segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

“A Abetarda” anima centro histórico de Beja - 4|out|14


Sábado, 4 de outubro, 21h00
Igreja da Misericórdia, Praça da República, Rua dos Infantes e Largo da Conceição, terminando na lateral do Museu Regional

“A Abetarda" é o primeiro projeto que resulta da parceria estabelecida entre o Município de Castro Verde e o Teatro da Terra, e o único que junta o cante alentejano e o teatro de rua a partir de um texto original. O autor João Monge escreve uma procissão pagã habilmente tecida nas malhas da teologia cristã, elevando a Abetarda, símbolo de Castro Verde, a um estatuto mitológico/ dramático.

BA11 Comemora 62º Aniversário



Veja o programa aqui!

sábado, 27 de Setembro de 2014

Feira D'Aires 2014

Nesta edição do certame, que assinala 263 anos, participam expositores de diversos sectores de actividade. Ao lado do pavilhão dedicado às actividades económicas, fica a tenda da gastronomia que inclui restaurantes, tasquinhas e venda de produtos tradicionais como os enchidos, queijos e doçaria.
Para além do programa cultural, o destaque vai também para o cariz religioso do certame, cujo ponto alto é a procissão que tem lugar no Santuário de N.ª Sr.ª D’Aires, no domingo, à tarde.

sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Diário do Alentejo Edição 1692

Editorial
Trovoada
Paulo Barriga

O alentejano tem um afeto,
uma gentileza, muito
grande pelo tempo. Talvez
melhor: o alentejano tem um respeito
inflexível pelo tempo. Pelo
tempo que passa. Mas também pelo
tempo que faz. Do tempo, daquele
que passa, as horas, os dias, as estações,
as gerações, faz o alentejano
um uso tão avarento e apurado,
como se tivesse a desmanchar um
porco. Tudo se aproveita. Desde as
vísceras às boias de toicinho. Todas
as farripas de carne. E até os ossos
do tempo dão sabor a uma qualquer
cozedura. Costumam os estrangeiros
de Portugal, talvez por
isso mesmo, chacotear com o uso
que o alentejano faz do tempo que
passa. Chamam preguiça ao que
o alentejano entende por vagar.
Apelidam de lentidão aquilo que
o alentejano acredita ser a própria
razão de existir. Nomeiam de pachorrento
um ser que, afinal, apenas
tem uma questão muito profunda
e antiga com o tempo. Com
o tempo que passa. E, já agora, com
o tempo que faz. Com as soalheiras.
Com as ventanias. Com as cargas
de água. Aludir ao tempo que faz é
a melhor maneira que o alentejano
encontrou para matar o tempo que
passa. Dizem que foram os antigos
egípcios que inventaram as ciências
meteorológicas. Através da observação
obstinada, repetida, metódica
dos fenómenos atmosféricos.
Mas isso é porque nunca foi feita
uma investigação histórica e antropológica
profunda sobre o alentejano.
Assim, resta-nos a memória. E
as lembranças, transmitidas de geração
em geração, dizem-nos que
o alentejano sempre teve também
esse fraquinho pela adivinhação
climatérica. Se a tarde se põe assim,
amanhã está um calor que não se
pode. Se o vento sopra assado, vem
aí uma borrasca das antigas. Se as
nuvens se juntam daquela maneira
é porque a coisa não está lá muito
famosa. Nisto da predição do tempo
que faz, ninguém bate o alentejano.
Mais do que um adivinho, é um verdadeiro
sábio. Sensível como o mais
afinado dos anemómetros. Mesmo
o alentejano menos fadado para as
decifrações da geofísica acaba por
ser um verdadeiro especialista. Já
se disse que o alentejano gosta de
matar o tempo que passa falando
do tempo de faz. Há povos e culturas
que matam o tempo falando de
comida, do trabalho, da política. O
alentejano fala do tempo. Seja no
pino da canícula ou nas rijezas do
inverno. Seja na mercearia, no gabinete
ou na mesa da sueca. O alentejano
fala do tempo que faz porque o
percebe, porque o tenta prever, porque
sabe que nunca o poderá controlar.
E por isso o respeita com
uma religiosidade elevada ao grau
santíssimo. Sem alertas coloridos.
Nem alarmes. Para hoje dão trovoada.
Temos conversa para uma semana.
É assim…

terça-feira, 23 de Setembro de 2014

NOITE DE FADOS - 27|SET|14 - AJUDA O DESPORTIVO DE BEJA


O Clube Desportivo de Beja vai realizar o espectáculo “Centenarium” - noite de fados, no Sábado 27 de Setembro no NERBE, com início agendado para as 20 horas.
Os consagrados fadistas Ana Rato, Ana Tareco, Mafalda Vasques e Carlos Filipe são os cabeças de cartaz.
O Acompanhamento estará a cargo de Rogério Mestre(Guitarra Portuguesa) e Carlos Franco (Viola de Fado).
Devido à presente crise e a uma consequente drástica redução de donativos, o Clube Desportivo de Beja está a passar por uma situação desesperada de sobrevivência, pelo que a receita desta grande noite de fados é vital para a sua sobrevivência do clube, que conta para época 2014/2015, com mais de 180 atletas distribuídos entre o futebol 11 e o FUTSAL.

As reservas podem ser feitas através dos seguintes números de telemóveis: 965 465 558 / 968 448 178 / 962 765 645.

sábado, 20 de Setembro de 2014

Diário do Alentejo Edição 1691

Editorial
Paideia
Paulo Barriga

A língua e cultura portuguesas
brotam desse
tronco fundamental e fértil
que é a Antiguidade Clássica.
Principalmente do grego antigo,
depois helenizado e latinizado.
Mesmo quando os árabes subiram
à Ibéria, no apogeu da sua
existência civilizacional, um dos
seus principais legados foi precisamente
a recuperação, a partir
das fontes originais, dos textos
gregos elementares. É de lá,
da forja de Aristóteles, de Platão,
de Homero, que vem o molde do
nosso pensamento, da nossa cultura,
dos nossos mitos, dos nossos
medos. Não deixa de ser curioso
que hoje, em Portugal, o ensino
do Grego e do Latim quase tenham
desaparecido da nossa rede
universitária. E que se contem
quase pelos dedos de uma mão os
alunos do secundário com preferência
em clássicas. Por aqui também
se mede o estado de saúde a
que chegou o nosso sistema de
ensino. Pelo contrário, este património
genético imaterial da
Europa ganha adeptos a cada dia
que passa nos países do Norte.
Aliás, é alemão o filósofo que, na
antecâmera da Segunda Grande
Guerra, se embrenhou na forma
de transmissão de conhecimento
da Grécia Antiga. Werner Jaeger,
na sua obra essencial Paideia, elucida-
nos da forma como os gregos
entendiam a formação dos
jovens. Paideia, segundo este pensador
germânico, é o termo que
na Grécia Antiga se utilizava para
designar “todas as formas e criações
espirituais”, sem nunca descorar
o maior dos tesouros: a tradição
oral, o legado geracional.
A ideia fundamental da Paideia,
por conseguinte, era o desenvolvimento
de todas as potencialidades
da criança no campo das artes,
da cultura, das ciências, do
pensamento, do desporto. Com
o objetivo de criar bons homens
e melhores cidadãos. Platão, citado
por Jaeger, diria mesmo que
a Paideia era “a essência de toda
a verdadeira educação”. O que
“dá ao homem o desejo e a ânsia
de se tornar um cidadão perfeito
(…) tendo a justiça como fundamento”.
Quando se operam reformas
no ensino em Portugal, como
agora acontece, desvalorizando os
professores, desautorizando-os,
humilhando-os, fechando escolas,
afastando os alunos das suas
origens culturais e sociais, não
estamos a tecer o tapete do desenvolvimento
e da igualdade de
oportunidades no ensino. Não estamos
a criar bons homens e melhores
cidadãos. Como com tanta
veemência os políticos apregoam.
Estamos, isso sim, a entrelaçar
uma manta de ilusões. Cosendo
hoje. Desemaranhando amanhã.
Estagnados no tempo. Tal como
Penélope, enquanto aguardava
por Ulisses.

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Feira da Música 26 a 28 set 2014 - BEJA


Nota de imprensa - I Feira da Música de Beja
A Zarcos - Associação de Músicos de Beja é uma associação sem fins lucrativos
sedeada na Casa da Cultura de Beja que surgiu em meados de 2011, tendo como
principais objetivos desenvolver meios e condições que incentivem à criação artística e
à proximidade com a música, bem como proporcionar iniciativas de âmbito artístico e
cultural à comunidade em geral.
É atribuído à associação o nome de Zarcos em homenagem a Emídio Zarcos, um grande
músico bejense destacado pela sua aptidão a tocar bateria e percussão.
A Feira da Música de Beja tem a sua 1ª edição nos dias 26, 27 e 28 de Setembro de
2014 na Casa da Cultura de Beja. Os principais objetivos deste evento são a
divulgação, dinamização e aprendizagem de várias áreas artísticas e culturais ligadas ao
sector musical, contando para isso com uma variada programação que incluí
workshops, palestras, exposições, sessões de cinema e muitos concertos. A Feira da
Música contará ainda com a presença de várias entidades ligadas ao sector musical, bem
como uma feira do disco e intrumentos usados.
Inseridos na programação de espetáculos, iremos contar com a presença de alguns
nomes promissores e outros já bem estabelecidos no meio artístico português como o de
Anamar, cantora e atriz portuguesa ligada ao pop e à música tradicional, Vítor Rua,
membro fundador de Telectu e do Grupo Novo Rock (GNR), Rafael Toral, músico
com formação em jazz ligado ao eletrónico experimental, que na década de 80 tocou
nos Pop Dell’Arte e que conta com várias colaborações de nomes internacionalmente
conhecidos, como Jim O’ Rourke, Sonic Youth, John Zorn, Lee Ranaldo, entre outros.
Durante a tarde iremos também contar com showcases com músicos locais e não só.

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Diário do Alentejo Edição 1690

Editorial
Jihad
Paulo Barriga

O Al Andaluz, que equivale,
mais coisa menos coisa,
ao território da Península
Ibérica, faz parte dos planos estratégicos
da jihad global. Parece uma
brincadeira de mau gosto. Mas não
é. A ameaça é recente. É real. E tem
cada vez mais apoiantes nas extensões
magrebinas do autodenominado
Estado Islâmico (EI). O próprio
ministro espanhol do Interior
já reconheceu publicamente que
as intimações que circulam na
Internet são para levar a sério.
Muito a sério. É certo que ninguém
esperará um desembarque jihadista
nas praias de Espanha ou do
Algarve. Mas alguns especialistas
citados pela imprensa internacional
acreditam que o EI está em condições
de atentar contra a Europa e
os Estados Unidos nos próximos
meses. Sendo que “a terra dos nossos
avós”, como eles a prenunciam,
consta na carta de intenções dos
terroristas. O que não deixa de ser
patético. É certo que o grande objetivo
militar e político do “califa”
Aboubakr el Bagdadi é içar a bandeira
negra em Damasco e Bagdad.
O problema é que no próximo
oriente existem hordas dos chamados
“lobos solitários”. Jovens radicais,
em autogestão, que estão dispostos
a fomentar a “guerra” por
conta própria. Não uma guerra
qualquer. Convencional. Mas uma
guerra em nome do mito do paraíso
perdido. O Al Andaluz, enquanto
espaço geográfico, não lhes
interessa propriamente. Interessa-
-lhes, outrossim, a lenda de uma
grande civilização muçulmana,
unitária e alternativa ao culto do
Ocidente. De facto, os tempos áureos
do Al Andaluz representam,
de alguma forma, isso mesmo.
O multiculturalismo. A tolerância.
O livre pensamento. A descoberta.
A ciência e as artes. E é precisamente
esse legado formidável e
tão formidavelmente recuperado
pelo professor António Borges
Coelho. Tão intenso e tão intensamente
escavado pela equipa de arqueólogos
de Cláudio Torres. Tão
vibrante como os poemas de Al
Mutamid que Adalberto Alves juntou
no seu árabe coração, é esse legado
que não condiz com a pilantragem
que se propõe reconquistar
o Al Andaluz com bombas atadas
ao peito. O bom caminho, aliás, é
o da Destruição da Destruição.
Que é um título de um livro do médico
e filósofo Averróis, nascido em
Córdoba no século XII. Um pensador
que acreditava na coexistência
de mais do que uma verdade para
uma mesma leitura. Em suma, será
que é desta liberdade interpretativa
e intelectual que falam os “lobos
solitários” quando se propõem
libertar o Al Andaluz? Ou preferirão
apenas servir em bandejas berberes
mais algumas cabeças decepadas?
Esta gente não é digna do
seu próprio passado. E muito menos
da terra dos seus avós.

DIA EUROPEU SEM CARROS - 22 SET 2014 - BEJA


9:30h – Passeio "Circuito urbano - A Bicicleta na Cidade" - concentração no parque da cidade, passagem pelo Pax-Julia - agrupamentos escolares


Campanha do estacionamento abusivo - sessões para grupos escolares 3º e 4º anos do 1º ciclo - inscrições até ao dia 18 Setembro através do email – transito@cm-beja.pt
Nas diversas escolas - divulgação das novas regras de trânsito - PSP- Escola Segura


18:00h – Passeio de bicicleta "As nossas ruas, a nossa escolha" - concentração no Largo de S.João – população em geral

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

BUDA IMPEDE UMA GUERRA



Certa vez, Buda impediu uma guerra iminente entre os Shakyas e os Kolis.
No rio Rohini, que separava as cidades de Kapilavastu e Koli, tinha sido construída uma barragem que permitia àqueles dois povos irrigarem os seus campos. Acontece que houve uma grande seca e que os agricultores de ambos os lados do rio reclamaram como seu o direito de utilizarem a pouca água que restava. Insultaram-se da pior maneira. O litígio, em muito exagerado pelos rumores que circulavam de ambos os lados, chegou aos ouvidos dos monarcas reinantes e levou a uma declaração de guerra. Os exércitos dos Shakyas e dos Kolis acamparam face a face em margens opostas do rio.
 Nesta altura, apercebendo-se do que se estava a passar, Buda deslocou-se até ao campo de batalha. Os Shakyas baixaram as armas, em sinal de respeito por aquele a quem consideravam a joia da sua raça, e os Kolis fizeram o mesmo. Buda perguntou se estavam ali reunidos para celebrar um festival da água. Quando lhe disseram que se tratava de uma guerra, Buda quis saber a causa do conflito. Os príncipes disseram que não sabiam e foram perguntar aos generais. Estes, por sua vez, perguntaram aos oficiais subalternos. As perguntas continuaram até chegar aos agricultores que tinham dado origem ao conflito.
 Quando finalmente soube a causa da disputa, Buda perguntou qual era o valor da água. Disseram-lhe que era pequeno. Buda perguntou, então, qual era o valor dos homens. Foi-lhe respondido que era enorme.
 Porque querem esbanjar o que é de tão grande valor, por causa do que é de tão pouco?
Este argumento foi o suficiente para convencer as fações a desistirem da guerra.

 
Margaret Read MacDonald 
Peace Tales
Arkansas, August House Publishers, Inc., 2005
(Tradução e adaptação)

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Curso de Fotografia inicia a 15 de set 2014 - Beja


XXII Festival Sete Sóis Sete Luas de 11 a 14 set 2014 Castro Verde



PROGRAMA

XXXIV Feira do Artesanato de Moura V Mostra de Aromas e Sabores 11 a 14 Setembro 2014


SUMMER END - 12 E 13 SET 2014 - ALMODÔVAR


BTT em Castro Verde 21 set 2014

A 21 de setembro, a Associação 100 Trilhos – Clube de BTT volta a organizar, à semelhança de anos anteriores, mais uma Maratona de BTT e a reunir em Castro Verde centenas de amantes da modalidade. Com percursos de 30km (mini-maratona), 50 km (meia-maratona) e 80 km (maratona), a prova decorre integrada na 5ª Prova Taça Algarve de XCM e conta com a colaboração da Câmara Municipal de Castro Verde.

Vale do Poço - XII Feira Agropecuária Transfronteiriça 12 a 14 set 2014


Programa
Sexta-feira, dia 12
16h00 – Abertura do certame
18h30 – Inauguração oficial/Animação com o grupo Amigos da Pinguinha
21h30 – Espetáculo com o grupo musical Terra Bela
22h30 – Baile com Cristiano Martins
Sábado, dia 13
08h00 – Caminhada ao Pulo do Lobo
10h30 – Colóquio “Apoio à agricultura no âmbito do no quadro comunitário”
11h00 – Abertura do certame
14h00 – Animação com o grupo Amigos da Pinguinha
18h00 – Oficina de Danças de Roda
19h00 – Vacada
22h00 – Espetáculo de variedades com Broa de Mel
23h30 – Baile com o Duo Cafécreme
Domingo, dia 14
08h30 – Passeio de BTT
11h00 – Abertura do certame
14h00 – Animação com o grupo Quarteto Maravilha
18h30 – Jogos Transfronteiriços
20h30 – Espetáculo musical com o grupo Real Aliança Velha
22h00 – Baile com o Duo Kontraste/Encerramento dos stands