uma alface que havia disposto
no saguão do prédio, a extremosa
dona de casa depara-se com um
acontecimento invulgar: um jorro
de petróleo. Raul Solnado, como
só e apenas ele conseguia, expunha
ao ridículo, mais uma vez, as
misérias do bom povo numa paródia
televisiva que viria a marcar
não apenas a sua carreira, como
todo uma época política e social
em Portugal. “Há petróleo no
Beato” assinalava, ou era suposto,
o começo da era das vacas gordas
no País dos “magriços”. O tempo
da milagrosa e inesgotável jazida
de Bruxelas que supostamente jamais
cessaria de brotar divisas e
abastanças. O tempo da ilusão. Eis
se não quando, passadas mais de
três décadas, volta a jorrar petróleo
no Beato. Que é como quem diz,
em tudo quanto é recanto de areia
neste jardim à beira-mar plantado.
A grande diferença entre os novos
prospetores de hidrocarbonetos e
a mulher do taxista Solnado é esta
e apenas uma: ela tinha mesmo
muita piada. Eles, piada nenhuma.
Quanto ao resto, não se podem deixar
de observar assinaláveis semelhanças
quanto ao argumento e,
acima de tudo, quanto à fantasia
que se pretende criar em torno das
risíveis potencialidades petrolíferas
do País. Ao todo, foram já autorizadas
e efetivamente realizadas
174 prospeções de ouro negro
em Portugal. Junto ao litoral, claro.
Em nenhuma delas, escusado será
dizer, se encontraram concentrações
de petróleo que dessem sequer
para mandar cantar um cego
à porta da igreja do Beato. Assim
mesmo, a corrida continua ao rubro.
Tentou-se o Algarve na certeza
de que a grande indústria do
turismo já ali instalada iria rechaçar
com veemência tamanha ousadia.
Mas a encenação estava
montada e era fundamental para
atacar a costa alentejana à grande
e à francesa. Fazer aprovar concessões
para a pesquisa e exploração
de petróleo ao largo do Parque
Natural do Sudoeste Alentejano
e Costa Vicentina não é propriamente
inteligente do ponto de vista
restrito da indústria extrativa. Mas
abrir exceções ao nível do licenciamento
pesado numa área protegida
e de grande sensibilidade
natural é algo que aguça o apetite
a muita gente, há tanto tempo. E
é este chico-espertismo nacional
que Raul Solnado tão bem caricaturava,
mas que, nesta encenação
particular e com estes comediantes
em concreto, não dá mesmo nenhuma
vontadinha de rir.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Diário do Alentejo Edição nº 1815


Editorial
Semanário
Paulo Barriga

É provável que a esmagadora
maioria dos leitores
do “Diário do Alentejo”
disso já não tenha memória ou
que, ainda mais provável, nunca
se tenha apercebido sequer dessa
pequena, embora grande, iniciativa.
Em janeiro de 2011, com direito
a nota editorial e tudo, tomámos
a liberdade de retirar do
cabeçalho do nosso jornal a legenda
“Semanário Regionalista
Independente”, que lá esteve desde
os anos 1980. Na ocasião, algumas
pessoas, não muitas, classificaram
o ato de provocatório e até
houve quem o considerasse inadmissível,
porque em contradição
com o próprio código genético do
jornal. No entanto, foi nosso entendimento
que, àquela data, não
éramos merecedores dos títulos
que exibíamos na primeira página.
Achámos que era enganador
andarmos a autorrotular-nos
de “regionalistas”, quando o jornal
já pouco ou nada espreitava
para lá da praça central da cidade
de Beja. E que era muito pouco
ético, para não dizer herético, ostentar
o título de “independente”,
quando eram recorrentes e públicos
os combates políticos pelo
seu controlo e quando as tentativas
(algumas delas conseguidas)
de manipulação dos seus conteúdos
se sucediam. Mas abolir,
ainda que temporariamente, a legenda
“Semanário Regionalista
Independente”, não resultou apenas
numa ação repositória da decência
jornalística e da verdade
perante os nossos leitores. Foi, antes
de tudo, uma espécie de programa
ou de manifesto editorial
que assumimos nos seis anos que
se seguiram. Até hoje. Um caminho
considerável, ao longo do qual
estabelecemos o compromisso de
regressarmos para junto das pessoas,
de defendermos a nossa cultura
na sua multiplicidade, de
promovermos o mérito em vez
da desgraça, de darmos voz a este
território, na integra. Nesta caminhada,
movida nem sempre
em terrenos planos, somos chegados
à altura em que decidimos
republicar a legenda “Semanário
Regionalista Independente”. Não
apenas porque hoje nos achamos,
por fim, no pleno direito do seu
usufruto, mas também porque os
tempos assim o exigem. Numa altura
em que se avizinham eleições
para os órgãos locais e a tentação
se agudiza e num quadro político-
-governamental em que o dossiê
das regiões administrativas foi de
novo lançado para a valeta, nada
como reerguer as bandeiras da independência
e da regionalização.
Principalmente nas páginas deste
que é o dos poucos diários do
mundo que, afinal, é semanário.

Encontro de Jogos de Tabuleiro - Beja - Casa da Cultura


Este sábado dia 11 decorre na BDTeca da Casa da Cultura a partir das 14:30 um novo Encontro de Jogos de Tabuleiro aberto ao publico. Neste encontro serão jogados e ensinados inúmeros jogos de tabuleiro moderno, a nova geração de jogos de tabuleiro que está neste momento e cada vez mais a transformar-se numa sensação mundial. Por isso se têm curiosidade em experimentar este tipo de jogos apareçam já que a entrada é totalmente gratuita, não precisam de ter jogos nem de os saber jogar nós tratamos disso, apenas apareçam para se divertir e conviver.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

35ª Volta ao Alentejo - Passagem por Beja na 3ª Etapa dia 24, com Meta Volante



3ª Etapa  Mourão / Mértola - 208 kms
24.02.2017 - Sexta-feira 


Percurso dentro da cidade e Meta Volante


3ª Etapa Mourão / Mértola - 208 kms
Percurso e Horários





40 km/h   42 km/h  
Concentração/Rassemblement: Mourão - Praça da República
                                           
09:30 09:30
Partida Simbólica / Départ Fictif: Mourão - Praça da República

10:50 10:50
Em frente p/ Rua General Humberto Delgado
Em frente p/ Rua Dr. Libano Esquivel
Rotunda à dta. p/ Amareleja, R385

179 Partida Real / Départ Réel: N385
0 208 11:00 11:00
170 Ponte s/ Ribeira de Alcarrache 3 205 11:04 11:04
194 Separadores à esq. p/ Granja - Adega 5 203 11:07 11:07
171 À dta. p/ Granja 5,8 202,2 11:08 11:08
172 À esq. p/ Rua Joaquim António de Castro 7,6 200,4 11:11 11:10
173 À dta. p/ Rua Direita 8,3 199,7 11:12 11:11
180 Em frente p/ Rua da Corredoura 8,5 199,5 11:12 11:12
187 À esq. p/ Amareleja - Moura, N385 8,9 199,1 11:13 11:12
230 Concelho de Moura 12,2 195,8 11:18 11:17
209 Amareleja - rotunda à dta. p/ Ficalho - Moura, R386 18,7 189,3 11:28 11:26
213 Póvoa de S. Miguel 29,2 178,8 11:43 11:41
104 Cruzamento à esq. p/ Moura, N255 40,6 167,4 12:00 11:58
127 Moura 43,9 164,1 12:05 12:02
169 Cruzamento em frente p/ Rua de Sequeiro 45,2 162,8 12:07 12:04
171 À esq. p/ Rua do Matadouro 45,3 162,7 12:07 12:04
177 Cruzamento à esq. p/ Serpa - Av. dos Bombeiros Voluntários 45,6 162,4 12:08 12:05
184 Pela dta. (junto ao Tribunal), N255 46 162 12:09 12:05
186 Meta Volante - Moura (Largo S. Francisco) 46,1 161,9 12:09 12:05
201 Rotunda em frente p/ Pias - Serpa - Beja, N255 46,7 161,3 12:10 12:06
208 Concelho de Serpa 51,7 156,3 12:17 12:13
192 Ponte / Barragem, N255 56,7 151,3 12:25 12:21
209 Pias 59,9 148,1 12:29 12:25
212 À dta. p/ Serpa, N255 60,9 147,1 12:31 12:27
218  Passagem de nível desativada / Passage à niveau désactive 61,3 146,7 12:31 12:27
165 Ponte s/ Ribeira de Morgadinha 71 137 12:46 12:41
175 Cruzamento à esq. p/ Ficalho - Mértola, N260 74,7 133,3 12:52 12:46
220 À dta. p/ Serpa - Serpa (placa) 76,6 131,4 12:54 12:49
225 Rotunda em frente - Av. N. Sra. de Guadalupe 77,2 130,8 12:55 12:50
225 Rotunda à esq. p/ Circular Interna de Serpa 77,6 130,4 12:56 12:50
219 Rotunda (Ovelhas) em frente p/ Av. Capitães de Abril 78,1 129,9 12:57 12:51
212 Rotunda em frente p/ Circular Interna de Serpa 78,5 129,5 12:57 12:52
212 Rotunda em frente p/ Circular Interna de Serpa 78,8 129,2 12:58 12:52
210 Rotunda em frente p/ Circular Interna de Serpa 79,2 128,8 12:58 12:53
189 Rotunda à esq. p/ Beja - Lisboa 79,8 128,2 12:59 12:54
170 Cruzamento à esq. p/ Beja - Lisboa, N260 80,6 127,4 13:00 12:55
108 Ponte s/ Rio Guadiana 85,9 122,1 13:08 13:02
208 Rotunda (Bairro da Boa Esperança) à esq. p/ Beja - Rua D. Afonso III 104,9 103,1 13:37 13:29
214 Rotunda (BP) em frente p/ centro - Rua D. Afonso III 105,4 102,6 13:38 13:30
236 Ponte s/ Lina Férrea - à dta. Rua D. Afonso III 106 102 13:39 13:31
242 Rotunda à esq. p/ Rua Pedro Vitor 106,1 101,9 13:39 13:31
242 Rotunda à esq. p/ Rua Pedro Vitor 106,2 101,8 13:39 13:31
274 Meta Volante - Beja (Rua Dom Frei Manuel do Cenáculo)

106,4 101,6 13:39 13:32
275 À esq. p/ Rua D. Afonso Henriques 106,5 101,5 13:39 13:32
269 Rotunda em frente p/ Rua D. Francisco Lobo 106,7 101,3 13:40 13:32
263 Rotunda (Pingo Doce) em frente p/ Rua Escritor Ferreira de Castro 107 101 13:40 13:32
263 Cruzamento em frente p/ Rua Bernardo Santareno 107,3 100,7 13:40 13:33
261 Rua Manuel Joaquim Delgado - Rua T. Cor. Salgueiro Maia                                   Inicio de Abastecimento / Ouverture du Ravitaillement 107,7 100,3 13:41 13:33
269 Rotunda (Galp) à esq. p/ Av. Fialho de Almeida 108,3 99,7 13:42 13:34
259 Rotunda em frente p/ Évora - IP2 108,8 99,2 13:43 13:35
243 Rotunda à esq. p/ Aljustrel, N18 109,9 98,1 13:44 13:37
216 Penedo Gordo 114,1 93,9 13:51 13:43
166 Santa Vitória 124,6 83,4 14:06 13:58
161 Concelho de Aljustrel 127,3 80,7 14:10 14:01
168 Cruzamento à esq. p/ Aljustrel, N2 (Ervidel) 130 78 14:15 14:05
124 Ponte 140,4 67,6 14:30 14:20
162 À dta. p/ Aljustrel (centro) - Rua de Beja 142,3 65,7 14:33 14:23
186 À esq. p/ Rua de Olivença 143,5 64,5 14:35 14:25
171 Rotunda em frente p/ Rua de Olivença 143,8 64,2 14:35 14:25
165 Rotunda (da Locomotiva) em frente p/ Castro Verde, N2 144,5 63,5 14:36 14:26
179 Separadores (Terminal Ferroviário) em frente p/ Castro Verde 151,5 56,5 14:47 14:36
209 Concelho de Castro Verde 155,4 52,6 14:53 14:42
238 Separadores em frente - Castro Verde (placa) 164,9 43,1 15:07 14:55
248 Rotunda em frente - Rua da Seara Nova 165,1 42,9 15:07 14:55
250 Meta Volante - Castro Verde (junto BV Castro Verde) 165,5 42,5 15:08 14:56
250 Rotunda à esq. p/ Mértola - Rua das Orquídeas 165,6 42,4 15:08 14:56
247 Rotunda em frente p/ Mértola, N123 165,8 42,2 15:08 14:56
242 Rotunda em frente p/ Mértola, N123 166,1 41,9 15:09 14:57
212 Separadores (Geraldos) em frente p/ Mértola 168,1 39,9 15:12 15:00
205 Separadores (Sta. Bárbara) em frente p/ Mértola, N123 175,3 32,7 15:22 15:10
183 Separadores (S. Marcos) em frente p/ Mértola, N123 178,6 29,4 15:27 15:15
214 Concelho de Mértola 183,9 24,1 15:35 15:22
193 Separadores (S. João) em frente p/ Mértola 186 22 15:39 15:25
172 Separadores (Alcaria Ruiva) em frente p/ Mértola 193 15 15:49 15:35
181 Cruzamento à dta. p/ Mértola, N122 196,5 11,5 15:54 15:40
78 Mértola (placa) 206,6 1,4 16:09 15:55
58 Em frente p/ rotunda (contra mão!) p/ Av. Aureliano Fernandes  (contra mão!) 207,4 0,6 16:11 15:56
59 À esq. p/ Rua José carlos Ary dos Santos 207,8 0,2 16:11 15:56
75 Meta Final / Arrivée:  Mértola - Rua José Carlos Ary dos Santos 208 0 16:12 15:57