segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Feira da Conversa 18 a 20 agosto - Salvada


segunda-feira, 31 de julho de 2017

FESTA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA - BALEIZÃO


Festas de Santa Susana - Mombeja


É já no próximo fim de semana que decorrerão as Festas de Mombeja. 

O seu ponto alto,  a actuação do grande António Zambujo, cuja família é oriunda de Mombeja, será no dia 5 pelas 22:30h, num espectáculo solidário cuja receita reverte para as obras do pavilhão multiusos de Mombeja.

Para mais informações e reserva de mesas contaste a organização através do email:-  gdcmombeja.btt@sapo.pt 

Apareçam!

terça-feira, 21 de março de 2017

XI Feira do Porco Alentejano em Ourique


No fim de semana em que o porco é rei…
A XI edição da feira do porco alentejano tem data marcada para os dias 24, 25 e 26 de Março em Ourique…
A organização da feira está a cargo do município e da associação de Criadores do Porco Alentejano.
Será uma feira repleta de novidades e animação…
Poderemos assistir a demonstrações de gastronomia…
Sempre com o principal ingrediente o porco alentejano.
A feira conta já com um caminho de crescimento acentuado, sendo o principal objectivo a consolidação da marca “Ourique Capital do Porco Alentejano”.
A aposta na promoção do mundo rural e do melhor que se faz na região, são o foco do município de Ourique.
A Feira do Porco Alentejano, já é uma referência a nível nacional e internacional e com um grande crescimento de ano para ano…

34ª Ovibeja promete longas e intensas Ovinoites






CONCERTOS 34ª OVIBEJA


27 ABRIL | Orelha Negra + Dj Senõr Pelota (Frenzy)

28 ABRIL | Sangre Ibérico + Miguel Ângelo + Meninos da Vadiagem ( Live Act)

29 ABRIL | Agir + Dj Christian F

30 ABRIL | Anselmo Ralph + Dj CyberX


34ª Ovibeja promete longas e intensas Ovinoites

A Ovibeja abre, mais uma vez, os concertos de Primavera com um grande projeto da música nacional e internacional. Orelha Negra é o nome do quinteto constituído por João Gomes,Francisco Rebelo, Fred, Samuel Mira e Dj Cruzfader que dão vida a um dos projectos musicais mais empolgantes dos últimos anos.
Porque as noites de Ovibeja tendem a ser longas e intensas, a primeira noite da 34ªOvibeja encerra com Señor Pelota! Amante do vinil, dono de uma colecção impressionante – e invejável – que abrange territórios verdadeiramente ecléticos, do House ao Techno, do Funk ao Disco passando pelo Kraut.

A 28 de Abril, 2º dia da Ovibeja, os sons da noite cantam-se com Sangre Ibérico. Saídos da última edição do Got Talent Portugal, revelaram-se um dos mais interessantes projetos musicais surgidos nos últimos tempos.
A segunda noite da Ovibeja 2017, a 28 de Abril, conta ainda com o grande nome do panorama musical português, Miguel Ângelo. Depois de 25 anos de carreira com os Delfins, Miguel Ângelo inicia a sua carreira a solo. Com vários trabalhos lançados, o concerto ao vivo na Ovibeja resultará numa festa de convívio muito especial: a celebração de 33 anos de carreira.
Esta noite termina, madrugada dentro, com os Meninos da Vadiagem.

Na noite de 29 de Abril sobe aos palcos da Ovibeja um dos principais cantores da nova música portuguesa de expressão urbana: Agir.
A fechar a penúltima noite da Ovibeja 2017, 29 de Abril, CHRISTIAN F! Será o regresso a casa e às origens daquele que é considerado, por muitos, o melhor dj do sul e um dos melhores djs nacionais!

Na última noite da Ovibeja, 30 de Abril, o palco principal da grande feira do Sul volta a receber Anselmo Ralph! Com a tournée O Amor é cego, Anselmo Ralph regressa à Ovibeja para mais uma noite cheia de surpresas, em que se comemora a Amizade, o Amor e a Esperança!
A madrugada da última Noite da Ovibeja, vai ser entregue a CYBERX.

Os bilhetes já estão à venda e à distância de um clique. Através da Bilheteira Online os bilhetes de ingresso na Ovibeja podem ser adquiridos em qualquer local com acesso à Internet. Para tal basta aceder a um dos pontos de venda disponíveis, entre eles o site da Ovibeja em www.ovibeja.pt. O bilhete diário confere acesso a todas as iniciativas do dia.

Com as portas abertas entre 27 de Abril e 01 de Maio, a 34ª Ovibeja afirma-se pela pluralidade, num espaço de festa, de partilha e de negócio onde todos se sentem parte integrante. Esta edição aposta na internacionalização dos produtos agro-alimentares de excelência, ao mesmo tempo que promove o artesanato tradicional e o cante alentejano como identidade de uma Terra que é Fértil na criação de mais-valias para a região e para o País.

A organização do evento é da responsabilidade da ACOS – Associação de Agricultores do Sul.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Diário do Alentejo edição nº 1821

Editorial
Apenas
primavera
Paulo Barriga

No início do século XX,
o escritor britânico HG
Wells imaginou um folhetim
em cujo enredo o planeta
Terra estava a ser invadido por seres
inteligentes provenientes de
Marte. Dotadas de poderes excecionais,
as criaturas extraterrestres
não apenas se alimentavam
da raça humana, como tinham armas
poderosas capazes de a dizimar
massivamente. À sua estrambólica
construção chamou Wells A
Guerra dos Mundos, uma narrativa
visionária que mais tarde haveria
de ser reutilizada em abundância
na rádio e, em especial,
no cinema fantástico. Na passada
sexta-feira esteve em Castro Verde
o ministro do Ambiente para
apresentar uma estratégia nacional
para a educação ambiental. E
não foi por impulso do acaso que
João Pedro Matos Fernandes escolheu
aquela vila para propagandear
uma nova política de promoção
da literacia dos portugueses
em matérias ligadas ao ambiente e
à conservação da natureza. É que
em Castro Verde, para além da
batalha fundadora da nossa nação,
também ocorreu há alguns
anos a esta parte uma duríssima
contenda entre a preservação de
um habitat bastante sensível e importantíssimo
para a preservação
de espécies estepárias mundialmente
ameaçadas, como a
abetarda, o peneireiro-das-torres
ou o sisão e o avanço da cultura
da floresta de eucalipto, patrocinada
pelas grandes indústrias de
celulose. Tal como no romance de
HG Wells, também o mundo rural
antigo que se pratica na zona
do chamado Campo Branco esteve
sob ameaça de organismos
estranhos capazes de secar tudo
o que reivindicasse persistir em
seu redor. E também nesta guerra
entre dois mundos, acabou o homem,
não sem grande resistência,
por sair vencedor. Em maio próximo,
vai a Unesco pronunciar-se
sobre as virtudes que este triunfo
do bom senso sobre a avidez representou
e ainda representa não
apenas a nível local, como inclusivamente
a nível planetário. O reconhecimento
internacional da
cultura extensiva do trigo e do
pastoreio nas planícies de Castro
Verde, com absoluto respeito pela
sustentabilidade do território e da
biodiversidade, como Reserva da
Biosfera, é qualquer coisa de inspirador
num tempo em que a agricultura
intensiva e industrial faz
alastrar velozmente a sua pegada.
Foi por esta guerra que o ministro
quis vir a Castro Verde falar de
estratégias ambientais para o futuro.
Foi por este mundo que põe
o homem no centro da natureza
que HG Wells agitou os fantasmas
da Humanidade no passado.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Diário do Alentejo Edição 1820

Editorial
Bestiais
Paulo Barriga

O cantor bejense Jorge Benvinda
terminou em quarto lugar a sua
participação na fase de apuramento
da canção portuguesa a apresentar
ao Festival da Eurovisão da Canção,
que este ano vai decorrer na Ucrânia.
Nuno Figueiredo, que com Benvinda faz
dupla na banda Virgem Suta, compôs o
tema e escreveu aquela que foi a mais iluminada
e, ao mesmo tempo, a mais desempoeirada
das letras que foram dadas
a escutar ao bom povo. “Gente bestial”
é um retrato leve, embora alegremente
perfeito, deste país e da fauna que nele
habita. Pelo que, sem desprimor para as
restantes canções finalistas, ou pelo menos
para um par delas, poderia muito
bem ter ido dar uma volta a Kiev. Jorge
Benvinda também mostrou (como se tal
fosse necessário…) que é um dos grandes
cantores portugueses da atualidade.
O seu timbre inconfundível, que sobrevive
ao mesmo tempo a uma açorda de
coentros e à filmografia completa de
Emir Kusturica, é qualquer coisa de revitalizante,
de festivo, de animoso. Não ganharam,
estes dois rapazes, mas não deixaram
de exibir ao vivo e a cores como
são bestiais. Conforme, aliás, é bestial,
teimosamente bestial, a carreira musical
e discográfica dos Virgem Suta. Em definitivo,
não se sabe ao certo se será das
águas, ou assim, mas há qualquer coisa
que está a atingir em forte a música que
se faz e que se pratica em Beja. Se alguém
houvesse que ainda andasse distraído
em relação à deles, o Jorge Benvinda e o
Nuno Figueiredo tiraram todas as teimas
quando no passado domingo entraram
embonecados pela casa das pessoas
a dentro. Já no dia anterior, António
Zambujo veio ao cineteatro da sua terra
para cantar Chico Buarque. A casa estava
pelas costuras, pois claro que estava,
e tivesse ele, Zambujo, disponibilidade
de agenda e por cá levaria um
valente par de semanas a rebentar bilheteiras.
Paulo Ribeiro também foi ao Pax
Julia, mas isto para dar conta do belíssimo
e recente disco onde canta em exclusivo
poemas de Manuel da Fonseca.
O “Coro dos empregados da câmara” se
não nos esmaga, pelo menos esmurra-
-nos. E um murro, no bom sentido do
sopapo, é o mínimo que se leva para casa
depois de ouvir “Shout it out”, o novíssimo
EP onde os Ho-Chi-Minh guardam
a mais poderosa das versões de
“Enjoy the silence”, tema que os Depeche
Mode mundializaram, alguma vez concebida.
Os Tango Paris também se chegaram
à frente com um novo videoclipe
e os Marvel Lima não param de curtir na
rádio a sua “Primavera”, que não tarda
a chegar, como não tardará o primeiro
single de Bernardo Espinho. É pau para
muita obra…
António Inácio Um homem bestial,
tipógrafo da velha guarda, camarada
de trabalho de longa data, com uma
dedicação e uma inteligência e um humor
a toda a prova, deixou-nos aos 63
anos, no último domingo. O “Diário
do Alentejo” está de luto, perdeu um
dos seus melhores. Nesta hora, em que
elas não saem nem nunca são suficientes,
uma sentida palavra para a família
enlutada: jamais esqueceremos!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Diário do Alentejo Edição 1819

Editorial
Abraços
Paulo Barriga

Há coisa de 15 dias atrás
veio a lume uma notícia
local que, de tão mau
trato que levou na comunicação
social, “Diário do Alentejo” incluído,
por certo passou despercebida.
A Câmara Municipal de
Moura promoveu, a 17 e 18 de fevereiro,
uma espécie de “câmara
aberta” junto da diáspora mourense
que, ao longo dos anos, se
foi fixando na Suíça. Não é propriamente
novo este modelo de
“presidencialismo aberto”, que
Mário Soares inaugurou durante
a sua estada em Belém, e, talvez
por isso mesmo, a notícia fundamental
desta iniciativa autárquica
tenha passado envolta na
espuma dos dias: a criação de um
gabinete de apoio ao emigrante.
O executivo municipal de Moura
foi à Suíça ter com os seus que estão
longe para os abraçar, naturalmente,
mas também para lhes
dizer para não se preocuparem
com as pequenas pendências que
possam existir cá na santa terrinha,
a câmara tratará desses assuntos,
e para promover as coisas
boas que por cá vão acontecendo.
A aparente simplicidade do gesto
não encobre o alcance da iniciativa.
Ao dizer-lhes que podem
contar com a sua câmara municipal,
o que a equipa de vereadores
de Moura está a propor aos seus
emigrantes é uma efetiva “política
de retorno”. Está a relembrar-lhes
o quão importantes são e a
falta que fazem para o desenvolvimento
da sua terra. Isto, num
país onde todas as políticas para
fazer retornar emigrantes têm
falhado e que, nem por acaso, é o
segundo na Europa com a maior
taxa de emigração. De acordo
com o Relatório do Observatório
da Emigração da ONU, publicado
a 24 de fevereiro último, 22
por cento dos portugueses vivem
no estrangeiro. Há mais de 2,3
milhões de cidadãos nacionais a
viver lá fora e o mais grave é que
o êxodo não estancou com a saída
da Troika nem com o propalado
“fim da crise”. Só no ano de
2015 largaram de Portugal mais
de 110 mil pessoas, boa parte delas
jovens com elevada qualificação
académica. Muito se fala da
sangria demográfica ocorrida
nos anos 1960 e início dos anos
1970 mas, neste momento, estamos
a bater todos os recordes
ao nível da balança migratória.
Com a agravante para o futuro de
estarmos a exportar a custo zero
aqueles que mais poderiam ajudar
o País a sair do lodaçal económico
em que ele se atascou. É
por isso que quando a Câmara de
Moura propõe facilitar a vida aos
seus que estão longe está, afinal,
a incitar a uma nova política de
retorno: a política do abraço. Não
é tudo, mas vale por quase tudo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Diário do Alentejo Edição nº 1818

Editorial
Carne e osso
Paulo Barriga


Por não ter sido assim há
tanto tempo quanto isso,
lembro-me como se hoje
mesmo fosse. A 5 de dezembro, o
Governo pátrio, de uma penada,
mandou a Beja dois ministros de
carne e osso para relembrar aos
indígenas que estes, os indígenas,
e as suas terras nunca seriam esquecidos
pelo presente executivo
governamental. Prova de tão sentido
envolvimento e de tão abnegado
compromisso estava na leitura,
em primeira mão, de um
Programa Nacional para a Coesão
Territorial que havia sido redigido
com base nas auscultações feitas
durante os seis meses anteriores
por uma Unidade de Missão para
a Valorização do Interior. “Coesão
territorial” e “valorização do interior”.
Numa região onde a vara
da demografia já não pode dobrar
mais se não quebra e onde os índices
de desenvolvimento estão mais
em sintonia com África do que
propriamente com a Europa, ministros
(no plural) a falarem com
despudor em “coesão territorial”
e em “valorização do interior” foi
obra. Mas quando os trolhas de
serviço à talocha dos ministérios
começaram a jogar a massa à parede,
depressa se percebeu que a
obra era macaca. Tão macaca ou
tão pouco que nenhuma das iniciativas
setoriais desenvolvidas
ao abrigo deste plano salvador do
interior contemplou, até hoje, o
Baixo Alentejo. Nenhuma e o que
é zero, é mesmo zero. Ainda nos
últimos dias veio a público uma
notícia proveniente do Ministério
do Planeamento e Infraestruturas,
com direito a mapa e tudo, onde
o responsável da dita pasta fazia
anúncio de 102 milhões de euros
(capazes de gerar 180 milhões)
para investimentos em acessos e
melhorias nos parques de negócios,
parques industriais ou parques
empresariais, como se lhes
queira chamar. A este respeito
disse o ministro o seguinte: “É
um investimento muito objetivado
e focado, de proximidade
e de fomento da coesão territorial”.
A este respeito não disse o
ministro o seguinte: apenas uma
das 12 intervenções previstas no
Programa de Valorização das
Áreas Empresariais está localizada
a Sul do Tejo (melhoria de
acessibilidades à zona industrial
de Campo Maior). Todos os parques
empresarias na área de influência
de Alqueva foram, uma
vez mais, esquecidos assim como
preterido foi o parque de indústrias
afeto ao aeroporto de Beja.
Bem sei que começa a ser aborrecido
estar sempre a bater no ceguinho,
mas por não ter sido assim
há tanto tempo quanto isso, ainda
me lembro como se hoje mesmo
fosse que vieram a Beja dois ministros
de carne osso (dois) pregar
sobre a valorização do interior.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Se vir o céu amarelado, não se admire. São poeiras do norte de África

O sotavento algarvio, o interior do Baixo Alentejo e o arquipélago da Madeira vão ser afetados até sexta-feira por poeiras provenientes do norte de África, segundo informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA


De acordo com o Instituto, a situação deve-se a uma depressão centrada na região de Marrocos, que transporta na sua circulação poeiras em suspensão provenientes do norte de África.
O Instituto realça em comunicado publicado na sua página da Internet, que esta situação, que começou na terça-feira, se tem traduzido, "num tom amarelado do céu" e que "deverá diminuir gradualmente ao longo dos próximos dias".
"Prevê-se que as poeiras continuem a afetar a região Sul e parte da região Centro, do continente, e a Madeira, até sexta-feira", acrescenta.
O IPMA indica que para hoje está prevista a "possibilidade de ocorrência de aguaceiros no sotavento algarvio e no interior do Baixo Alentejo que, a ocorrerem, terão como consequência a deposição das poeiras à superfície (normalmente bem visível sobre os automóveis)".